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Dançar não faz sentido: Como dançar West Coast Swing me ajudou a superar a depressão

Sempre que eu faço testes de personalidade obtenho o mesmo resultado dizendo que meu ponto forte é o raciocínio lógico e que me encaixo melhor como matemático ou engenheiro.

Apesar de eu ter mais afinidade com artes do que com matemática ou ciências, não posso negar que frequentemente me baseio mais na lógica no que na sensação para processar as coisas que acontecem ao meu redor.

Isso significa que é extremamente fácil pra mim me ater aos meus próprios pensamentos, um problema que eu luto contra todos os dias por ser um poeta.

Por isso, eu aprendi a usar a dança para sair um pouco da minha bolha, especialmente para cuidar da minha saúde mental.

Eu treinei bastante da faculdade até hoje para conseguir fazer essas duas partes de mim conversarem, aprender a equilibrar a necessidade de as coisas fazerem sentido com aceitar a incerteza das coisas, os sentimentos e a intuição.

Mas sem dúvida foi um processo longo.

No segundo semestre fui convidado a conhecer o grupo de West Coast Swing da universidade e pensei: “por que não? Vamos dar uma chance”.

Como diversas outras organizações estudantis, uma das características mais legais do grupo era a diversidade de pessoas e seus cursos e personalidades – um pedaço amostral de como o west coast swing inclui tanta gente que normalmente ninguém espera que seja dançarino, pessoas como eu que encontram nessa dança um escape de criatividade e apoio pro nosso dia a dia, possibilitando coisas que muitas vezes não conseguimos encontrar em outras partes da nossas vidas.

Mas, mesmo durante o aprendizado da dança, eu me identifiquei muito porque eu conseguia ver sentido na técnica. Tenho me envolvido em artes marciais há quase doze anos e sempre tive uma boa ideia de como o corpo se move, mas se tornou muito mais claro após o entendimento dessas técnicas como eu poderia ir muito mais longe.

Eventualmente meu raciocínio lógico começou a sufocar minha dança, assim como sufocava minha escrita.

Eu não conseguiria aprender a ser espontâneo apenas tentando fazer sentido. Conforme eu trabalhava para me sentir mais confortável com o improviso e a natureza de incerteza dessa dança – onde a técnica é um veículo de comunicação e criação em tempo real – eu fui atingido por outra coisa que não fazia sentido pra mim: a depressão.

Analisando friamente, ser depressivo faz bastante sentido: às vezes o mundo é tão pesado, estressante, triste, e se pressionado por isso todos os dias acaba removendo a nossa parte positiva.

Mas ter depressão é mais do que só se sentir mal em resposta a algo negativo: mesmo em dias que você deveria se sentir muito bem, mesmo quando eu tinha tudo que eu achava que me faria feliz, eu me sentia vazio e entorpecido.

Eu não conseguia usar meu raciocínio lógico pra me ajudar a sair daquela sensação horrível de falta de esperança, mesmo na presença de grandes amigos e fazendo coisas que eu amava, eu não conseguia aproveitar.

Frequentemente isso faz com que pessoas com depressão se afastem do mundo externo, dos amigos, dos hobbies e das atividades sociais.

Mesmo coisas que eu sabia que me trariam felicidade, simplesmente não traziam mais.

Por causa disso, meu terapeuta se surpreendeu e ficou animado quando ouviu que eu ainda continuava dançando, mesmo minha depressão tendo aleijado diversas outras áreas da minha vida.

Eu, lógico, depressivo debilitado, extremamente ocupado quase-graduado sofrendo de ansiedade social grave, estava viajando o país para dançar em salões com centenas de pessoas, todos os finais de semana.

Aquilo simplesmente não fazia sentido.

Acho que isso é parte do porquê eu consegui continuar dançando durante a maior parte da minha depressão.

Mesmo quando poesia, minha arte principal, se tornou vazia, a dança não.

Existem tantas coisas lindas e complexas nos poemas, um espaço imaginativo expansível usando a linguagem para explorar as nuances, as dores, a voz e tantas outras coisas, mas naquele momento da minha vida, eu não conseguia encontrar essa habilidade da poesia de “curar”.

Talvez parte da diferença pra mim na época era que: toda palavra tem um significado, mesmo quando aquele significado pertence ao contexto e é fluído, mudando com o tempo e a cultura, e quem e como usou aquela palavra.

Eu tentava trabalhar com palavras procurando algum sentido, ao invés de sentí-las. (O que, eu admito, gerou diversos poemas medíocres).

Eu escrevia e lia meus poemas mas ainda estava preso dentro dos meus pensamentos, entretanto, quando eu dancei west coast swing eu fui forçado a ser espontâneo e no instante, não só na imaginação mas no corpo.

Eu não conseguia dançar e ficar preso na minha mente ao mesmo tempo, simplesmente não era possível, pelo menos não por muito tempo, era impossível dançar e não sentir mais do que eu pensava.

