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A musicalidade no WCS – Movimentos e acentos

No WCS, o líder tem a responsabilidade de selecionar os movimentos que vão acertar o 1 da música (tônica). Isso é algo complicado mas nós vamos tentar te ajudar!

Pelo fato de os movimentos de West Coast Swing normalmente serem de 6 ou 8 tempos, e a música que nós dançamos ser escrita em compassos de 8 batidas, o WCS é uma dança “fora de compasso”.

Diferente da salsa, os movimentos de west coast swing nem sempre começam no 1 da música.

Embora isso faça com que o WCS pareça confuso, ele também cria a oportunidade para os dançarinos serem muito musicais e criar momentos incríveis dentro da dança.

A dica abaixo é pensada principalmente a partir da perspectiva do líder. No entanto, o seguidor também precisa entender esse processo, para que ele possa adicionar seu próprio estilo e mostrar os acentos dos movimentos de líder para complementar os acentos dentro da música.

A musicalidade é sobre o trabalho em equipe, e entender o que o seu parceiro está fazendo é um elemento importante da parceria.

A Dica:

Líderes, nós vamos criar uma dança simples que coloca os acentos naturais dos movimentos nos acentos de uma frase musical típica.

Para este exercício, você pode usar qualquer música perfeitamente redigida em 32 batidas.

Comece com uma passagem pela esquerda…

No 1 da música, comece com uma passagem pela esquerda. Esse movimento terminará na batida 6, a música ainda terá o 7 e 8 e no 1 iniciará uma nova contagem de 8 tempos.

Nós queremos destacar essas batidas, então precisamos de um padrão que tenha um destaque natural em 3 batidas. Por enquanto vamos usar um…

Sugar tuck (Ou Tuck Turn)

Se continuarmos a contagem da música, o sugar tuck irá acabar na contagem 4 do segundo compasso de 8.

Teremos 5 batidas até o 1 da música (5,6,7,8 e no 1 o acento da música), então precisamos de um movimento que dure 5 tempos.Nós podemos fazer um Whip e mandar a dama com ênfase no 5.

Whip….

O Whip terminará na batida 4 do terceiro compasso de 8. Teremos outro acento em mais 5 batidas, então precisamos de outro padrão que tenha um acento na contagem 5.

Vamos fazer uma passagem pela esquerda com giro. Como a rotação acontece nas contagens 3 e 4, a contagem 5 pode ficar silenciosa (a energia se dissipou da rotação), ou pode ser alta (estamos empurrando a energia da rotação para o próximo passo e, depois, se estabelecendo). Nesse caso, queremos que a contagem 5 seja alta, então vamos escolher a segunda opção.

Adicione giro…

Nosso giro (inside turn) termina na batida 2 do quarto compasso de 8, então temos 6 contagens sobrando até o próximo parágrafo músical.

Agora nós vamos ter um giro do cavalheiro. Faça uma passagem pela esquerda e ao invés de ancorar normal, o líder vai girar para a esquerda.

Se você é novo no conceito de giro faça meia volta:Conecte a mão direita com direita (aperto de mão) à medida que você está de costas para o par, você avançará no 1 (para longe do seu seguidor) em uma posição de estilingue.

Se você estiver mais confortável, você pode fazer 1 giro e meio, seja com triples ou em uma perna. Em qualquer caso, você deve terminar com uma mão direita para a direita e de costas para o seguidor.

Lave, enxágue e repita …

Neste ponto, a música chegou a uma nova frase importante, e você pode repetir a seqüência que você tinha acima.

Uma vez que você terminou em uma posição de estilingue, basta converter a primeira passagem do lado esquerdo em uma passagem lateral do estilingue e fazer uma mudança de mão para acabar de volta na posição inicial.

 

Para recapitular, seus padrões e acentos são:

  • Passagem pela esquerda / passagem pela esquerda do estilingue
  • Sugar tuck com acento na hora do tuck (contagem 3)
  • Whip com acento para mandar o seguidor (contagem 5)
  • Giro interno com acento na primeira batida depois do giro (contagem 5)
  • Passagem pela esquerda com o líder girando na âncora.

 

Musicalmente, é assim que seus movimentos se encaixam na frase musical. Cada linha é um conjunto musical de oito. O 1 é onde os novos movimentos começam.

Por exemplo,o sugar tuck começa na batida 7 dos oito primeiros, e você pode ver que você caminhará o  (7, 8), triplo (1 e 2), triplo (3 e 4).

As batidas 1s estão em destaque para mostrar onde serão os acentos dentro dos padrões da música.

Variações bônus:

O propósito real desta dica não é ter uma seqüência de passos que você dança cada vez que você ouve uma música de 32 batidas.

O objetivo é começar a pensar em onde estão os acentos dentro dos seus padrões e alinhar eles com a frase musical.

Por exemplo, você poderia substituir o sugar tuck com qualquer movimento de seis tempos que tenha um acento no 3- qualquer tuck, uma passagem lateral com o seguidor iniciando um giro no 3, uma aceleração com dispensa da dama parando  no 3, etc.

A partir do momento que você fica mais confortável com as suas opções, você será capaz de pegar os acentos ao mesmo tempo.

 

FONTE: https://www.westcoastswingonline.com/choosing-patterns-to-hit-accents/

TRADUZIDO E ADAPTADO POR: Marcel Souza.

Como eliminar de forma ética a sua concorrência sem destruir a sua comunidade de dança?

Então você quer mais alunos, certo?

Mas você também não quer destruir a comunidade de dança, certo?

Infelizmente, muitos professores de dança tendem a cometer alguns “erros” que acabam dividindo (e, ocasionalmente, mesmo destruindo) a comunidade de dança.

