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Anchors Away! Aperfeiçoando o passo âncora do West Coast Swing

A âncora.

A âncora é uma das partes mais importantes do west coast swing. Não só cada movimento termina no passo âncora, mas a âncora também é responsável por boa parte do visual do WCS. Elasticidade, suavidade, o ritmo relaxado da dança: tudo isso está profundamente conectado com a âncora. Comece a praticar agora e descubra como aperfeiçoar o passo âncora no wcs pode te ajudar significativamente.

ancora

Melhorando sua âncora

Para um iniciante, existem dois elementos chaves para a âncora do wcs.

Primeiro: A âncora não se move. Daí o nome, “âncora.”

Segundo: A âncora se estende para longe de seu parceiro.

“Anchors away!” (termo em inglês para: Âncora que acaba de começar a colocar peso sobre a corda ou corrente pela qual ela está sendo levantada.)é uma boa frase para se manter em mente. A próxima dica vai te ajudar a praticar esses elementos.

A dica:

Sem um parceiro, se coloque em uma posição antes de ancorar. Para leaders (conduz), seu peso está no seu pé esquerdo; Followers(conduzido), seu peso está na direita. Esse pé não vai se mover durante o exercício. Nós vamos chamar esse pé de “não-âncora” por enquanto.

Pegue seu pé livre (leader direito, follower esquerdo) e o coloque em terceira posição (o calcanhar do pé da frente é alinhado com o peito do pé traseiro.), mas ainda não transfira o peso. Se deixar o seu pé pairar ligeiramente ao solo te ajudar, faça isso. Neste ponto, você está tentando sentir onde o pé está sem cair. Vamos chamar este pé de pé de âncora, porque sua âncora vai começar e terminar com o seu peso sobre este pé. Sem mover o seu pé não-âncora, faça um passo triplo (pé de âncora, pé não-âncora, pé de âncora). Mesmo que você esteja transferindo seu peso, concentre-se em manter o pé de âncora na terceira posição. Repita este processo até que você possa confortavelmente executar um passo triplo na posição correta do pé.

Dominar seu passo de âncora está ao seu alcance! Aguente firme!

Fonte: https://www.westcoastswingonline.com/mastering-the-anchor-step-in-west-coast-swing/
Traduzido por: Marcel Cortinovis.

 

Síndrome do Ego na Dança, e Como Se Manter Protegido

De um modo geral: quanto melhor um dançarino fica, maior seu ego se torna. Muitas vezes, a velocidade da expansão do ego supera seu crescimento real de dança. À medida que o ego cresce, é também um potencial efeito colateral que a velocidade do crescimento da dança diminua e que a pessoa se torne uma presença de dança tóxica.

Quem está em risco?

 

Todos os dançarinos estão em risco de desenvolver a Síndrome do Ego na Dança, mas você pode estar em um risco elevado se você cair em uma das seguintes categorias:

  • -Vêm dançando há mais de 1 ano;
  • -Não está mais fazendo aulas de dança;
  • -É popular entre dançarinos do oposto ou do mesmo sexo;
  • -É frequentemente elogiado por outros dançarinos;
  • -Tem um alto nível de ambição de dança;
  • -É considerado como aluno de aprendizado rápido, ou “naturalmente talentoso”;
  • -Conseguiu a maior parte das suas instruções através do YouTube ou de outros dispositivos de vídeo;
  • -É considerado fisicamente atraentes para os outros dançarinos em seu meio da dança.

Naturalmente, cair em uma categoria também não garante que um dançarino desenvolverá a SED, mas o dançarino deve prestar atenção a seu ego com cuidado.

Quais são os sintomas da síndrome do Ego da dança?

 

  • -Começar a ensinar antes de pronto, ou antes de ser treinado por um profissional;
  • -Ensinar e não manter o desenvolvimento profissional;
  • -Tendo aulas avançadas antes de pronto, e focando padrões sobre a técnica;
  • -Ser excessivamente crítico sobre outros dançarinos, e incapaz de aceitar a crítica construtiva sobre sua própria dança;
  • -Culpar os outros por uma “dança ruim” e / ou ser incapaz de se divertir com um dançarino de nível inferior;
  • -Sentimento de superioridade em um ambiente de aula;
  • -Não aproveitando as oportunidades para melhorar sua dança.

Ego na dança

Como um dançarino pode prevenir ou curar a síndrome do ego da dança?

 

Aproveitando todas as oportunidades para aprender!!

Nunca sinta que está “muito avançado” para uma aula básica, ou que você é tão competente que não terá nada a aprender em uma aula sobre segurança ou técnica. Esta é a chave para a estagnação na dança.

Recentemente, meu parceiro e eu ensinamos um Workshop de Segurança gratuito para nossa comunidade. Online, toda a comunidade estava prontamente compartilhando postando novamente e comentando que essa foi uma grande iniciativa, e tivemos uma grande participação.

Mas … faltaram algumas pessoas da comunidade que falavam muito sobre o workshop on-line mas acabaram não indo, e eram quem mais precisava ter ido. Muitos daqueles que sentiram que sua dança não era “arriscada”, de fato, se enquadram em alguns dos comportamentos que estávamos tentando corrigir. Mantendo o ego em cheque e aproveitando as oportunidades de aprendizagem, você só pode crescer.

Ao se concentrar em sua própria aprendizagem em sala de aula, ao invés do nível de outros dançarinos.

Ouvi falar e, ocasionalmente, vi dançarinos que estão muito mais preocupados com todos os outros na turma do que com eles próprios. Quando você faz essa crítica dos outros, você diminui seu próprio aprendizado. Se seu parceiro é ruim, trabalhe sobre como você pode compensar o movimento. Se eles são muito rápidos, trabalhe em seguir mesmo que o seu parceiro esteja fora do tempo. Desta forma, você só vai crescer, e seu ego vai reconhecer que, concentrando-se em sua própria aprendizagem, você pode ver os buracos em sua própria dança e manter todas as crises de superioridade florescente sob controle.

Por honestamente avaliar e pedir feedback  de profissionais sobre o seu nível de dança real.

Dançarinos sociais são ótimos, mas ao menos que estejam em nível de professor para sentir como você realmente dança, eles provavelmente não são os mais qualificados para dar feedback. Mesmo que cada dançarino social lhe diga que sua dança é incrível, há provavelmente ainda pontos de melhoria. Procure o seu feedback de um profissional, que está em condições de lhe dar feedback honesto sobre o seu progresso. É muito tentador ouvir todos os “você é incrível” e ignorar o “isso ainda não está certo”, mas fazendo isso você está se sabotando e desenvolvendo um ego irreal.