Eu precisava sentir dois dançarinos ouvindo e interpretando a mesma música completamente diferente um do outro, sentir as três da manhã, num salão lotado de gente quando você pensa que deveria ir dormir mas por um instante o mundo real não existe e tudo é só sobre dançar e a música e suor, sentir como o casamento entre técnica e conhecimento do movimento é traduzido em movimento improvisado, expressões corporais que nem sempre tem um nome.

Eu gastei muita energia mental pensando em o que dita exatamente cada momento que uma pessoa faz, mas, obviamente, não existe uma explicação única para isso. E isso era exatamente o que eu precisava, essa “cura” de felicidade que eu podia sentir mas não conseguia explicar.

Quando minha vida estava melhor, mas eu não me sentia melhor em resposta, eu precisava de algo que realmente não fizesse sentido pra mim pra combater um estado mental que também não fazia sentido, pelo menos não no meu modo lógico de pensar, o que é um dos motivos porque doenças mentais são doenças e não apenas comportamentos ruins facilmente explicáveis.

Eu precisava sair da minha mente de alguma forma, e eu fiz isso através dos movimentos do meu corpo.

Eu nunca imaginei que conheceria o west coast swing, que isso se tornaria uma importante parte de mim, algo que eu aproveitaria durante anos da minha vida, que eu competiria e que seria contratado em eventos para dar aulas.

E eu imagino que muitas pessoas dessa comunidade, especialmente aqueles de nós que são introvertidos e lógicos que ficam presos em suas mentes, se sintam da mesma forma.

As outras pessoas (e talvez até nós mesmos do passado) não esperavam que um dia fizéssemos parte de algo assim, e ainda assim, aqui estamos, contribuindo e ajudando a melhorar.

Algumas vezes, sentar num salão durante uma dança no meio da madrugada e observar tantos corpos se movendo na mesma música mas cada um diferente do outro, com suas próprias particularidades, vendo a beleza da parceria e observando a incrível variedade de interpretações, vendo tantas pessoas se divertindo algo juntas, se sentindo extremamente cansado, com os pés doendo e o sono definitivamente não ajustado, mas se sentindo simplesmente aliviado e abençoado, as vezes esses momentos parecem tão intensos e grandiosos que nada faz sentido a não ser sentir a efemeridade do momento.

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Foram experiências como essas que me ajudaram quando eu mais precisei.

Fonte: http://www.wanderingwestie.com/2016/09/18/dancing-doesnt-make-sense-dancing-west-coast-swing-depression/

Traduzido e adaptado por: Lucas Esteves

Sorria para o seu par

Dançar é para ser divertido! Quando você sorri para o seu par, além de parecer que você está se divertindo, faz com que ele se sinta bem.

Entretanto, muitas pessoas tem dificuldade de sorrir enquanto estão dançando, normalmente porque estão muito concentradas na música, no que seu parceiro(a) está fazendo, no que aprendeu na última aula ou no casal sem noção dançando perto. Quando você se concentra muito seu sorriso pode sumir. 🙁

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MELHORANDO O SORRISO!

Então qual a solução? Por mais estranho que possa parecer, pratique o sorriso durante sua dança.

Você se dedica em treinar enfeites, estilos, musicalidade e sua habilidade de conduzir/ser conduzido porque são coisas difíceis para o corpo executar a não ser que você repita infinitas vezes.

Bem, o sorriso também é um movimento e é algo que tende a falhar sob pressão. Se você pretende se manter sorrindo constantemente na dança, você precisa pensar em sorrir da mesma maneira que pensa para executar aquela variação de movimento.

Você pode achar que treinar o sorriso o deixará artificial. “Não vai parecer forçado?” Pense na última vez que tentou variar seu estilo.

Variações de estilo parecem forçadas e nada natural nas primeiras tentativas. Como resultado você não costuma aplicar essas variações na pista de dança.

Assim que estiver confortável, você começa a executar no salão e refina seu novo estilo. Sorrir funciona do mesmo jeito.

Se não é algo que você está acostumado a fazer, especialmente sobre pressão, então você precisa praticar. Vai parecer forçado no começo, e por isso você deve praticar sozinho para poder sorrir com confiança durante a dança.

TREINANDO PARA SORRIR.

Dica: Com um par que você confia, coloque uma música e comece a dançar. Durante essa dança, foque em manter um sorriso no seu rosto. Peça para seu parceiro te avisar se seu sorriso sumir, para que possa arrumar.

Você vai se surpreender com quão fácil o sorriso pode sumir quando você se desconcentra, então você e seu par tem que confiar que o outro vai avisar caso o sorriso desapareça.

Seja sempre constante nas correções caso o sorriso suma, vai ser desconfortável no começo, mas é o melhor jeito de garantir um sorriso bonito quando for dançar.

No começo tente focar em se manter sorrindo o tempo todo. Não se preocupe se ele vai ficar forçado ou estranho, isso vai melhorar com o tempo.

Assim que conseguir se manter sorrindo uma música inteira, você pode começar a pedir dicas para seu parceiro, para deixar seu sorriso mais natural. Não tente deixar o sorriso natural antes de conseguir se manter sorrindo uma música inteira.

Foque em uma coisa de cada vez.

