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Como apoiar a sua minúscula comunidade de dança

ESCRITO POR : TANYA NEWTON – LINK ORIGINAL : CLIQUE AQUI


Você – sim, você mesmo – pode ser a diferença entre uma comunidade de dança minúscula crescer ou morrer.

Se você está cansado de ter que viajar para fazer aulas ou participar de eventos, está desesperado pelo próximo grande encontro de dança mas tudo isso custa extremamente caro e envolve perder horas e horas de viagem. Ou de se sentir derrotado por perceber que você não está evoluindo tanto quanto você gostaria porque não pratica com frequência.

Esse artigo é para você!

“Mas eu não sou professor de dança, por que eu deveria me importar?”


Isso é verdade: você não é a pessoa que trabalha com dança. Você não tem nenhum lucro, ou prejuízo, com eventos e aulas. Você prefere não colocar tempo e esforço em algo que você não vai receber nada em troca. Então você pode pensar “por que eu deveria me importar em apoiar algo que, francamente, nem sempre é tão divertido assim”. Afinal, uma comunidade de dança minúscula está cheia de iniciantes e bailes vazios.

Vamos deixar algo claro: você não é obrigado a seguir nenhuma dessas dicas. Se você está feliz com a sua comunidade de dança local, ou prefere investir seu tempo em alguma outra coisa, a escolha é sua. Mas se você se importa com a sua comunidade local e deseja fazer ela ser maior e melhor, você precisará colocar um pequeno esforço nisso. Mas é pequeno mesmo, basta seguir as dicas abaixo.

Porque uma pessoa não consegue criar um evento sozinha, é necessário uma comunidade.

Então, seguem as dicas para você apoiar sua comunidade.




1. Compareça!

Em uma comunidade minúscula, nem toda noite será movimentada. Entretanto, isso é só mais um motivo pra você comparecer. Você pode ser a diferença entre ter apenas uma, ou duas pessoas para se dançar. Você pode ser a diferença entre o organizador do baile sair no zero a zero ou ter prejuízo. Você pode ser a pessoa que motiva a todos a voltarem no próximo baile.

Muitos dançarinos reclamam de ir aos bailes pois eles estão sempre vazios, mas se eles não forem, os bailes continuarão sempre vazios, ou pior, deixarão de acontecer.

Não desista depois de ir apenas uma vez. Continue aparecendo sempre e, naturalmente, os bailes, eventos e aulas crescerão.

  1. Pague

Talvez sua aula seja composta de cinco damas e apenas uma cavalheiro, ou você se preparou para uma noite de dança que acabou sendo apenas um salão vazio com dois casais dançando. Nesses momentos, pagar o valor da aula ou do baile parece jogar dinheiro fora. Provavelmente os organizadores até ofereçam um desconto ou VIP.

Mas o espaço ainda precisa ser pago, os organizadores gastaram seu precioso tempo montando algo bacana pra você, seja preparando as aulas ou a lista de músicas que tocaram no baile. Por isso, mais que nunca, apoiar sua comunidade significa pagar.

Quanto mais os organizadores precisarem tirar dinheiro do próprio bolso para organizar eventos e aulas, mais provável que eles parem de organizá-los.

Obviamente, se você barganhar, você consegue ganhar alguns reais de desconto, mas quando uma comunidade é pequena, você não está pagando apenas pela aula ou pelo baile. Você está investindo no futuro da comunidade e na possibilidade de um evento maior em um futuro próximo. E isso não vale muito mais que apenas alguns bailes esporádicos?

Então, ao invés de aceitar o desconto, insista em pagar o valor inteiro. E se estiver vazio, aproveite! Use uma aula vazia como se fosse uma aula particular e peça coisas diferentes, ou bailes vazios para treinar passos de maior efeito e que usam mais o espaço, além de fazer questão de conversar com todas as pessoas ali e conhecê-las melhor.

Além disso, em grandes eventos, procure pagar o pacote completo. Normalmente esses pacotes são mais caros, sim, e talvez você não queira fazer os workshops, mas só participar dos bailes, então um pacote só de bailes seria mais indicado para você. O problema é que pacotes de bailes não são suficientes para pagar grandes eventos.

  1. Receba bem os iniciantes

O que é uma noite incrível? Uma com várias pessoas, grande variedade de níveis, música boa, um chão decente… A não ser que você seja iniciante. Para (a maioria dos) iniciantes, uma noite incrível é simplesmente uma noite que eles consigam dançar sem se sentir desconfortáveis ou com vergonha.

Uma comunidade de dança só cresce se tiver iniciantes. E embora dançar com alguém que tenha feito apenas uma ou duas aulas não seja tão satisfatório quanto dançar com alguém do seu nível, se você quer ver sua comunidade crescer você precisa fazer os iniciantes se sentirem bem recebidos. E eu realmente quero dizer bem recebidos e não só levemente percebidos.

Diga Oi. Apresente-se com um enorme sorriso e comece a conversar. Chame-os pra dançar, e não só uma música por educação que acaba em 30 segundos. Apóie-os, reconheça o que eles fazem bem e os lembre que todo mundo passou pelo que eles estão passando. Se você organiza algum baile, convide-os para conhecerem. Se tiver um grupo de WhatsApp, adicione eles.

Mostre a eles que eles já são parte dessa comunidade, porque é assim que você fará eles ficarem.

  1. Fale com as pessoas sobre isso – E continue pensando positivo!

Fale com as pessoas que você conhece sobre as aulas, bailes e eventos. Falar sobre a comunidade é um passo de extrema importância para atrair novas pessoas a ela.

Entretanto, nem toda comunicação é boa.

Imagine isso: você está considerando comparecer a um evento, talvez pela primeira vez, mas aí você verifica no Facebook alguns comentários de pessoas dizendo que não vale a pena ir porque ninguém vai (escrito por pessoas da comunidade, sejam alunos ou organizadores). Provavelmente você desistiria de ir.

Não significa que você tem que mentir ou esconder os fatos sobre quão vazia pode ser a noite de uma comunidade minúscula. Mas você pode citar esse fato enfatizando aspectos positivos, como apresentar os incríveis professores, Djs, ou dizer que tem mais tempo individual nas aulas, uma atmosfera amigável, um espaço grande pra dançar, ou simplesmente prometa que a idéia é fazer a comunidade crescer.

Reclamar que ninguém vai é sempre uma profecia auto-realizável. Se você acredita que uma noite tem potencial, foque no que é positivo e deixe as pessoas saberem disso.

  1. Apóie e motive os organizadores

Criar uma nova cultura de dança nunca é fácil e, para os organizadores, vai existir o momento onde eles considerarão desistir. Perseverar, quando poucas pessoas aparecem, quando eles têm prejuízos e quando eles dedicam horas de organização, pode parecer sem sentido.

Ter sucesso requer tempo, esforço e uma enorme vontade de vencer cada obstáculo no caminho. Construir um novo baile tem um custo financeiro e emocional.

As vezes, o maior apoio que podemos dar a essas pessoas é uma palavra de motivação. Isso não vai pagar o aluguel do espaço ou os custos de divulgação (e definitivamente não substitui ter que pagar pela noite), mas o apoio emocional pode gerar um efeito positivo duradouro. Escutar de alguém que a noite foi incrível e que eles aprenderam muito é sempre reconfortante. Quando você sente que não está tendo sucesso, ouvir um feedback positivo é sempre motivador.

Cuide dos seus professores e organizadores de evento, sem eles, sua comunidade nunca vai crescer. E uma pequena gratidão é um preço pequeno a pagar pela esperança de uma comunidade maior e grandes noites de dança.

Viver em uma área com uma comunidade minúscula pode ser frustrante às vezes, especialmente quando você volta de eventos grandes em locais de comunidades gigantescas. Ainda assim, o fato de você ter essa comunidade pequena com você é motivo de comemoração. Isso pode ser o começo de algo maravilhoso. Tudo que é necessário é um pouco de apoio.