Ao reconhecer as áreas nas quais precisam se concentrar mais para a melhoria (particularmente conexão).

Não é fácil tomar crítica e aceitar as áreas de dança que você precisa para trabalhar, mas é uma maneira infalível de manter seu ego em cheque. Se alguém lhe dá feedback (especialmente um profissional), salvo certas exceções, você deve reconhecer que pode haver algo lá.

Orgulho-me na minha capacidade de emocionar e performar, mas também ocasionalmente tenho recebido feedback especificamente em relação à falta de clareza em apresentações dramáticas. Seria muito fácil de escrever isso como “oh, bem, eles simplesmente não entendem” … mas por baixo, se eles “simplesmente não entendem”, eu não fiz meu trabalho tão bem como eu deveria ter feito. Ser capaz de tomar este feedback é fundamental para conter o ego e avançar como um dançarino.

Lembrando-se que não são melhores ou piores do que qualquer outro dançarino na sala.

É tentador ver um dançarino menos experiente como menos, mas tentar ver além do ego e reconhecer que cada pessoa na sala com você tem habilidades diferentes. Você pode ser um gênio entre os médicos, advogados, violinistas de um concerto, contadores e mecânicos de carro. Não seria muito agradável em sua área de conforto se eles tratassem você como um idiota ou ser inferior.

Deixe seu ego reconhecer que, embora esta possa ser a sua casa, eles têm outras habilidades que você pode aprender e outros atributos. Mesmo na pista de dança, se for um dançarino bom, aspire  ser como eles. Se eles tem dificuldades, mas realmente se esforçam, admire sua vontade em aprender algo que para alguns é incrivelmente difícil. Se eles estão fazendo isso por diversão, reconheça que eles têm uma vida rica o suficiente e que este hobby é apenas um divertimento, momento de relaxar … e admire que eles ainda buscam esse tempo para sair e compartilhar esse amor com você.

Um dançarino não é apenas valioso por causa de sua aparente capacidade de dançar. No centro, todos nós somos multifacetados. Eu sou um estudante de direito, técnico de teatro, instrutor de dança e um patinador absolutamente horrível. Estou realmente feliz que ninguém julgue o meu valor em minhas habilidades de patinação, e espero que na dança seja possível colocarmos nosso ego de lado para valorizar outros dançarinos como pessoas.

Se mantivermos nossas mentes despertas, podemos prevenir e reverter a Símdrome do Ego na Dança. Espalhe a palavra e lembre-se:

Continue dançando, seja feliz, e seja humilde

Fonte: http://www.danceplace.com/grapevine/dancer-ego-syndrome-and-how-to-keep-yourself-protected/
Traduzido por: Bruna Lovison

O poder destrutivo e indesejável do feedback na dança social

Às vezes, você simplesmente não conhece sua própria força.

Quer seja solicitado, ou não solicitado, podemos perturbar, descarrilar, ou lentamente fazer desaparecer a confiança de alguém como um dançarino social. Use as frases a seguir como seu guia para manter os dançarinos em torno de você seguros de dano não intencional.

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“Eu não posso sentir sua conexão”

 

Por que isso dói

Conduzir é o trabalho do cavalheiro na pista de dança. Dizer a alguém que você não pode sentir sua conexão é como dizer a alguém que é ruim em seu trabalho.

Tente isso em vez disso

Com um sorriso em seu rosto, pergunte a si mesmo: “O que posso fazer para ser mais sensível a esta condução?” Você pode até querer apresentar o desafio ao seu professor durante sua próxima aula ou baile de prática.

Conduzir e ser conduzido é o maior desafio para a dança social. É um desafio se manter sensível e mover-se claramente e por isso que é tão bom para o seu cérebro, e ajuda a desenvolver a confiança. Tomando uma abordagem interna de feedback você protege seu parceiro, e pode melhorar a sua dança neste processo.

“Você precisa treinar como seguir melhor”

 

Por que isso dói

Por todos os motivos listados acima, mas para a dama. É o trabalho delas, elas estão tentando seguir, e querem fazer um ótimo trabalho.

Tente isso em vez disso

A solução para os cavalheiros é um pouco diferente.

1. Nunca repita essas palavras a outra dama.

2. Evite implementar seus padrões de dança mais avançados com novos parceiros. Claro, é impressionante, mas o objetivo é mover-se como uma unidade – não mostrar cada passo que você sabe.

3. Seja mais ousado com seus movimentos. Em 9 vezes de 10, o cavalheiro que é frustrado pela habilidade das damas não está movendo-se claramente bastante.

4. Sorria, agradeça a elas, e lembre-se que elas são um “projeto em andamento”, assim como você.

“Acho que você nunca dançou isso antes”

 

Por que isso dói

Se este fosse um tribunal, o advogado de seu parceiro de dança objetaria com o argumento de que esta é uma suposição de fato não em evidência.

Tente isso em vez disso

1. Dê a si mesmo um lembrete interno, “Esta é provavelmente uma nova dança para eles, ou eles estão realmente nervosos.”

2. Dê-lhes confiança: “Muito obrigado pela dança, me reserve outra mais tarde.”

“Você deve ser novo”

 

Por que isso dói

Esta é outra dessas declarações pretensiosas semelhantes às listadas acima.

Tente isso em vez disso

Esta frase só precisa de mais contexto e encorajamento. Faça esta frase valer para a interação humana, em vez de parecer que você está dando uma nota para a habilidade de dança. Em vez de “você deve ser novo” por si só (ou com uma olhada dos pés à cabeça), tente adicionar:

1. Você deve ser novo … Eu sou parte da organização do baile, bem-vindo!

2. Eu não dancei com você antes, você deve ser novo. Prazer em conhecê-lo!

Pensamento Final

Felizmente, existem professores. Aqueles mestres comunicadores treinados na arte de feedback específico e produtivo. Quando em dúvida, e especialmente quando você não está, peça o feedback ao seu professor.

Aqui está o porquê.

Nós todos compreendemos os perigos sociológicos de perguntas como “eu pareço gorda neste vestido?” Ou “quantos anos você acha que eu tenho?”. Nesses casos, é claro que a pessoa perguntando não está procurando uma avaliação científica e está realmente apenas procurando encorajamento.

