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A musicalidade no WCS – Movimentos e acentos

No WCS, o líder tem a responsabilidade de selecionar os movimentos que vão acertar o 1 da música (tônica). Isso é algo complicado mas nós vamos tentar te ajudar!

Pelo fato de os movimentos de West Coast Swing normalmente serem de 6 ou 8 tempos, e a música que nós dançamos ser escrita em compassos de 8 batidas, o WCS é uma dança “fora de compasso”.

Diferente da salsa, os movimentos de west coast swing nem sempre começam no 1 da música.

Embora isso faça com que o WCS pareça confuso, ele também cria a oportunidade para os dançarinos serem muito musicais e criar momentos incríveis dentro da dança.

A dica abaixo é pensada principalmente a partir da perspectiva do líder. No entanto, o seguidor também precisa entender esse processo, para que ele possa adicionar seu próprio estilo e mostrar os acentos dos movimentos de líder para complementar os acentos dentro da música.

A musicalidade é sobre o trabalho em equipe, e entender o que o seu parceiro está fazendo é um elemento importante da parceria.

A Dica:

Líderes, nós vamos criar uma dança simples que coloca os acentos naturais dos movimentos nos acentos de uma frase musical típica.

Para este exercício, você pode usar qualquer música perfeitamente redigida em 32 batidas.

Comece com uma passagem pela esquerda…

No 1 da música, comece com uma passagem pela esquerda. Esse movimento terminará na batida 6, a música ainda terá o 7 e 8 e no 1 iniciará uma nova contagem de 8 tempos.

Nós queremos destacar essas batidas, então precisamos de um padrão que tenha um destaque natural em 3 batidas. Por enquanto vamos usar um…

Sugar tuck (Ou Tuck Turn)

Se continuarmos a contagem da música, o sugar tuck irá acabar na contagem 4 do segundo compasso de 8.

Teremos 5 batidas até o 1 da música (5,6,7,8 e no 1 o acento da música), então precisamos de um movimento que dure 5 tempos.Nós podemos fazer um Whip e mandar a dama com ênfase no 5.

Whip….

O Whip terminará na batida 4 do terceiro compasso de 8. Teremos outro acento em mais 5 batidas, então precisamos de outro padrão que tenha um acento na contagem 5.

Vamos fazer uma passagem pela esquerda com giro. Como a rotação acontece nas contagens 3 e 4, a contagem 5 pode ficar silenciosa (a energia se dissipou da rotação), ou pode ser alta (estamos empurrando a energia da rotação para o próximo passo e, depois, se estabelecendo). Nesse caso, queremos que a contagem 5 seja alta, então vamos escolher a segunda opção.

Adicione giro…

Nosso giro (inside turn) termina na batida 2 do quarto compasso de 8, então temos 6 contagens sobrando até o próximo parágrafo músical.

Agora nós vamos ter um giro do cavalheiro. Faça uma passagem pela esquerda e ao invés de ancorar normal, o líder vai girar para a esquerda.

Se você é novo no conceito de giro faça meia volta:Conecte a mão direita com direita (aperto de mão) à medida que você está de costas para o par, você avançará no 1 (para longe do seu seguidor) em uma posição de estilingue.

Se você estiver mais confortável, você pode fazer 1 giro e meio, seja com triples ou em uma perna. Em qualquer caso, você deve terminar com uma mão direita para a direita e de costas para o seguidor.

Lave, enxágue e repita …

Neste ponto, a música chegou a uma nova frase importante, e você pode repetir a seqüência que você tinha acima.

Uma vez que você terminou em uma posição de estilingue, basta converter a primeira passagem do lado esquerdo em uma passagem lateral do estilingue e fazer uma mudança de mão para acabar de volta na posição inicial.

 

Para recapitular, seus padrões e acentos são:

  • Passagem pela esquerda / passagem pela esquerda do estilingue
  • Sugar tuck com acento na hora do tuck (contagem 3)
  • Whip com acento para mandar o seguidor (contagem 5)
  • Giro interno com acento na primeira batida depois do giro (contagem 5)
  • Passagem pela esquerda com o líder girando na âncora.

 

Musicalmente, é assim que seus movimentos se encaixam na frase musical. Cada linha é um conjunto musical de oito. O 1 é onde os novos movimentos começam.

Por exemplo,o sugar tuck começa na batida 7 dos oito primeiros, e você pode ver que você caminhará o  (7, 8), triplo (1 e 2), triplo (3 e 4).

As batidas 1s estão em destaque para mostrar onde serão os acentos dentro dos padrões da música.

Variações bônus:

O propósito real desta dica não é ter uma seqüência de passos que você dança cada vez que você ouve uma música de 32 batidas.

O objetivo é começar a pensar em onde estão os acentos dentro dos seus padrões e alinhar eles com a frase musical.

Por exemplo, você poderia substituir o sugar tuck com qualquer movimento de seis tempos que tenha um acento no 3- qualquer tuck, uma passagem lateral com o seguidor iniciando um giro no 3, uma aceleração com dispensa da dama parando  no 3, etc.

A partir do momento que você fica mais confortável com as suas opções, você será capaz de pegar os acentos ao mesmo tempo.

 

FONTE: https://www.westcoastswingonline.com/choosing-patterns-to-hit-accents/

TRADUZIDO E ADAPTADO POR: Marcel Souza.

Somos geneticamente programados para amar a dança — Pelo menos é o que diz a ciência!

Você alguma vez já sentiu que seu relacionamento com a dança é algo parecido com um vício? Não se preocupe, isso é completamente normal. Isso é simplesmente a forma como nosso cérebro funciona.

Essa semana, o The Washington Post publicou uma pesquisa científica (link aqui) que discorre sobre o que de fato acontece na nossa caixola quando assistimos apresentações ao vivo.

