Category Archives: Dose Semanal WCS

Jack n’ Jills: As pessoas merecem melhor “sorte”?

Eu lembro da minha primeira competição de Jack n’ Jill. Estava competindo na categoria Newcomer, mas eu tinha alguns bons anos de experiência de dança antes do WCS. Então, eu tinha uma “vantagem” sob as outras pessoas na mesma categoria.

Acabei indo para a final e cai com um senhorzinho extremamente simpático. Ele estava muito nervoso. Nós competimos e, se me lembro bem, acho que ficamos em quinto lugar. Nada mal.

Então, depois que saíram os resultados, ele veio até mim e pediu desculpas por ter caído comigo na competição. Eu não lembro exatamente as palavras dele, mas era algo na linha de “você merecia um parceiro melhor, teria pegado uma colocação mais alta”.

Eu me senti tão mal quando ele falou isso. Ele tinha um entendimento que, de alguma forma, ele estava me impedindo de pegar a colocação que “eu realmente merecia” na categoria.

A questão é: não era a “colocação que eu realmente merecia”. Eu estava perfeitamente satisfeita com nosso quinto lugar. As pessoas nos primeiros lugares mereceram estar lá.

Mesmo que houvesse uma diferença entre os níveis dos cavalheiros e das damas (tinha um número muito maior de damas competindo), esse senhor era bom o suficiente na função dele para chegar às finais. O que significa que, a não ser que eu fosse sortuda o suficiente pra cair com um dos dois cavalheiros que tinham um nível muito acima dos demais, eu estava dançando com alguém que tinha exatamente um nível parecido com todas as outras pessoas naquela categoria.

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A ideia de “azar”

Normalmente as pessoas acham que em todas as categorias terão pessoas competindo no nível, algumas abaixo e outras acima, do nível da categoria. Isso é verdade na maioria das vezes. Em cada evento, as finais de cada categoria serão um reflexo dos x% melhores competindo naquela ocasião. A dificuldade para algumas pessoas aparece quando existe um grande desequilíbrio entre cavalheiros e damas. Afinal, é de se esperar que na função com mais competidores, a competição seja mais acirrada.

Sim, isso também é verdade. A questão é que, com a exceção do Newcomer (e às vezes o Novice), as pessoas precisam ganhar pontos suficientes para chegar naquele nível. O que significa que, teoricamente, elas já foram pré-selecionadas. E, a não ser que seja uma competição que só tenha finais direto, elas também passaram pelas eliminatórias e foram eleitas as x% pessoas com maior nível naquela categoria e naquele evento, para irem às finais.

Isso significa, que o efeito “azar” é praticamente irrelevante!

Nas preliminares você é avaliado individualmente, então na real não importa muito com quem você cair. Além disso, é muita presunção achar que os jurados não avaliaram individualmente direito a SUA dança por culpa do seu parceiro. Os jurados fazem isso há tempo suficiente para saberem, só com um rápido olhar, quem realmente tem a técnica.

Claro que não estamos entrando no mérito aqui de se “os jurados têm tempo suficiente para julgar decentemente a todos”. Esse é um assunto para outro dia. O que eu estou dizendo aqui é sobre culpar seus parceiros pela sua eliminação precoce em uma competição.

Além disso, tem uma grande diferença entre “ter sorte” e “ter azar”. “Ter azar” implica que a pessoa que você caiu era, de alguma forma, PIOR que todos os outros na mesma categoria. Por outro lado, “ter sorte” significa que você caiu com alguém que era absolutamente acima em comparação com as outras pessoas da categoria.

O que eu vejo frequentemente, são pessoas reclamando de “terem tido azar” quando na verdade o que aconteceu é que elas simplesmente não “tiveram sorte”.

Nós precisamos mudar nossa mentalidade de reclamarmos de “ter tido azar”. Ao invés disso, deveríamos focar em pensar como aquela outra pessoa “teve sorte” de cair com aquele dançarino incrível, ou como aqueles dois ótimos dançarinos “tiveram sorte” de cair juntos. A questão não é sobre quanto azar você teve, mas sim, quão sortudo eles foram.

A confusão entre “na média” e “azar”

Em uma competição de JnJ, você frequentemente vai cair com alguém na final que dança num nível médio para aquela categoria. O que significa que quando você pensa que “teve azar” em cair com essa pessoa, na verdade você só caiu com alguém “na média”. Afinal, eles chegaram até as finais!

Ao invés de colocar a culpa do seu resultado ruim em alguém, você devia focar no que deu tão certo pras pessoas que ganharam. Sim, não foi você que ganhou. Sim, eles tiveram um pouco de sorte. Mas, se você procurar pensar nos vencedores, provavelmente você conseguirá dizer “É, eles realmente mereceram”.

Isso é mais humilde da sua parte. Ao invés de culpar as outras pessoas, isso te traz um sentimento de realmente reconhecer o esforço dos outros e suas conquistas.

Todos nós torcemos para cair com alguém excepcional, mas não vamos confundir cair com alguém “na média” com “azar”.

Obviamente, esse artigo não é sobre parceiros inconvenientes que te fazem ficar com medo de dançar com eles ou que você tenha um histórico pessoal ruim. Não é isso que eu estou chamando de “azar”.