 

FONTE: http://socialdancecommunity.com/how-to-support-your-local-fledgeling-dance-scene/

TRADUZIDO E ADAPTADO POR: Lucas Esteves.

Como aprender ‘Conexão’ ( Para quem tem dificuldade)

Escrito por :  LAURA RIVA – Link Original: Clique aqui


A conexão é uma parte tão integral da nossa dança, mas é muito difícil de entender para a grande maioria das pessoas. Na minha experiência com alunos, eles normalmente caem nessas duas categorias:

    1. Aqueles que já entendem desse assunto – seja por dom natural ou por estudo.
    2. Aqueles que não conseguem.

Está OK estar em ambas as categorias. Algumas pessoas caem na primeira categoria, mas nunca aprendem a técnica ou não tem a disciplina para desenvolver uma boa técnica. Alguns se tornam dançarinos com uma técnica muito boa sem sequer aprender a habilidade da verdadeira conexão – mas mantenha em mente que se você recusar explorar essas habilidades, vai ter sempre algo faltando na sua dança.

Independente de qual categoria você comece, você pode aprender conexão. Até mesmo a pessoa mais tímida e reservada pode aprender a ser um dançarino com uma ótima conexão. Existe um entendimento muito errado na dança que ou você sabe ou não. Isso NÃO é verdade

Como você aprende uma habilidade interpessoal como conexão?

O maior obstáculo com habilidades interpessoais é que os professores frequentemente têm problemas para ensiná-los. Ensinar as pessoas a sentir e interagir entre si é muito mais difícil do que ensinar um passo técnico. Por quê? Há algumas razões:

  1. Habilidades técnicas são observáveis; habilidades interpessoais são sensação.
  2. Habilidades técnicas podem ser replicadas com parâmetros precisos; Habilidades interpessoais são diferentes em cada pessoa.
  3. Habilidades Técnicas usam mais pensamento lógico; Habilidades interpessoais requerem um entendimento das emoções.
  4. Habilidade Técnica não requer ficar confortável com outra pessoa; Habilidades interpessoais, requerem ficar vulnerável.

Tem mais, mas essas são aquelas que surgem com mais frequência na minha mente

No nível de professor

A maioria dos professores que realmente se conectam, o fazem através da emoção, e muitos acham difícil de verbalizar ou descrever o que está acontecendo na sua dança, que faz com que  seu par  se sinta tão bem. É dai que vem a propensão dos professores dizerem, “apenas sinta”.Como alguém pode ‘apenas sentir’ alguma coisa que eles nunca sentiram? Spoiler: Normalmente eles não conseguem.

Os professores podem tentar desenhar sua ideia de ‘sentimento’, do que funciona no corpo deles com seus parceiros. O problema com essa abordagem é que cada corpo é diferente. O que pode ser bom vindo de um dançarino pode ser estranho vindo de outro. É como esperar que uma camiseta sirva para todo mundo: Isso Não funciona

Seguidores altos que dançam danças de abraço fechado são um bom exemplo disso. Eu conheci seguidores com 1,80 de altura que foram ensinadas a manter conexão de testa com testa – mesmo quando o líder tinha 1,70. Simplesmente não funciona. Com a intenção de buscar a conexão, o seguidor é ‘forçado’ a curvar e torcer a parte superior do corpo, ou dolorosamente dobrar os joelhos para obter uma conexão. E por consequência esse desconforto afeta na postura e liderança dele.

No entanto, se o mesmo seguidor, receber uma instrução para estabelecer uma conexão direta com a parte de seu corpo que faz mais sentido para a sua altura, isso permitirá que ele se mantenha postado e fique confortável. Como uma menina alta, eu ocasionalmente tive uma conexão de queixo-a-testa (parece engraçado, mas funciona e não se sente engraçado) com algumas líderes pequenos isso funciona muito melhor.

Os professores que são fortes no ensino de habilidades interpessoais como conexão empregam diferentes estratégias. Não consigo falar de todas as estratégias de sucesso, já que nunca consegui entender todos os métodos utilizados por cada professor que teve sucesso em ensinar conexão a um aluno… vou explicar o que funcionou para mim.

O que funcionou (na minha experiência) para ensinar conexão

Um espaço seguro

A primeira coisa que eu vi que deve acontecer quando for ensinar conexão é a criação de um “espaço seguro”. Se houver um momento em que coisas estranhas aconteçam, é durante uma aula de conexão. Se não houver um espaço, onde todos os participantes possam se sentir seguros para errar, eles não aprenderão arriscar nessa área.

Isso pode ser tão simples como se juntar com um amigo para trabalhar a conexão, ou tão complexo como um grande grupo de pessoas que estão todas confortáveis umas com as outras. A suposição em um espaço seguro é de que todos estão tentando o seu melhor para aprender a se conectar.

… o que significa que haverá momentos estranhos. Algumas pessoas podem acabar com seu quadril muito a frente, o que geralmente é um sentimento desconfortável. Alguns podem se sentir muito apertados ou muito soltos. Alguns podem mover seus corpos demais de maneiras desconfortáveis ou sentir-se agressivos. Isso faz parte do processo de aprendizagem para muitas pessoas e nos leva ao ponto 2…

Feedback

Haverá alguns momentos estranhos ao aprender a se conectar. Para corrigir isso, sempre é necessário um feedback. O feedback pode ser “Eu sinto que seus quadris estão me empurrando demais” ou “Sinto que o seu abraço está muito apertado”. Também pode ser “Mantenha seus cotovelos para cima, eu não me sinto com postura” ou “Preciso que você me abrace mais”.

Se alguém não é “natural” na conexão, o idioma do corpo geralmente não é um feedback útil – a menos que o idioma do corpo seja pré-definido. Se você disser ao seu parceiro que uma sugestão física específica é um sinal de desconforto, eles geralmente poderão entender isso. Por exemplo, um seguidor que não se sente seguro com um mergulho pode acabar se segurando com força. Um líder que não se sente confortável com um abraço muito fechado pode tentar criar mais espaço, movendo-se para abrir o abraço. Exemplos concretos como este podem ajudar a ensinar a conexão e a reconhecer quando algo está errado.

Se você é alguém que está  tendo dificuldade com habilidades interpessoais, às vezes ajuda  se em práticas ou aulas você pedir ao seu parceiro para lhe dizer se há hábitos de conexão que os deixam desconfortáveis – desde que esteja aberto ao feedback. Mesmo que eles não saibam exatamente o que é, eles serão capazes de articular se eles estavam ou não confortáveis com sua conexão. Ele também lhe dá feedback para tirar dúvidas com seus professores.

E sobre ser “Estranho” ou “Dar a Ideia errada”?

Uma verdade sobre as pessoas que estão aprendendo a se conectar é que eles podem passar por uma fase “assustadora / estranha” – não confundir isso com pessoas realmente assustadoras/estranhas que estão usando a dança como uma desculpa para comportamentos menos decorosos. Esta é também uma grande razão que muitas pessoas não se esforçam para aprender a se conectar – eles não querem se tornar uma pessoa “Inconveniente”. As vezes, eles podem estar preocupados em conectar “muito bem” e dar uma ideia errada. Mas este conselho ainda se aplica.

Se você é uma dessas pessoas (ou pensa que pode se tornar um), sugiro trabalhar primeiro com amigos próximos e professores – e pedir seu feedback verbal. É bom passar pela fase de “fase assustadora / estranha / errada” em sua tentativa de aprender a se conectar – contanto que as pessoas com quem está praticando tenham compreensão e estejam dispostas a trabalhar com você através dessas coisas. Eu não recomendaria praticar isso com pessoas que você não conhece bem ou que podem estar desconfortáveis com seu comportamento. Conexão e habilidades interpessoais são conceitos muito sensíveis, por isso é necessário que ambas as partes compreendam a necessidade de ser delicadas umas às outras e mantenham uma mente aberta em direção ao objetivo final.

Desacelerando e mantendo simples

Você pratica meditação ou ioga? Trabalhar com conexão é chato pra você?