A descoberta veio de um campo emergente da neuro estética que usa ferramentas de mapeamento cerebral para estudar o relacionamento entre o comportamento do cérebro e a arte.

nascido-dança

Abaixo algumas das mais fascinantes conclusões:

Apresentações são um momento de relacionamento

Devido a nossa necessidade por conexão social, nós amamos assistir performances ao vivo em multidões e observar a reação de outras pessoas da plateia.

Assistir a um show junto com alguém nos ajuda a criar laços.

Nós amamos uma boa história

Nosso cérebro ama narrativas.

Dada nossa habilidade de empatia, assistir alguém sofrer e vivenciar algo em seu personagem no palco é uma maneira segura de aprendermos algo novo sem termos que passar pelas consequências de vivenciarmos aquilo nós mesmos.

Nós literalmente sentimos a movimentação do dançarino

Visto que a movimentação é essencial para nossa sobrevivência, nosso cérebro são altamente estimulados ao assistirmos pessoas dançando.

Suas emoções, sua linguagem corporal, expressões faciais e gestos nos mantém atentos o tempo todo.

E de acordo com a teoria do espelho neural, nós realmente conseguimos sentir a movimentação de um dançarino no nosso corpo.

De acordo com o The Washington Post, “Muitos cientistas acreditando que nós mapeamos as ações de outras pessoas no nosso sistema sensorial, fazendo com que a sensação de executar aquela ação passe do nosso cérebro ao nosso corpo, nos ajudando a sentir a emoção que observamos nos outros como se fossem nossa.”

Coreografias brincam com nossas emoções

Formatos corporais diferentes encadeiam emoções diferentes.

Um time de neurocientistas de Londres descobriu que assistir as formas redondas e suaves de uma bailarina pode gerar emoções positivas, enquanto formas assimétricas e pontudas pode nos deixar desconfortáveis.

Música + Movimento = Mágica

Quando a vibe da música combina com a vibe da dança, cria-se um efeito emocional muito poderoso, fazendo com que a experiência de assistir à apresentação seja mais intensa.

FONTE: http://www.dancemagazine.com/why-humans-love-dance-2487518208.html

TRADUZIDO E ADAPTADO POR: Lucas Esteves.

O SEU BÁSICO TE INSPIRA?

Essa pergunta pode parecer um pouco estranha.

Várias pessoas pensam no passo básico como um ponto de entrada, você aprende o básico de uma dança para ter uma ideia de onde deve colocar seu pé, mas a partir daí evoluímos para para movimentos mais avançados, que é onde a dança realmente ganha vida. Você provavelmente conhece pessoas que pensam assim ou as vezes você mesmo pensa assim.

 

Não deixe seu modo de pensar te levar para a estagnação!

Ao invés de aprender a dançar de um jeito que os agrade e construir algo legal com os seguidores, os líderes acabam focando apenas em aprender o próximo passo legal. Ao invés de aprender a trabalhar em equipe com o que o líder propõe, os seguidores aprendem uma dúzia de enfeites para jogar no meio de um movimento. E se o seu par não souber trabalhar com o passo mais recente ou com o enfeite do momento? Por exemplo, se o seu par for alguém que acabou de começar a dançar?

Se você pensa que a dança só ganha vida quando você faz movimentos legais, para um iniciante, então, ela é chata e entediante. Essa não é uma maneira de crescer como dançarino e muito menos de fazer a comunidade crescer.

 

Você aprendeu o seu básico sem dominar os princípios subjacentes?

De fato, isso é o que normalmente costuma acontecer e esse é o porque você vai ouvir muitos profissionais lamentando sobre bons dançarinos que ainda precisam refinar sua base. Para um profissional, um movimento básico é a manifestação de um série incrivelmente rica de princípios físicos e biomecânicos. Não é apena tempos e contratempos, muito mais do que balançar um bastão de baseball de um lado para o outro é controlar o movimento para rebater uma bola. Claro, você pode acertar balançando o bastão de um lado para o outro, mas não vai ser igualmente efetivo. Da mesma forma, o seu básico de dança não vai ser efetivo se você só pensar nele como um ponto de entrada que você tem que passar e nada mais.

 

Eu quero te encorajar a pensar sobre seu básico de uma forma diferente.

 

Muitas vezes pensamos no nosso básico como marcação: Tempo e contratempo. Uma vez que você aprende isso, e tenha uma aula ou duas para limpar onde seu pé tem que passar, você sabe o seu básico.

Ao invés de ver seu básico apenas como um ponto de entrada ou um obstáculo que você precisa para superar para fazer as coisas legais, comece a vê-lo como uma essência importante da dança. Nessa linha de pensamento, básicos não são apenas tempo e footwork. Eles têm uma profundidade que continua a se desdobrar ao saber mais sobre a dança.

Quando você aprende sobre conexão, seu básico está lá para mostrar como variar entre os diferentes tipos de conexão.

Quando você começa a criar formas, você vai ver formas no seu básico que nunca reparou antes, e você vai descobrir o porque que o contrapeso ajuda em um movimento ou por que abrir os ombros ajuda em outro movimento.

 

Realmente quer ser um grande dançarino?

Por fim, a dança funciona por causa da física: a física do movimento, como o alinhamento estrutural do corpo permite ou restringe o movimento,  a maneira como um objeto se equilibra, o momento em que a conexão move um corpo, etc. Quando feito de maneira certa, você vai aprender esses movimentos pela forma dos movimentos básicos. Você vai sentir o momento de conexão dos corpos em movimentos enquanto ancora em terceira posição, você vai criar uma condução de corpo pisando para trás no 1 porque o alinhamento estrutural do seu corpo estará correto e assim por diante. Mas – e esse é o ponto principal – você sente essas coisas por causa dos princípios subjacentes.

básico

Então tire um tempo pra aprender o básico…de novo!