Na verdade, vamos esquecer essa ideia de “azar” totalmente. Por que não olharmos para o “azar” como uma falta de compatibilidade e conexão entre os parceiros? Por exemplo:

  • Conexões que não combinaram
  • Estilos musicais que não combinaram
  • O nível entre cavalheiros e damas nessa categoria estava muito diferente

Chega de culpar o outro numa competição, e vamos começar a elogiar o casal que teve habilidade e sorte o suficiente pra ganhar.

Acredite, é muito mais saudável para todos. Culpar os outros nunca leva ninguém a nada.

Fonte: http://www.danceplace.com/grapevine/jack-n-jills-do-people-deserve-better-partners/

Traduzido por: Lucas Esteves

O que dançarinos comem: Passe o sal

OBS: Segundo a OMS, os adultos deveriam consumir menos de 2 gramas de sódio – ou menos de 5 gramas de sal – e pelo menos 3,51 gramas de potássio por dia

Dieta sal dançarinos

Dançarinos precisam de mais sódio?

A maioria das diretrizes de dieta do governo dos EUA recomenda que adultos saudáveis não consumam mais de 2.300 miligramas de sódio por dia, o equivalente a uma colher de chá.

A recomendação do American Heart Association é ainda menor: 1.500 miligramas por dia.

O excesso de sódio pode causar hipertensão arterial e aumentar o risco de acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca.

Mas quando nós suamos, perdemos eletrólitos. E sódio e cloreto são os dois eletrólitos perdidos nas concentrações mais elevadas, de acordo com o Conselho Americano no Exercício.

“Dançarinos precisam de sal”, diz Heidi Skolnik, uma nutricionista que trabalha com os dançarinos no The Juilliard School e School of American Ballet.

“A recomendação para uma dieta baixa em sódio realmente não é voltado para o indivíduo ativo.”

O sódio é vital durante o exercício porque ajuda a regular a função muscular e a quantidade de água no corpo.

“Eu sempre recomendo que os atletas consumam ligeiramente mais sódio do que a média, devido à sua formação vigorosa e aumento da transpiração”, acrescenta o Dr. Scott Weiss, um fisioterapeuta e fisiologista.

Normalmente a maioria dos dançarinos pode obter a quantidade adequada de sódio incluindo alguns alimentos salgados em sua dieta.

No entanto, “dietas brancas”, ou dietas que defendem o consumo, principalmente, de alimentos à base de plantas, se tornaram populares recentemente. Skolnik adverte que eles podem ter muito baixo teor de sódio. “Se você precisa de sal”, diz ela, “Adicione sal. Você não precisa evitá-lo. “

Em casos extremos, a perda em excesso de sódio pode levar a uma condição chamada hiponatremia. “Em essência, você começa a segurar muita água. Você está diluindo o seu próprio sangue”, diz Skolnik.

Os sintomas incluem náuseas, confusão, dor de cabeça, cãibras musculares e fadiga. Esta condição é mais comum em atletas de resistência, como maratonistas, que podem beber grandes quantidades de água sem reabastecer corretamente seus eletrólitos.

Mas Weiss adverte que longas horas sob luzes do palco quentes podem fazer dançarinos suarem mais e aumentar o seu risco.

O perfeccionismo dos bailarinos também pode ser perigoso. “Eles têm muitas vezes dificuldade em encontrar o verdadeiro equilíbrio entre a sua saúde e desempenho.

Excessos de viagens, exercício, desempenho e ensaios, e, simplesmente, fazer muita coisa”, diz ele. Se dançarinos não derem tempo para comer e descansar em longos dias, colocam-se em risco de hiponatremia.

Exigências de sódio exatos variam dependendo de genes e de quanto você sua. (E quanto mais adaptado você estiver, mais você vai suar, como o seu corpo se torna mais eficiente no próprio arrefecimento.)

Se você estiver preocupado sobre ingerir ou não a quantidade adequada de sal consulte um médico que possa verificar os seus níveis de eletrólitos.

Weiss também recomenda a consulta de um nutricionista para se certificar de que você está recebendo todos os nutrientes que você precisa, incluindo sódio.

E o Gatorade?

Você pode ter ouvido que você deve ficar longe de bebidas esportivas devido à elevada quantidade de açúcar e sódio.

Isso é verdade para o exercitador casual, mas as bebidas esportivas são projetados para ajudar as pessoas altamente ativos como dançarinos, que precisam repor líquidos, eletrólitos e carboidratos perdidos durante o exercício.

Se você está apenas dançando para uma ou duas horas em sala de aula, diz Heidi Skolnik, você provavelmente não precisa mais do que água e um lanche mais tarde. Mas em um dia mais longo e mais puxado, você pode se beneficiar de um impulso extra de bebida esportiva.

Com medo de exagerar?

Se você tem medo de comer muito sal, faça um estoque de frutas e vegetais que são ricos em potássio. Ele neutraliza os potenciais efeitos negativos do sódio, ajudando para que o organismo libere os excessos através da urina, e pode também ajudar vasos sanguíneos e função muscular.

Principais fontes incluem batatas, bananas, tomates, laranjas e brócolis.