Fonte:https: www.westcoastswingonline.com/smile-at-your-partner/

Traduzido por:Marcel Cortinovis

5 dicas para se tornar um professor melhor!

Aprenda tudo!

O caminho para se tornar um bom professor de dança é longo. Você precisará de uma base de conhecimento vasta.

Você terá que aprender tudo sobre os estilos de dança que você ensina além de precisar trabalhar estilos que sejam relacionados.

É importante saber diferentes maneiras de ensinar toda essa informação. Como professor eu vou sempre querer saber como outros professores transmitem suas informações.

Eu não iria apenas fazer aula de outros vários professores (as vezes isso é mais recomendado para professores do que para alunos) mas eu entraria na aula de outros professores para ver se eu conseguiria pegar algo novo. Você precisará ser uma autoridade para ser um bom professor de dança.

É um processo longo, parabéns por procurar esse post e comece sua jornada.

Professor

Entenda estilos de ensinamento e aprendizado.

Você precisa entender todo o básico da dança, conduzir e ser conduzido, técnicas e enfeites, mas você tambem precisa entender os diferentes estilos para ensinar e aprender.

Alunos processam as informaçoes de maneiras diferentes, se você estudar esses diferentes estilos você vai conseguir transmitir as informações de formas mais eficientes. Esse é um ponto chave para você começar a aprender os diversos estilos.

Além disso, você também precisa treinar seu estilo de lecionar. Você é centrado no assunto ou nas expectativas do aluno?

Ambos são estilos válidos, mas entender sua personalidade te ajudará a desenvolver um estilo que se encaixe melhor para você. Tornar-se um bom professor de dança é um processo, sem dúvidas, mas no final você será um professor feliz, melhor sucedido e com alunos que te admiram.

Gere valor

Qual é o seu nicho? Você quer ser igual a todo mundo? Uma vez um professor me disse “Brian, eu nunca vi dois campeões iguais” e aquilo me marcou.

Mesmo sendo um professor de dança, eu sempre busquei me diferenciar por algo único e exclusivo meu. Preste atenção nos seus pontos fortes e trabalhe eles.

Você é empolgado e dedicado, por exemplo? Excelente, use isso! Faça suas aulas serem divertidas e descontraídas.

Você é mais reservado e técnico? Então se torce um especialista técnico.

Cada dia mais os alunos vão te procurar pelo que você demonstrar ser mais apaixonado, cultive esse sentimento.

 

Desenvolva sua própria filosofia

Outro professor me disse “Brian, você terá que desenvolver sua linguagem própria para se comunicar com seus alunos”.

Apesar da dança possuir diversos termos já conhecidos amplamente por todos, alguns conceitos diferentes fogem dessa regra e você terá que saber comunicá-los aos seus alunos.

Nesse momento se torna necessário que você desenvolva sua própria linguagem para se expressar nas aulas. E quanto mais você se dedicar a isso desenvolverá mais ideias para a sua filosofia de dança.

Demora um pouco para entender esse processo mas, no começo, foque em encontrar palavras-chaves para os seus conceitos.

Pense em como essas palavras vão possibilitar criar seus próprios conceitos. Um conjunto desses conceitos serão, basicamente, sua filosofia de dança.

Seja sempre um aprendiz

Eu sempre digo aos meus alunos, “Não importa quão viciado você fique na dança, eu sou pior!”

Eu nunca parei de querer aprender cada vez mais. É um processo sem fim. E aqui vai um pequeno segredo, você vai aprender muito mais quando começar a ensinar alguém.

O processo simplesmente continuar. Continue fazendo aulas mas quando se tornar um professor, foque bastante em aulas sobre técnicas de ensino.

Pergunte aos seus professores a opinião deles sobre como ensinar alguma informação e não só como executar, isso te ajudará bastante a ter algumas ideias na hora de ensinar, ao invés de ter que descobrir sozinho.

Vamos sempre tentar ser o melhor professor de dança que possamos ser!

Fonte: http://www.westcoastswingonline.com/5-tips-on-becoming-a-good-dance-teacher/

Texto por: Brian Barakauskas Traduzido e adaptado por: Marcel Cortinovis e Lucas Esteves

Ninguém te chama para dançar? Seja pró-ativo!

Banner convidar pra dançarÉ comum ver pessoas “reclamando” para os organizadores de bailes e eventos que ninguém as tira para dançar a noite toda e que não pretendem voltar por causa disso.

Aqui vai uma boa resposta: “E quantas pessoas VOCÊ tirou para dançar?”

A tímida resposta talvez seja zero. Os convites para dançar estão abertos e irrestritos – qualquer um pode convidar qualquer um, e ninguém “deve” convite para ninguém.

Você está lá pra se divertir, então, divirta-se!

Se você vai a um jantar e só conhece o anfitrião, você se coloca numa posição social de conversar e interagir com pessoas novas para você.

O mesmo deve se aplicar a dança. Então, pare de reclamar e vá convidar desconhecidos! As chances deles retribuírem mais tarde são altas.