Volte para o começo e descubra os principais elementos que fizeram seu básico funcionar. Faça algumas aulas focando nos princípios que te permitiram crescer. Não fique preso no “passo novo super legal”, ao invés disso foque nos princípios básicos da sua base que te inspiram na dança! Te garanto que o esforço vai valer a pena  

FONTE: https://www.westcoastswingonline.com/more-than-just-basics/

TRADUZIDO E ADAPTADO POR: Marcel Cortinovis.

Contato de dança vs. Contato de “não dança”

O contato é necessário para a dança social. Dependendo do seu estilo de dança, pode ser qualquer coisa, de uma posição aberta para um abraço com contato de corpo inteiro. Esses pontos de contato também podem mudar ou evoluir, e esses pontos de conexão podem solicitar respostas físicas específicas de um parceiro. Estes contatos são um tipo de contato de dança. Eles são como nos comunicamos uns com os outros, com a finalidade de criar uma dança interessante, divertida e segura.

Mas, há outro tipo: contato de ”não dança”. O contato de ”não dança” é qualquer contato que você não sente que faz parte da dança. Pode ser sexual, ou completamente platônico. Estes são contatos que não servem para aumentar ou contribuir com a experiência da dança.

 

Contato de dança

Contato de dança é a forma como nos ligamos fisicamente com o nosso parceiro durante uma dança. Isso inclui tudo, desde abraço básico aberto ao contato de corpo inteiro. Também inclui como tocamos – não apenas o que tocamos.

É por isso que sensação de contato na dança é tão subjetivo. Para uma pessoa, o toque de dança pode ser conexão de corpo inteiro, respirar juntos e contato visual intenso. Para outra pessoa, esse mesmo contato pode ser considerado como contato de ”não dança”.

O que você entende como contato de dança também pode mudar ao longo do tempo. Por exemplo, ele pode mudar com base em:

  • Que estilo você dança
  • Seu conforto pessoal
  • A quanto tempo você está dançando

Por exemplo, novos dançarinos freqüentemente lêem contato corporal próximo como contato de ”não dança”. Dançarinos experientes podem ler uma conexão de corpo inteiro como um tipo de contato de dança, ou você pode ver os diferentes padrões de contato de dança entre Soltinho e Zouk.

 

Contato de “não dança”

Contato de ”não dança” é qualquer tipo de contato físico que possa parecer fora do lugar no contexto da dança. Cada pessoa (e gênero) tem seu próprio limite de quando um contato de dança vira um contato de ”não dança”.

O sentimento mais comum de contato de ”não dança” ocorre durante a dança social, quando alguém entende que um contato é sensual(contato de ”não dança”) no contexto de uma dança que não é sensual (para aquela pessoa).

 

Ocorrência simultânea

Às vezes, um comportamento pode ser simultaneamente um contato de dança e ”não dança”. Por exemplo, duas pessoas que têm uma atração sexual entre si podem ter contato corporal completo relacionado à dança, e começar a se sentir sexy por causa desse contato.

 

Comportamento físico

Cada cena e indivíduo tem seu próprio termômetro para contato de dança VS contato de ”não dança”.  Agrupei alguns comportamentos que testemunhei ou ouvi falar. Claro, isso não está completo nem perfeito, mas pode ajudar as pessoas a entender quais comportamentos serão em grande parte aceitáveis.

Para os propósitos desta lista, as danças sensuais incluem ritmos como Zouk, Kizomba e Bachata. As danças não-sensuais incluem a maioria das danças da família Swing. Salsa e Tango podem ser considerados sensuais, mas têm elementos de ambos.

Por exemplo, a Salsa é dançada principalmente em posição aberto, mas possui muitos indicadores de sensualidade. O Tango tem uma conexão muito íntima, mas raramente (se alguma vez) utiliza ondas, isolamentos, etc.

 

Verde (Quase tudo OK)

  • Contato dos braços e dançar de mãos dadas
  • Abraço aberto e fechado com um espaço entre os dois
  • ‘Sincronizar’ com o seu parceiro em um abraço aberto
  • Sorrir

Amarelo (OK para a maioria dos parceiros; Quase sempre ok em danças sensuais)

  • Abraço fechado com um leve contato de corpo
  • Movimentos sensuais(Ex onda),executado com um espaço entre os dois
  • Tocar ombro, meio das costas ou lado do quadril
  • Começar uma dança em abraço fechado, e usar isso para sincronizar com o par

Laranja (OK com pelo menos metade dos parceiros numa dança sensual; normalmente não sugerida para danças não sensuais)

  • Conexão de corpo inteiro (conforme definido pelo gênero), particularmente fazendo contato no tórax, quadril ou coxa
  • Respirar junto para sincronizar
  • Isolamentos, ondas e movimentos sensuais que fazem contato físico com o corpo do seu parceiro
  • Contato cabeça com cabeça

Vermelho (A maioria dos parceiros vai considerar esse contato como de “não dança”, mesmo em danças sensuais)

  • Pegar na nuca, cabelo, perna, barriga, parte de baixo das costas do par.
  • Entrelaçar os dedos
  • Esfregar seu rosto no rosto de outra pessoa

Marrom(A maioria dos seus parceiros vai achar isso desconfortável na dança)

  • Ficar tocando no rosto com sua mão
  • Correndo as mãos sobre o corpo do seu parceiro
  • Fazendo seu parceiro tocar seu próprio corpo com as mãos

Preto (Isso NÃO é contato de dança)

  • Tocando a virilha, a bunda ou os peitos de um parceiro
  • Colocando sua mão debaixo da roupa de seu parceiro
  • Morder, lamber ou trocar fluidos corporais
  • Respiração pesada no ouvido, ou ruídos despertados

O como tocar

Normalmente, o que você faz mecanicamente durante uma dança pode parecer mais ou menos comoum contato de dança dependendo de como você faz isso.

