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Caros Líderes: Nem tudo é culpa sua

Caros Líderes,

Vocês já ouviram falar em algum lugar que, se houver um erro, é sempre culpa sua? Quero lhes dizer que isso não é verdade.

Como líder, você deveria compensar um seguidor que está tendo dificuldade. Isso pode significar abrandar, mudar os movimentos que você usa ou ser mais claro do que você gostaria. Mas, o fato de que você deveria compensar o seu parceiro não o faz culpado por cada erro que acontece.

A compensação é uma ótima coisa. Mas, há apenas uma certa quantia que você pode compensar. Por exemplo, você não pode magicamente transformar um iniciante em um mestre simplesmente por ter uma ótima liderança. Você pode ajudar a seguir a ‘dança’, se você tiver mais experiência, mas você não pode mudar o fato de que eles ainda precisam evoluir na dança.

Se o seguidor não tiver a técnica e cometer um erro, esse erro é dele. Se eles não pisam no lugar certo, ou eles perdem o equilíbrio, ou eles não acompanham a condução o “erro” é do seguidor.

Por favor, não tome a posse desses erros, mas também não culpe seu parceiro.

Se você se apropriar do erro, você está fazendo um excelente desserviço aos seguidores ao seu redor. Quando eu estava começando na dança, me disseram que tudo o que deu de errado foi culpa do líder. Enquanto eu acreditava nisso, as aulas pareciam bobas. Afinal, não importava o que eu fizesse  – a culpa era sempre do líder se algo funcionasse ou falhasse. Por favor, não tire nossa motivação tomando posse de nossas contribuições (ou falhas).

Mas, você também não tem que culpar seu parceiro. Erros acontecem – tanto para líderes quanto para seguidores. Os erros podem ser transformados em coisas bonitas e criativas. Os parceiros também podem se adaptar aos erros. Então, não se responsabilize pelos erros do seu par, mas faça o melhor para compensar as falhas  dele. Assuma a responsabilidade de ajudar a consertar ou evitar um erro, mesmo que você não o tenha causado.

Os seguidores também devem compensar seus “erros”. Se você está tendo dificuldade com algo, eles devem usar suas habilidades para facilitar as coisas. Mas isso não os torna culpado se você não conseguiu ser claro na condução. Mas, compensar pela sua falha faz deles um parceiro melhor.

Compensação é uma das coisas que permite que você e seu parceiro trabalhem em equipe. Isso permite que vocês se divirtam, apesar dos erros (inevitáveis) que acontecerão. Compense os “erros” do seu parceiro – sem se apropriar deles. Assim ambos serão mais felizes.

Mas, eu quero que você compartilhe a propriedade de qualquer sucesso em sua dança. Para que duas pessoas façam algo certo, significa que ambos os parceiros precisam fazer sua parte. Todas as coisas bem-sucedidas que você alguma vez conduza na dança exigem um seguidor que “entendeu”.

Então, compartilhe essa responsabilidade com o seguidor. Não acumule a alegria dizendo que foi sua liderança surpreendente que conseguiu isso. Compartilhe o crédito com seu parceiro. Sem ele, não importa o quão ótimas sejam as suas habilidades. Ele seguiu você em sua visão, e ele te ajudou a fazer isso acontecer. Foi você e seu par que fizeram isso acontecer.

Caros líderes, não sinta que tudo errado em uma dança é culpa sua. Lembre-se de que há outra pessoa lá que compartilha a responsabilidade tanto para os erros quanto para os acertos.

No final do dia, você não está sozinho na dança. Você está lá com o seu parceiro. Então, compartilhe a responsabilidade com eles. Ajude-os quando cometerem um erro. Compense e crie uma experiência de dança maravilhosa dividindo a responsabilidade e experimente juntos a alegria quando algo dá MUITO certo.

 

FONTE: http://www.danceplace.com/grapevine/dear-leaders-its-not-all-your-fault/

TRADUZIDO E ADAPTADO POR: Marcel Cortinovis.

Porque todo o dançarino deveria saber Liderar e Seguir

Na dança a dois, temos duas funções (normalmente) bem definidas: líder e seguidor. Cada um desses papéis tem seu próprio leque de responsabilidades.

O líder é o diretor, que tem uma visão do que vai acontecer depois. Ele cria os pedidos, que são processados pelo seguidor.

O seguidor interpreta os pedidos feitos pelo líder e implementa o pedido. Ele cria a visão que o líder estabeleceu.

Mas e se mexêssemos um pouco com esses papéis?

O Conceito de Seguir enquanto Conduz

Os líderes mais procurados tem uma qualidade especial: a habilidade de entender e interpretar as respostas dada pelo seguidor. Isso significa que os melhores líderes não são 100% líderes na dança; tem uma certa porcentagem de seguidor também.