Então esta seção é para você. A meditação e a ioga têm muitas coisas em comum com a conexão. A respiração, a paciência e a “profundidade” em si são partes intrínsecas dessas práticas. Aprender a tomar seu tempo e  aprofundar a consciência de todo o corpo é fundamental – e na conexão, esse mesmo sentimento se estende para envolver o seu parceiro.

Muitas pessoas que têm problemas com a conexão procuram acelerar as coisas “chatas” para chegar ao material “divertido” … mas as pessoas que entendem a conexão sabem que não é chato, apenas difícil de conseguir ‘chegar lá’ às vezes. Para aprender conexão, às vezes você precisa se livrar de tudo – e muitas vezes por um longo tempo. Se você não consegue sentir uma conexão quando você está simplesmente balançando para frente e para trás, como você descobrirá conexão durante momentos complexos?

Construa a partir de uma base. Não tenha pressa. Comece com o movimento de base mais simples que você pode pensar, e SOMENTE FAÇA ISSO até que você possa manter a conexão o tempo todo. Se você perder a sensação, reinicie. Pode ser frustrante, mas o retorno de estar disposto a trabalhar com a parte ‘chata’ é que você abrirá uma nova dimensão para todos os aspectos da sua dança.

Vulnerabilidade e confiança

Este é o mais difícil…

A conexão requer vulnerabilidade e confiança. Isso não significa que você precisa ser vulnerável e confiar nessa pessoa o tempo todo, mas você precisa estar durante a dança. Se você não consegue encontrar isso em você para compartilhar com seu parceiro, então eles raramente a compartilharão com você.

Abraços podem ajudar com isso. Ficar confortável com o toque também (claro, não sendo um toque inadequado). Ser confortável mantendo o contato com um braço, um pulso ou mesmo às vezes um pescoço ou uma parte traseira nos abre para a conexão.

Também é tão importante para o lado que está sendo tocado, aceitar e se mover para a conexão. Se você receber conexão movendo-se em direção ao contato, você abre as possibilidades de se sentir mais em sincronia com seu parceiro. Se você receber um toque com rigidez ou medo, então você irá dissolver a conexão.

Liderando pessoas para o seu próprio caminho de conexão

A conexão perfeita é diferente para cada pessoa. É mais construtivo desenvolver seu próprio ‘kit de ferramentas’ para conectar do que tentar usar a do outro. Da mesma forma que algumas pessoas tem um talento natural para o humor, outros são excelentes na conversa profunda e intelectual. Mas, se o intelectual tentar ser o palhaço da classe, pode ficar estranho. O mesmo acontece com a conexão.

Perguntar aos dançarinos para desconstruir o que funciona e fazer com que tentem encontrar seus próprios modos de realizar o mesmo fim é uma boa maneira de melhorar sua capacidade de se conectar e encontrar o que funciona para o seu corpo e de seus parceiros – desde que seja combinado com feedback. .

No fim

É perfeitamente possível aprender a se conectar – mesmo que seja uma coisa nada natural para você. Mas, você precisa querer isso, e você precisa se cercar com pelo menos uma pessoa que esteja disposta a seguir a jornada para uma melhor conexão com você. A conexão é intensamente interpessoal, o que significa que ambos os parceiros precisam estar dispostos para que alguém aprenda. Além disso, como uma arena não visual, não-técnica, a comunicação verbal é necessária para entender e aprender comportamentos adequados para conexão.

É correto passar por estranheza – ou mesmo por insinuação involuntária – na jornada de conexão … mas sempre assegure-se de ter um grupo ou parceiro ou (professor) simpático e compreensivo . Prepare-se para estar aberto ao feedback e  comunicação verbal, certifique-se de que você aprendeu a dividir uma crítica da sua conexão de quem você é como pessoa.

Não importa quem você é, você PODE aprender a ser um excelente dançarino de habilidades interpessoais. Você pode aprender a dar o sentimento de “uau, que sensação tão boa” aos seus parceiros. Pode ser uma jornada mais longa, mas não está além da sua capacidade.

FONTE: http://www.danceplace.com/grapevine/how-to-learn-connection-for-those-who-dont-get-it-right-away/
TRADUZIDO E ADAPTADO POR: Marcel Souza.

Como ter os seus “altos da dança”

Eu ocasionalmente experimentava o que chamo de “altos da dança” ou noites de danças fantásticas.

Uma dessas noites em que cada dança que eu tinha era INCRÍVEL e que continuava tendo mais e mais danças incríveis com todos com quem dançava! Eu era o último a deixar a pista de dança e a adrenalina era tão grande que tinha dificuldade em dormir a noite. Eu mal podia esperar pela próxima … chance de dançar!

Infelizmente, com o passar do tempo, esses “altos da dança” começaram a acontecer com menos frequência e muitas vezes só aconteciam quando eu participava de grandes eventos de dança…

…até eu mudar o modo como eu chamava pessoas para dançar.

Agora, frequentemente eu tenho “altos da dança” nos bailes que vou, apesar de muitas das minhas danças serem com dançarinos iniciantes ou de nível intermediário.

Existem muitas maneiras de melhorar a sua dança, através de técnicas mentais ou físicas, eu estou constantemente buscando técnicas em ambas as categorias e eu te encorajo a fazer o mesmo.

Dito isto, acho que este conceito é uma das maneiras mais rápidas de aumentar drasticamente a quantidade de danças incríveis que tenho na menor quantidade de tempo. Literalmente só levará de 2-4 minutos para que você leia isso e, em seguida, implemente a alteração (especialmente a opção C abaixo), na verdade, você economizará tempo sempre que convidar as pessoas para dançar.

Então o que eu mudei?

Ao chamar alguém para dançar, existem 3 métodos principais que uso:

Eu costumava fazer a opção A …

A – Procurar ao redor do salão por alguém que adoro dançar e convido essa pessoa para dançar.

Agora, em vez disso, muitas vezes faço as opções B ou C e, ocasionalmente, faço a opção A.

B – Olho em volta e busco alguém que eu posso dar uma ótima dança e a convido para dançar.

Ou…

C – Quando acabei de dançar com alguém, eu simplesmente viro e chamo a pessoa mais próxima de mim para dançar. Se ela disser sim, eu me comprometo a ter uma boa … não … uma incrível dança com ela, não importa quem seja, qual é o nível de experiência, etc.

Essas mudanças podem parecer muito simples, mas não permitam que isso o impeça de experimentar o poder que elas tem.

É por isso que acredito que elas funcionam tão bem para mim …

As opções B e C são realmente poderosas porque alteraram minha percepção consciente e inconsciente de quem tem o poder de fazer a dança ser incrível.

Por exemplo, quando uso a opção A o tempo todo e convidei as outras pessoas com quem adoro dançar, subconscientemente sugeri que elas eram a razão pela qual a dança era incrível. Ao longo do tempo, comecei a realmente precisar delas (ou pelo menos dançarinos do mesmo calibre) para ter aquelas danças mágicas. (Não me entenda errado, eu ainda adoro essas danças. Eu simplesmente não preciso delas para ter aqueles “altos da dança”).

Quando mudei para a opção B ou C, comecei a fazer uma escolha consciente de que era eu que seria o único a fazer a dança ser mágica, independentemente do nível do meu parceiro. Claro, eu nem sempre tive sucesso … mas eu consigo muito mais noites de “altos da dança” agora que estou fazendo um esforço consciente para ser aquele que faz a diferença.

O benefício extra para dançarinos populares

Para aqueles de vocês que sempre são tirados para dançar, há uma parte mais importante sobre a Opção C.

Quando eu estou fazendo a opção A (ou mesmo B), e eu vou pedir a alguém que dance comigo, geralmente me pedem para dançar antes de chegar à pessoa que eu gostaria de perguntar. Às vezes, se eu não estou pensando nisso, então, passo essa dança planejando como me certificar de que posso dançar com a pessoa que eu planejava perguntar.