Por sorte, há uma maneira de obter mais alunos, que podem eliminar completamente sua concorrência (em 99% das situações de dança) …

E…

Não só irá evitar destruir ou dividir a comunidade, mas também irá fazê-la crescer e se fortalecer…

… E os outros professores vão te amar por isso!

Antes de entrar nesse método, vejamos como muitos professores de dança atualmente tentam obter novos alunos, de maneiras que podem arruinar o cenário de dança.

 

O Método que NÃO RECOMENDAMOS

Muitos professores procuram atrair novos alunos apelando para pessoas que saem para dançar em casas noturnas, eventos de dança ou mesmo outras escolas.

Agora, se você comanda a casa noturna/evento ou a escola no qual essas pessoas estão frequentando, então isso é ótimo!

Claro, você ainda pode ver minhas sugestões que estão logo abaixo, mas, ao mesmo tempo, essas pessoas são participantes que estão indo para o(s) seu(s) evento/escola(s), então faz sentido contar-lhes sobre outras oportunidades de aprendizado que podem experimentar.

Mas e se você não é dono desses eventos/escolas de dança onde todos esses potenciais alunos estão dançando?

Você deveria estar anunciando seus serviços de professor nestes eventos/escolas ou tentando persuadir os participantes para fazerem aulas com você?

Depende…

Se você tem permissão do dono do evento/escola, então com certeza, vai fundo.

Se não, então eu não recomendaria essa atitude.

Mas não importa se você tem permissão ou não, se isso é tudo o que você está fazendo para obter novos alunos, então você está somente dividindo a comunidade de dança ao invés de fazê-la crescer…

… E você NÃO está eliminando sua concorrência.

 

Por quê?

Porque você está oferecendo seus serviços aos mesmos alunos que o dono do evento/escola de dança. Então, ao invés de trazer novos alunos para o cenário de dança (e fazê-lo crescer), você está tirando alunos que já estão na dança e pedindo-lhes que irem com você a outro lugar … dividindo a atenção deles.

Mesmo que suas aulas aconteçam em uma noite diferente da semana, alguns alunos escolherão apenas ir às suas aulas e deixar de ir ao evento/escola iam antes.

E se eles vão às suas aulas ou não, de qualquer modo você está se colocando em concorrência direta com o dono do evento/escola.

Isso não é necessariamente uma coisa “ruim”, mas certamente não é uma maneira de cultivar uma comunidade maior de dança (ao menos não por conta própria).

Então, em vez disso …

 

Faça crescer sua comunidade de dança enquanto elimina a concorrência

 

Como você obtém novos alunos de forma ética?

… de uma maneira que não destrua (ou divida lentamente) sua comunidade local de dança?

É bastante simples …

Comece a anunciar para “não-alunos”.

Para fazer isso, você pode gastar um monte de dinheiro em publicidade através do facebook e google adwords.

Ou você pode usar um …

 

Método de Base para crescer sua comunidade

Recomendamos “Bombardeiro de Dança” (também conhecido como: Bombardeiro de Lindy, Bombardeiro de Blues, Bombardeiro de Tango, etc.).

Bombardeiro de Dança é quando você vai para um lugar que normalmente não tem dança (ou em algum lugar que normalmente não tem seu estilo de dança) e então você dança …

… um tipo de flash mob, mas que geralmente não é coreografado.

 

Aqui estão as etapas básicas deste método:

  1. Vá para qualquer local onde há um monte de moradores locais (mercados, bares, casas noturnas, etc.);
  2. Coloque uma música e dance para eles (talvez até ensine alguns passos ou noções básicas);
  3. Distribua panfletos ou cartões de visita (e o ideal seria que eles pudessem experimentar sua primeira aula de graça).

 

O Bombardeiro de Dança funciona incrivelmente bem!

Muitas vezes, as pessoas ficam facilmente impressionadas com uma dança em parceria. Até mesmo assistir a dança de quem é iniciante, é fascinante para um não-dançarino.

Independentemente do seu nível, na maioria das vezes as pessoas irão se aproximar de você e perguntar-lhe onde você aprendeu a dançar.

Este é o momento perfeito para entregar um folheto (ideal para uma aula gratuita) e dizer que eles também podem aprender! Ou melhor ainda, tire-os para dançar na pista de dança com você e mostre o quão fácil pode ser começar.

Além disso, não esqueça…

 

Mais dois métodos super simples de crescimento da base

 

Aqui estão mais dois métodos que a maioria dos dançarinos se esquecem de fazer e são SUPER SIMPLES!

  1. Conte aos seus amigos e familiares que não dançam sobre suas aulas.

Ensine-os alguns passos básicos para que eles possam ver o quão fácil isso pode ser, e dê-lhes panfletos também! Eles ficam de 10 a 20 vezes mais propensos a ir ter uma aula com você porque eles já te conhecem.

Faça com que seja fácil para si mesmo e “colha as frutas que estão mais embaixo”.

E…

  1. Peça a seus alunos para contar sobre suas aulas a seus amigos / familiares também.

O boca a boca é incrivelmente poderoso, e às vezes você só precisa lembrar seus alunos para contar a outros amigos. Alguns deles o farão sem lembrete, mas alguns deles precisam desse lembrete.

 

Este são as “frutas que estão mais embaixo”. Claro, você pode fazer outras coisas para trazer novos dançarinos, mas …

… esta é a maneira mais fácil!

 

Não pule este método!

Agora, em vez de competir com outros professores, você eliminou a concorrência.

Se você vê um “não-dançarino” que está no mercado assistindo você dançando, e você o entrega um folheto, ele não vai pensar: “Hmmm, eu deveria ter aulas dessa pessoa ou daquele outro professor de dança”. Em vez disso, ele estará apenas focado neste momento em se deve ou não ter aulas de dança, e o dançarino que está na sua frente é quem ficará na sua mente.