Pense nisso como um lanche (tradicional): Os seguidores são o recheio.  Os líderes são os dois pedaços de pães, envolvendo os seguidores dos dois lados. De um lado, eles estão liderando o seguidor na direção da sua visão (fatia de cima). Mas, eles também usam parte da sua capacidade (fatia de baixo) para garantir que os seguidores ainda estão com eles.  

Isso cria um “piso” que evita que o seguidor se solte de uma conexão confortável. Ele também diz ao líder se seu seguidor está:

  • Atrasando a liderança
  • Perdendo o equilíbrio
  • Interpretando mal a liderança
  • Desconfortável com um movimento específico

 

Isso não significa que o líder deixe de liderar. Mas, significa que eles estão mantendo a consciência do que está acontecendo com o seguidor – em vez de ser escravo de sua própria visão.

É como ter dois guias turísticos para um grupo: um mantém a frente em movimento, e o outro garante que ninguém se perca na parte de trás do grupo. Se a parte de trás atrasar muito, a frente pára e espera que a parte traseira os encontre.

Muitas vezes, essa capacidade de acompanhar a liderança é a diferença entre líderes “médios” e “ótimos”. É como eles criam a sensação de que o seguidor “não tem como errar”. Se você é capaz de reajustar sua liderança para os erros do seu seguidor, eles nunca sentirão que “estragaram”. Em vez disso, você dá ao seguidor um sentimento de domínio porque você consegue acomodar sua visão, erros e problemas “seguindo” eles.

Além disso, a capacidade de seguir o seguidor funciona maravilhosamente com dançarinos avançados. Quando você sabe como seguir os movimentos do seu parceiro, um seguidor avançado pode criar novos movimentos com você e adicionar acentos musicais. Isso pode levar a novas e criativas descobertas na dança – sem momentos incômodos e desencontros.

 

O conceito de liderar enquanto segue

Liderar enquanto segue é quando um seguidor é capaz de interpretar com sucesso o imperfeito e preencher as lacunas na dança sendo responsável por seu próprio corpo e equilíbrio. É menos sobre propor um movimento novo, e mais sobre ser responsável pelo que está acontecendo.

 

Os seguidores que afirmam que “apenas seguirão” muitas vezes não possuem essa habilidade. Também pode ser uma teimosia simples – ou uma educação que não lhes deu a confiança para possuir sua própria dança.

 

Na ausência de uma liderança necessária, um seguidor que pode “liderar” seu próprio corpo pode manter o equilíbrio e o controle. Às vezes, pode até ajudar a colocar a liderança no caminho certo. Muitas vezes, você pode vê-lo com seguidores que sutilmente ajustam o tempo para alguém fora do tempo, ou com iniciantes que lutam contra os passos básicos.

 

Os melhores seguidores podem fazer isso liderando sem “assumir” o fluxo da dança. Eles entendem qual é a diferença entre preencher os espaços vazios ou descarrilar um espaço já ocupado por uma vantagem.

Líderes avançados também usam isso para criar a peça na dança. Com um seguidor que não tem medo de liderar seu corpo e ser responsável por sua própria execução, os líderes podem se tornar criativos com movimentos novos e excitantes. Experiências podem acontecer. Mas, sempre exige que o seguidor seja responsável pelo seu próprio corpo.

A melhor forma de aprender isso

 

Este é um assunto polêmico. Eu acredito que aprender a liderar e seguir em uma dança, acelera a capacidade de ambas ao mesmo tempo.

Eu acredito que quanto mais cedo você começar, mais fácil é “mudar a chave” entre os dois papéis. Sempre que começo uma dança onde acabei de trocar os papéis, acabo tendo um pouco de dificuldade em mudar entre os dois. Liderar e seguir são fundamentalmente diferentes e usam uma memória muscular diferente.

Para os dançarinos que deixam essa ponte para mais tarde, aprender o outro papel, muitas vezes, afeta temporariamente sua proficiência no  seu papel principal. Os seguidores que aprendem a liderar temporariamente se tornam “pesados”, ou tendem a se conduzirem. Os líderes às vezes perdem sua intenção.

Mas, vale a pena (na minha opinião).

Os dançarinos que conseguem esse esforço extra para aprender ambos os papéis tendem a entender o que seu parceiro precisa sentir. Os líderes aprendem a saber quando seu seguidor não está “com eles”, versus quando são apenas um pouco lentos. Os seguidores aprendem onde estão suas oportunidades de “adicionar” à dança – e onde a adição significa interferir com a liderança atual.

Claro, você ainda pode aprender essa habilidade sem aprender ambos os papéis – apenas tende a ser uma jornada mais longa. Por exemplo, uma dançarina que faça ambos os papéis, pode mostrar-lhes como deveria ser a sensação de um movimento. Pode replicar no corpo o que as respostas precisam ser. Já uma dançarina de um único papel, não pode fazer isso com tanto sucesso.