A dança ainda pode estar ok, mas estou certo de que eu teria gostado mais se eu estivesse totalmente envolvido na dança que eu estava tendo, ao invés de pensar em uma futura dança.

Além disso, quando isso acontece várias vezes seguidas, pode ser realmente frustrante! Eu sei que também posso dizer não, mas não costumo pensar nisso no momento(e além disso, eu gosto de dizer sim). Antes de encontrar uma maneira de mudar isso, eu tinha noites em que isso acontecia a todo momento por horas a fio (às vezes a noite inteira). Foi extremamente frustrante ter um objetivo de pedir a alguém para dançar e falhar constantemente durante a noite toda.

Ao escolher a Opção C, uma vez que eu simplesmente me viro e chamo a pessoa mais próxima de mim para dançar, quase sempre tenho sucesso. Isso é incrível!

A exceção

Se você sempre escolhe as opções B e C e você não teve danças incríveis por algum tempo, então você pode querer mudar as coisas e tentar a opção A para ver se isso ajuda.

Meu objetivo aqui não é te dizer que uma maneira é o caminho certo, mas, em vez disso, salientar que você tem opções e se um método não está funcionando, experimente um diferente.

Mas espera, tem mais…

Ao praticar esse conceito todas as noites que saia para dançar, comecei a tomar consciência de todo tipo de situações em que eu esperava que a outra pessoa fizesse algo incrível, não apenas na minha dança, mas também na minha vida fora da dança.

Além disso, comecei a perceber a frequência com que eu (e muitas das classes que faço) também influenciavam os alunos a esperar passivamente aquelas incríveis danças em vez de ativamente criá-las.

Estar ciente disso, me permite parar de esperar, agir e ajudar a ação dos meus alunos também!

 

FONTE:http://www.danceninjas.com/experience-month-long-dance-highs-by-changing-the-way-you-ask-for-a-dance-for-teachers-for-dancers/

TRADUZIDO E ADAPTADO POR: Marcel Souza.

O mito do “ser insuficiente”

“Um dia, espero falar o suficiente de árabe egípcio para visitar o Egito”

Isso não faz sentido, certo? Você não precisa ser fluente em árabe para visitar o Egito. Na verdade, os egípcios provavelmente ficariam agradavelmente surpresos se você tentasse “Olá” e “Obrigado”.

Quando se trata de linguagem, a proficiência nessa habilidade não é um requisito de participação. O mesmo vale para karaokê: ninguém espera que você seja um cantor incrível antes de poder desfrutar uma noite com seus amigos no bar de karaokê. Confie em mim, a habilidade definitivamente não é uma barreira para a entrada para karaokê!

Algumas atividades sociais têm uma expectativa mínima de proficiência, como andar de patins em linha. Se você não pode patinar com segurança e parar, não será muito divertido sair para patinar. Fazer trilhas: os amigos caminharão com você enquanto estiverem aptos e dispostos a lidar com a trilha. E tênis: seu parceiro precisa que você, pelo menos, possa retornar o saque.

E … dança social …

Requisitos de proficiência para dança social

A dança social é um tipo de jogo. Exige uma expectativa mínima de proficiência. Para jogar o jogo, os seus companheiros de brincadeira esperam que você:

  1. Conheça as regras do campo de jogo (etiqueta do salão de dança e segurança)
  2. Conheça as regras do jogo (habilidades básicas de fundação e mecânica)
  3. Seja flexível e adaptável
  4. Seja seguro e respeitoso (você sabe, regras humanas)

Honestamente, é isso. Enquanto você cumprir esses requisitos mínimos, você se qualifica para todos os benefícios da adesão que vem em se tornando um dançarino social.

Mas existe um mito comum de que os dançarinos mais novos assumem e tem dificuldade em deixar a ideia de lado, a ideia de que eles não são “bons o suficiente” para certos aspectos do mundo da dança.

Uma pequena minoria pode realmente sofrer de atelofobia (medo de não ser bom o bastante), mas eu acredito que a preocupação de sua habilidade atual atrapalhar a outra pessoa é algo bastante comum, e não uma condição permanente.

Os mais novos dançarinos frequentemente observam os “melhores dançarinos” aproveitando desses benefícios da “associação de dançarinos sociais” e inventam uma história que se opõe a esses mesmos benefícios. Aqui estão algumas ideias, para esclarecer sobre o que é permitido ter acesso a (desde que você atenda aos padrões mínimos).

Benefícios da associação de dança social

Convide qualquer pessoa a dançar, de qualquer nível

Esta é uma comunidade inclusiva, onde todos dançam com todos: todos os níveis, todos os gêneros, todas as idades. Westies orgulham-se ferozmente disso.

Dançar em todo o espectro é a melhor maneira de se tornar um dançarino autenticamente avançado. Independentemente dos pontos WSDC, você não pode se chamar de “avançado”, a menos que você possa elevar todos os parceiros no local!

Dançando com parceiros de níveis mais baixos que o seu você treina para lidar, adaptar e fazer limonada. E com dançarinos de nível superior do que o seu lhe dá uma sensação melhor de como os movimentos devem funcionar.

Mas se você apenas dança com dançarinos avançados, eles são tão bons em compensar que é fácil ter uma falsa sensação de proficiência, iludindo você sobre suas habilidades e necessidades reais.

Eu sei que muitos de vocês estão com a impressão de que os dançarinos avançados não querem dançar com você e você inventa desculpas para não pedir dançarinos avançados para dançar.

“Eu não vou poder continuar”. “Eu vou apenas aborrecê-los.” “Eles só vão me tolerar porque eles não poderão se divertir comigo.”

Desculpe, odeio estourar sua bolha, mas nada disso é factual. Qualquer dançarino avançado que valha a pena dançar com, sabe fazer todas as danças divertidas, nunca está entediado, e ao invés de esperar que você acompanhe, é bastante confortável usando estratégias de elevação. (Criar elementos com o seu parceiro de uma maneira que aumente suavemente seu nível, fazendo com que eles fiquem melhor do que eles pensaram que poderiam dançar.)

Então, sem desculpas, deixe de limitar-se a dançar com apenas dançarinos ao seu nível e abaixo. Vá, convide os dançarinos avançados.

Dance onde quiser na pista, a qualquer hora da noite

Mesmo que pareça que existe um “canto quente” onde muitos dançarinos avançados estão dançando, o espaço está aberto a todos os dançarinos. Você não precisa evitar a área. Apenas fique atento quando há dançarinos que estão fazendo truques ambiciosos, o que é mais comum nesta zona.

Na verdade, mesmo se você não está dançando, é uma boa ideia se sentar por uma ou duas músicas e assistir os dançarinos nesta zona. Inspire-se neles, mas também obtenha um pouco de conhecimento, observe para ver como eles lidam com erros, veja se você pode escolher as técnicas que o seu instrutor estava mencionando, ou veja se você pode pegar um novo footwork para tentar.

Os dançarinos avançados às vezes estão trabalhando em “tarefas” específicas quando vão dançar, então ocasionalmente eles recusam danças para gerenciar sua energia e foco. Às vezes, os dançarinos avançados podem obter “excesso de trabalho”, porque eles estão sendo muito exigentes.

Então, se você pedir a um dançarino avançado para dançar e eles recusam, dê-lhes o benefício da dúvida. Não é que você não seja digno de dançar com eles – eles só precisam de uma pausa.

Participe de rodas de dança, concursos divertidos e apresentações de dança.

A partir do momento em que você entra no espaço da dança, as pessoas estão entusiasmadas por você ser um potencial companheiro de brincadeira. Eles * querem * que você participe – eles querem que mais pessoas que amem dançar tanto quanto elas, porque cria uma cena mais divertida e gratificante para todos.

As atividades e os jogos oferecidos nas danças sociais são projetados para incluir, envolver e inspirar você. Eles não são exclusivos de um determinado grupo ou nível. Sinta-se livre para participar! Se você não tiver certeza, vá em frente e pergunte – ninguém nunca culpará você por perguntar, e você pode apenas obter o encorajamento que estava procurando.