Boas fontes de sódio

Queijo
Nozes salgadas
Azeitonas
Sopa
Bebidas esportivas

Texto: http://dancemagazine.com/inside-dm/magazine/dancers-eat-pass-salt/
Traduzido por: Nany Sene

O dançarino “não tão” social

Todos conhecemos o dançarino “não tão” social. Ele vai aos bailes e basicamente fica a noite toda dançando com uma pessoa.

É compreensível se eles estiverem em um encontro romântico.

Mas as vezes é um dançarino muito bom que simplesmente não quer dançar com mais ninguém porque… bom, ninguém mais ali “vale a pena dançar”.

Banner dançarino

Eu já fui essa pessoa. Frequentemente eu escutava “Eu não quero dançar com ninguém mais aqui” ecoando na minha cabeça constantemente, e esse raciocínio é sempre baseado no nível de habilidade médio do baile.

Mas aí eu parei para pensar em qual mensagem eu passava para o resto da comunidade com essa atitude de manter todos longe da minha dança.

Eu percebi que a mensagem que eu passava era: Eu não quero mais fazer parte dessa comunidade que me fez ser o dançarino que eu sou hoje.

Todos dependemos de boas danças para praticar e evoluir nossas habilidades, mas nós ficamos cada vez melhores quando dançamos com pessoas de TODOS os níveis de dança (mesmo iniciantes).

Nesse momento, existe uma infinidade de pessoas frustradas por não conseguirem sair do intermediário (ou do iniciante, caso mais comum aqui no Brasil).

Eles têm grande dificuldade de desenvolver todo seu potencial porque os dançarinos mais habilidosos, muitas vezes, nem olham na cara deles.

Isso cria uma barreira que impede o crescimento, tanto dos dançarinos quanto da comunidade local. Dançarinos que não são desafiados constantemente, não crescem.

Eventualmente eles vão embora, desistem ou mudam para algum outro ritmo.

E, normalmente, são as pessoas com o maior potencial que passam por isso.

Bons dançarinos, por favor, lembrem-se disso: Houve um momento que ninguém queria dançar com você.

Uma época que as pessoas dançavam com você mesmo sabendo que tinham pessoas muito melhores no baile para se dançar com.

Uma época que os outros desejavam secretamente que você treinasse e melhorasse porque sua dança era muito ruim.

E ainda assim, as pessoas dançavam com você, mesmo quando elas não eram obrigadas ou queriam.

Façamos com que esse seja um convite para que os dançarinos “não tão” sociais retornem à comunidade que os criou. Participem das práticas e bailes ativamente.

Esforcem-se para conhecer as pessoas no local. Socializem um pouco, especialmente em bailes menores. Dancem com pessoas que vocês ainda não conheçam.

Tentem identificar quem são as pessoas com grande potencial e as ajude a percorrer esse árduo caminho da dança, como provavelmente alguém fez por vocês anos atrás.

Infelizmente, é muito triste ter pessoas no baile que pensam que ninguém ali é bom o suficiente para se dançar com (ou ficam secretamente tirando sarro das pessoas presentes).

Precisamos de pessoas que liderem as comunidades e que sejam positivas e contribuam para o crescimento de todos. A dança é sempre uma questão de conexão… e vale muito apena se manter conectado à comunidade que te fez quem é hoje.

Fonte: https://karenkaye.net/2016/05/18/the-not-quite-social-dancer/
Traduzido e adaptado por: Lucas Esteves

Musicalidade: o tema do momento

“Musicalidade” é uma palavra ingrata.

Ouvir e aprender sobre música é uma experiência muito boa. Melhor ainda é poder expressar a música com sua dança. Mas é frustrante a obsessão que muitos dançarinos tem em “Ser mais musical” tendo apenas uma vaga ideia do que isso significa.

Musicalidade é um termo confuso. Todos nós sabemos disso.

Se você tiver sorte você talvez tenha um ideia intuitiva do que  “musicalidade” significa pra você. Você pode ter sua própria definição  que usa para debater com outras pessoas.

Mas francamente isso não é o bastante.

Se você quer dançar melhor na música, ou entender a música, você precisa  mais do que um entendimento intuitivo. Você precisa de mais do que algo vago e ideias conflitantes que muitos  professores apresentam.

Você precisa de detalhes!

Banner Musicalidade

MUSICALIDADE NA DANÇA

 

As pessoas gastam a vida inteira aprendendo sobre música. O mesmo vale para dança. Essa é uma área muito grande para estudar e a palavra musicalidade não te dá nenhuma dica de por onde começar. Imagine se você perguntar para o seu professor como improvisar no west coast swing, e ele disser “veja mais vídeos de West Coast” ou “Aprenda mais sobre West Coast”

Resumindo: Se vira! = (

Mesmo assim o conselho que a maioria dos estudantes recebem para serem mais musicais é escutem várias músicas, e aprendam mais sobre as músicas.

Todo mundo quer mais Musicalidade, mas cada um tem uma idéia diferente de o que musicalidade significa ou em alguns casos não faz ideia nenhuma.

Para conseguir ajuda você precisa saber exatamente o que você quer melhorar. É preciso mais informação e ser mais específico.