O mesmo pode ser dito para perguntas como “o que você pensou sobre minha dança?”

Como um dançarino social realizado é importante que você reconheça a pessoa, e empatize com os desafios que superou para se transformar um dançarino social bacaninha. A pergunta pode ser sobre a dança, mas a resposta precisa ser sobre a pessoa.

Fonte: http://www.arthurmurraylive.com/blog/the-unintended-destructive-power-of-social-dance-feedback
Traduzido e adaptado por: Nany Sene

UTILIZE TRAVAS À PROVA DE IDIOTAS PARA EVOLUIR SUA DANÇA

Mas o que é uma trava a prova de idiotas?

Você já tentou ligar o micro-ondas com a porta aberta? Ou tentou tirar a chave do carro da ignição com o carro em movimento?

Esses são dois exemplos de restrição de comportamento (behavior-shaping constraints do termo técnico), popularmente conhecido como “travas à prova de idiotas”.

Como o nome sugere, essas travas te impedem de agir de forma idiota e garantem o resultado esperado.

Travas à prova de idiotas

Travas à prova de idiotas para dançarinos

Se você quer melhorar sua dança, essas travas são um modelo mental extremamente poderoso. Imagine esse exemplo:

Você quer ser um dançarino melhor. Você sai para dançar cerca de quarto vezes por semana, o que é ótimo!

Mas tem um problema. Sempre que você tem uma dança ruim, você fica tão envergonhado que imediatamente entra no seu carro e vai pra casa. Algumas noites isso acontece após a primeira dança da noite! O que fazer?

Existem algumas travas que você pode considerar. Mas, primeiro, qual é o objetivo principal dessa trava? Queremos ser capazes de ficar, pelo menos, duas horas em cada noite de dança.

Qual é a ação que evitamos com essa trava? Não queremos fugir do baile logo após ter uma dança ruim. Certo, vamos ao “toró de parpite” (brainstorming) então:

  • Não vá de carro para o baile, ao invés disso, vá de Uber, de carona com alguém ou de transporte público.
  • Dê a um amigo R$ 100 quando você chegar no baile e diga que se você for embora antes de tal horário, ele pode ficar com o dinheiro.
  • Prometa a um amigo que dará carona a ele ao fim da noite.
  • Vire dois shots de Jose Cuervo antes de começar a dançar.
  • E por aí vai…

Pense um pouco e considere essas opções (e outras que você tiver pensado). Qual delas trava melhor o efeito positivo enquanto nega o efeito negativo?

Não ir de carro evita que você entre no seu carro imediatamente e fuja, mas mesmo sem carro existem outras formas de fugir imediatamente. Não vale a pena.

Prometer uma carona para algum amigo é uma boa se você tem algum amigo que fica até o final. Mas as travas devem exister 100% do tempo, não as vezes. Não adianta.

Virar dois shots de Jose Cuervo significa que você não poderá ir embora de carro antes de algumas horas (valeu Lei Seca!). Mas não te impede de ir embora sem seu carro, além de o álcool afetar sua dança. Melhor não.

O que sobra a ideia de dar R$ 100 a um amigo. A parte positiva é que pode ser qualquer amigo que você confia, o que você deve ter pelo menos um por baile.

Se ele for embora, você pode transferir a responsabilidade para outro amigo. Esse método ainda te faz gastar menos dinheiro com álcool no baile, já que seu dinheiro está com alguém. Legal.

Mas você ainda precisa, ativamente, dar R$ 100 pra alguém todo baile. A trava é testada toda vez. Seria melhor se fosse uma trava eterna que, assim que ligada, funcionasse pra sempre. Mas dentre as opções, essa é a minha favorita.

A trava à prova de idiotas funcionando

A trava de R$ 100 se baseia no fato que R$ 100 é bastante dinheiro. Se pra você essa quantia é irrelevante, aumente esse valor. Assim que começar a executá-lo, esse será o panorama:

Você chega no baile. Encontra seu amigo confiável e passa pra ele uma nota de Peixe. Na sua primeira dança você pisa no pé do seu parceiro e escuta um grito alto. Você se sente terrível e decide ir pra casa. DROGA!

Você já pagou R$ 20 pra entrar no baile e agora está prestes a perder mais R$ 100 se for embora. O que você faz?

Você decide então  ir lá fora respirar um pouco. Depois de 10 minutos, seu amigo te vê lá fora, vai até você e começam a conversar. Ele te chama pra dançar, você diz que não, ele insiste, você aceita pra não fazer desfeita. Aí você tem uma dança excelente.

Esse é apenas um exemplo. O aprendizado de tudo isso é que você pode desenhar um sistema que trave o comportamento que você quer evitar na sua dança, seja ele qual for.

Pode ser algum problema de execução ou, como comentamos aqui, algo sobre motivação ou timidez.

Você tem algum exemplo de trava à prova de idiotas que você usa para te impedir de fazer algo que você não quer, ou pra melhorar a sua dança?

Poste nos comentários. Adoraríamos ouví-las.

Link: http://latindancecommunity.com/use-forcing-functions-to-become-a-better-dancer/
Traduzido por: Lucas

As 5 vantagens de aprender a dançar sozinho.

Há momentos em que a paciência é uma virtude, e momentos em que você tem que continuar caminhando. Se você tem esperado alguém para aprender com você, ou você está apenas procurando o seu ponto de entrada para este hobby divertido e saudável – é hora de tornar as coisas muito claras.

Aprender a dançar sozinho tem algumas grandes vantagens. Aqui estão 5.

dançando sozinho

  1. Seu próprio ritmo

Imagine que você, e todo o seu escritório, contratou um personal trainer. Pode parecer para você e seus colegas que todos entrarem em forma juntos seja algo legal, mas você estaria condenado a alcançar uma meta média, em vez de uma específica para você.

Vantagem: Aprender sozinho permite que você trabalhe em sua jornada de dança em um ritmo que é específico para você e seu estilo de aprendizagem.

  1. Sua Própria Função

Na dança social, você está se concentrando em ser um líder ou um seguidor. Muito parecido com ataque e defesa no futebol, cada papel tem suas próprias habilidades específicas para fazê-lo funcionar. Adicionar outra pessoa / papel à lição divide o foco no desenvolvimento desse papel.

Vantagem: Aprender sozinho permite que você se concentre em seu papel específico na dança social.