Fonte: http://www.canadianswingchampions.com/tough-love-read-at-your-own-risk/

Traduzido por: Nany Sene

 

Como evoluir sua dança

Todas as pessoas que dançam querem ser boas dançarinas. Para alcançar esse ousado objetivo você precisa aproveitar todas as aulas. Tempo e grana normalmente são escassos, então vamos tentar entender como tirar o máximo de tudo isso.

Banner dançar

1. Faça o que seu professor te disser pra fazer.

Essa pode parecer óbvia demais, mas muitas vezes passar para o seu corpo o que seu professor te disse pra fazer é um desafio e tanto. É o seu corpo e são os seus movimentos.

Você sabe melhor do que seu professor como você se sente ao executar os movimentos que ele sugere, ele deve estar errado.

Se esse pensamento alguma vez te ocorrer, peça para alguém filmar você dançando e compare com a dança de alguém que você sabe que executa bem aquele movimento.

Parece a mesma movimentação? Não? Isso é porque as movimentações que são confortáveis pra você não necessariamente são bonitas visualmente.

O natural pra você não é necessariamente técnica bem aplicada. Seu professor é um profissional com anos de estudo e execução perfeita de técnicas, esse é o motivo de você o pagar pelas aulas.

Dê ouvidos ao seu professor! Vai parecer bizarro no começo, mas com bastante treino, as movimentações começam a se tornar mais naturais e confortáveis.

2. Treine, treine, treine!

Dançar é uma habilidade como tocar um instrumento ou praticar um esporte. Se você só dança durante sua aula, você não ficará bom rapidamente.

Peça para o seu professor para ele te passar alguns treinos que você possa fazer em casa. Treine suas movimentações sempre que você puder.

Se você não tem espaço em casa, procure um salão, academia, parque ou até mesmo na rua! Se ainda assim você não consegue treinar por qualquer motivo, assista vídeos das suas danças e procure pontos que você possa melhorar, além de se imaginar executando as movimentações novas perfeitamente.

3. Prepare seu corpo para dançar.

Isso inclui comer direito, se exercitar e cuidar das lesões. Comer direito não significa morrer de fome numa dieta louca para emagrecer.

Dançar é uma atividade física pesada, e seu corpo precisa de energia. Abasteça-o com nutrientes de alta qualidade. Você colocaria gasolina barata numa BMW? Claro que não! O corpo de um dançarino é mais valioso para ele do que um carro esportivo jamais será.

Não abasteça seu corpo com salgadinhos e outras besteiras. Da mesma forma, você não precisa ser um rato de academia (BIRL) para ficar em forma.

Faça atividades físicas o suficiente para que você consiga aguentar dançar duas ou três músicas rápidas, ou passar algumas vezes uma coreografia, sem precisar descansar (a não ser que você esteja dançando um frevo,  esse aí é pra matar qualquer um mesmo).

E se você se lesionar, cuide da sua lesão enquanto ela ainda é pequena. Não espere essa lesão aumentar e você ficar com dores imensas para tratá-la.

Escute seu corpo. Uma lesão leve demora muito menos tempo para curar do que uma lesão pesada que muitas vezes requer cirurgia.

4. Defina objetivos, mas tenha expectativas realistas.

Claro, todo mundo quer dançar igual ao Benji Schwimmer  ou a Tatiana Mollman, mas esse pode não ser um objetivo muito realista para você.

Lembre-se que você não precisa ser melhor que os outros, você precisa ser apenas melhor que você mesmo a cada dia. Busque ser um dançarino melhor hoje do que você foi ontem.

A melhor forma de se tornar a mais incrível versão de você mesmo é definir objetivos que sejam alcançáveis e tenham um prazo limite. O que isso significa e como se treina isso? Vamos dizer que você quer ganhar o próximo Jack and Jill que você for competir.

Talvez seu primeiro objetivo seja dançar com todas as pessoas que você não conhece no próximo baile.

Isso é alcançável (você precisa apenas se policiar de tirar as pessoas que você não conhece no baile para dançar ao invés de dançar sempre com seus amigos) e tem um prazo limite(você sabe quando é o próximo baile e por quantas horas terá que se dedicar).

Ou talvez você queira deixar de lado um hábito ruim da sua dança. Se comprometa a fazer a mesma movimentação repetidamente, de forma correta, X vezes até uma determinada data.

Definindo objetivos menores e alcançáveis não só vai contribuir para que você alcance objetivos maiores mas também te deixará mais confiante e motivado para continuar treinando.

Claro que na hora da competição todos estarão com o mesmo objetivo que o seu e é onde você precisa parecer incrível dançando, mas o trabalho pesado, os treinos e onde você se dedica de verdade é quando ninguém ali está olhando.

Você precisa gastar tempo e esforço nos momentos que ninguém está dando a mínima pra você.