Por exemplo, aqui tem algumas palavras que podem ser relacionadas a ideia de musicalidade:

  • Identificar diferentes tipos de música
  • Entender Estrutura Musical
  • Conhecer as Terminologia da música
  • Diferenciar os instrumentos presentes
  • Achar/Entender a Contagem de 8 tempos, verso e refrão
  • Aprender a Contar e saber o ritmo da dança
  • Antecipar quebras, achar pontos de emenda, ritmos, repetições e etc.
  • Expressar diferentes tipos de sons com seu corpo
  • Criar novos ritmos
  • Escutar a música enquanto dança
  • Combinar improvisação na música com uma boa condução na dança
  • Encaixar sequências de movimentos na música
  • Criar suas próprias variações na música
  • Usar repetições, proposta e resposta e dinâmicas relacionadas a música

Se você não sabe que esses conceitos existem, é muito difícil de trabalhar neles. É possível que você faça um curso de musicalidade e descubra que o que você quer na verdade é entender a estrutura da música, mas alguém pode fazer o mesmo curso e ficar irritado porque não aprendeu nenhum exercício específico para trabalhar a criatividade na música.

Se uma aula é só classificada como “Musicalidade”, você nunca sabe o que vai acontecer.

Para ter o que você quer, você PRECISA SABER o que você quer.

Você quer entender música melhor? Se sim, você quer entender ela Intelectualmente (estudando), Intuitivamente (escutando), experimentalmente (tocando), ou todas as três?

Você quer dançar melhor na música? Se sim, o que isso significa pra você? Você quer ser único e criativo? Você quer agradar as pessoas? Você só quer algumas ideias básicas de música e ideias de movimento para replicar?

Dançar é um emaranhado de ideias. Você pode estudar algo individual, ou a interseção dos conceitos ou todo o conhecimento de modo geral.

Quando você estuda algo individual ou uma interseção, você vai inevitavelmente ser levado a outras. Mas você tem que começar em algum lugar.

Pare de se preocupar em ser “musical”; é muito vago. Ao invés disso, seja específico sobre o que você quer saber. Estude conceitos concretos e pratique exercícios específicos.

Comece em algum lugar, qualquer que seja! Tente várias ideias e não aceite respostas confusas.

Fonte: http://rebeccabrightly.com/musicality-drives-crazy/

Tradução: Marcel Cortinovis.

5 motivos para você fazer uma COREOGRAFIA!

  1. Melhorar suas habilidades

O primeiro motivo, e mais óbvio, é que você aprenderá novas habilidades. Devido a exigência de dedicação e treinos constantes, você terá uma grande parte do seu tempo dedicado a coreografia. Isso permitirá que você tenha um ótimo desenvolvimento. Com o passar do tempo o seu corpo ganhará coerência com suas novas habilidades e isso terá impacto positivo no processo de aprendizado da dança. É importante pensar em uma coreografia desafiadora para que os envolvidos possam crescer enquanto praticam.

  1. Melhorar seus treinos

Dançar uma coreografia com todo mundo olhando não é brincadeira. A quantidade de treinos necessária para dar o seu máximo em dois minutos de coreografia é bem expressiva. Exige tempo de ensaios organizados e consistentes. Vai levar um tempo para escolher a música, um pouco mais para ter uma ideia sobre o estilo a ser seguido, depois terão ensaios de partes específicas da coreografia, pré ensaios simplesmente dedicados a se preparar para um bom desempenho final, entre outros. Organizar todos esses elementos é uma habilidade totalmente diferente que a necessária para uma dança social, ou mesmo uma competição como Jack and Jill.

  1. Melhorar a dinâmica entre os parceiros

Independente de você fazer uma coreografia com alguém iniciante ou com um profissional você estará em um tipo de relacionamento.

Vocês terão que passar muitas horas trabalhando juntos e superar agendas pessoais, dias ruins e ensaios ruins. Aprender a lidar com essas situações é algo exclusivo desse tipo de parceria. Soa bastante parecido com um relacionamento: vocês têm que trabalhar em conjunto em prol de um objetivo comum em tempos bons ou ruins. Observe os melhores profissionais que você conhece. Um dos segredos que nenhum deles conta é a consistência de suas parcerias. Eles continuam coreografando, ano após ano, embora tenham passado, e continuem passando, por diversos momentos difíceis.

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  1. Maturidade emocional constante na dança

Dominar a sua mente é uma das coisas mais difíceis de se fazer na dança. Ao executar uma coreografia, com todo mundo olhando, surgem novas emoções. Talvez você fique nervoso e não consiga executar perfeitamente o que treinou. Talvez você erre e precise manter a “cara de pau” e se recuperar. Aprender a compreender e controlar as emoções que surgem durante o processo são duas das coisas mais importantes que você vai aprender ao montar uma coreografia.