Sua concorrência agora é com todas as outras coisas que ele pode fazer na noite de sábado (ou na noite que você dá aulas) em vez de todos os outros professores de dança.

Claro, muitas pessoas ainda não irão fazer aula de dança apenas por causa disso, mas algumas irão, e quando elas forem …

… você terá acabado de trazer um novo(a) dançarino(a) para a comunidade, aumentando assim a quantidade de pessoas que dançam!

Se você sempre fizer isso, você estará aumentando o potencial novos de dançarinos que podem se inscrever em aulas ou eventos, e isto não é bom apenas para você, mas também para todos os outros professores da cidade …

… e os outros professores vão te amar por isso!

 

É realmente muito simples.

É só seguir estas etapas básicas.

 

Voltando aos Fundamentos

Pense nisso…

Antes de existir uma comunidade de dança em sua cidade, como você acha que ela começou?

Provavelmente fizeram todas as coisas mencionadas acima, certo?

Estes são fundamentos!

Assim como dançar, não ignore os fundamentos.

 

Caros Líderes: Nem tudo é culpa sua

Caros Líderes,

Vocês já ouviram falar em algum lugar que, se houver um erro, é sempre culpa sua? Quero lhes dizer que isso não é verdade.

Como líder, você deveria compensar um seguidor que está tendo dificuldade. Isso pode significar abrandar, mudar os movimentos que você usa ou ser mais claro do que você gostaria. Mas, o fato de que você deveria compensar o seu parceiro não o faz culpado por cada erro que acontece.

A compensação é uma ótima coisa. Mas, há apenas uma certa quantia que você pode compensar. Por exemplo, você não pode magicamente transformar um iniciante em um mestre simplesmente por ter uma ótima liderança. Você pode ajudar a seguir a ‘dança’, se você tiver mais experiência, mas você não pode mudar o fato de que eles ainda precisam evoluir na dança.

Se o seguidor não tiver a técnica e cometer um erro, esse erro é dele. Se eles não pisam no lugar certo, ou eles perdem o equilíbrio, ou eles não acompanham a condução o “erro” é do seguidor.

Por favor, não tome a posse desses erros, mas também não culpe seu parceiro.

Se você se apropriar do erro, você está fazendo um excelente desserviço aos seguidores ao seu redor. Quando eu estava começando na dança, me disseram que tudo o que deu de errado foi culpa do líder. Enquanto eu acreditava nisso, as aulas pareciam bobas. Afinal, não importava o que eu fizesse  – a culpa era sempre do líder se algo funcionasse ou falhasse. Por favor, não tire nossa motivação tomando posse de nossas contribuições (ou falhas).

Mas, você também não tem que culpar seu parceiro. Erros acontecem – tanto para líderes quanto para seguidores. Os erros podem ser transformados em coisas bonitas e criativas. Os parceiros também podem se adaptar aos erros. Então, não se responsabilize pelos erros do seu par, mas faça o melhor para compensar as falhas  dele. Assuma a responsabilidade de ajudar a consertar ou evitar um erro, mesmo que você não o tenha causado.

Os seguidores também devem compensar seus “erros”. Se você está tendo dificuldade com algo, eles devem usar suas habilidades para facilitar as coisas. Mas isso não os torna culpado se você não conseguiu ser claro na condução. Mas, compensar pela sua falha faz deles um parceiro melhor.

Compensação é uma das coisas que permite que você e seu parceiro trabalhem em equipe. Isso permite que vocês se divirtam, apesar dos erros (inevitáveis) que acontecerão. Compense os “erros” do seu parceiro – sem se apropriar deles. Assim ambos serão mais felizes.

Mas, eu quero que você compartilhe a propriedade de qualquer sucesso em sua dança. Para que duas pessoas façam algo certo, significa que ambos os parceiros precisam fazer sua parte. Todas as coisas bem-sucedidas que você alguma vez conduza na dança exigem um seguidor que “entendeu”.

Então, compartilhe essa responsabilidade com o seguidor. Não acumule a alegria dizendo que foi sua liderança surpreendente que conseguiu isso. Compartilhe o crédito com seu parceiro. Sem ele, não importa o quão ótimas sejam as suas habilidades. Ele seguiu você em sua visão, e ele te ajudou a fazer isso acontecer. Foi você e seu par que fizeram isso acontecer.

Caros líderes, não sinta que tudo errado em uma dança é culpa sua. Lembre-se de que há outra pessoa lá que compartilha a responsabilidade tanto para os erros quanto para os acertos.

No final do dia, você não está sozinho na dança. Você está lá com o seu parceiro. Então, compartilhe a responsabilidade com eles. Ajude-os quando cometerem um erro. Compense e crie uma experiência de dança maravilhosa dividindo a responsabilidade e experimente juntos a alegria quando algo dá MUITO certo.

 

FONTE: http://www.danceplace.com/grapevine/dear-leaders-its-not-all-your-fault/

TRADUZIDO E ADAPTADO POR: Marcel Cortinovis.

Quer dançar? Então vamos transar!

Nós tivemos uma conexão incrível e eu me senti segura nos braços dele enquanto dançávamos, ríamos e criávamos juntos uma sensação indescritível. Nós dançamos por praticamente uma hora e meia juntos e eu me senti muito viva e feliz quando terminamos. No dia seguinte tivemos danças muito similares por quase uma hora, brincando e nos divertindo. Ele me desafiava mas nunca me fez sentir mal por algum erro, ao contrário, nós ríamos juntos e apenas nos expressávamos na música. No dia seguinte veio a pergunta. Ou melhor, a vontade verbalizada: “Eu quero você”. Eu disse que queria continuar apenas como amigos. E depois disso nós nunca mais dançamos.