“Se você se dedicar um pouco, você conseguirá alguns bons resultados, se você se dedicar o suficiente, você conseguirá incríveis resultados.” – Jim Rohn

Fonte: http://www.westcoastswingonline.com/how-to-be-a-better-dancer/

Traduzido e adaptado por: Lucas Esteves

Porquê a dança vai salvar seu corpo e sua mente – 6 Razões

 

Eu sei. Eu entendo totalmente. Você trabalha muito. Você acorda muito cedo, come na mesa do escritório e volta para casa muito tarde para qualquer tipo de atividade extra-curricular. Talvez você tenha filhos e ELES sejam a sua vida. Você se sentiria bobo levando a dança a sério na sua idade. O seu corpo já começou a doer. Você não está confortável com sua aparência. Você pode estar muito acima do peso, com muita preguiça, sobrecarregado com tantas responsabilidades. É muito.. Muito difícil, muito louco, muito assustador. Você, e grande parte do mundo moderno, sofre com O Terrível Muito.

Mesmo eu, dançarina, sofro diariamente desta aflição e, após 19 anos de dança, ainda sou vítima da intimidação de ter uma aula de dança. Talvez você sempre tenha pensado em tentar. Talvez você goste desde criança mas pensa que é tarde demais. Mas você deveria tentar dançar. Leia mais para descobrir como a dança pode substituir o seu sofrimento físico e psíquico (química e emocionalmente) com alegria pura.

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1)      Você tem um corpo. Use-o!

A dança, como qualquer outra forma de se movimentar, vai te dar um corpo com uma vida útil mais longa. Não é isso o que todos nós queremos? E não sou eu que estou dizendo. Isaac Newton declarou que um corpo em movimento tende a permanecer em movimento. Você já se surpreendeu por quanta coisa conseguiu fazer naquele dia em que não parou nem um minuto? Ou, como é difícil encontrar energia quando você ficou no sofá horas e horas?

Suas escolhas de movimento criam uma espécie de impulso para sua vida. Além de ser uma pessoa mais realizada, o aumento da circulação ajuda o sistema cardiovascular. Por exemplo, eu tenho um ponto de osteoartrite nas minhas costas, e a dor melhora quando isolo meu quadril. Quer dizer, você pode ter uma forma mais divertida de enfrentar a artrite do que com movimentos sexys de quadril? Não. Claro que cada corpo tem suas limitações. Tenha cuidado consigo mesmo, mas mantenha-se em movimento sempre.

2)      A dança cura a síndrome do “se exercitar não é divertido”

A dança é libertadora (se você permitir que ela seja). Se exercitar, normalmente, é muito desgastante. A dança faz você se sentir lindo(a) e poderoso(a).

Se ver como um escravo através de um espelho de academia pode ser um pesadelo e acho que não fui a única a passar por isso.

3)      Dançar pode ser tão efetivo – às vezes, até melhor – que uso de medicamentos

Na sociedade moderna, o instinto animal “lute ou fuja” se transformou de um efeito físico a uma experiência psicológica. É menos provável que você tenha uma ameaça física, então você morre de medo quando um credor te liga, ou porque você acha que seu patrão pode te demitir, etc. Quando nós, inevitavelmente, ficamos estressados nosso corpo não faz distinção entre ameaças internas e externas. Existe uma complexa cascata de mais de 30 hormônios – como adrenalina, noradrenalina e cortisol – atormentando seu corpo cada vez que você discutir com uma pessoa querida, ou por qualquer outro motivo de estresse do dia a dia.

A dança pode, naturalmente, dar um alívio ao seu corpo de toda essa tortura silenciosa que você está fazendo ele passar, devido à mágica que é a oxitocina e dopamina. A oxitocina é um antidepressivo fenomenal, estimulante sexual, e anti-inflamatório. A dopamina faz parte do sistema de recompensação neural (é a sensação de gratificação quando se come bem, por exemplo), e ajuda a ativar os centros de aprendizagem do nosso cérebro, melhorando a cognição.

Se isso não for o suficiente, qualquer outro exercício pode reduzir pressão sanguínea, relaxar os músculos, aumentar seu metabolismo, e mandar embora todos esses hormônios do estresse. Quantos de nós comprará, ou já até comprou remédio para realizar essas coisas? Vamos dançar, pessoas!

4)      Você pode obter ensino mais barato

Acredite ou não, a dança está acontecendo onde você vive. Existem eventos gratuitos de dança, aulas básicas, casamentos, discotecas e amigos que precisam de parceiros para algum tipo de evento de dança. Minha mãe costuma criar playlists das suas músicas favoritas, se trancar em seu quarto duas vezes por semana e dançar até que a lista de reprodução acabe. E se você se der ao luxo de “recompensar a si mesmo” (Lembra da dopamina?) de vez em quando, pode optar por fazer aulas em uma escola de dança. Você estará contribuindo para a escola e para sua saúde.

5)      Dançar te faz parecer mais interessante

Você vai se surpreender e encantar pessoas em jantares e confraternizações porque você sabe dançar. A dança é diversão. Existem programas de TV sobre pessoas que dançam. E você é ainda mais exótico e interessante se você é um adulto. Dá uma pitadinha de curiosidade. É legal conhecer um médico, por exemplo, mas e se essa pessoa usa o tempo livre para dançar? Parece ainda mais interessante, não?! Tanto pelo assunto, como pela experiência física, a dança pode ser “contagiosa”. Você pode até inspirar novos amigos dançarinos.