  1. Você servirá de inspiração

“Dar a cara pra bater” em uma coreografia é algo muito especial. Todos somos únicos como pessoas e dançarinos. A jornada de criar e compartilhar uma coreografia com um público é um processo emocional. Quando bem feito, pode conectar e inspirar outros. A singularidade inerente da sua coreografia vai se relacionar com cada pessoa de forma diferente. Ao se expor ao árduo trabalho de apresentar, você talvez inspire outra pessoa a fazer uma coreografia também. E acredite, quando essa pessoa vier até você e disser o quanto ela foi influenciada pelo seu trabalho, todo o esforço terá valido a pena!

fonte : https://www.westcoastswingonline.com/5-reasons-you-should-do-a-routine/

Traduzido e adaptado por: Nany Sene.

Dançar não faz sentido: Como dançar West Coast Swing me ajudou a superar a depressão

Sempre que eu faço testes de personalidade obtenho o mesmo resultado dizendo que meu ponto forte é o raciocínio lógico e que me encaixo melhor como matemático ou engenheiro.

Apesar de eu ter mais afinidade com artes do que com matemática ou ciências, não posso negar que frequentemente me baseio mais na lógica no que na sensação para processar as coisas que acontecem ao meu redor.

Isso significa que é extremamente fácil pra mim me ater aos meus próprios pensamentos, um problema que eu luto contra todos os dias por ser um poeta.

Por isso, eu aprendi a usar a dança para sair um pouco da minha bolha, especialmente para cuidar da minha saúde mental.

Eu treinei bastante da faculdade até hoje para conseguir fazer essas duas partes de mim conversarem, aprender a equilibrar a necessidade de as coisas fazerem sentido com aceitar a incerteza das coisas, os sentimentos e a intuição.

Mas sem dúvida foi um processo longo.

No segundo semestre fui convidado a conhecer o grupo de West Coast Swing da universidade e pensei: “por que não? Vamos dar uma chance”.

Como diversas outras organizações estudantis, uma das características mais legais do grupo era a diversidade de pessoas e seus cursos e personalidades – um pedaço amostral de como o west coast swing inclui tanta gente que normalmente ninguém espera que seja dançarino, pessoas como eu que encontram nessa dança um escape de criatividade e apoio pro nosso dia a dia, possibilitando coisas que muitas vezes não conseguimos encontrar em outras partes da nossas vidas.

Mas, mesmo durante o aprendizado da dança, eu me identifiquei muito porque eu conseguia ver sentido na técnica. Tenho me envolvido em artes marciais há quase doze anos e sempre tive uma boa ideia de como o corpo se move, mas se tornou muito mais claro após o entendimento dessas técnicas como eu poderia ir muito mais longe.

Eventualmente meu raciocínio lógico começou a sufocar minha dança, assim como sufocava minha escrita.

Eu não conseguiria aprender a ser espontâneo apenas tentando fazer sentido. Conforme eu trabalhava para me sentir mais confortável com o improviso e a natureza de incerteza dessa dança – onde a técnica é um veículo de comunicação e criação em tempo real – eu fui atingido por outra coisa que não fazia sentido pra mim: a depressão.

Analisando friamente, ser depressivo faz bastante sentido: às vezes o mundo é tão pesado, estressante, triste, e se pressionado por isso todos os dias acaba removendo a nossa parte positiva.

Mas ter depressão é mais do que só se sentir mal em resposta a algo negativo: mesmo em dias que você deveria se sentir muito bem, mesmo quando eu tinha tudo que eu achava que me faria feliz, eu me sentia vazio e entorpecido.

Eu não conseguia usar meu raciocínio lógico pra me ajudar a sair daquela sensação horrível de falta de esperança, mesmo na presença de grandes amigos e fazendo coisas que eu amava, eu não conseguia aproveitar.

Frequentemente isso faz com que pessoas com depressão se afastem do mundo externo, dos amigos, dos hobbies e das atividades sociais.

Mesmo coisas que eu sabia que me trariam felicidade, simplesmente não traziam mais.

Por causa disso, meu terapeuta se surpreendeu e ficou animado quando ouviu que eu ainda continuava dançando, mesmo minha depressão tendo aleijado diversas outras áreas da minha vida.

Eu, lógico, depressivo debilitado, extremamente ocupado quase-graduado sofrendo de ansiedade social grave, estava viajando o país para dançar em salões com centenas de pessoas, todos os finais de semana.

Aquilo simplesmente não fazia sentido.

Acho que isso é parte do porquê eu consegui continuar dançando durante a maior parte da minha depressão.

Mesmo quando poesia, minha arte principal, se tornou vazia, a dança não.

Existem tantas coisas lindas e complexas nos poemas, um espaço imaginativo expansível usando a linguagem para explorar as nuances, as dores, a voz e tantas outras coisas, mas naquele momento da minha vida, eu não conseguia encontrar essa habilidade da poesia de “curar”.

Talvez parte da diferença pra mim na época era que: toda palavra tem um significado, mesmo quando aquele significado pertence ao contexto e é fluído, mudando com o tempo e a cultura, e quem e como usou aquela palavra.

Eu tentava trabalhar com palavras procurando algum sentido, ao invés de sentí-las. (O que, eu admito, gerou diversos poemas medíocres).

Eu escrevia e lia meus poemas mas ainda estava preso dentro dos meus pensamentos, entretanto, quando eu dancei west coast swing eu fui forçado a ser espontâneo e no instante, não só na imaginação mas no corpo.