Por exemplo, um abraço fechado com contato do corpo pode ser macio, intenso ou mesmo sem graça. Alguém que se aproxima de forma mecânica quase nunca será confundido com alguém com segundas intenções. Mas, muitas vezes, eles são menos capazes de alcançar o ápice da conexão. Você normalmente obtém esse ápice sabendo onde é o limite do contato. Isto é particularmente verdadeiro para os dançarinos de estilos sensuais.

Em contrapartida, conheci dançarinos que me fizeram repensar suas intenções (inocentes), mesmo depois de anos em danças sensuais. Eles podem fazer os mesmos movimentos que o dançarino sem graça – mas a intensidade e a forma como eles tocam é mais carregada e íntima. Às vezes eu chamo isso de “espera sexy”. Por falta de uma palavra melhor, ele parece muito apaixonante. Às vezes, confuso, por um momento.

Dependendo de como você toca seus parceiros, você pode achar que a maioria das pessoas quer um maior ou menor grau de contato na dança. E algumas pessoas são tão boas em tocar seu parceiro de uma maneira íntima, mas não sexual, que o limite de seu parceiro fica bem menor.

 

Visando uma combinação de sentimentos

Alguns parceiros respondem bem ao contato de “não dança”. Muitas vezes, isso acontece quando as pessoas estão ambas na mesma vibe.

Tenha cuidado se quiser seguir a linha. Você precisa ter certeza de que é capaz de dizer quando esse contato é indesejado. Caso contrário, você vai acabar deixando o parceiro ditar seus limites de contato. Você ficaria surpreso com a rapidez com que a maioria dos contatos típicos  de dança se tornam um toque de ”não dança” se um parceiro sentir que há algo “mais” está rolando.

 

Avaliando a resposta do seu parceiro

Pode ser difícil dizer se alguém está confortável com um toque em particular – Mesmo que sua intenção fosse ou não de um contato de “não dança”. Também é importante notar que apenas porque alguém segue o toque (ou está parado e permite que você os toque) não significa que eles estão gostando.

Por exemplo, eu realmente não gosto de dedos entrelaçados. Na verdade, ele não funciona como uma pegada de dança, então não me dá a sensação de dança. Se estou sentindo que está indo muito longe, eu resisto ativamente à tentativa. Mas, se eu acho que é tolerável e será temporário, muitas vezes acabo “seguindo”.

Mesmo nessas situações, é possível dizer quando seu parceiro se desvinculou de um toque. Os sinais mais comuns de toque invasivo incluem:

  • Empurrando um parceiro para longe
  • Afastou-se, ou resistiu a um movimento
  • Evitar o contato com os olhos (onde não existia antes)
  • Olhando ou afastando-se do ponto de contato ofensivo
  • Reajustando o ponto de contato (incluindo o deslocamento físico da mão)
  • Desengatando completamente, ou a aparência súbita de tensão extra
  • Um sorriso desaparecido, ou mesmo um rosto ativamente infeliz
  • Desaparecimento de estilo ou expressão
  • Comportamento corporal muito, muito neutro ou cuidadoso

 

Quando eu digo, comportamento de corpo muito muito neutro, estou me referindo ao que um amigo chama de “atendimento ao cliente”. Pense em um sócio de varejo diplomático que lida com um cliente muito irado: calmo, educado, mas muito evidente que não está dando muita bola e esperando que o cliente vá embora.

Você também pode pensar nisso como a pequena conversa obrigatória do linguagem corporal: você aguenta, mas provavelmente não é algo que você escolheria fazer se tivesse opção.

 

Atuando na resposta

Meu conselho geral é: tente outra coisa se sentir que seu parceiro pode ter reservas. Embora as reservas possam ser de uma pessoa tímida que precisa de um “impulso” para se deixar relaxar esse nem sempre é o caso. Pode ser muito difícil dizer a diferença entre os dois, mesmo para alguém que é muito experiente em linguagem corporal.

Se você geralmente tem problemas para avaliar o idioma corporal do seu parceiro, eu recomendo mudar o comportamento ao invés de empurrar o envelope. É muito mais fácil “aumentar” o nível de toque quando você tem confiança e conforto do que quando está forçando os limites.

Além disso, a menos que a pessoa fique desconfortável com todo o toque físico, há coisas que você pode fazer sem que elas sintam que o toque é inadequado. Mantenha esse contato até ficarem mais confortáveis.

 

FONTE: http://www.danceplace.com/grapevine/dance-touch-vs-non-dance-touch/
TRADUZIDO E ADAPTADO POR: Marcel Cortinovis.

10 coisas que ninguém nunca disse sobre ser uma bailarina

Ao assistir a bailarina Gemma Freitas subir e girar no palco, é fácil pensar que todos os aspectos da sua dança vêm naturalmente para uma bailarina profissional. Mas, enquanto o seu talento e personalidade artística eram óbvios desde o começo, a graça nem sempre foi tão fácil assim. “Quando eu era mais jovem”, ela disse, “eu não era a mais abençoada fisicamente. Eu os dedos do pé um pouco virado para dentro e era meio gordinha. Mas eu tinha tanta personalidade, e adorava me colocar em shows – estar na frente de pessoas, contando histórias “.