6)      Para um adulto a dança é total divertimento e nenhuma pressão

A vida é dura. Dançar profissionalmente é bem difícil.

A beleza em dançar por divertimento é que você não tem a pressão de desenvolver essa habilidade, profissionalmente falando. Se você começar cedo demais, e procurar melhorar cedo demais, pode correr o risco de perder um pouco da diversão.

A dança pode ser uma forma de arte exclusiva, altamente insular. Parte da missão dos profissionais da dança é a de ampliar o público, não só de profissionais, como de dançarinos sociais também. Dançar por uma experiência é completamente universal. Quando se compartilha com alguém e testemunha a satisfação do outro, se recorda o porquê de optar por essa vida.

E você também pode se beneficiar com o esplendor que é a dança. Deixe de falar e vem rebolar!

Fonte: http://thoughtcatalog.com/jamie-benson/2014/01/6-reasons-why-you-should-try-to-dance-this-year-even-if-you-never-have-before/

Texto por: Jamie Benson. Traduzido e adaptado por: Nany Sene

Por que ensinar na pista de dança é tão irritante?

Todos que dançam há algum tempo sabem o quanto é ruim alguém parar para te ensinar durante a dança. É chato, indelicado e faz com que seu par se sinta muito mal.

Eu não estou falando da dama que pede para não apertar a mão dela, ou o cavalheiro que pede para a dama não se jogar sozinha. Estou falando de pessoas que param a dança para explicar o que você está fazendo de errado e como corrigir.

Quando você ensina na pista de dança, você provavelmente vai irritar o seu parceiro por um desses dois motivos abaixo:

  1. Ele percebe que você não faz ideia do que está fazendo, e fica irritado que você está dando uma lição sobre algo que não deveria.
  2. Ele sabe que está fazendo errado e agora está chateado com você porque você tirou tempo da dança para apontar o quanto ele é ruim.

Ambas estão dizendo “Eu sei mais que você”, mesmo que um dos dois esteja terrivelmente equivocado. Basicamente, você jogará sua superioridade na pessoa que sabe que não é tão boa quanto você, ou até pior, passará vergonha por falar besteira sobre algo que você não domina.

Ninguém gosta de alguém te dizendo “Eu sei mais que você”, mesmo que seja verdade.

Se você for realmente um dançarino melhor que seu parceiro, ele provavelmente já sabe e não precisa que você ressalte isso durante uma dança que deveria ser divertida.

Entretanto, a maioria das pessoas que ensinam na pista de dança, são pessoas que não tem o conhecimento ou a habilidade necessária para ajudar o outro a entender.

Superioridade: O motivo de ser tão irritante.

Ninguém gosta de sair de casa pra curtir a noite e ser tratado como inferior. Quando corrigimos os outros durante a dança, automaticamente nos colocamos em um pedestal de superioridade

Justifique como quiser, mas, ensinar na pista de dança está sempre atrelado ao ego e superioridade. Não importa o quão bem intencionado você esteja, quão breve, ou até se um a cada vinte parceiros gostam do conselho; a razão de fazermos isso vem de nós.

Vem da nossa necessidade de parecer bem como dançarino.

Na pista de dança, a melhor dança acontece na relação entre dois dançarinos e não entre professor e aprendiz, mesmo que um deles seja professor e o outro aprendiz.

Por quê pessoas que não sabem o que estão fazendo, normalmente são as que “ensinam” na pista?

As pessoas que “ensinam” na pista de dança normalmente o fazem porque não conseguem compensar a dança do seu par.

Constantemente compensamos o erro do outro para tornar a dança mais fluída e divertida, entretanto, vários “professores de pista”, ao não conseguirem realizar essa compensação, acreditam que tentar “ajudar” a “corrigir” os erros naquele momento é a melhor forma de atingir essa fluidez e diversão.

O que eles não percebem é que esse erro é parcialmente culpa deles por não estarem conduzindo ou seguindo corretamente.

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Mas e sobre os bem intencionados?

Ainda estou para encontrar alguém que pare pra ensinar com más intenções. A maioria das pessoas que ensinam na pista de dança acreditam piamente que estão prestando um bom serviço.

Alguns acreditam que estão melhorando seus parceiros, contribuindo para gerar um dançarino melhor e realmente fazendo algo que a pessoa deseja.

O que eles não percebem é que o jeito que eles tentam ajudar acaba sendo indelicado. É como interromper um jogo de futebol para ensinar como chutar a bola.

A intensão é ajudar? Quase sempre.

Mas como você se sentiria?

Mas eles pediram por conselhos!

Prática e feedback entre dois dançarinos que procuram evoluir é otimo – fora da pista de dança!

Se alguém pedir feedback e você quiser praticar com aquela pessoa, eu aconselho que se afastem da pista de dança. Com isso não vai parecer que você está ensinando no meio da dança e minimiza a possibilidade de atrapalhar os outros casais que estão dançando por ficar parado na pista.