  1. Passatempo pessoal

Dança Social pode ser apreciado como um hobby, com ou sem um parceiro. Em alguns casos, há aqueles com cônjuges que não gostam da ideia de dançar, e podem nunca querer, mas têm a abundância dos passatempos do seus próprios. Um hobby nem sempre tem de ser uma atividade compartilhada, assim como um estilo favorito de filme ou comida. Pode ser uma preferência pessoal.

Vantagem: Hobbies não têm de ser atividades compartilhadas.

  1. Exercício

Os tipos de aulas mais ativos são aqueles em que o professor está dançando e ensinando os alunos um a um. Há menos paradas na ação, e o profissional garantirá que está sempre forçando o aluno a sair da zona de conforto.

Vantagem: Aprender sozinho oferece os melhores resultados de fitness possíveis com a dança.

  1. Motivação

Vamos dizer que você está interessado em aprender, mas seu cônjuge não. Nada vai motivar um cônjuge resistente a dançar mais do que se a outra metade começa a tomar aulas. É a melhor maneira de chamar o seu blefe, para mostrar-lhes que não é apenas uma ideia caprichosa, e que você está perfeitamente disposto a ir sozinho, se necessário.

Vantagem: Começar por conta própria pode ser a melhor maneira de motivar um parceiro de dança hesitante e potencial.

Pensamento Final

A dança de salão pode ter nomes diferentes – dança social, dança do toque, ou dança esportiva – mas o nome que pode mexer com a sua cabeça é “dança a dois”.

É fácil supor que isso requer um parceiro para começar aulas de dança. E isso não é verdade.

Atletas começam a aprender suas habilidades antes de entrarem em uma equipe.

A maioria dos cantores começa a cantar muito antes de se juntar a uma banda.

Então, por que a dança deveria ser diferente? Um grande dançarino vai aprender a dançar, e depois escolher ter um parceiro de dança. Sem parceiro, Sem problema. Seu hobby está esperando por você, e você esperou por tempo suficiente.

Traduzido por: Marcel Cortinovis

Fonte: http://www.arthurmurraylive.com/blog/5-advantages-to-learning-how-to-dance-on-your-own

O mito de “aprender no baile”: Por que fazer aulas é tão importante

Eu conheci diversas pessoas que acreditam que é possível aprender a dançar somente indo aos bailes. Eu costumava ser uma dessas pessoas. Está certo que eu nunca fui aquela pessoa que diz “eu vi no YouTube e aprendi”, mas eu costumava dizer “eu não preciso aprender a dançar, no baile os caras me conduzem”

Pra ser sincera, por muito tempo eu acreditei que isso funcionava, mas descobri mais tarde que a única pessoa a quem eu estava enganando era eu mesma. Quem realmente sabia dançar via que me faltavam muitos conceitos básicos.

Spoiler: se você realmente quer aprender a dançar algo, você precisa fazer aulas e treinar. É assim que funciona.

baile conexão

Vamos primeiro definir “saber dançar”. Para mim, saber dançar significa que a pessoa entende e aprecia a técnica e a estrutura da arte que está executando. Não significa, portanto, uma aproximação grosseira de alguns passos básicos que faz a pessoa sobreviver nos bailes. Isso, pra mim, é não saber dançar. Isso é uma pessoa que simplesmente quer sair, socializar e mexer o corpo. Talvez ela esteja até tentando parecer sensual ou atrativa. E não há absolutamente nada de errado com isso, mas é importante saber discernir quando alguém realmente sabe dançar e quando não.

Eu não tenho problema algum com as diferentes pessoas que frequentam os bailes, contanto que eles não coloquem em risco o bem estar alheio. Entretanto, eu conheci várias pessoas que se auto-declaravam como dançarinos quando, na verdade, eles nunca tentaram ser um. É para essas pessoas que fiz esse artigo.

Me usando de exemplo, eu consigo sobreviver a um baile de Kizomba. Ou até de Gafieira, Salsa, Bachata, etc, mas eu nunca diria que eu sei dançar esses ritmos. Eu só me viro. Por que? Porque eu nunca treinei eles de verdade. Se algum dançarino desses ritmos me vir dançando, com certeza perceberá que eu não sei dançar esses ritmos.

Mas pra alguém que só sai pra dançar esporadicamente, pode parecer que eu sou uma excelente dançarina (pelo menos é o que me dizem) desses ritmos simplesmente porque eu sei como me mexer.

Aí que mora o perigo.

Se eu não conhecesse meus limites, seria fácil assumir que eu realmente sou uma dançarina desses ritmos simplesmente porque me disseram que eu danço bem. Eu poderia dizer que “aprendi no baile” e possuo um dom natural que me faz não precisar de aulas. Mas existem vários riscos atrelados a não fazer aulas e “aprender” no baile.

Ferimentos

Esse é o principal. Não fazer aulas faz com que a chance de você ou seu parceiro se machucarem seja consideravelmente mais alta.

Meu ritmo favorito é Zouk, porque pra mim ele é o mais divertido e bonito, mas é também o mais provável de causar algum acidente se você não aprendeu direito. Por que? Porque ele tem algo que nenhuma outra dança tem, movimentos excessivos de cabeça.

Eu me preocupo toda vez que alguém aparece no Zouk dizendo que é “fácil” e já começa com movimentações de cabeça. Já conheci diversas pessoas que pararam de dançar porque machucaram o pescoço ou as costas por tentar fazer um movimento sem entender a mecânica por trás. O pior de tudo é que 95% desses “acidentes” seriam evitados se as pessoas soubessem como proteger sua dança.

Se pelo menos as damas soubessem que não devem colocar o peso do cambrê na lombar.

Se pelo menos o movimento fosse executado pelo tronco e não pelo pescoço.

Se pelo menos eles soubessem que alguns movimentos não são improvisos mas sim conduzidos.

Se pelo menos as damas soubessem como compensar uma condução brusca demais.

Se pelo menos os cavalheiros soubessem que não devem conduzir o cambrê pra trás, mas sim para baixo.

Se pelo menos os cavalheiros não interrompessem o movimento do tronco da dama.

Se pelo menos os cavalheiros conseguissem compensar uma dama ausente.

Se pelo menos os cavalheiros soubessem que a condução pode ser sutil.