Concluindo

Aprenda a habilidade de liderar e seguir em cada uma das suas danças. Ter a capacidade de acessar ambas as ferramentas fará de você um parceiro de dança e um aluno infinitamente melhor. Isso é uma obrigação, se você é professor.

 

Minha maneira preferida para desbloquear essa habilidade é aprender ambos os papéis. Mas, no caso de que isso não seja para você, gaste um tempo investindo na arte de ouvir o corpo do seu parceiro – em vez do seu próprio.

 

FONTE: http://www.danceplace.com/grapevine/why-every-dancer-should-be-both-a-leader-and-a-follower/
TRADUZIDO POR: Marcel Cortinovis

O que é West Coast Swing?

West Coast Swing é uma forma estadunidense popular de se dançar swing que se espalhou para o mundo. Parte do apelo do WCS é ser uma dança adaptável; ele pode ser dançado em uma variedade de estilos musicais e gêneros! Além de que a dança em si cria espaço para improvisos e interações entre os parceiros. Combine esses elementos com os estilos da dança de rua (a maioria dos dançarinos de wcs resistem ao impulso de formalizar a dança deixando-a como um ritmo de dança de salão) e é fácil de ver porquê pode ser tão difícil de definir mas tão fácil de amar.

Saiba mais sobre West Coast Swing abaixo.

wcs

Características do West Coast Swing

  • WCS é uma dança de propor-seguir seu parceiro que enfatiza a conversa entre os pares. O líder é responsável por escolher o movimento da dança, mas isso encoraja o seguidor a criar oportunidades, de brilhar durante a dança. O seguidor é responsável de levar a intenção do líder,
    Mas é encorajado a brincar e interpretar dentro da estrutura geral do líder.
  • WCS Geralmente é dançado em linha, com o seguidor se movendo para qualquer extremidade da linha e o líder se mantém no centro. Embora a linha possa rodar ou descolar na ocasião, WCS não é uma dança circular ou progressiva.
  • Cada passo do WCS termina na âncora; o líder e o seguidor se afastam criando um elástico. Esse elástico ou elasticidades, cria um visual suave e tranquilo para sua dança.

Por que as pessoas amam tanto o WCS?

Uma das principais virtudes do west coast swing é o alto nível de personalização da dança. Então, o que é west coast swing? Não existe uma maneira única de se dançar WCS, e os dançarinos são encorajados a desenvolverem seu próprio estilo dentro da estrutura básica da dança. Apesar de ser uma dança de propor-seguir a dois, ela permite muita liberdade e individualidade!

Com o que se parece?

Todos já devem ter visto o vídeo viral de dois profissionais do west coast swing dançando um improviso e criando uma dança fantástica e inspiradora. Esse vídeo é acompanhado por uma chamada sensacionalista e até preconceituosa para quem conhece a realidade desses profissionais. Se você ainda não viu, veja abaixo e após assistir, se você se interessou pelo ritmo, visita nossa seção de professores no site do Conexão para se informar sobre aulas.

Música e musicalidade – Dica rápida

Antes de dançar west eu tocava guitarra. Entrei de cabeça nesse mundo pop – atual e principalmente – que envolve o ritmo, exatamente quando estava deixando de lado alguns anos de metal progressivo, um estilo de música que gostava bastante.

O metal progressivo é conhecido por ser extremamente complexo, envolvendo vários elementos, até mesmo alguns de música clássica. Assim, eu sempre fui do tipo que gostava de procurar todos os detalhes das músicas.

Ao longo do tempo, percebi que essa minha “raíz” tinha proporcionado uma grande vantagem na dança. É que o west é uma dança musical por natureza, e, dessa forma, quanto mais detalhes você conhece da música, mais possibilidades você tem de criar e se divertir. Até porque a musicalidade de acentuação (aquela em que você conta os oitos) é ótima, mas tem uma hora que abusa, né? Hehe

Por isso, deixo uma dica rápida, fácil e que eu particularmente gosto muito: experimente escutar as músicas de west com fones de ouvido! Os fones ajudam a escutar mais detalhes. Escolha aquelas que você mais gosta de dançar e vá percebendo as nuances. Depois, sozinho ou acompanhado, tente dançar e se desafiar a “pegar” esses detalhes mais secundários da música! As batidas diferenciadas, os “back vocals”, aquele instrumento mais baixinho etc.

Fazendo isso você vai treinar seu ouvido e seu corpo para gerar mais possibilidades de se divertir dançando uma mesma música. Alguns dançarinos famosos são ótimos com isso. Virginie Grondin, Tatiana e Ben Morris são bons exemplos para se considerar, dentre outros!

Isso é algo simples e prioritário que eu deveria colocar na minha dança? Bom, simples não é! Mas para mim, contanto que o seu parceiro esteja confortável dançando com você, escolher no que investir é algo pessoal. Eu diria que o prioritário é se divertir em conjunto, então vê se isso não vai te ajudar a se divertir ainda mais, faz um teste!

Texto produzido por: Wilton Júnior