E se a pessoa não souber o mínimo para conseguir dançar?

Essa é provavelmente a unica boa exceção de ensinar na pista da dança. Pessoas que nunca dançaram precisam começar em algum lugar. Ainda assim, existe uma ordem especifica que deve ser seguida sobre o quanto ensinar.

Primeiro, se a pessoa iniciante veio com um amigo, deixe esse amigo direcionar o ensinamento e se coloque à disposição caso precisem da sua ajuda.

Se a pessoa pedir sua ajuda, fique à vontade para ajudar, mas certifique-se de não exagerar.

Fazer:

  • Ajude a entender o básico
  • Faça o básico na velocidade dele (não da música).
  • Ajude-o a pegar o ritmo, se ele já aprendeu o básico.
  • Dê dicas simples, para não confundí-lo (Ex: Siga a mão, não use os dedões, troque o peso em cada pisada).
  • Se ele se atrapalhar, dê tempo para respirar e recomece.

 

Não Fazer:

  • Corrigir cada vez que marcar errado
  • Forçá-lo a dançar na música
  • Ensinar quedas, cambrês e movimentos de corpo e passos mais avançados
  • Ser técnico
  • Reensinar o passo básico toda vez que errar (apenas recomece)

Fonte: http://grapevine.dzouk.com/why-is-teaching-on-the-dancefloor-so-irritating/

Traduzido e adaptado por: Marcel Cortinovis

“Sabe de nada, inocente!”

 

conhecimento CW

Essa citação do Compadre Washington surgiu em uma propaganda humorada da TV brasileira deixando implícito que a personagem não sabia o que estava fazendo quando escolheu o marido.

Meu aprendizado.

“Quanto mais você aprende, mais percebe o quanto ainda falta aprender.” Essa frase é meu lema desde à época do colégio e continua sendo extremamente verdadeira até hoje.

É a fonte da minha vontade insaciável por conhecimento e pela minha busca da excelência. Quando você acha que finalmente entendeu alguma coisa, começa a perceber que aquilo é só a ponta do Iceberg.

Esse processo é ilustrado na figura abaixo pelo modelo dos quatro estágios da competência de Maslow.

tabela

Primeiro você passa pelo estado de não saber que um determinado conhecimento existe e, por consequência, você não o possui.

Depois, descobre que aquele conhecimento existe, mas ainda não sabe como obtê-lo.

Em seguida, você obtém o conhecimento mas gasta muita energia e esforço para conseguir colocá-lo em prática.

E por fim, você já está tão familiarizado com aquele conhecimento que o aplica sem nem lembrar que está fazendo, e aí o ciclo recomeça com o próximo aprendizado.

Não existe quem possua um conhecimento completa sobre nada.

 

Seus professores sabem muito mais do que você, mas eles não podem despejar toda a informação que têm em você enquanto você não estiver preparado para recebê-la, mas isso não quer dizer que eles não têm mais conhecimento para te passar, eles apenas preparam você para essa nova informação.

Contemple a vastidão de informações que a dança, suas mecânicas e a cultura do WCS possuem, algo tão grandioso assim vale o esforço do seu aprendizado. Professores são atraídos por alunos que mostram humildade e seu ego pode estar te privando do devido respeito dos seu professores.

Fonte: http://www.canadianswingchampions.com/tough-love-read-at-your-own-risk/

Traduzido e adaptado por: Lucas Esteves

Dama: Seja Responsável Pela Sua Própria Dança

 

N.T.: Em West Coast Swing chamamos de Leader quem propõe a dança e de Follower quem responde a essa proposta, normalmente temos homens leaders e mulheres followers mas isso não é uma regra. Para esse texto, em específico, traduzi “follower” como “dama” pois retrata melhor a realidade que temos no Brasil no momento, mas essas dicas servem para todas as pessoas que dançam de follower em qualquer ritmo.

Dama: Alguma vez você já disse que deixou de fazer um movimento porque o cavalheiro não te conduziu direito?

Então esse texto é para você!

Está na hora de ser responsável pela sua própria dança.

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Dama, você é uma parte de duas que participam da dança a dois. Na maioria dos casos, você será 50% da dança. Algumas vezes, você será 20%, e em algumas outras, será 80%.

Quando você é 20%

Você é 20% da dança quando está dançando com alguém que tem uma habilidade de dança bem maior que a sua. Isso ocorre quando você dança com profissionais que participam de eventos e congressos todo final de semana ao redor do mundo. É quando o cavalheiro está mascarando todos os seus erros e te fazendo parecer uma dançarina nata.

Quando um parceiro é absolutamente melhor que você, você se torna menos responsável pelo resultado da sua dança. Ele puxa a responsabilidade da sua dança pra ele e cobre todas as falhas e lacunas na sua técnica.

E aí é fácil começar a pensar que é assim que suas danças deveriam ser, sempre, com o cavalheiro se preocupando com todas as suas necessidades durante a dança. É gostoso sentir como a dança se torna simples, com tudo magicamente se encaixando e fazendo todo sentido.