Infelizmente essa é uma realidade diária no nosso mundo, e no último evento que fui esse ano estava muito claro. Existia uma atmosfera sexual não usual pelo lugar, e não me entenda mal, eu entendo que o sexo faz parte da dança e isso não é uma coisa ruim, vá, explore e divirta-se, mas quando é isso que determina quem é você na dança, não é algo legal.

Além disso, é algo que está sendo usado na procura de um parceiro de dança, pelo que tenho percebido. Tenho recebido convites para virar parceira de dança ou de aula de outras pessoas com uma expectativa bem explícita de que eu durma com eles. Porque “a conexão é tão melhor depois que você faz sexo com a pessoa”. Pode ser, ou pode não ser também. Eu não sei. Mas eu sei que é uma forma grosseira de expressar uma noção extremamente antiquada de que o homem possui o corpo da mulher. Ou seja, durma com seu parceiro se você quiser, mas não use isso como um pré-requisito na construção de uma parceria ou na hora de escolher um assistente para sua aula. Se acontecer, deve acontecer de forma orgânica, natural, mas deixar claro em palavras como expectativa de que aconteça, não é legal. Só para deixar claro, as pessoas que eu dei aula ou pratiquei junto até hoje nunca me pediram isso, e são amigos meus extremamente respeitosos.

Eu quero enfatizar que esse problema não necessariamente representa toda a comunidade ou eventos, mas nesse último evento que eu fui eu tive a sensação que vários caras estavam com apenas um pensamento, e, novamente, não é que o sexo seja um problema, o problema é usá-lo contra você na condição de uma dança. É quando você deixa de ser tirada para dançar porque seus sinais são muito claros de que você não quer nada além de dançar. E para os caras que estão pensando “ah, mas as mulheres também procuram parceiros para sexo na dança”, sim eu entendo. Mas eu raramente escuto alguma dizer que parou de dançar com um cara porque ele não quer fazer sexo com ela.

O cara que deixou de dançar comigo porque eu disse “não, obrigada” inclusive parou de conversar comigo também, o que me fez sentir mal para ser honesta. Não só porque nós éramos amigos e conversávamos bastante mas porque claramente nós tínhamos uma boa conexão e nos divertíamos enquanto dançávamos. E do nada isso se foi. Talvez isso mude na próxima vez que a gente se encontrar, quem sabe.

De qualquer forma, os eventos são incríveis por diversos motivos, como o descanso na praia, as danças nos bailes todas as noites, minha melhor amiga sempre ao meu lado. E eu não me canso de falar que tem cavalheiros incríveis e muito respeitosos também. Eu sempre tenho danças de tirar o fôlego com alguns deles. A questão é saber separar uma boa conexão da dança de uma tensão sexual recíproca.

 

FONTE: http://annathefringe.com/2017/07/09/wanna-dance-lets-fuck-then/
TRADUZIDO E ADAPTADO POR: Lucas Esteves

Música e musicalidade – Dica rápida

Antes de dançar west eu tocava guitarra. Entrei de cabeça nesse mundo pop – atual e principalmente – que envolve o ritmo, exatamente quando estava deixando de lado alguns anos de metal progressivo, um estilo de música que gostava bastante.

O metal progressivo é conhecido por ser extremamente complexo, envolvendo vários elementos, até mesmo alguns de música clássica. Assim, eu sempre fui do tipo que gostava de procurar todos os detalhes das músicas.

Ao longo do tempo, percebi que essa minha “raíz” tinha proporcionado uma grande vantagem na dança. É que o west é uma dança musical por natureza, e, dessa forma, quanto mais detalhes você conhece da música, mais possibilidades você tem de criar e se divertir. Até porque a musicalidade de acentuação (aquela em que você conta os oitos) é ótima, mas tem uma hora que abusa, né? Hehe

Por isso, deixo uma dica rápida, fácil e que eu particularmente gosto muito: experimente escutar as músicas de west com fones de ouvido! Os fones ajudam a escutar mais detalhes. Escolha aquelas que você mais gosta de dançar e vá percebendo as nuances. Depois, sozinho ou acompanhado, tente dançar e se desafiar a “pegar” esses detalhes mais secundários da música! As batidas diferenciadas, os “back vocals”, aquele instrumento mais baixinho etc.

Fazendo isso você vai treinar seu ouvido e seu corpo para gerar mais possibilidades de se divertir dançando uma mesma música. Alguns dançarinos famosos são ótimos com isso. Virginie Grondin, Tatiana e Ben Morris são bons exemplos para se considerar, dentre outros!

Isso é algo simples e prioritário que eu deveria colocar na minha dança? Bom, simples não é! Mas para mim, contanto que o seu parceiro esteja confortável dançando com você, escolher no que investir é algo pessoal. Eu diria que o prioritário é se divertir em conjunto, então vê se isso não vai te ajudar a se divertir ainda mais, faz um teste!

Texto produzido por: Wilton Júnior

20 dicas para a etiqueta na dança social

Muitas vezes esquecemos que a dança é uma comunidade que tem seus costumes e hábitos, muitas vezes esquecido e ignorados.

Vamos relembrar algumas etiquetas para melhorar nossa comunidade e deixa-lá mais atrativa.

Dicas de Etiqueta:

1. Tente sempre dançar com a maior variedade de pessoas em bailes e eventos.

2. Se você está em um baile com alguém que você trouxe pra conhecer a comunidade, essa pessoa deve ser sua prioridade de dança nessa noite.