São vários “se pelo menos”. Mesmo que você faça apenas aulas esporádicas de vez em quando, ou só pergunte para algum professor quando algo está estranho, mas faça um esforço para aprender decentemente antes de executar algum movimento. Se um movimento parece arriscado, não o execute até você tê-lo aprendido de verdade. Se as vezes dói quando você faz algum movimento, PARE de fazê-lo, e pergunte a alguém antes de fazê-lo novamente. Sem exceções.

Além disso, aquele momento no baile que um cara aleatório quer te mostrar o jeito certo de fazer aquele movimento muito louco não conta como uma aula.

 

Péssimos hábitos

Aprenda certo da primeira vez. É muito mais difícil aprender algo depois que você já construiu uma convicção de que o que você faz está certo, mesmo estando errado. Meus alunos preferidos são aqueles que entram sem saber nada. Eu não ligo que eles tenham dois pés esquerdos. Eu não ligo se eles nunca nem tentaram dançar na vida. Dê-me iniciantes em branco e eu garanto que eles aprenderão da forma correta.

Agora, me dê alguém que já pensa que sabe dançar porque aprendeu nos bailes da vida, que meu trabalho será mais difícil, por diversos motivos.

  • A – Péssimos hábitos.
  • B – Eles acham que já sabem aquilo, mesmo sabendo errado, e não querem ter que aprender de novo.
  • C – Mesmo que eles aprendam a forma certa de se fazer, quando vão aos bailes é muito provável que entrem no automático e voltem a fazer tudo errado.

Acredite, eu mesma frequentei bailes durante um ano antes de começar a fazer aulas. O tempo que eu gastei só para desaprender os péssimos hábitos que eu tinha foi gigantesco. Eu, sinceramente, gostaria de ter decidido fazer aulas logo de cara. Teria me poupado muito tempo.

Falta de crescimento

Mesmo quando se treina bastante às vezes você sente que não está mais evoluindo. Quando você não treina, a sensação é muito pior. Até que você chega ao limite que nenhum talento consegue te salvar da sua completa falta de técnica. As vezes, eu vejo pessoas extremamente criativas que eu adoraria que fizessem aulas básicas para estabelecer sua técnica básica. Elas possuem tanto talento. São pessoas que poderiam ser as melhores da comunidade delas em pouquíssimo tempo, se elas estivessem dispostas a aprender as bases técnicas como deveriam. Por outro lado, existem pessoas que treinam tanto, mas tanto, que eventualmente acabam se tornando melhores que essas pessoas talentosas simplesmente por terem acreditado no seu potencial e vencido suas próprias dificuldades.

Existem também as pessoas que ficam frustradas por não conseguirem melhorar e acabam desistindo. Ou se inscrevem em um evento e assumem que conseguirão acompanhar o nível dos workshops e acabam frustrados porque eles não tem a base técnica que os permitiria aprender aqueles passos. Aí, achando que eles não conseguem ou que chegaram a um limite de aprendizado, eles desistem.

Nunca saberem o que falta a eles

Existe uma escola do pensamento que diz que, quanto melhor você for em algo, mais você consegue apreciar quando alguém faz algo excepcional nesse campo. A dança não é exceção. Se uma pessoa dança apenas casualmente as chances dela apreciar uma boa conexão com seu parceiro são bem mais limitadas. Quanto mais você aprende, mais você consegue apreciar uma boa dança no baile.

Eu nunca vou esquecer quando um dos meus alunos mais recentes (que por sinal está se matando para aprender a dançar) me disse “é engraçado como agora eu percebo quando uma pessoa está fazendo algo tão simples de forma errada e ela nem sabe disso. Se ela soubesse que é extremamente simples corrigir isso!”.

Sem fazer aulas essa pessoa nunca saberá que essas coisas simples estão erradas. Apesar disso, agora meu aluno pode lhe oferecer uma experiência melhor de dança, visto que ele sabe onde a pessoa está errando e consegue compensar esse erro para a pessoa.

Mas e se eu não tiver onde fazer aula por perto?

Isso é horrível, eu sei como é. Não ter acesso a dinheiro, por exemplo, foi um os motivos que me fez não fazer aulas desde o começo.

Se não tem nenhum lugar onde você possa fazer aula perto de você, eu sugiro que você invista em uma viagem para um local que tenha excelentes professores. Se você não consegue pagar por isso, então a próxima opção é fazer aulas via Skype ou de alguma outra forma online, com um excelente professor. Não é o ideal, mas definitivamente é melhor que o YouTube. Esses professores vão te ajudar a entender o que está errado na sua dança.

Alguns professores costumam vender vídeo aulas. Novamente, não é o ideal, mas pelo menos é melhor do que não treinar e acabar se machucando na hora da dança.

Se você tem acesso a bons professores mas não tem dinheiro, converse com alguns deles sobre ser bolsista na escola ou ajudar de alguma forma. Sempre há vagas para pessoas interessadas.

 

Fonte: http://www.danceplace.com/grapevine/the-myth-of-learning-by-social-dancing-why-lessons-are-important/
Traduzido por: Lucas Esteves

Quanto tempo até eu ser um bom dançarino de West Coast Swing?

Esta é a pergunta mais comum que recebemos de estudantes.

Você já esteve em uma aula, olhou em volta para todos que parecem ser basicamente profissionais e o que estão fazendo, e ainda assim tem dificuldade pra mover um pé na frente de outro?

É a sensação de sermos a única pessoa com dificuldades, o que pode levar você a se sentir um pouco excluído.

A verdade é que você definitivamente não está sozinho! Inclusive as pessoas que você está admirando estão com dificuldade com aspectos da dança tanto quanto você.

Então vamos ser realistas sobre cada passo da sua jornada de West Coast Swing.

Note que cada progresso é único mas aqui temos um mapa geral que é visto em estudantes pelo mundo.

aprendendo west coast

O QUE VOCÊ PODE ESPERAR DEPOIS DE SUA PRIMEIRA AULA

Você vai aprender 2-4 movimentos, e apesar do fato que você conseguiu fazer esses movimentos funcionarem em sala de aula você terá dificuldade sem ser dirigido pelo seu professor. Tudo é novidade mas você ainda se divertirá.

Os aspectos mais desafiadores são:

Os pés: se acostumar com os triple steps.

O movimento: o mover juntos o cavalheiro para traz e a dama para frente no começo de cada passo.

O ritmo da dança: se você nunca dançou nada isso não será tão problemático, porém, se você vem de outro dança será difícil se acostumar com um ritmo de 6 tempos.

Você pode se sentir confiante ou fora da sua alçada e tudo bem pois você está ainda a duas ou três semanas de se sentir confortável.