E não por acaso, a dança está afinal, nas origens da família de Gemma. Filha de uma grande bailarina, ela treinou jazz, hip-hop e acrobacias antes de finalmente mudar seu foco para o ballet ainda adolescente. “Eu sabia que uma carreira de performance era algo que eu queria!”, ela compartilha. No entanto, quando chegou a hora de fazer uma audição para a famosa escola Juilliard, ela participou de testes sem acreditar que ela tivesse uma chance real de entrar. “Nunca pensei que isso pudesse acontecer. Quando recebi a ligação dizendo que fui aceita, eu simplesmente caí no chão. ”

Nos últimos anos, Gemma treinou rigorosamente para entrar no mundo da dança profissional – às vezes até 12 horas por dia, durante semanas. À medida que ela se prepara para os últimos meses no programa de bolsa da Fundação Princess Grace, ela achou um tempinho fora de seus treinos e horários de aula para conversar com Teen Vogue, e lança luz sobre as lições que aprendeu ao longo do caminho e compartilha 10 coisas que os fãs provavelmente não sabem sobre como a vida de uma dançarina realmente é (“Não é tudo tutus”, diz ela rindo). Veja agora curiosidades sobre a vida das grandes estrelas da dança.

1. Todo esse tempo no palco e no estúdio de dança acarreta um problema sério nos dedos dos pés.

 

Gemma admite que os pés da quem dança nem sempre são adoráveis de olhar. “Os pés de um dançarino são lindos por causa do trabalho que eles fazem por nós”, diz ela, mas “dependendo do estilo da dança, surgem problemas diferentes: com o trabalho de ponta e o balé, os calos, joaninhas e bolhas são muito comuns. Em estilos modernos de danças, os dançarinos estão muitas vezes descalços, o que permite que o chão cause queimaduras e rachaduras dos dedos do pé “. ECA!

 

2. Um corpo que está à frente dos alimentos, requer muito para alimentar de forma saudável.

 

Ao longo de seu treinamento, a Gemma teve entender de verdade quais alimentos ela precisa para literalmente entrar em ação. “O corpo precisa de proteína!” ela enfatiza. “Eu adoro comer um grande café da manhã antes da aula. Isso realmente me ajuda a acordar e me alimenta no começo do meu dia”. Ela também é fã de um lanchinho – suas escolhas favoritas incluem nozes, homus, frutas, quinoa e granola – e gosta de misturar tudo a noite com uma grande salada. Antes de deitar, ela adota o chá, que tem pontos positivos nas propriedades anti-inflamatórias, como gengibre ou açafrão! Mais um deleite: “Eu amo doces, então eu sei que um lanche como chocolate ou pasta de amendoim me esperam no final do dia!”

 

3. O ensaio para um show literalmente ocupa todo o seu tempo.

 

Como ela ainda é estudante no colégio, Gemma vai da aula direto para o ensaio, mas o trabalho não pára por aí. “Viver para o corpo é incrivelmente importante, e o autocuidado fora do estúdio é uma necessidade!”, diz ela. Isso significa que mesmo quando ela não está dançando, ela está usando seus músculos, aquecendo, esfriando, treinando e até agendando seu tempo de sono (sim, que inclui pequenos cochilos) para dar uma energizada no seu corpo para uma apresentação. Durante estes períodos, tudo o que um dançarino faz é sobre a preparação antes do palco. “Nós temos que cuidar de nossos corpos”, ela explica, ou então corre o risco de comprometer todo o trabalho árduo que foi feito até a apresentação.

 

4. A educação em dança não é apenas o uso do collant e tempo no estúdio.

 

“Temos tantas oficinas sobre como escrever nossa biografia e o currículo adequados”, explica Gemma. Intérpretes – como qualquer outra pessoa que desejam o trabalho de seus sonhos – precisam ter habilidades para se vender. “Quando você trabalha em uma empresa, você está sob esse guarda-chuva. Mas quando você quer ser freelancer, você tem de ser seu próprio gerente”. E isso significa pensar como um agente de dança e trabalhar seu nome, desde as redes sociais até a educação avançada e networking.

 

5. A tecnologia desempenha um papel fundamental na vida de um dançarino.

 

A dança é uma arte, mas também é um negócio, e requer muito mais do que ser uma artista de boa aparência com um ótimo nível técnico, acrescenta Gemma. “Temos que estar prontos para promover nossa forma de arte. Com a tecnologia tão proeminente como nos dias de hoje, a importância de desenvolver um site, estar envolvido em mídias sociais e comercializar a si mesmo é essencial”. Em outras palavras, a superposição entre a jovem dançarina que está começando e é a empregado recém-contratado de uma companhia é maior do que você pensa: em ambos os casos, “ser agradável e amigável – estar disposta a conhecer pessoas – interessando-se por outros artistas. “Trabalhar, apoiar os projetos dos outros e aproveitar e compartilhar o que você faz pela comunidade permitirá possibilidades de crescer e estabelecer conexões com outras pessoas que, em algum momento, cruzarão seus caminhos. “Temos de estar sempre no melhor de nós mesmos!”

6. Bailarinas aposentam suas sapatilhas de ponta na escola às vezes.

 

Gemma iniciou sua educação básica longe da barra, aprendendo diferentes técnicas de dança e continua a aprimorar outras áreas de sua arte na escola. “Na Juilliard, somos tão afortunados de ter uma variedade tão ampla de aulas que tocam em todos os aspectos da indústria de dança. Junto com o currículo principal de bailarina, há a parceria clássica/contemporânea com todas as técnicas de dança moderna, temos aulas de anatomia e biomecânica, teoria da música, atuação, treinos de voz, elementos de atuação, composição… “Basta dizer que eu possuo um cronograma de aprendizado completo e que bem se presta a outras áreas do negócio, desde a terapia até teatro musical e muito mais.