O resto do tempo…

Você é 50% quando você e a outra pessoa estão mais ou menos no mesmo nível. As vezes ele erra, as vezes você erra, as vezes vocês erram juntos. Muitas damas entendem isso e aceitam a mesma responsabilidade pela dança que seu parceiro.

Em outras vezes, você vai dançar com pessoas que são muito mais iniciantes que você. E nesse momento é quando você se torna 80% da dança. Algumas damas são extremamente amigáveis e tentam apoiar seus parceiros – principalmente quando o parceiro não consegue retribuir devido à falta de habilidade. Essas são as melhores damas da dança a dois.

Para parte das damas, é aqui que está o problema. Costumamos comparar nossas danças com pessoas iniciantes com danças com os profissionais. Nós sentimos que aquela sensação plena de 20% de responsabilidade que temos com os profissionais deveria acontecer em todas as nossas danças, então ficamos decepcionadas quando o cavalheiro do nosso nível ou mais iniciante não consegue fazer a dança parecer tão fácil e simples para nós.

Precisamos parar de pensar dessa forma.

Na grande maioria das vezes, um passo que não dá certo é resultado dos dois errando. É sério, pode não ser um erro dividido igualmente entre os dois, mas com certeza teve algum erro de cada lado.

Não é sempre o cavalheiro – também pode ser você!

Querida dama, se você não faz diversos passos porque o cavalheiro não está conduzindo direito, grandes chances de que você não esteja seguindo direito. Se você só consegue seguir conduções perfeitas, você tem várias lacunas e problemas no seu entendimento e habilidade sobre dança.

Aprenda a participar das conduções imperfeitas. Quando você aprender a trabalhar com o imperfeito, você deixará de ter danças incríveis apenas com quem cobre suas falhas. Quando você aprende a responder a diversos níveis diferentes de habilidade, você consegue se divertir em todas as danças.

Mas cuidado, isso não quer dizer que você tem que dançar sozinha ou se conduzir – ainda há a necessidade de seguir as propostas do cavalheiro para fazer alguma coisa. É uma arte aprender a compensar as falhas de condução sem completamente se conduzir e ignorar o parceiro. Aprenda! É uma das melhores coisas que você pode fazer para melhorar sua experiência na dança.

Claramente isso não significa que os cavalheiros não devem querer aprender mais e melhorar. Eu gostaria que todos fizessem isso! É sempre um prazer dançar com cavalheiros que realmente conseguem dar apoio à sua dança e levam-na ao máximo – mas precisamos parar de culpá-los e de colocar toda a pressão dos nossos erros nos ombros deles.

Não diga mais a frase “Mas ele não me conduziu direito!”

De verdade. Não diga mais. Essa frase não serve pra nada além de tirar sua responsabilidade pelo erro.

Culpar alguém não deveria fazer parte do contexto da dança a dois. A próxima vez que um passo sair errado, não conclua de cara que foi culpa do cavalheiro. Ao invés disso, mude sua abordagem.

Ao invés de culpar o cavalheiro pelo erro, se pergunte como você poderia reduzir o impacto daquela falha de condução. Como você pode se ajustar para seguir da melhor forma aquele cavalheiro? O que você conseguiu identificar da condução que você poderia utilizar?

Não estou dizendo para se culpar por todos os erros, mas pense o que você pode fazer para melhorar o resultado final da dança.

As melhores damas fazem isso. Por quê? Porque elas estão sempre focadas em melhorar cada vez mais. Quanto mais você desenvolve sua habilidade de responder a uma grande variedade de conduções, melhor sua resposta será.

Boas damas não são as que dançam bem com os melhores cavalheiros. Boas damas são as que conseguem responder com sucesso a uma grande variedade de conduções – tanto perfeitas quanto imperfeitas.

Está na hora de ser responsável pela sua dança. Como dama, vamos nos dedicar a sermos as melhores dançarinas que podemos ser – independentemente de quão bem nosso cavalheiro dança!

Fonte: http://grapevine.dzouk.com/follows-take-charge-of-your-own-dancing/

Traduzido por: Lucas Esteves

Mude Seu Mindset – Talvez você tenha colaborado para o erro acontecer

 

 

Este é um dos primeiros textos porque deve servir de contexto para outros que virão. Não leia cada artigo superficialmente ou apenas pensando nas pessoas que você julga que precisam daquela correção. 😉

Considere que cada dica foi para você.

Se corrija – tem certeza que você não está fazendo algo de errado? Como você sabe? E se estiver? Você seria capaz de informar ao seu par? Quem seria honesto com você e te falaria? Isso explicaria outros erros que podem estar acontecendo? Seria fácil de corrigir ou mudar? Até onde você estaria disposto a obter aconselhamento e treinamento para fazer a mudança necessária?

Mude Mindset

Da próxima vez que você estiver em um workshop ou aula e ouvir um conselho dos professores, não deixe ele passar despercebido. Acomode-o gentilmente no seu cérebro e o considere honestamente.

Fonte: http://www.canadianswingchampions.com/tough-love-read-at-your-own-risk/

Traduzido por: Nany Sene