Escolha aulas as quais você se qualifica, e repita aulas que você já fez.

Existem vários veículos instrucionais disponíveis para você, sendo o mais prolífico as aulas de grupos semanais. As aulas em grupo não visam apenas pessoas que são iniciantes apenas aprendendo.

Nem apenas pessoas que têm ambição: as aulas em grupo são a maneira como nós, como comunidade de WCS, transmitimos a dança, e se você se excluir, você está se retirando do jogo. As aulas em grupo não são sempre, mas geralmente, progressivas, o que significa que elas são classificadas por nível de habilidade.

Os melhores oferecem um programa transparente e objetivo que define os requisitos de habilidades para cada nível, mas se você não tiver certeza, fique à vontade para perguntar ao professor. Salvo indicação em contrário, todas as classes estão abertas e disponíveis para você.

Deixe-me dizer isso de outra forma. Comece com todas as aulas que puder! Uma dica super inteligente de dançarinos sábios que progrediram muito e rápido? Mesmo enquanto você faz aulas de nível superior, nunca pare de treinar seus fundamentos. Não só não há vergonha em receber as aulas para principiantes, mas você ganhará mais valor e mais respeito por isso.

Participe de eventos e workshops

Você pode ter ouvido falar de um mágico evento de dança acontecendo em sua cidade ou nas proximidades, e ignorou a ideia de ir, pensando que estava voltada para competições. Isso não é verdade.

Sim, existem competições, mas o foco principal do fim de semana é o aprendizado e a dança social em todos os níveis, o que significa que o evento está voltado para você. Muitas vezes há dezenas, se não, centenas de dançarinos mais novos, que dançam durante 6 dias a 6 meses.

Esses dançarinos geralmente compõem cerca de 25% do público de um evento, então muitas vezes existem workshops voltados especificamente para iniciantes / adeptos do evento pela primeira vez. Em geral, os eventos de fim de semana oferecidos definitivamente terão algo para você, mas se você não tiver certeza, pergunte ao redor. Não perca uma oportunidade que talvez não apareça por mais um ano!

Aprendendo qualquer papel, a qualquer hora

WCS é uma das danças a dois mais desenvolvidas socialmente, aceitando e incentivando qualquer gênero a dançar qualquer papel, liderar ou seguir. Não sinta que está preso no papel que escolheu quando começou.

É bastante comum que os dançarinos aprendam o papel oposto quando sentem que suas habilidades de papel originais se estabilizaram e estão prontas para um desafio. Aprender o papel oposto pode dar-lhe uma melhor compreensão da dança, o que pode aumentar o seu papel original.

Faça aulas particulares com os melhores professores que você puder pagar

Uma vez, uma dançarina me disse: “Eu quero muito fazer lições particulares de um campeão como você. Espero que algum dia em breve eu seja boa o suficiente.” Quando eu a questionei, ela explicou: “É como um bom vinho: quando você está aprendendo primeiro sobre o vinho, você ainda não desenvolveu uma paleta para apreciar as safras caras, então você não deveria perder seu dinheiro em algo que você ainda não sabe apreciar completamente.”

Ela parecia tão confiante em sua história, mas nada poderia estar mais longe da verdade. Como o árabe egípcio, a proficiência de habilidades não é um requisito para se qualificar para aulas particulares com professores de alta qualidade. Lições particulares são para cada um em cada nível, e quanto mais cedo você investir neles, mais rápido e melhor você aprenderá.

Sempre aproveite tantas oportunidades quanto possível para trabalhar com os melhores professores que você pode pagar (faça sua pesquisa, é claro). Não deixe que ninguém lhe diga que você não merece o tempo de um profissional ou que a boa aprendizagem de habilidades será desperdiçada para você. Não é como o vinho.

Uma anedota pessoal:


Anos antes de eu começar a WCS, estava preparando uma demonstração de dança de salão com meu pai para o casamento do meu primo. Eu nunca tinha feito aulas de dança, exceto para aprender esta coreografia com meu pai.

A professora estava nos ensinando um intervalo aberto de Cha-Cha, e estava perguntando porque eu nunca levantei meu braço ao lado para combinar com o do meu pai. Eu zombei e disse a ela: “Não seja boba, não vou fingir ser bom o suficiente para fazer um charme com o braço!”

Eu me recusei a levantar o braço e insisti em dançar toda a coreografia com meu braço livre colado no meu quadril , porque estava convencida de que não era boa o suficiente para ser digno de usá-lo. Você consegue comparar minha história com uma da sua?

Sobre rejeição e exclusão

Eu percebo que muitos desses mitos são difíceis de ignorar, porque isso corre o risco de rejeição. Eu não vou mentir e fingir que não há idiotas lá fora e exceções a essas regras gerais. Mas, há idiotas e exceções em todas as partes da vida, certo? WCS não é diferente. Então, aqui está o seu curso de ação:
1. Pegue meu conselho e pule na piscina.
2. Se você não tiver certeza ou tem problemas, pergunte a outros dançarinos sobre isso.
3. Talvez a rejeição não tenha nada a ver com você, então não se preocupe com isso.
4. Seja estóico – se alguém nega seu pedido, tome uma decisão de que a negação não significa que você não é digno. Pode haver outros significados, mas opte por evitar saltar para uma conclusão que está te desanimando. Eu tive que aconselhar vários alunos ao longo dos anos que me contaram sobre várias histórias de rejeição. Alguns deles são legítimos, mas muitas são situações simplesmente mal interpretadas. Certifique-se de dar às pessoas o benefício da dúvida antes de assumir que elas estão rejeitando / excluindo você.

  • Tenha em mente que algumas atividades no WCS realmente são de acesso restrito, o que você pode desenvolver no futuro. Eles exigem treinamento ou experiência adicional, mas podem não ser recomendados para você em seu nível atual:
    Dar feedback
    Coreografar
    Dips e lifts
    Níveis de competição Jack & Jill
    Oficinas focadas para outro nível
    Aulas progressivas
    Festas particulares
    Aprender a Ensinar
    Aprender a julgar
    Se tornar DJ

Notas para a vida!

Aqui estão alguns mantras que você pode precisar repetir em voz alta. Lembre-se, não há tal coisa como “precisar ser bom o suficiente para a dança social”.
EU SOU bom o suficiente para dançar com dançarinos mais avançados.
EU SOU bom o suficiente para dançar onde quer que, sempre que eu quiser.
EU SOU bom o suficiente para merecer aulas particulares dos meus profissionais preferidos.
EU SOU bom o suficiente para estar nesta aula, que é para pessoas do meu nível de dança.
EU SOU o suficiente para aprender qualquer papel que eu escolher.
EU SOU bom o suficiente para me inscrever para um fim de semana de dança.
EU SOU bom o suficiente para o charme do braço!
NUNCA SERIA bom o suficiente para dançar com QUALQUER UM.
NUNCA ESTOU bom o suficiente para trabalhar no meu básico.
NUNCA SERIA muito bom para fazer uma oficina.
NUNCA SERIA muito bom para comentários de colegas.
NUNCA SOU bom demais para se voluntariar na minha comunidade.
NUNCA SOU bom demais para fazer uma lição particular.

 

FONTE: https://blog.steezy.co/ted-talks-that-will-inspire-you-as-a-dancer/

TRADUZIDO E ADAPTADO POR: Marcel Souza & Nany Sene

A musicalidade no WCS – Movimentos e acentos

No WCS, o líder tem a responsabilidade de selecionar os movimentos que vão acertar o 1 da música (tônica). Isso é algo complicado mas nós vamos tentar te ajudar!

Pelo fato de os movimentos de West Coast Swing normalmente serem de 6 ou 8 tempos, e a música que nós dançamos ser escrita em compassos de 8 batidas, o WCS é uma dança “fora de compasso”.

Diferente da salsa, os movimentos de west coast swing nem sempre começam no 1 da música.