 

7. Os artistas são seu próprio grupo de apoio.

 

Como qualquer carreira super competitiva, você precisa saber que existe um grupo de pessoas nas quais você pode confiar, ouvir e realmente te apoiar. Outros dançarinos, diz Gemma, “são aqueles que podem entender o que você está passando do seu ponto de vista”. Digo isto, particularmente porque os grupos de dança trabalham tão próximos, que um ambiente positivo geralmente depende da dinâmica dos próprios dançarinos. “Promover um ambiente de trabalho saudável entre você e seu parceiro (ou um grande grupo de pessoas) pode fazer toda a diferença para o resultado da peça, bem como a energia no palco”. Assim como a maioria dos empregos, é tudo sobre o trabalho em equipe para aguentar um projeto elaborado!

 

8. Nem todos os dançarinos estão se esforçando para ser solistas no palco.

 

Quando você dançarino importante n uma instituição tão respeitada por de quatro anos, você está recebendo um BFA – e o tipo de trabalho que você poderia eventualmente exercer vai muito além do palco e do estúdio. “A coreografia, o ensino, a direção e a produção são todas as opções”, assim como promover sua capacitação e desempenho para atuar e/ou cantar, diz Gemma. Mas ela também lembra que apenas porque você tem um diploma de dança não significa que você não pode seguir outros caminhos de carreira, como voltar para a escola para um mestrado em outra disciplina em algum momento. “Eu acho que a beleza de uma carreira de performance é que cada indivíduo vive um caminho tão diferente: quem você conhece e os projetos em que você se envolve podem levar a circunstâncias e oportunidades que nunca poderiam ter sido previstas”.

 

9. É possível ganhar uma bolsa de estudos para o seu aprendizado de dança.

 

Gemma é uma prova viva: no ano passado, ela recebeu o Prêmio Alexander Moore Bayer Dance pela Fundação Princess Grace, uma organização nos EUA que identifica e auxilia talentos emergentes em teatro, dança e cinema através de bolsas de estudo e estágios. Começar em um campo artístico raramente é fácil – e tampouco é possível pagar para se graduar em artes. Mas se você está estudando no meio artístico, é possível encontrar apoio e recursos financeiros para ajudá-lo a ter sucesso. Gemma foi homenageada por ser reconhecida pela organização por todo seu trabalho árduo no ano de 2014, e se sente agradecida. “Tenho tanta sorte de estar trabalhando tão intensamente em algo que eu amo tanto. A carreira é dura e rigorosa, mas se alguém tem paixão por isso, é uma jornada notável”.

 

10. Quando se trata de ter sucesso, o nome do jogo é dedicação – acima de tudo.

 

Para ter sucesso nesta indústria, você deve escolher a dança todos os dias e “a dedicação e a ética de trabalho necessários para ser dançarina são bastante extremas”, admite Gemma. Autodisciplina e sacrifício fazem parte do pacote. Enquanto cresce, Gemma passa de 4 a 5 horas no estúdio todas as noites. “Não consegui fazer muitas coisas que meus amigos estavam fazendo”, diz ela. Mas, enquanto ela não teve uma experiência típica de passar pela adolescência; na Juilliard, ” sei que encontrei meu nicho. Sou constantemente estimulada pelos artistas à minha volta … embora nossos dias sejam tão difíceis e muitas vezes ficamos desapontados com nós mesmos, eu sei que não há nada que eu prefira fazer “.

E aí? Isso te inspira a correr atrás do seu sonho de dança?!

Traduzido por: Kiko Fernandes
Fonte: http://www.teenvogue.com/story/10-things-no-one-told-you-dance

Criando sua própria versão de West Coast Swing

West Coast Swing é uma das danças mais abertas que existe. Se você assistir uma competição de dançarinos de salão profissionais, você verá uma dúzia de casais que se esforçam para um ideal compartilhado de como a dança deveria se parecer. No west coast, ocorre o oposto: Cada profissional tem seu próprio estilo, e a magia da dança é como os profissionais combinam seus estilos numa parceria para criar algo único mas ainda reconhecido como swing.

West Coast Swing te da muita liberdade

 

A partir do momento que você começa assistir WCS você vai ver que existem diferentes versões. Dançarinos ao redor do mundo levaram essas dança para um lugar novo e empolgante. A liberdade de interpretar as danças não está restrita ao nível profissional.  Todos os que dançam o West Coast Swing acabam – conscientemente ou não – fazendo uma declaração sobre como eles visualizam o WCS. Entender  essas afirmações é a chave para desenvolver seu próprio estilo. Este artigo e as dicas a seguir visam ajudá-lo a fazer exatamente isso.

Como deixar a dança sendo sua!

 

A ideia é fazer um exercício mental e pensar sobre quais são os principais elementos do WCS, para você.

Pegue um pedaço de papel e se pergunte,  “ Se eu fosse ensinar WCS do zero, o que seria o mais importante? Quais os fundamentos que eu iria priorizar?”

O começo da sua lista provavelmente seria padrão: Triple steps, âncora, e movimentos básicos. Se force a continuar. Tem passos que são mais importantes? Variações de âncoras? Conexão? Musicalidade? Sincopado? Estilizar a dança?

E continue descrevendo sua lista: Se escolheu musicalidade, quais elementos da musicalidade? Onde as pessoas deveriam começar a aprender musicalidade? Quando a musicalidade deve se sobrepor ao ritmo básico – ou nunca deve fazer isso?

 

Depois que você tiver listado

 

Assim que você tiver sua resposta, volte para sua própria dança. Você pode ver vídeos da sua dança, ou simplesmente prestar atenção em você mesmo quando sai pra dançar. Que elementos da sua dança são consistentes  com a interpretação do WCS que você fez? Tem elementos da sua dança que não batem com a interpretação que você criou?

Quando você encontrar elementos que não batem, se pergunte se você deveria reconsiderar sua interpretação ou talvez essa seja uma área que você tem que desenvolver para chegar mais perto da sua interpretação.