Eu não conseguia dançar e ficar preso na minha mente ao mesmo tempo, simplesmente não era possível, pelo menos não por muito tempo, era impossível dançar e não sentir mais do que eu pensava.

Eu precisava sentir dois dançarinos ouvindo e interpretando a mesma música completamente diferente um do outro, sentir as três da manhã, num salão lotado de gente quando você pensa que deveria ir dormir mas por um instante o mundo real não existe e tudo é só sobre dançar e a música e suor, sentir como o casamento entre técnica e conhecimento do movimento é traduzido em movimento improvisado, expressões corporais que nem sempre tem um nome.

Eu gastei muita energia mental pensando em o que dita exatamente cada momento que uma pessoa faz, mas, obviamente, não existe uma explicação única para isso. E isso era exatamente o que eu precisava, essa “cura” de felicidade que eu podia sentir mas não conseguia explicar.

Quando minha vida estava melhor, mas eu não me sentia melhor em resposta, eu precisava de algo que realmente não fizesse sentido pra mim pra combater um estado mental que também não fazia sentido, pelo menos não no meu modo lógico de pensar, o que é um dos motivos porque doenças mentais são doenças e não apenas comportamentos ruins facilmente explicáveis.

Eu precisava sair da minha mente de alguma forma, e eu fiz isso através dos movimentos do meu corpo.

Eu nunca imaginei que conheceria o west coast swing, que isso se tornaria uma importante parte de mim, algo que eu aproveitaria durante anos da minha vida, que eu competiria e que seria contratado em eventos para dar aulas.

E eu imagino que muitas pessoas dessa comunidade, especialmente aqueles de nós que são introvertidos e lógicos que ficam presos em suas mentes, se sintam da mesma forma.

As outras pessoas (e talvez até nós mesmos do passado) não esperavam que um dia fizéssemos parte de algo assim, e ainda assim, aqui estamos, contribuindo e ajudando a melhorar.

Algumas vezes, sentar num salão durante uma dança no meio da madrugada e observar tantos corpos se movendo na mesma música mas cada um diferente do outro, com suas próprias particularidades, vendo a beleza da parceria e observando a incrível variedade de interpretações, vendo tantas pessoas se divertindo algo juntas, se sentindo extremamente cansado, com os pés doendo e o sono definitivamente não ajustado, mas se sentindo simplesmente aliviado e abençoado, as vezes esses momentos parecem tão intensos e grandiosos que nada faz sentido a não ser sentir a efemeridade do momento.

west coast swing historia

Foram experiências como essas que me ajudaram quando eu mais precisei.

Fonte: http://www.wanderingwestie.com/2016/09/18/dancing-doesnt-make-sense-dancing-west-coast-swing-depression/

Traduzido e adaptado por: Lucas Esteves

Sorria para o seu par

Dançar é para ser divertido! Quando você sorri para o seu par, além de parecer que você está se divertindo, faz com que ele se sinta bem.

Entretanto, muitas pessoas tem dificuldade de sorrir enquanto estão dançando, normalmente porque estão muito concentradas na música, no que seu parceiro(a) está fazendo, no que aprendeu na última aula ou no casal sem noção dançando perto. Quando você se concentra muito seu sorriso pode sumir. 🙁

sorrir

MELHORANDO O SORRISO!

Então qual a solução? Por mais estranho que possa parecer, pratique o sorriso durante sua dança.

Você se dedica em treinar enfeites, estilos, musicalidade e sua habilidade de conduzir/ser conduzido porque são coisas difíceis para o corpo executar a não ser que você repita infinitas vezes.

Bem, o sorriso também é um movimento e é algo que tende a falhar sob pressão. Se você pretende se manter sorrindo constantemente na dança, você precisa pensar em sorrir da mesma maneira que pensa para executar aquela variação de movimento.

Você pode achar que treinar o sorriso o deixará artificial. “Não vai parecer forçado?” Pense na última vez que tentou variar seu estilo.

Variações de estilo parecem forçadas e nada natural nas primeiras tentativas. Como resultado você não costuma aplicar essas variações na pista de dança.

Assim que estiver confortável, você começa a executar no salão e refina seu novo estilo. Sorrir funciona do mesmo jeito.

Se não é algo que você está acostumado a fazer, especialmente sobre pressão, então você precisa praticar. Vai parecer forçado no começo, e por isso você deve praticar sozinho para poder sorrir com confiança durante a dança.

TREINANDO PARA SORRIR.

Dica: Com um par que você confia, coloque uma música e comece a dançar. Durante essa dança, foque em manter um sorriso no seu rosto. Peça para seu parceiro te avisar se seu sorriso sumir, para que possa arrumar.

Você vai se surpreender com quão fácil o sorriso pode sumir quando você se desconcentra, então você e seu par tem que confiar que o outro vai avisar caso o sorriso desapareça.

Seja sempre constante nas correções caso o sorriso suma, vai ser desconfortável no começo, mas é o melhor jeito de garantir um sorriso bonito quando for dançar.

No começo tente focar em se manter sorrindo o tempo todo. Não se preocupe se ele vai ficar forçado ou estranho, isso vai melhorar com o tempo.