Embora isso faça com que o WCS pareça confuso, ele também cria a oportunidade para os dançarinos serem muito musicais e criar momentos incríveis dentro da dança.

A dica abaixo é pensada principalmente a partir da perspectiva do líder. No entanto, o seguidor também precisa entender esse processo, para que ele possa adicionar seu próprio estilo e mostrar os acentos dos movimentos de líder para complementar os acentos dentro da música.

A musicalidade é sobre o trabalho em equipe, e entender o que o seu parceiro está fazendo é um elemento importante da parceria.

A Dica:

Líderes, nós vamos criar uma dança simples que coloca os acentos naturais dos movimentos nos acentos de uma frase musical típica.

Para este exercício, você pode usar qualquer música perfeitamente redigida em 32 batidas.

Comece com uma passagem pela esquerda…

No 1 da música, comece com uma passagem pela esquerda. Esse movimento terminará na batida 6, a música ainda terá o 7 e 8 e no 1 iniciará uma nova contagem de 8 tempos.

Nós queremos destacar essas batidas, então precisamos de um padrão que tenha um destaque natural em 3 batidas. Por enquanto vamos usar um…

Sugar tuck (Ou Tuck Turn)

Se continuarmos a contagem da música, o sugar tuck irá acabar na contagem 4 do segundo compasso de 8.

Teremos 5 batidas até o 1 da música (5,6,7,8 e no 1 o acento da música), então precisamos de um movimento que dure 5 tempos.Nós podemos fazer um Whip e mandar a dama com ênfase no 5.

Whip….

O Whip terminará na batida 4 do terceiro compasso de 8. Teremos outro acento em mais 5 batidas, então precisamos de outro padrão que tenha um acento na contagem 5.

Vamos fazer uma passagem pela esquerda com giro. Como a rotação acontece nas contagens 3 e 4, a contagem 5 pode ficar silenciosa (a energia se dissipou da rotação), ou pode ser alta (estamos empurrando a energia da rotação para o próximo passo e, depois, se estabelecendo). Nesse caso, queremos que a contagem 5 seja alta, então vamos escolher a segunda opção.

Adicione giro…

Nosso giro (inside turn) termina na batida 2 do quarto compasso de 8, então temos 6 contagens sobrando até o próximo parágrafo músical.

Agora nós vamos ter um giro do cavalheiro. Faça uma passagem pela esquerda e ao invés de ancorar normal, o líder vai girar para a esquerda.

Se você é novo no conceito de giro faça meia volta:Conecte a mão direita com direita (aperto de mão) à medida que você está de costas para o par, você avançará no 1 (para longe do seu seguidor) em uma posição de estilingue.

Se você estiver mais confortável, você pode fazer 1 giro e meio, seja com triples ou em uma perna. Em qualquer caso, você deve terminar com uma mão direita para a direita e de costas para o seguidor.

Lave, enxágue e repita …

Neste ponto, a música chegou a uma nova frase importante, e você pode repetir a seqüência que você tinha acima.

Uma vez que você terminou em uma posição de estilingue, basta converter a primeira passagem do lado esquerdo em uma passagem lateral do estilingue e fazer uma mudança de mão para acabar de volta na posição inicial.

 

Para recapitular, seus padrões e acentos são:

  • Passagem pela esquerda / passagem pela esquerda do estilingue
  • Sugar tuck com acento na hora do tuck (contagem 3)
  • Whip com acento para mandar o seguidor (contagem 5)
  • Giro interno com acento na primeira batida depois do giro (contagem 5)
  • Passagem pela esquerda com o líder girando na âncora.

 

Musicalmente, é assim que seus movimentos se encaixam na frase musical. Cada linha é um conjunto musical de oito. O 1 é onde os novos movimentos começam.

Por exemplo,o sugar tuck começa na batida 7 dos oito primeiros, e você pode ver que você caminhará o  (7, 8), triplo (1 e 2), triplo (3 e 4).

As batidas 1s estão em destaque para mostrar onde serão os acentos dentro dos padrões da música.

Variações bônus:

O propósito real desta dica não é ter uma seqüência de passos que você dança cada vez que você ouve uma música de 32 batidas.

O objetivo é começar a pensar em onde estão os acentos dentro dos seus padrões e alinhar eles com a frase musical.

Por exemplo, você poderia substituir o sugar tuck com qualquer movimento de seis tempos que tenha um acento no 3- qualquer tuck, uma passagem lateral com o seguidor iniciando um giro no 3, uma aceleração com dispensa da dama parando  no 3, etc.

A partir do momento que você fica mais confortável com as suas opções, você será capaz de pegar os acentos ao mesmo tempo.

 

FONTE: https://www.westcoastswingonline.com/choosing-patterns-to-hit-accents/

TRADUZIDO E ADAPTADO POR: Marcel Souza.

Como eliminar de forma ética a sua concorrência sem destruir a sua comunidade de dança?

Então você quer mais alunos, certo?

Mas você também não quer destruir a comunidade de dança, certo?

Infelizmente, muitos professores de dança tendem a cometer alguns “erros” que acabam dividindo (e, ocasionalmente, mesmo destruindo) a comunidade de dança.

Por sorte, há uma maneira de obter mais alunos, que podem eliminar completamente sua concorrência (em 99% das situações de dança) …

E…

Não só irá evitar destruir ou dividir a comunidade, mas também irá fazê-la crescer e se fortalecer…

… E os outros professores vão te amar por isso!

Antes de entrar nesse método, vejamos como muitos professores de dança atualmente tentam obter novos alunos, de maneiras que podem arruinar o cenário de dança.

 

O Método que NÃO RECOMENDAMOS

Muitos professores procuram atrair novos alunos apelando para pessoas que saem para dançar em casas noturnas, eventos de dança ou mesmo outras escolas.

Agora, se você comanda a casa noturna/evento ou a escola no qual essas pessoas estão frequentando, então isso é ótimo!

Claro, você ainda pode ver minhas sugestões que estão logo abaixo, mas, ao mesmo tempo, essas pessoas são participantes que estão indo para o(s) seu(s) evento/escola(s), então faz sentido contar-lhes sobre outras oportunidades de aprendizado que podem experimentar.

Mas e se você não é dono desses eventos/escolas de dança onde todos esses potenciais alunos estão dançando?

Você deveria estar anunciando seus serviços de professor nestes eventos/escolas ou tentando persuadir os participantes para fazerem aulas com você?

Depende…

Se você tem permissão do dono do evento/escola, então com certeza, vai fundo.

Se não, então eu não recomendaria essa atitude.

Mas não importa se você tem permissão ou não, se isso é tudo o que você está fazendo para obter novos alunos, então você está somente dividindo a comunidade de dança ao invés de fazê-la crescer…

… E você NÃO está eliminando sua concorrência.

 

Por quê?

Porque você está oferecendo seus serviços aos mesmos alunos que o dono do evento/escola de dança. Então, ao invés de trazer novos alunos para o cenário de dança (e fazê-lo crescer), você está tirando alunos que já estão na dança e pedindo-lhes que irem com você a outro lugar … dividindo a atenção deles.

Mesmo que suas aulas aconteçam em uma noite diferente da semana, alguns alunos escolherão apenas ir às suas aulas e deixar de ir ao evento/escola iam antes.

E se eles vão às suas aulas ou não, de qualquer modo você está se colocando em concorrência direta com o dono do evento/escola.

Isso não é necessariamente uma coisa “ruim”, mas certamente não é uma maneira de cultivar uma comunidade maior de dança (ao menos não por conta própria).

Então, em vez disso …

 

Faça crescer sua comunidade de dança enquanto elimina a concorrência

 

Como você obtém novos alunos de forma ética?

… de uma maneira que não destrua (ou divida lentamente) sua comunidade local de dança?

É bastante simples …

Comece a anunciar para “não-alunos”.

Para fazer isso, você pode gastar um monte de dinheiro em publicidade através do facebook e google adwords.