3. Um bom leader é reconhecido por quão preciso seu movimento é e não pela força física que ele coloca nas conduções.

4. Não peça desculpas por erros na dança, apenas sorria e continue.

5. Mas peça desculpas se você pisar/bater em alguém, seja a pessoa com quem está dançando ou o casal ao lado.

6. Reconfortar alguém que está se sentindo mal sobre sua própria dança é sempre melhor do que criticar.

7. Não dê dicas ou ensinamentos que não te foram solicitados.

8. Dançarinos avançados não devem nunca tentar passos avançados com pessoas iniciantes.

9. Agradeça todas as pessoas que você dançar, sejam elas quem forem.

10. Não corrija a postura da pessoa que você está dançando, a não ser que você seja o professor dela.

Dicas Etiqueta

11. O maior erro da dança é parar no meio dela para conversar sobre algum erro menor.

12. Existe uma grande diferença entre recusar uma dança ou pedir para dançar mais tarde.

13. Boas followers devem acompanhar seus parceiros mesmo se eles estiverem fora do ritmo.

14. A distância entre as duas pessoas na postura fechada deve sempre ser ditada pela follower, e sempre na sua zona de conforto.

15. Followers devem evitar dar sugestões de passos durante a dança, o leader já tem uma lista de coisas para pensar.

16. Se você não tem certeza do nível de dança da outra pessoa, uma boa estratégia é começar devagar e com uma música lenta.

17. Se você não tem certeza do nível de dança da outra pessoa, procure não enfeitar muito e se ater ao rítmo.

18. Nunca faça passos aéreos e pegadas no baile.

19. Bons dançarinos procuram dar passos menores quando o baile está muito cheio.

20. Bons dançarinos não devem intencionalmente tentar provar serem melhores do que a pessoa com quem estão dançando.

 

 

Fonte: http://www.arthurmurraylive.com/blog/49-steps-to-great-ballroom-dance-etiquette/
Traduzido e adaptado por: Lucas Esteves

Os profissionais deveriam dançar mais nos eventos?

Boa parte dos dançarinos vão para grandes eventos por causa da oportunidade de dançar com profissionais mundialmente famosos. Em alguns lugares, chegam a formar fila, esperando seus três a cinco minutos no paraíso.

Entretanto, alguns desses profissionais quase não aparecem para dançar nos eventos, ou foca em dançar com outros profissionais.

Eles estão infringindo alguma regra? Tem algum requerimento ou expectativa que os profissionais devam estar dispostos a dançar com todo mundo nos eventos?

Minha resposta? Normalmente não.

professor west

Que tipo de profissionais estamos falando?

Esse artigo trata explicitamente dos melhores profissionais mundo afora. Aqueles que viajam toda semana para eventos de dança e são pagos para isso. Eles ensinam nos workshops, dão diversas aulas particulares e fazem propaganda do seu trabalho.

E para o que exatamente eles são contratados?

Do ponto de vista de um organizador de eventos, tipicamente, contratamos esses profissionais para ensinar e fazer apresentações. Alguns outros estilos de dança podem ter variações disso, como competições, por exemplo, e alguns podem incluir dançar nos bailes algumas horas no contrato. Um profissional é obrigado a fazer o que ele foi contratado pra fazer.

Quando você vai ver para que a pessoa foi contratada, percebe que ela tem ocupada de duas a oito horas do seu dia. Se o profissional é professor, vai fazer apresentação, é DJ ou juíz, esse número tende a ser até maior.

Se você considerar o tempo de preparação para cada atividade, cada workshop de uma hora exige, pelo menos, uma hora e meia de preparação. DJs precisam preparar seus equipamentos. Quem for apresentar algo precisa ensaiar, passar palco, verificar a música, entre outras coisas. E eles precisam estar bem para fazer uma excelente apresentação. Juízes precisam estar mentalmente alertas para as competições. Todas essas coisas exigem tempo e energia dos profissionais.

O que os profissionais fazem, além disso

Além das obrigações padrões de cada evento, os profissionais sempre tem uma fila de pessoas querendo aulas particulares. O que exige, normalmente, mais duas a seis hora do dia deles.

Quando você faz a soma, repara que eles trabalham de quatro a catorze horas no dia.

Outras coisas mais que eles ainda fazem

Vários eventos ainda tem algumas coisas que não estão no contrato mas é esperado que os profissionais façam, como tirar fotos ou estar em um jantar com patrocinadores, ou até uma palestra.

Sem contar o tempo para se alimentarem e cuidarem de si próprios.

Onde entra a dança?

Se um profissional está no limite inferior da nossa análise (ou seja, gasta quatro horas por dia trabalhando), é bem comum vê-lo nos bailes todas as noites. Eles podem não dançar a noite inteira, mas eles sempre aparecem para dançar pelo menos um pouco. Alguns fazem isso para criar uma reputação positiva, outros porque realmente adoram dançar e conhecer novas pessoas.

E mesmo os profissionais no limite superior da análise acabam gastando algum tempo nos bailes. Com a diferença que eles provavelmente estão exaustos pelo dia cheio de trabalho. Eles também podem precisar ir dormir cedo, principalmente se o evento precisa deles de pé no dia seguinte bem cedo, ou se tiver alguma apresentação ou competição.

A escolha

Existe uma escolha até para os profissionais que mais gostam de dançar nos bailes. E se algo tem que ser cortado no final de semana, normalmente serão as horas de dança nos bailes ou as aulas particulares. E, obviamente, o maior custo-benefício para eles é cortar os bailes. Principalmente para os profissionais que vivem da dança e utilizam as aulas particulares como fonte principal de renda.

Eles precisam descansar para serem funcionais. Alguns, mais que outros. Por exemplo, eu preciso muito dormir. Se eu não dormir, meu rendimento cai em todas as outras atividades. Eu posso dormir durante o dia, ou durante a noite, mas preciso dormir.