Continue sua evolução

 

A ideia deste exercício é esclarecer o que você acha que é importante no WCS, e trazer sua dança para uma harmonia com o seu ponto de vista. Para continuar sua evolução, volte para essa atividade regularmente ( 2 a 4 vezes no ano) e se pergunte como sua interpretação evoluiu.

Com sorte você vai continuar a melhorar sua dança, e enquanto isso seu entendimento do que é importante vai se desenvolver também. Você vai ser bom no seu jeito de criar um West Coast Swing que é todo seu!  

FONTE: https://www.westcoastswingonline.com/making-this-dance-your-own-2/
TRADUZIDO E ADAPTADO POR: Marcel Cortinovis.

SE VOCÊ PUDESSE FALAR COM VOCÊ QUANDO FEZ SUA PRIMEIRA AULA DE DANÇA…

É bem tarde depois de uma aula/ensaio de dança puxado.

Você vai para casa, fisicamente exausto dos eventos daquele dia…

Contudo, cheio do sentimento de inspiração e realização que você sabe que apenas a dança pode dar.

Você começa a se lembrar.

Você pensa na primeira vez que você começou a dançar:

Sentindo a sensação estranha do “abraço” da dança pela primeira vez

Sentindo dores em músculos que você nem sabia que existiam

Até gastando diversas horas vendo vídeos de dança e tentando aprender movimentos dos seus dançarinos favoritos.

Você sorri, e percebe o quão longe você chegou

Você pode não ter percebido isso naquela época, mas a dança estava prestes a te mostrar um novo mundo – um mundo que iria te presentear com memórias duradouras de pessoas, lugares, sentimentos e experiências.

E você gostaria de falar com essa versão sua e dar a esse dançarino tímido e despretensioso, tanto orientação quanto esperança para o futuro.

Você chega em casa, se senta, e começa a escrever.

Ei, Dançarino mais novo …

Continue dançando.

Pode parecer óbvio, mas o único jeito de melhorar no que está fazendo é se esforçando – muito.

Dizem que para você dominar algo é preciso 10.000 horas de prática

Então continue dançando.

Invista na dança – Workshops, aulas em grupos, sair pra dançar, congressos de dança Nacionais e Internacionais, treino com amigos. Existem inúmeros lugares para você se aprimorar.

Basta você sair e escolher um deles.

Pegue essas oportunidades, invista seu tempo treinando e se mantenha firme nos seus esforços!

Você vai começar a ver o resultado do seu trabalho eventualmente.

Pode levar um tempo, mas acredite no processo, vai valer a pena.

Mas lembre-se também que esse processo nunca vai acabar, porque…

Há sempre espaço para melhorar

Nunca se limite.

Para ser honesto, você nunca vai se tornar “bom o bastante”.

Isso acontece porque quando você amadurece sua dança, sua definição de “bom o bastante” amadurece também.

De ser capaz de executar o passo básico, até executar um combo complexo de movimentos, você sempre vai querer alcançar mais com a sua dança.

Continue a alcançar o seu constante padrão de  evolução de “bom”, e se esforce para achar maneiras de se tornar um dançarino melhor.

Se desafiar com estilos de danças e aulas que você não está acostumado (você vai ser ruim nessa aula, mas ela vai abrir um novo vocabulário de movimentações para você explorar), peça avaliações honestas de seu progresso para professores confiáveis e se mantenha com fome de aprendizado e crescimento.

Sair da sua zona de conforto pode ser difícil, mas…

Não tenha medo de parecer idiota

Estou te dizendo agora, parecer idiota vai ser inevitável de tempos em tempos, principalmente se é a primeira vez que você está aprendendo algo.

Mas tudo bem, porque um sábio uma vez me falou:

Não deixe o medo de parecer idiota, te impedir de dar o seu máximo, ou te impedir de aproveitar oportunidades que você sabe que vão ser boas para você.

Por mais difícil que pareça, vá atrás!

Entre de cabeça e dance.

Não fuja quando um professor chamar 5 almas corajosas para se mostrar na frente da turma

Você PODE parecer idiota aos olhos dos outros, mas você SEMPRE vai sair um dançarino melhor dessa situação, não importa o que aconteça.

Está no inferno, abraça 😛

Pegue TODA oportunidade que você tiver de dançar.

Você vai poder dançar, e vai crescer com isso! (Você sempre vai ganhar com essa situação.)

Além de pegar todas as oportunidades que você tem para treinar, lembre-se também de aproveitar todas oportunidades para…

Conhecer as pessoas que você encontrará durante sua jornada.

Lembre-se: Dança é, e sempre vai ser uma atividade social.

Durante sua jornada, você vai encontrar e lidar com diversas pessoas que vão ser essenciais na evolução da sua dança.

Professores, colegas, coreógrafos, parceiros, pessoas aleatórias de eventos, competidores “rivais”, amigos que te apoiam, etc…, todas essas pessoas irão te fazer um dançarino melhor do que você é hoje.

A dança continua a prosperar por causa da comunidade que dá vida a ela, e essa comunidade existe do esforço das pessoas que fazem parte dela.

Lembre-se de agradecer a elas, porque você não estaria lá se não fosse por elas.

Desfrute das pessoas que influenciaram na sua vida como dançarino positivamente, e mais importante, seja esse tipo de pessoa para os outros, especialmente para aqueles que estão começando sua jornada.

A comunidade precisa de todo o amor e positividade que você puder dar.

Leve isso adiante!

Mantenha a comunidade e o futuro do cenário de dança atual positivo.

De algumas palavras de incentivo a pessoas que estão iniciando e se sentem inseguras, ou elogie outro dançarino pelas suas conquistas – Você vai se surpreender com o quão longe essas simples interações podem ir.

Além de interagir com outras pessoas, lembre-se de…

Aproveite os pequenos momentos

Anos em sua jornada e não vão ser os grandes momentos que vão ser importante.