Ou você pode usar um …

 

Método de Base para crescer sua comunidade

Recomendamos “Bombardeiro de Dança” (também conhecido como: Bombardeiro de Lindy, Bombardeiro de Blues, Bombardeiro de Tango, etc.).

Bombardeiro de Dança é quando você vai para um lugar que normalmente não tem dança (ou em algum lugar que normalmente não tem seu estilo de dança) e então você dança …

… um tipo de flash mob, mas que geralmente não é coreografado.

 

Aqui estão as etapas básicas deste método:

  1. Vá para qualquer local onde há um monte de moradores locais (mercados, bares, casas noturnas, etc.);
  2. Coloque uma música e dance para eles (talvez até ensine alguns passos ou noções básicas);
  3. Distribua panfletos ou cartões de visita (e o ideal seria que eles pudessem experimentar sua primeira aula de graça).

 

O Bombardeiro de Dança funciona incrivelmente bem!

Muitas vezes, as pessoas ficam facilmente impressionadas com uma dança em parceria. Até mesmo assistir a dança de quem é iniciante, é fascinante para um não-dançarino.

Independentemente do seu nível, na maioria das vezes as pessoas irão se aproximar de você e perguntar-lhe onde você aprendeu a dançar.

Este é o momento perfeito para entregar um folheto (ideal para uma aula gratuita) e dizer que eles também podem aprender! Ou melhor ainda, tire-os para dançar na pista de dança com você e mostre o quão fácil pode ser começar.

Além disso, não esqueça…

 

Mais dois métodos super simples de crescimento da base

 

Aqui estão mais dois métodos que a maioria dos dançarinos se esquecem de fazer e são SUPER SIMPLES!

  1. Conte aos seus amigos e familiares que não dançam sobre suas aulas.

Ensine-os alguns passos básicos para que eles possam ver o quão fácil isso pode ser, e dê-lhes panfletos também! Eles ficam de 10 a 20 vezes mais propensos a ir ter uma aula com você porque eles já te conhecem.

Faça com que seja fácil para si mesmo e “colha as frutas que estão mais embaixo”.

E…

  1. Peça a seus alunos para contar sobre suas aulas a seus amigos / familiares também.

O boca a boca é incrivelmente poderoso, e às vezes você só precisa lembrar seus alunos para contar a outros amigos. Alguns deles o farão sem lembrete, mas alguns deles precisam desse lembrete.

 

Este são as “frutas que estão mais embaixo”. Claro, você pode fazer outras coisas para trazer novos dançarinos, mas …

… esta é a maneira mais fácil!

 

Não pule este método!

Agora, em vez de competir com outros professores, você eliminou a concorrência.

Se você vê um “não-dançarino” que está no mercado assistindo você dançando, e você o entrega um folheto, ele não vai pensar: “Hmmm, eu deveria ter aulas dessa pessoa ou daquele outro professor de dança”. Em vez disso, ele estará apenas focado neste momento em se deve ou não ter aulas de dança, e o dançarino que está na sua frente é quem ficará na sua mente.

Sua concorrência agora é com todas as outras coisas que ele pode fazer na noite de sábado (ou na noite que você dá aulas) em vez de todos os outros professores de dança.

Claro, muitas pessoas ainda não irão fazer aula de dança apenas por causa disso, mas algumas irão, e quando elas forem …

… você terá acabado de trazer um novo(a) dançarino(a) para a comunidade, aumentando assim a quantidade de pessoas que dançam!

Se você sempre fizer isso, você estará aumentando o potencial novos de dançarinos que podem se inscrever em aulas ou eventos, e isto não é bom apenas para você, mas também para todos os outros professores da cidade …

… e os outros professores vão te amar por isso!

 

É realmente muito simples.

É só seguir estas etapas básicas.

 

Voltando aos Fundamentos

Pense nisso…

Antes de existir uma comunidade de dança em sua cidade, como você acha que ela começou?

Provavelmente fizeram todas as coisas mencionadas acima, certo?

Estes são fundamentos!

Assim como dançar, não ignore os fundamentos.

 

Caros Líderes: Nem tudo é culpa sua

Caros Líderes,

Vocês já ouviram falar em algum lugar que, se houver um erro, é sempre culpa sua? Quero lhes dizer que isso não é verdade.

Como líder, você deveria compensar um seguidor que está tendo dificuldade. Isso pode significar abrandar, mudar os movimentos que você usa ou ser mais claro do que você gostaria. Mas, o fato de que você deveria compensar o seu parceiro não o faz culpado por cada erro que acontece.

A compensação é uma ótima coisa. Mas, há apenas uma certa quantia que você pode compensar. Por exemplo, você não pode magicamente transformar um iniciante em um mestre simplesmente por ter uma ótima liderança. Você pode ajudar a seguir a ‘dança’, se você tiver mais experiência, mas você não pode mudar o fato de que eles ainda precisam evoluir na dança.

Se o seguidor não tiver a técnica e cometer um erro, esse erro é dele. Se eles não pisam no lugar certo, ou eles perdem o equilíbrio, ou eles não acompanham a condução o “erro” é do seguidor.

Por favor, não tome a posse desses erros, mas também não culpe seu parceiro.

Se você se apropriar do erro, você está fazendo um excelente desserviço aos seguidores ao seu redor. Quando eu estava começando na dança, me disseram que tudo o que deu de errado foi culpa do líder. Enquanto eu acreditava nisso, as aulas pareciam bobas. Afinal, não importava o que eu fizesse  – a culpa era sempre do líder se algo funcionasse ou falhasse. Por favor, não tire nossa motivação tomando posse de nossas contribuições (ou falhas).

Mas, você também não tem que culpar seu parceiro. Erros acontecem – tanto para líderes quanto para seguidores. Os erros podem ser transformados em coisas bonitas e criativas. Os parceiros também podem se adaptar aos erros. Então, não se responsabilize pelos erros do seu par, mas faça o melhor para compensar as falhas  dele. Assuma a responsabilidade de ajudar a consertar ou evitar um erro, mesmo que você não o tenha causado.

Os seguidores também devem compensar seus “erros”. Se você está tendo dificuldade com algo, eles devem usar suas habilidades para facilitar as coisas. Mas isso não os torna culpado se você não conseguiu ser claro na condução. Mas, compensar pela sua falha faz deles um parceiro melhor.

Compensação é uma das coisas que permite que você e seu parceiro trabalhem em equipe. Isso permite que vocês se divirtam, apesar dos erros (inevitáveis) que acontecerão. Compense os “erros” do seu parceiro – sem se apropriar deles. Assim ambos serão mais felizes.

Mas, eu quero que você compartilhe a propriedade de qualquer sucesso em sua dança. Para que duas pessoas façam algo certo, significa que ambos os parceiros precisam fazer sua parte. Todas as coisas bem-sucedidas que você alguma vez conduza na dança exigem um seguidor que “entendeu”.

Então, compartilhe essa responsabilidade com o seguidor. Não acumule a alegria dizendo que foi sua liderança surpreendente que conseguiu isso. Compartilhe o crédito com seu parceiro. Sem ele, não importa o quão ótimas sejam as suas habilidades. Ele seguiu você em sua visão, e ele te ajudou a fazer isso acontecer. Foi você e seu par que fizeram isso acontecer.

Caros líderes, não sinta que tudo errado em uma dança é culpa sua. Lembre-se de que há outra pessoa lá que compartilha a responsabilidade tanto para os erros quanto para os acertos.

No final do dia, você não está sozinho na dança. Você está lá com o seu parceiro. Então, compartilhe a responsabilidade com eles. Ajude-os quando cometerem um erro. Compense e crie uma experiência de dança maravilhosa dividindo a responsabilidade e experimente juntos a alegria quando algo dá MUITO certo.

 

FONTE: http://www.danceplace.com/grapevine/dear-leaders-its-not-all-your-fault/

TRADUZIDO E ADAPTADO POR: Marcel Cortinovis.

Quer dançar? Então vamos transar!