Se eu vou ensinar o primeiro workshop do dia as 11, julgar as competições das 14 as 16, dar aulas particulares das 18 as 19 e me apresentar as 23, o único horário que realmente é possível dormir, é após a apresentação. E isso implica em sair do baile, no máximo, as 2. Mas se o workshop da manhã for meio dia, competições até as 15 e depois disso eu estou livre, eu vou gastar a tarde toda dormindo para que eu possa ficar no baile até o café da manhã.

Para que contratar profissionais se eles não vão para os bailes?

Quando você é um profissional da dança, sua reputação pode vir por diversos motivos:

  • Por causa das suas habilidades como DJ
  • Por causa das suas habilidades como professor
  • Pela sua dança nos bailes
  • Por suas apresentações

Existe alguns profissionais que são verdadeiros ETs por ficarem no baile a noite toda. E isso normalmente é reconhecido positivamente em suas reputações. Isso pode contrastar com um profissional famoso por suas coreografias mas que nunca aparece nos bailes.

Ambos os tipos atraem as pessoas. Ambos trazem um valor diferente para os eventos que os contratam. As vezes, mesmo em um casal, você vê um dos dois dançando bem mais que o outro nos bailes. Alguns profissionais ainda são conhecidos pelas incríveis coreografias e por ficarem nos bailes até tarde.

Portanto, alguns simplesmente são contratados por outras coisas que não pelas danças. Eles são contratados pelo que eles têm valor.

Profissionais tímidos, mal humorados ou lesionados.

Outra coisa que devemos analisar é o temperamento de alguns profissionais. Ao contrário da intuição, muitos artistas são tímidos. Vários são introvertidos. Portanto, festas imensas onde eles conhecem pouca gente não são exatamente sua zona de conforto.

Além do mais, vários profissionais têm que lidar com lesões. Esse é o resultado do esforço intenso que eles impõem aos seus corpos todos os dias. Se eles forem para o baile dançar com pessoas diversas, podem transformar uma lesão temporária em um problema de verdade. Principalmente se eles possuem alguma grande apresentação ou competição em seguida. Um movimento errado no baile pode comprometer suas habilidades de cumprir com o contrato.

Existe também a possibilidade de alguns profissionais estarem em um dia ruim. Eu fico assim quando estou cansada. Quando estou com sono e tudo que eu quero é ir pra cama, precisa de alguma música muito boa acompanhada de uma dança incrível pra me animar de novo. As vezes, nem isso é suficiente. Por isso alguns preferem simplesmente ir cuidar da vida deles do que ficar no baile com cara de quem não queria estar lá.

Por que alguns profissionais que ficam o dia todo trabalhando ainda aparecem no baile então?

Primeiro de tudo, todos os profissionais que trabalham o dia todo amam dançar. Então essa parte do evento pode não ser um trabalho para eles.

Outros usam para construir sua reputação pensando que no futuro receberão melhor por isso. Quanto mais público um profissional atrai para um evento, mais valioso ele é para os organizadores. Isso não quer dizer que eles não gostam de dançar, mas pode ser a diferença entre ir dormir mais cedo ou ficar no baile mais duas horinhas.

Mas alguns até vão para os bailes, só que ignoram os meros mortais

Se os bailes são o momento que os profissionais usam para relaxar, é natural que eles prefiram dançar com pessoas que eles gostam e estão acostumados. Nesses eventos costumam ter outros profissionais dançando também.

Esses outros profissionais são aqueles que possibilitam que eles treinem e dancem utilizando sua capacidade máxima. É de se esperar que eles queiram dançar entre eles.

Na maior parte do tempo, os profissionais que dançam somente entre eles não estão pensando como aquilo parece egoísta ou exclusivo, eles só estão pensando em se divertir e se sentir bem. Claro que isso não os dá o direito de ser rude com quem vem chamá-los para dançar, mas é um bom motivo para alguns comportamentos que parecem esnobes mas na verdade não tem essa intenção.

(E sim, existem profissionais que realmente são esnobes. Mas são poucos)

Como eles se atrevem a gostar mais de dançar entre eles do que com as pessoas normais

As pessoas normais gostam de dançar com os profissionais por causa das suas incríveis habilidades. Essas habilidades existem porque, para eles, dançar é um estilo de vida. Todos os dias, por muitas horas. Obviamente eles têm um conhecimento e controle melhor do que estão fazendo.

Não é aceitável dizer que um dançarino médio vá trazer aquele desafio ou sensação incrível que os profissionais trazem. Dançar com pessoas normais pode ser divertido, excitante e etc, mas nunca é a mesma coisa que dançar com alguém que pratica intensamente, tem experiência e se dedica a isso. É como se o Neymar se sentisse desafiado no futebol por um garoto da quinta série. O bate bola dos dois pode ser divertido e até gerar algumas ideias, mas eles possuem um abismo de experiência.

Mas eu quero dançar com os profissionais!

Quando um profissional decide quando, por quanto tempo e com quem dançar, ele está criando uma reputação para ele mesmo (propositalmente ou não).

Pode não ser o que você considera uma boa reputação, e isso não é um problema. Você tem todo o direito de escolher onde gastar dinheiro e com quem. Você escolhe os eventos que vai pagar e com quem fará aulas. Se você ama dançar com profissionais, priorize e gaste seu dinheiro em eventos que contratem esse tipo de profissionais. Dê a eles seu apoio!

Por que os organizadores de evento não obrigam eles a dançar?

Alguns eventos contratam profissionais para dançar nos bailes por algumas horas. Mas isso significa que o orçamento será cortado em outras atividades ou o evento ficará muito caro.

Na maioria dos eventos, a inscrição apenas para os bailes não é cara. Portanto, gastar o dinheiro com os profissionais para que eles dancem com as pessoas ao invés de gastar com aprendizado nos workshops para quem paga as inscrições completas mais caras, não é a melhor das ideias. Principalmente se você sabe que os profissionais que você contratou vão dançar um pouco de qualquer forma nos bailes.