Assim que conseguir se manter sorrindo uma música inteira, você pode começar a pedir dicas para seu parceiro, para deixar seu sorriso mais natural. Não tente deixar o sorriso natural antes de conseguir se manter sorrindo uma música inteira.

Foque em uma coisa de cada vez.

Fonte:https: www.westcoastswingonline.com/smile-at-your-partner/

Traduzido por:Marcel Cortinovis

5 dicas para se tornar um professor melhor!

Aprenda tudo!

O caminho para se tornar um bom professor de dança é longo. Você precisará de uma base de conhecimento vasta.

Você terá que aprender tudo sobre os estilos de dança que você ensina além de precisar trabalhar estilos que sejam relacionados.

É importante saber diferentes maneiras de ensinar toda essa informação. Como professor eu vou sempre querer saber como outros professores transmitem suas informações.

Eu não iria apenas fazer aula de outros vários professores (as vezes isso é mais recomendado para professores do que para alunos) mas eu entraria na aula de outros professores para ver se eu conseguiria pegar algo novo. Você precisará ser uma autoridade para ser um bom professor de dança.

É um processo longo, parabéns por procurar esse post e comece sua jornada.

Professor

Entenda estilos de ensinamento e aprendizado.

Você precisa entender todo o básico da dança, conduzir e ser conduzido, técnicas e enfeites, mas você tambem precisa entender os diferentes estilos para ensinar e aprender.

Alunos processam as informaçoes de maneiras diferentes, se você estudar esses diferentes estilos você vai conseguir transmitir as informações de formas mais eficientes. Esse é um ponto chave para você começar a aprender os diversos estilos.

Além disso, você também precisa treinar seu estilo de lecionar. Você é centrado no assunto ou nas expectativas do aluno?

Ambos são estilos válidos, mas entender sua personalidade te ajudará a desenvolver um estilo que se encaixe melhor para você. Tornar-se um bom professor de dança é um processo, sem dúvidas, mas no final você será um professor feliz, melhor sucedido e com alunos que te admiram.

Gere valor

Qual é o seu nicho? Você quer ser igual a todo mundo? Uma vez um professor me disse “Brian, eu nunca vi dois campeões iguais” e aquilo me marcou.

Mesmo sendo um professor de dança, eu sempre busquei me diferenciar por algo único e exclusivo meu. Preste atenção nos seus pontos fortes e trabalhe eles.

Você é empolgado e dedicado, por exemplo? Excelente, use isso! Faça suas aulas serem divertidas e descontraídas.

Você é mais reservado e técnico? Então se torce um especialista técnico.

Cada dia mais os alunos vão te procurar pelo que você demonstrar ser mais apaixonado, cultive esse sentimento.

 

Desenvolva sua própria filosofia

Outro professor me disse “Brian, você terá que desenvolver sua linguagem própria para se comunicar com seus alunos”.

Apesar da dança possuir diversos termos já conhecidos amplamente por todos, alguns conceitos diferentes fogem dessa regra e você terá que saber comunicá-los aos seus alunos.

Nesse momento se torna necessário que você desenvolva sua própria linguagem para se expressar nas aulas. E quanto mais você se dedicar a isso desenvolverá mais ideias para a sua filosofia de dança.

Demora um pouco para entender esse processo mas, no começo, foque em encontrar palavras-chaves para os seus conceitos.

Pense em como essas palavras vão possibilitar criar seus próprios conceitos. Um conjunto desses conceitos serão, basicamente, sua filosofia de dança.

Seja sempre um aprendiz

Eu sempre digo aos meus alunos, “Não importa quão viciado você fique na dança, eu sou pior!”

Eu nunca parei de querer aprender cada vez mais. É um processo sem fim. E aqui vai um pequeno segredo, você vai aprender muito mais quando começar a ensinar alguém.

O processo simplesmente continuar. Continue fazendo aulas mas quando se tornar um professor, foque bastante em aulas sobre técnicas de ensino.

Pergunte aos seus professores a opinião deles sobre como ensinar alguma informação e não só como executar, isso te ajudará bastante a ter algumas ideias na hora de ensinar, ao invés de ter que descobrir sozinho.

Vamos sempre tentar ser o melhor professor de dança que possamos ser!

Fonte: http://www.westcoastswingonline.com/5-tips-on-becoming-a-good-dance-teacher/

Texto por: Brian Barakauskas Traduzido e adaptado por: Marcel Cortinovis e Lucas Esteves

Ninguém te chama para dançar? Seja pró-ativo!

Banner convidar pra dançarÉ comum ver pessoas “reclamando” para os organizadores de bailes e eventos que ninguém as tira para dançar a noite toda e que não pretendem voltar por causa disso.

Aqui vai uma boa resposta: “E quantas pessoas VOCÊ tirou para dançar?”

A tímida resposta talvez seja zero. Os convites para dançar estão abertos e irrestritos – qualquer um pode convidar qualquer um, e ninguém “deve” convite para ninguém.

Você está lá pra se divertir, então, divirta-se!

Se você vai a um jantar e só conhece o anfitrião, você se coloca numa posição social de conversar e interagir com pessoas novas para você.