O QUE ESPERAR DEPOIS DE QUATRO SEMANAS

Entre a terceira e quarta aula ocorre o momento onde você deixa de estar confuso para realmente ser capaz de fazer essa dança.

Dependendo dos seus professores você irá aprender 12-16 movimentos, e você será capaz de realizar metade deles confortavelmente (significando que nesse ponto você começou a realmente se sentir dançando West Coast Swing). Sim definitivamente haverão movimentos que você não conseguirá e outros que parecerão um grande mistério, mas você provavelmente já estará dançando socialmente.

Lembrando: você não terá uma técnica perfeita em seus movimentos, mas estará começando a realmente parecer com um dançarino de West Coast Swing. Estará dançando socialmente e se sentindo BEM mais confiante.

Suas maiores dificuldades nesse ponto provavelmente serão:

Os pés: ainda se acostumando com os triples steps.

A conexão: começando a pensar em sentir seu parceiro.

O tempo: ficar sempre na batida.

O progresso feito entre a primeira é quarta aula é realmente perceptível.

O QUE ESPERAR DEPOIS DE 4 AULAS MAIS PEQUENOS TREINOS DIÁRIOS DE TRIPLES STEPS

Sim, os pés são consideravelmente uma das partes mais difíceis do West Coast Swing até para pessoas que já estão nessa dança faz muito tempo.

Simplesmente pegando 90 segundos todos os dias para fazer um treino rápido da contagem de 6 tempos você irá progredir rapidamente e, deixando esse movimento na sua memória muscular ficará confortável muito rápido.

Assim, você vai se sentir bem mais confortável nas pisadas e em aula os movimentos fluem mais por não estar mais pensando nos seus pés.

O QUE ESPERAR DEPOIS DE 12 AULAS

Após 12 aulas você vai estar aparentando muito mais ser um dançarino de West Coast. Sua confiança está melhor e cada vez que entrar na pista fará as coisas de forma melhor.

As sequências em aula não são mais um problema e você está focando em como você está fazendo os movimentos ao invés de apenas como eles são. Ainda terá dificuldade em aulas de nível mais alto mas sua dança social estará bem melhor e você realmente se divertirá enquanto dança.

Suas maiores dificuldades nesse ponto provavelmente serão:

Conexão: pensará em como o parceiro está sentindo e como usar isso para criar movimentos.

Estilo: começará a experimentar estilos da dança.

Musicalidade: começará a experimentar acertar viradas da música e interpretar mais a música.

Nesse estágio já está aparentando ser um dançarino de West Coast Swing.

O QUE ESPERAR DEPOIS DE UM ANO

Com um ano de aula você provavelmente será um dos mais fortes alunos da sala.

Estará mais confortável com os básicos embora ainda tenha dificuldade com alguns movimento de aulas mais avançadas. Seu corpo já se adaptou a dança e os movimentos básico são naturais agora. É nesse ponto que você consegue fazer os movimentos e está tentando fazê-los cada vez melhor.

Estará se sentindo confortável com estilos começando a criar seus próprios movimentos na dança.

Você começará a ser desafiado com sequências mais complexas estilos e técnicas daí começa a ficar sério, ter aulas particulares, participar de grandes eventos e até competir.

Suas maiores dificuldades nesse ponto provavelmente serão:

Técnicas: como fazer seu básico ficar muito bom sem estilos excessivos.

Movimentos avançados de pés: se preocupar em novas dimensões pra dança e sincopar seus passos.

Maus hábitos: nesse ponto você deve ter diversos hábitos ruins e estará tentando se livrar deles.

QUANTO TEMPO ATÉ SER TÃO BOM QUANTO MEUS PROFESSORES

É uma ótima pergunta, muitos professores não apenas tem muitos anos de experiência mas tem muitos anos de treinamento.

Na verdade depois de três anos de West Coast Swing você deve estar ficando muito bom e até criando próprias técnicas então são necessários apenas alguns anos com muita prática.

E DE AGORA EM DIANTE

Se você está começando agora fique confortável com o fato de que vai ter dificuldades. Literalmente TODOS passam por essas fases.

Sua trajetória não é algo que você precisa se preocupar tanto. Confie em seus professores.

Não se preocupe com o material das aulas, se concentre no que está trabalhando naquele momento e nada mais.

Fazendo isso se divertirá muito e terá um progresso muito rápido.

Traduzido por: Danilo Saraiva
Fonte: https://www.swingcitywcs.com/how-long-until-im-a-good-west-coast-swing-dancer/

 

A maldição da Grandeza & Incompetência

Existem dois tipos de dançarinos que todos nós já ouvimos falar: os incompetentes que pensam que são incríveis e os brilhantes que não conseguem entender a dificuldade dos outros.

Em um primeiro olhar, esses dois tipos não podiam ser mais diferentes. Um é tipicamente muito bom no que faz e é uma delícia de se dançar com. O outro é puro ego e senso de superioridade.

Entretanto, se analisarmos mais profundamente, eles são os dois lados da mesma moeda. Ambos se baseiam na inabilidade de entender seu lugar no mundo da dança.

O efeito de Dunning-Kruger

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Na universidade de Cornell em 1999, David Dunning e Justin Kruger estudaram a percepção dos indivíduos de entender suas habilidades e desempenho quando comparados a um grupo.

Sua motivação? Um ladrão de bancos que passava suco de limão na cara para se “disfarçar” nas câmeras. Ele achava que como suco de limão é transparente, isso faria com que ele ficasse invisível nas câmeras.

(Spoiler: não funciona.)

Os resultados dos estudos mostraram que algumas pessoas que tiveram um desempenho muito ruim achavam que tinham arrasado, enquanto outros que tiveram um excelente desempenho acharam que não foram tão bem assim.

Dunning and Kruger criaram a hipótese que o motivo de pessoas com péssimo desempenho acharem que são demais é porque elas não têm a habilidade de perceber o que falta pra elas. Por outro lado, os melhores subestimaram suas habilidades porque aquelas atividades eram muito fáceis (se foi fácil para eles, é porque deve ser fácil para todos).

Para ambos os grupos, a tarefa parecia fácil. A diferença era se parecia fácil porque você não fazia ideia de que estava fazendo errado ou porque você tinha todas as ferramentas para completar a tarefa.

 

Definindo Incompetência

 

Incompetência significa a inabilidade obter sucesso na execução de alguma coisa. Na dança, a definição é um pouco mais complicada porque envolve um parceiro.