Portanto, se você quer que os eventos que você vai contrate profissionais para dançar nos bailes, se prepare para gastar mais dinheiro para ir a esses eventos. Senão, fica simplesmente impossível pagar esses profissionais.

Se não estamos pagando um profissional para ele dançar no baile, nós não temos o direito de controlar quanto tempo ele gasta nos bailes ou com quem ele dança. Isso é uma decisão deles e eles tem o direito de rejeitar uma dança, ir dormir ou só dançar entre eles. Entretanto, nós sempre encorajamos que esses profissionais dancem com as pessoas normais e a maioria deles fica feliz em atender.

Bom, mas se eles trabalham com isso, eles não tem a semana inteira pra descansar depois?

Provavelmente não.

Boa parte dos profissionais mundialmente conhecidos viajam semanalmente. Dependendo de quão longe é a viagem, pode levar de dois a três dias na semana. Além disso, você precisa considerar o fuso e o jetlag.

Se um profissional está em um evento que começa na quinta e termina segunda de manhã, só o tempo para ele se recuperar pode consumir a terça e a quarta inteiras.

Além disso, muitos desses profissionais ainda são proprietários de escolas de dança e precisam cuidar dos seus negócios, lavar a roupa e outras atividades do dia a dia. Sem contar que eles precisam ensaiar coreografias, treinar seus corpos e etc. Artistas profissionais não gastam seu tempo livre fazendo nada em algum canto da casa. Se eles fizessem isso, não seria os melhores no que fazem.

Expectativas razoáveis

É realmente incrível quando temos a oportunidade de ver profissionais que amam dançar, são excelentes professores e apresentam coreografias incríveis. Nós devemos ser sempre muito gratos de ter essas pessoas entre nós.

Mas reconhecer que essas pessoas são incríveis não nos dá o direito de querer cobrar a mesma coisa de pessoas que não conseguem ser assim. Precisamos reconhecer que os profissionais são pessoas também, e pessoas tem limitações. Seus corpos têm limitações, suas mentes têm limitações. E essas limitações não os faz má pessoas ou maus profissionais.

Mesmo que tenham sido contratado para um evento, isso não os faz nossos escravos pessoais de dança naquele final de semana.

Sejamos um pouco mais atenciosos com essas pessoas que nos inspiram e promovem o crescimento das comunidades de dança. Vamos dar espaço a eles para descansarem e relaxarem para que possam dar 100% deles quando realmente importa. No mínimo, reconheça os artistas que tentam se superar cada vez mais ao invés de rejeitá-los simplesmente porque eles não apareceram no baile ou não ficaram até o café da manhã.

Fonte: http://www.danceplace.com/grapevine/should-pros-social-dance/
Traduzido por: Lucas Esteves

O poder destrutivo e indesejável do feedback na dança social

Às vezes, você simplesmente não conhece sua própria força.

Quer seja solicitado, ou não solicitado, podemos perturbar, descarrilar, ou lentamente fazer desaparecer a confiança de alguém como um dançarino social. Use as frases a seguir como seu guia para manter os dançarinos em torno de você seguros de dano não intencional.

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“Eu não posso sentir sua conexão”

 

Por que isso dói

Conduzir é o trabalho do cavalheiro na pista de dança. Dizer a alguém que você não pode sentir sua conexão é como dizer a alguém que é ruim em seu trabalho.

Tente isso em vez disso

Com um sorriso em seu rosto, pergunte a si mesmo: “O que posso fazer para ser mais sensível a esta condução?” Você pode até querer apresentar o desafio ao seu professor durante sua próxima aula ou baile de prática.

Conduzir e ser conduzido é o maior desafio para a dança social. É um desafio se manter sensível e mover-se claramente e por isso que é tão bom para o seu cérebro, e ajuda a desenvolver a confiança. Tomando uma abordagem interna de feedback você protege seu parceiro, e pode melhorar a sua dança neste processo.

“Você precisa treinar como seguir melhor”

 

Por que isso dói

Por todos os motivos listados acima, mas para a dama. É o trabalho delas, elas estão tentando seguir, e querem fazer um ótimo trabalho.

Tente isso em vez disso

A solução para os cavalheiros é um pouco diferente.

1. Nunca repita essas palavras a outra dama.

2. Evite implementar seus padrões de dança mais avançados com novos parceiros. Claro, é impressionante, mas o objetivo é mover-se como uma unidade – não mostrar cada passo que você sabe.

3. Seja mais ousado com seus movimentos. Em 9 vezes de 10, o cavalheiro que é frustrado pela habilidade das damas não está movendo-se claramente bastante.

4. Sorria, agradeça a elas, e lembre-se que elas são um “projeto em andamento”, assim como você.

“Acho que você nunca dançou isso antes”

 

Por que isso dói

Se este fosse um tribunal, o advogado de seu parceiro de dança objetaria com o argumento de que esta é uma suposição de fato não em evidência.

Tente isso em vez disso

1. Dê a si mesmo um lembrete interno, “Esta é provavelmente uma nova dança para eles, ou eles estão realmente nervosos.”

2. Dê-lhes confiança: “Muito obrigado pela dança, me reserve outra mais tarde.”

“Você deve ser novo”

 

Por que isso dói

Esta é outra dessas declarações pretensiosas semelhantes às listadas acima.