O mesmo deve se aplicar a dança. Então, pare de reclamar e vá convidar desconhecidos! As chances deles retribuírem mais tarde são altas.

Fonte: http://www.canadianswingchampions.com/tough-love-read-at-your-own-risk/

Traduzido por: Nany Sene

 

Como evoluir sua dança

Todas as pessoas que dançam querem ser boas dançarinas. Para alcançar esse ousado objetivo você precisa aproveitar todas as aulas. Tempo e grana normalmente são escassos, então vamos tentar entender como tirar o máximo de tudo isso.

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1. Faça o que seu professor te disser pra fazer.

Essa pode parecer óbvia demais, mas muitas vezes passar para o seu corpo o que seu professor te disse pra fazer é um desafio e tanto. É o seu corpo e são os seus movimentos.

Você sabe melhor do que seu professor como você se sente ao executar os movimentos que ele sugere, ele deve estar errado.

Se esse pensamento alguma vez te ocorrer, peça para alguém filmar você dançando e compare com a dança de alguém que você sabe que executa bem aquele movimento.

Parece a mesma movimentação? Não? Isso é porque as movimentações que são confortáveis pra você não necessariamente são bonitas visualmente.

O natural pra você não é necessariamente técnica bem aplicada. Seu professor é um profissional com anos de estudo e execução perfeita de técnicas, esse é o motivo de você o pagar pelas aulas.

Dê ouvidos ao seu professor! Vai parecer bizarro no começo, mas com bastante treino, as movimentações começam a se tornar mais naturais e confortáveis.

2. Treine, treine, treine!

Dançar é uma habilidade como tocar um instrumento ou praticar um esporte. Se você só dança durante sua aula, você não ficará bom rapidamente.

Peça para o seu professor para ele te passar alguns treinos que você possa fazer em casa. Treine suas movimentações sempre que você puder.

Se você não tem espaço em casa, procure um salão, academia, parque ou até mesmo na rua! Se ainda assim você não consegue treinar por qualquer motivo, assista vídeos das suas danças e procure pontos que você possa melhorar, além de se imaginar executando as movimentações novas perfeitamente.

3. Prepare seu corpo para dançar.

Isso inclui comer direito, se exercitar e cuidar das lesões. Comer direito não significa morrer de fome numa dieta louca para emagrecer.

Dançar é uma atividade física pesada, e seu corpo precisa de energia. Abasteça-o com nutrientes de alta qualidade. Você colocaria gasolina barata numa BMW? Claro que não! O corpo de um dançarino é mais valioso para ele do que um carro esportivo jamais será.

Não abasteça seu corpo com salgadinhos e outras besteiras. Da mesma forma, você não precisa ser um rato de academia (BIRL) para ficar em forma.

Faça atividades físicas o suficiente para que você consiga aguentar dançar duas ou três músicas rápidas, ou passar algumas vezes uma coreografia, sem precisar descansar (a não ser que você esteja dançando um frevo,  esse aí é pra matar qualquer um mesmo).

E se você se lesionar, cuide da sua lesão enquanto ela ainda é pequena. Não espere essa lesão aumentar e você ficar com dores imensas para tratá-la.

Escute seu corpo. Uma lesão leve demora muito menos tempo para curar do que uma lesão pesada que muitas vezes requer cirurgia.

4. Defina objetivos, mas tenha expectativas realistas.

Claro, todo mundo quer dançar igual ao Benji Schwimmer  ou a Tatiana Mollman, mas esse pode não ser um objetivo muito realista para você.

Lembre-se que você não precisa ser melhor que os outros, você precisa ser apenas melhor que você mesmo a cada dia. Busque ser um dançarino melhor hoje do que você foi ontem.

A melhor forma de se tornar a mais incrível versão de você mesmo é definir objetivos que sejam alcançáveis e tenham um prazo limite. O que isso significa e como se treina isso? Vamos dizer que você quer ganhar o próximo Jack and Jill que você for competir.

Talvez seu primeiro objetivo seja dançar com todas as pessoas que você não conhece no próximo baile.

Isso é alcançável (você precisa apenas se policiar de tirar as pessoas que você não conhece no baile para dançar ao invés de dançar sempre com seus amigos) e tem um prazo limite(você sabe quando é o próximo baile e por quantas horas terá que se dedicar).

Ou talvez você queira deixar de lado um hábito ruim da sua dança. Se comprometa a fazer a mesma movimentação repetidamente, de forma correta, X vezes até uma determinada data.

Definindo objetivos menores e alcançáveis não só vai contribuir para que você alcance objetivos maiores mas também te deixará mais confiante e motivado para continuar treinando.

Claro que na hora da competição todos estarão com o mesmo objetivo que o seu e é onde você precisa parecer incrível dançando, mas o trabalho pesado, os treinos e onde você se dedica de verdade é quando ninguém ali está olhando.

Você precisa gastar tempo e esforço nos momentos que ninguém está dando a mínima pra você.

“Se você se dedicar um pouco, você conseguirá alguns bons resultados, se você se dedicar o suficiente, você conseguirá incríveis resultados.” – Jim Rohn

Fonte: http://www.westcoastswingonline.com/how-to-be-a-better-dancer/

Traduzido e adaptado por: Lucas Esteves