Para o propósito deste artigo, incompetência na dança se refere à inabilidade de executar um movimento ou conceito com um parceiro de nível suficiente para executá-lo, mas que não consiga cobrir os “buracos” da dança do outro (ou seja, o parceiro é competente).

Por exemplo, você não é um cavalheiro incompetente por não conseguir conduzir um passo complexo com uma dama que acabou de começar a aprender a dançar. E você não é uma dama incompetente se você não consegue seguir uma condução completamente mal executada.

Além do mais, é possível ser competente em alguns aspectos da dança e incompetente em outros. Por exemplo, dançarinos que tem um excelente visual dançando mas possuem uma conexão ruim. Ou você pode ser competente no básico mas não nos movimentos avançados.

A maldição da incompetência

 

Dançarinos incompetentes, frequentemente, são incapazes de perceber que eles não são grandes dançarinos. Por isso, parece que eles tem o ego extremamente inflado.

Por exemplo, alguns alunos iniciantes já me disseram que seriam os melhores dançarinos da cidade em quatro meses porque eles estavam fazendo aulas particulares.

Apesar de eu achar legal a dedicação deles, não existe a menor possibilidade de qualquer um se tornar o melhor dançarino de um local em apenas quatro meses, com ou sem aulas particulares. Mas os iniciantes não têm essa visão pois eles não fazem ideia do que precisam para chegar lá.

Eu mesmo já passei por isso. Eu fui incompetente nos passos básicos por pelo menos um ano, até eu realmente começar a treinar sério (e eu nem tinha percebido).

Alcançando a incompetência

 

A questão da incompetência não é constante no nível iniciante. Normalmente ela aparece após as pessoas conseguirem executar algum movimento com certo sucesso. Quando o passo parece estar saindo, a maldição se instala.

A habilidade de executar algum passo após uma condução dá a falsa ideia de competência no movimento. Dançar com dançarinos mais experientes reforça essa sensação, porque os movimentos incompetentes funcionam.

Aí as pessoas passam a querer aprender um novo movimento visto que aquele já está saindo. Mas, novamente, eles conseguiram executar algumas poucas vezes e já acham que dominaram completamente.

Além disso, eles criam um ego com a convicção absoluta que eles são, de fato, bons dançarinos. Um dançarino com a maldição da incompetência não acha que a opinião dele sobre suas habilidades é exagerada porque ele realmente acredita que ele é bom. O problema não são eles, mas sim os parceiros que não conseguem acompanhar a condução ou conduzir direito.

A maldição do conhecimento

 

Do outro lado, existem os dançarinos que acham que são piores do que realmente são, ou acham que aquilo é fácil pra todo mundo.

Esses são os dançarinos avançados que acham que as pessoas deviam ser capazes de entender aquilo. Eles ficam frustrados com dançarinos mais fracos não porque eles se acham os maiorais, mas porque eles realmente não entendem como a outra pessoa não consegue fazer o que ele está dizendo.

Na cabeça deles, se eles conseguem fazer, não pode ser tão difícil. Eles se enxergam como uma pessoa normal, então por que as outras pessoas não conseguem aprender também?

(Ou seja, eles acham que se fosse tão difícil assim, eles não teriam conseguido aprender.)

A maldição do conhecimento no ensino

 

Pense em alguém que você conheça que é um dançarino incrível, mas também é um professor horrível. Essa pessoa pode estar sofrendo da maldição do conhecimento.

Essas pessoas querem ajudar seus alunos a serem bons e de destacarem, mas elas pulam passos do processo de aprendizado porque não conseguem se colocar no lugar dos alunos, principalmente os mais inexperientes.

Por exemplo, não explicar como se mover entre as posições abertas e fechadas. Ou não mencionar onde o pé deveria ir. Ou dizer “olha a postura” sem explicar o que isso significa.

Eles não são ruins professores de propósito. Eles realmente não percebem que estão deixando de explicar algo importante. A mesma coisa acontece com professores universitários que dão uma aula igual, ano a ano, assumindo que todos ali tem o conhecimento prévio necessário para entender aqueles princípios avançados.

As maldições se somam no ensino

 

Pior ainda, alguns professores têm a maldição do conhecimento quando dançam e a maldição da incompetência quando ensinam. Eles entendem a dança muito bem e acreditando que isso seja suficiente para serem bons professores.

Por causa disso eles falham em aprender o que é necessário para, de fato, serem bons professores.

Evitando as maldições

 

É bem difícil evitar essas maldições porque é difícil identificar quando elas estão te afetando. São maldições que afetam sua perspectiva, ou seja, você precisa que alguém de fora as aponte pra você.

Evitando a maldição da incompetência

 

Uma das formas de evitar essa maldição é pedir feedbacks honestos e não só ficar contente caso as pessoas te elogiem, mas considerar que, provavelmente, tem algo que você ainda possa melhorar.

A partir do momento que você pensar que “já aprendeu tudo” é quando você se torna um alvo fácil para a maldição. Claro, existe a possibilidade de você ter realmente se tornado competente, mas lembre-se que a natureza dessa maldição te impedirá de percebê-la até você finalmente tê-la superado.

Isso significa que somos péssimos juízes das nossas fraquezas. Os outros costumam ser mais precisos em apontá-las para nós, especialmente se eles são professores competentes capazes de identificar nossas forças e fraquezas.

Evitando a maldição do conhecimento

 

Uma ferramenta bem útil para evitar a maldição do conhecimento é parar para analisar sua jornada até então. No caso da dança, mantenha vídeos de quando você começou a dançar para lembrá-lo de onde você veio.

Outra coisa que você pode fazer é começar a aprender uma nova habilidade. Isso vai te lembrar quão difícil pode ser o início de um aprendizado, te forçando a perceber os detalhes minuciosos daquele aprendizado que pessoas mais experientes acham trivial.

Quanto mais fácil for para você aprender algo, maior a probabilidade de você desenvolver essa maldição. Se você faz algo que acha fácil, lembre-se que se é “fácil” pra você não significa que seja “fácil” para todo mundo.

 

Fonte: http://www.danceplace.com/grapevine/the-curses-of-greatness-and-incompetence/

Traduzido por: Lucas Esteves

Aprendendo com outras danças – SLIP

De vez em quando, você precisa assistir a algumas belas danças para se inspirar. O vídeo a seguir foi circulado no Facebook, mas é lindo o suficiente para salvar para ver mais tarde.