Nós tivemos uma conexão incrível e eu me senti segura nos braços dele enquanto dançávamos, ríamos e criávamos juntos uma sensação indescritível. Nós dançamos por praticamente uma hora e meia juntos e eu me senti muito viva e feliz quando terminamos. No dia seguinte tivemos danças muito similares por quase uma hora, brincando e nos divertindo. Ele me desafiava mas nunca me fez sentir mal por algum erro, ao contrário, nós ríamos juntos e apenas nos expressávamos na música. No dia seguinte veio a pergunta. Ou melhor, a vontade verbalizada: “Eu quero você”. Eu disse que queria continuar apenas como amigos. E depois disso nós nunca mais dançamos.

Infelizmente essa é uma realidade diária no nosso mundo, e no último evento que fui esse ano estava muito claro. Existia uma atmosfera sexual não usual pelo lugar, e não me entenda mal, eu entendo que o sexo faz parte da dança e isso não é uma coisa ruim, vá, explore e divirta-se, mas quando é isso que determina quem é você na dança, não é algo legal.

Além disso, é algo que está sendo usado na procura de um parceiro de dança, pelo que tenho percebido. Tenho recebido convites para virar parceira de dança ou de aula de outras pessoas com uma expectativa bem explícita de que eu durma com eles. Porque “a conexão é tão melhor depois que você faz sexo com a pessoa”. Pode ser, ou pode não ser também. Eu não sei. Mas eu sei que é uma forma grosseira de expressar uma noção extremamente antiquada de que o homem possui o corpo da mulher. Ou seja, durma com seu parceiro se você quiser, mas não use isso como um pré-requisito na construção de uma parceria ou na hora de escolher um assistente para sua aula. Se acontecer, deve acontecer de forma orgânica, natural, mas deixar claro em palavras como expectativa de que aconteça, não é legal. Só para deixar claro, as pessoas que eu dei aula ou pratiquei junto até hoje nunca me pediram isso, e são amigos meus extremamente respeitosos.

Eu quero enfatizar que esse problema não necessariamente representa toda a comunidade ou eventos, mas nesse último evento que eu fui eu tive a sensação que vários caras estavam com apenas um pensamento, e, novamente, não é que o sexo seja um problema, o problema é usá-lo contra você na condição de uma dança. É quando você deixa de ser tirada para dançar porque seus sinais são muito claros de que você não quer nada além de dançar. E para os caras que estão pensando “ah, mas as mulheres também procuram parceiros para sexo na dança”, sim eu entendo. Mas eu raramente escuto alguma dizer que parou de dançar com um cara porque ele não quer fazer sexo com ela.

O cara que deixou de dançar comigo porque eu disse “não, obrigada” inclusive parou de conversar comigo também, o que me fez sentir mal para ser honesta. Não só porque nós éramos amigos e conversávamos bastante mas porque claramente nós tínhamos uma boa conexão e nos divertíamos enquanto dançávamos. E do nada isso se foi. Talvez isso mude na próxima vez que a gente se encontrar, quem sabe.

De qualquer forma, os eventos são incríveis por diversos motivos, como o descanso na praia, as danças nos bailes todas as noites, minha melhor amiga sempre ao meu lado. E eu não me canso de falar que tem cavalheiros incríveis e muito respeitosos também. Eu sempre tenho danças de tirar o fôlego com alguns deles. A questão é saber separar uma boa conexão da dança de uma tensão sexual recíproca.

 

FONTE: http://annathefringe.com/2017/07/09/wanna-dance-lets-fuck-then/
TRADUZIDO E ADAPTADO POR: Lucas Esteves

Música e musicalidade – Dica rápida

Antes de dançar west eu tocava guitarra. Entrei de cabeça nesse mundo pop – atual e principalmente – que envolve o ritmo, exatamente quando estava deixando de lado alguns anos de metal progressivo, um estilo de música que gostava bastante.

O metal progressivo é conhecido por ser extremamente complexo, envolvendo vários elementos, até mesmo alguns de música clássica. Assim, eu sempre fui do tipo que gostava de procurar todos os detalhes das músicas.

Ao longo do tempo, percebi que essa minha “raíz” tinha proporcionado uma grande vantagem na dança. É que o west é uma dança musical por natureza, e, dessa forma, quanto mais detalhes você conhece da música, mais possibilidades você tem de criar e se divertir. Até porque a musicalidade de acentuação (aquela em que você conta os oitos) é ótima, mas tem uma hora que abusa, né? Hehe

Por isso, deixo uma dica rápida, fácil e que eu particularmente gosto muito: experimente escutar as músicas de west com fones de ouvido! Os fones ajudam a escutar mais detalhes. Escolha aquelas que você mais gosta de dançar e vá percebendo as nuances. Depois, sozinho ou acompanhado, tente dançar e se desafiar a “pegar” esses detalhes mais secundários da música! As batidas diferenciadas, os “back vocals”, aquele instrumento mais baixinho etc.

Fazendo isso você vai treinar seu ouvido e seu corpo para gerar mais possibilidades de se divertir dançando uma mesma música. Alguns dançarinos famosos são ótimos com isso. Virginie Grondin, Tatiana e Ben Morris são bons exemplos para se considerar, dentre outros!

Isso é algo simples e prioritário que eu deveria colocar na minha dança? Bom, simples não é! Mas para mim, contanto que o seu parceiro esteja confortável dançando com você, escolher no que investir é algo pessoal. Eu diria que o prioritário é se divertir em conjunto, então vê se isso não vai te ajudar a se divertir ainda mais, faz um teste!

Texto produzido por: Wilton Júnior

20 dicas para a etiqueta na dança social

Muitas vezes esquecemos que a dança é uma comunidade que tem seus costumes e hábitos, muitas vezes esquecido e ignorados.

Vamos relembrar algumas etiquetas para melhorar nossa comunidade e deixa-lá mais atrativa.

Dicas de Etiqueta:

1. Tente sempre dançar com a maior variedade de pessoas em bailes e eventos.

2. Se você está em um baile com alguém que você trouxe pra conhecer a comunidade, essa pessoa deve ser sua prioridade de dança nessa noite.

3. Um bom leader é reconhecido por quão preciso seu movimento é e não pela força física que ele coloca nas conduções.

4. Não peça desculpas por erros na dança, apenas sorria e continue.

5. Mas peça desculpas se você pisar/bater em alguém, seja a pessoa com quem está dançando ou o casal ao lado.

6. Reconfortar alguém que está se sentindo mal sobre sua própria dança é sempre melhor do que criticar.

7. Não dê dicas ou ensinamentos que não te foram solicitados.

8. Dançarinos avançados não devem nunca tentar passos avançados com pessoas iniciantes.

9. Agradeça todas as pessoas que você dançar, sejam elas quem forem.

10. Não corrija a postura da pessoa que você está dançando, a não ser que você seja o professor dela.

Dicas Etiqueta

11. O maior erro da dança é parar no meio dela para conversar sobre algum erro menor.

12. Existe uma grande diferença entre recusar uma dança ou pedir para dançar mais tarde.

13. Boas followers devem acompanhar seus parceiros mesmo se eles estiverem fora do ritmo.

14. A distância entre as duas pessoas na postura fechada deve sempre ser ditada pela follower, e sempre na sua zona de conforto.

15. Followers devem evitar dar sugestões de passos durante a dança, o leader já tem uma lista de coisas para pensar.

16. Se você não tem certeza do nível de dança da outra pessoa, uma boa estratégia é começar devagar e com uma música lenta.

17. Se você não tem certeza do nível de dança da outra pessoa, procure não enfeitar muito e se ater ao rítmo.

18. Nunca faça passos aéreos e pegadas no baile.

19. Bons dançarinos procuram dar passos menores quando o baile está muito cheio.

20. Bons dançarinos não devem intencionalmente tentar provar serem melhores do que a pessoa com quem estão dançando.

 

 

Fonte: http://www.arthurmurraylive.com/blog/49-steps-to-great-ballroom-dance-etiquette/
Traduzido e adaptado por: Lucas Esteves