Tente isso em vez disso

Esta frase só precisa de mais contexto e encorajamento. Faça esta frase valer para a interação humana, em vez de parecer que você está dando uma nota para a habilidade de dança. Em vez de “você deve ser novo” por si só (ou com uma olhada dos pés à cabeça), tente adicionar:

1. Você deve ser novo … Eu sou parte da organização do baile, bem-vindo!

2. Eu não dancei com você antes, você deve ser novo. Prazer em conhecê-lo!

Pensamento Final

Felizmente, existem professores. Aqueles mestres comunicadores treinados na arte de feedback específico e produtivo. Quando em dúvida, e especialmente quando você não está, peça o feedback ao seu professor.

Aqui está o porquê.

Nós todos compreendemos os perigos sociológicos de perguntas como “eu pareço gorda neste vestido?” Ou “quantos anos você acha que eu tenho?”. Nesses casos, é claro que a pessoa perguntando não está procurando uma avaliação científica e está realmente apenas procurando encorajamento.

O mesmo pode ser dito para perguntas como “o que você pensou sobre minha dança?”

Como um dançarino social realizado é importante que você reconheça a pessoa, e empatize com os desafios que superou para se transformar um dançarino social bacaninha. A pergunta pode ser sobre a dança, mas a resposta precisa ser sobre a pessoa.

Fonte: http://www.arthurmurraylive.com/blog/the-unintended-destructive-power-of-social-dance-feedback
Traduzido e adaptado por: Nany Sene

COMO COMEÇAR A TER AULAS DE DANÇA DE SALÃO?

Sem dúvidas, o melhor jeito de começar a ter aulas de dança é aprender em uma academia de dança.

Por mais fácil que pareça, a dança pode, infelizmente, ser categorizada como uma atividade apenas para quem já nasceu com essa “habilidade”, o que não poderia estar mais errado.

O caminho para aprender a dançar começa em achar uma academia de dança, marcar uma aula e dar os seus primeiros passos numa pista de dança e em um mundo muito mais acessível do que você pensava.

Aula de dança-banner

Reputação VS Conveniência

Quando você está procurando pela academia de dança certa, é essencial achar uma que tenha uma boa reputação, em primeiro lugar. Sites como Google e Facebook, deixaram isso mais acessível do que nunca.

Por mais que seja fácil escolher uma opção perto da sua casa e escritório, uma escola com boa reputação mesmo que seja mais distante, vai criar uma experiência melhor a longo prazo do que uma escola conveniente próximo a você.

Compare isso com o seu restaurante favorito ou um bom salão de cabeleireiro, tem lugares que valem a pena ir até lá porque eles te dão experiências memoráveis.

Ser realista quanto aos recursos

Nenhuma quantidade de álcool ou “sentir a música” vai tomar o lugar do ensino de um bom professor em uma escola respeitada.

Infelizmente, muitas dessas situações precisam ser experimentadas, de forma embaraçosa, para que sejam feitas as correções necessárias.

Se isto fosse como um jogo de golf, dirigir um carro, ou cozinhar uma refeição para convidados – o mesmo conselho seria verdadeiro.

Há uma razão pela qual as pessoas têm dificuldades em algumas atividades e essa razão, geralmente, é o resultado de uma decisão de não fazer aulas.

A Verdade Sobre Vídeos de Dança.

Existem recursos como manuais e vídeos, mas instruções funcionam melhor quando há um processo colaborativo e interação no processo.

Começar com aulas particulares constantes vai desenvolver uma base para sua dança e memória muscular para tornar os movimentos naturais

Um teste para adicionar valor

Como dança de salão não é uma atividade que as pessoas normalmente crescem fazendo, é importante testar as aulas antes de decidir pagar algo.

Qualquer produto, não apenas aulas de dança, não tem valor nenhum se você não tiver interesse ou conhecimento nisso.

É exatamente por isso que a maioria das academias começam com uma aula experimental. Para que você, o possível aluno, possa ver e sentir esses valores em primeira mão antes de comprometer seu tempo e seus recursos.

O primeiro passo

Seu primeiro primeiro passo na sua primeira aula de dança vai precisar de um pouco de coragem.

É uma nova atividade e vai te gerar a mesma adrenalina que sente quando começa em um novo emprego, uma nova academia de musculação ou nova escola.

Basicamente como qualquer coisa que esteja fora da sua zona de conforto.

 

Fonte: http://www.arthurmurraylive.com/blog/how-do-i-get-started-with-ballroom-dance-lessons
Traduzido por: Marcel Cortinovis

A DANÇA A DOIS NÃO É SUA.

Esta é uma dança compartilhada. Não é SUA dança. Assim como uma conversa não é a sua palestra. Em qualquer dança a dois, existem dois conjuntos de habilidades físicas para aprender e dominar: habilidades de movimento pessoal e habilidades de movimento de parceria. Deixe a sua prática pessoal de habilidade de movimento para sessões em casa. Não ignore seu par para pensar somente em sua postura e desenrolar do pé.

Em uma dança social, concentre-se em praticar suas habilidades de movimento de parceria. Aqueles 3 minutos não são seus sozinhos. Você é metade de uma equipe, e seu parceiro merece toda a sua atenção, além de estar envolvido e contribuir para sua dança compartilhada.

Em uma competição, seu egoísmo pode estar te puxando pra trás quando se trata de juízes que avaliam o seu trabalho em equipe. Condutores, em vez de se concentrar em onde o seu corpo precisa estar para um determinado movimento, comece a perceber e assumir a responsabilidade para onde você quer que o corpo do seu par esteja. Ela não se importa tanto como você aparenta. Tudo que importa é como você a move.

dança a dois banner

Há uma palavra em inglês para quando alguém dança somente para sua própria diversão, sem consideração para a experiência do seu par de dança: é chamado “dance-turbation“.

Pense nisso. É desagradável, mas real. Não seja um “danceturbator”.

Fonte: http://www.canadianswingchampions.com/tough-love-read-at-your-own-risk/
Traduzido por: Nany Sene