SLIP por Phillip Chbeeb e Renee Kester

 

 

Quando você assiste a outras formas de dança para se inspirar, é útil escolher algum elemento para assistir.

Se você está trabalhando em suas linhas, por exemplo, você pode assistir como dançarinos em um estilo diferente posicionam suas partes do corpo.

Se você quiser melhorar sua parceria, você pode ver como um casal interage fisicamente, visual ou emocionalmente durante uma dança.


Nem todos os elementos serão traduzidos para o West Coast Swing, obviamente.

Mas ver como dançarinos em um gênero diferente criam uma experiência pode dar idéias que você pode encaixar com seu próprio estilo.

Fonte: https://www.westcoastswingonline.com/learning-from-other-dances-slip/


Traduzido por: Nany Sene

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VOCÊ PRECISA ESTAR OK EM DANÇAR COMO UM IDIOTA.

Isso é, provavelmente, o que segura a gente boa parte da nossa vida, não apenas na dança mas em qualquer coisa que fazemos.

O medo mais irracional, que é forte o suficiente para nos paralisar nas nossas ações e nos impedir de alcançar o que nós queremos. Na verdade, esse medo é infundado e ridículo. Na prática é paralisante.

Eu estou falando sobre o MEDO DE QUE ESTEJA TODO MUNDO OLHANDO!!!!

Eu sinto que estou sendo observado.

 

A maioria das pessoas já sentiu isso, ou quando se está dançando, ou quando está fazendo algo público.

O medo de que todos em volta não estão apenas te observando mas também te julgando, essa sensação é forte o suficiente para nos impedir de fazer qualquer coisa que apresente um risco (real ou imaginário) de falhar.

Eu não vou tentar entrar na área da psicologia disso, mas se você está lendo isso você sabe exatamente o que eu  estou falando.

É o medo que me faz congelar, na minha primeira noite em uma casa de dança, e me impede de chamar qualquer outra pessoa além da minha namorada para dançar (até praticamente a última música da noite e eu só fui dançar com um estranho os últimos 30s da música… sim, sem medo nenhum!).

É o medo que toma conta da gente a primeira vez que vamos cantar no karaokê e esse mesmo medo que força muitas pessoas a recorrer à “coragem holandesa” em situações sociais.

{Obs: Coragem holandesa é a falsa coragem produzida pelo álcool}

É um medo fútil que faz um grande desserviço para o empenho da sociedade!  (Me deem um Amém!)

Aprenda a dançar como se ninguém estivesse olhando.

 

Então como em nome de Endauã* nós vamos superar esse medo paralisante e nos tornarmos o melhor dançarino que estamos destinados a ser??

Nós todos ouvimos um milhão de vezes:”dance como se ninguém estivesse olhando”.

É uma daquelas frases motivacionais estúpidas que deveria nos ajudar a nos libertarmos desse medo auto-imposto…blah, blah, blah!

Entretanto, para o propósito desse post eu acho que serve.

Se nós aprendêssemos a dançar como se ninguém estivesse olhando, nós poderíamos finalmente relaxar, liberar nossos movimentos e realmente começar a curtir as complexidades da música que nos move.

dança idiota banner

Nós precisamos desse senso de liberdade para dançar bem!

Eu tenho certeza que você está pensando em algo como: “ Mas todo mundo ESTÁ me  olhando enquanto eu estou dançando, esperando que eu erre para que eles possam apontar e rir do meu erro, me obrigando a fugir da pista de dança, esconder minhas lágrimas com as mãos e depois me mudar para uma pequena cidade no meio do nada, em um  continente diferente, para que eu possa começar minha nova vida, para que eu nunca cometa o mesmo erro de dançar em público de novo“… É exatamente o que está pensando certo!?

Bem não tenha medo, caros colegas da dança, pois eu mais uma vez tenho a solução que todos nós precisamos.

Chegue perto… o segredo para aprender a dançar como se ninguém estivesse olhando… é dançar QUANDO ninguém estiver olhando!

A inspiração para este conselho genial veio até mim uma noite quando coloquei uma música e decidi treinar alguns passos que vi na última aula.

Então eu dancei… sozinho… na minha sala… na frente de uma plateia de ninguém! E EU PARECIA UM IDIOTA COMPLETO! E isso era exatamente o que eu precisava.

Quando você se livra genuinamente da ansiedade de ser julgado pelos outros, você passa a não se importar com o quão idiota você parece.

Você se solta e a mágica passa acontecer!

Você pode praticar os movimentos que nunca sonharia em tentar na pista de dança por medo de errar.

Você pode ouvir a música sem a preocupação de conduzir ou ser conduzido por um parceiro e apreciar como as coisas mudam.

Você pode relaxar esses músculos que automaticamente travam em público.

Esse novo e relaxado você agora pode praticar diferentes movimentações corporais, ou apenas treinar o passo básico enquanto curte a música, reagindo a isso de maneira orgânica ao invés de se mover como um robô enferrujado e desajustado.

Enquanto escrevia esse post eu realmente me levantei algumas vezes, quando uma música que eu gostava começava a tocar, e apenas dançava.

Eu perdi a conta de quantas vezes eu perdi a batida (ou equilíbrio) mas isso não importava. NINGUÉM ESTAVA OLHANDO!

E aqui está a beleza de dançar como um idiota quando ninguém está olhando.

Se você fizer isso de maneira regular, você vai começar a melhorar e eventualmente ser capaz de fazer em público.

Você vai começar a se sentir mais confortável com você e como você se move e isso vai se transformar em confiança na pista de dança.

Não tem nada mais sexy do que confiança.

Minha única ressalva para esse exercício é que você tente fazer isso em frente ao espelho para que você possa garantir que o movimento que você está treinando não esteja totalmente…ridículo.

Então aqui está seu dever de casa: tranque a porta, ponha sua playlist favorita (quanto mais marcada a música melhor), ache um novo vídeo dos seus dançarinos favoritos para um pouco de inspiração e comece a se mover.

A música vai te mostrar o que você tem que fazer!

Continuem dançando!

NT.: * Endauã é uma entidade religiosa inventada em uma aula de wcs, remetendo ao “and a one” da contagem dos professores.

 

Fonte: http://latindancecommunity.com/you-need-to-be-ok-with-dancing-like-an-idiot/

 

Traduzido por: Marcel Cortinovis