Não vai ser o frio na barriga enquanto está no palco ou a sensação de dançar nafrente de centenas de pessoas que você vai lembrar.

Normalmente, vão ser as coisas pequenas, momentos praticamente insignificantes que vão te levar até esses eventos que você vai lembrar com carinho.

Tem poucas coisas melhor do que desfrutar um jantar a noite com seus amigos depois de uma aula/ensaio, ou acordar quebrado (mas satisfeito) depois de uma noite de muita dança.

Você vai acabar errando em alguma apresentação importante na sua vida…

…mas depois de algumas semanas, você estará rindo do vídeo da sua dança.

Alguns dias você vai usar aquela roupa nova para arrasar na pista de dança…

…e algumas vezes sua roupa ou sapato favorito vai estragar no meio da dança.

O ponto é que essas são memórias que você vai carregar para toda sua vida, os momentos que você vai lembrar até quando tiver parado de dançar.

Essas experiências são unicas para você, e cada dançarino tem uma história pra contar nos mínimos detalhes que compõe sua vida como dançarino.

Então aprecie esses momentos – eles são a SUA história.

A vida é sempre sobre a sua jornada.

E Igualmente importante é….

Nunca perca a sensação de maravilha.

À medida que você amadurece como dançarino, você começará a dar prioridade a outras coisas na dança:

Certificar-se de que sua musicalidade está sempre em ponto,

Construindo as combinações mais técnicas para sua coreografia,

Sendo escolhido para um grupo de dança,

E sua colocação em competições.

Embora tudo isso seja realmente bom para se esforçar, eles não são o fim de tudo na dança.

Não se apegue muito a eles.

Nunca esqueça do verdadeiro motivo do porque você e todas essas outras pessoas começaram a dançar – Simplesmente porque dançar é divertido.

Você já testemunhou um bebê dançando em público? Ou como as pessoas idosas ficam balançadas ao ouvir uma música que os faz lembrar da juventude?

Essas pessoas são tão divertidas de assistir. Eles arrasam em suas danças sem qualquer esforço, porque eles gostam do que estão fazendo, e nós também sentimos essa sensação também.

SEMPRE lembre disso. O mais importante é se divertir.

Dança não precisa ser complicado o tempo todo.

Desacelere e aproveite para dançar o básico de maneira simples e a sensação que isso vai te gerar.Vai ser revigorante.

E quando estiver se sentindo perdido, frustrado ou estagnado, sempre olhe para trás e como você se sentiu quando se sentiu inspirado para dançar.

Volte as coisas que despertaram sua curiosidade e um senso de maravilha.

Um vídeo de alguém que você admira.

Uma música que te fez ter vontade de começar a dançar.

Eu te garanto, que você vai se voltar mais inspirado – então nunca perca esse senso de maravilha, e NUNCA NUNCA  esqueça de aproveitar…

…porque a dança é feita disso.

Aprecie o quão longe você chegou.

Escute

Por mais frustrante que possa parecer ser um iniciante, o esforço o moldará em um dançarino melhor, uma pessoa melhor.

Você superará os obstáculos, se esforçará de maneiras que nunca fez antes, e realizará coisas que você só sonhou.

Você se tornará um dançarino completo, e às vezes seus dias como iniciantes serão como uma lembrança distante.

Mas nunca se esqueça daqueles dias.

Lembre-se de olhar para trás, e apreciar até onde você chegou – a jornada, a luta, as realizações e os aprendizados que você teve.

Leve todas essas lições ao longo da sua vida e lembre-se de compartilhar essas coisas com outras pessoas também.

E o mais importante, jovem dançarino

Permaneça esperançoso para o futuro.

Porque enquanto a dança estiver ao seu lado, sempre haverá algo te aguardando.

DE

– EU, O DANÇARINO QUE É AGRADECIDO PARA ESTA  SUA VIAGEM.

Você termina de escrever.

Você sorri e agradece sua outra versão sua por dar um salto nesse mundo que você chama de casa.

 

FONTE: https://blog.steezy.co/if-you-could-talk-to-your-younger-dancer-self/
TRADUZIDO E ADAPTADO POR: Marcel Cortinovis.

7 Coisas Para Lembrar Nas Fases De Incerteza Sobre Sua Dança.

Todos nós conhecemos essa situação:

Estamos fluindo suavemente na nossa vida de dança e nos sentimos confortáveis com o que estamos fazendo, e de repente acontece algo que nos joga completamente fora do nosso caminho. Pode ser uma nota, um novo professor, uma performance mais difícil, ou uma lesão – de um momento para o outro nós questionamos toda nossa existência como dançarino e como pessoa.  

É comum nos cairmos nesse estado de insegurança e incerteza através de eventos que nos fazem pensar sobre quem somos e o que queremos alcançar com nossa arte. Por exemplo, nós fazemos uma aula com um novo professor que tem uma abordagem completamente diferente das que estamos acostumado. Ele pode ver e corrigir coisas que nunca foram mencionados para nós antes, o que nos faz questionar nossa própria abordagem e estilo, nos observando por uma perspectiva diferente.

E é aí que colocamos diferentes expectativas sobre nossa própria dança, e se nós não cumprirmos essas expectativas nós ficamos frustrados  e desapontados com nós mesmos. Desenvolvemos um sentimento de que estamos andando em círculos, inseguros sobre o que fazemos e que somos.

Essas são as coisas que você deve lembrar se estiver nesse estado:

1. A vida é mudança.

Eu sei que é conveniente pensar que um dia saberemos quem somos, talvez depois de um certo número de apresentações ou coreografia  que fizermos. Mas é claro isso não é fácil. A única constante de vida é a mudança. Que nós podemos depender com certeza. Não vai existir um em que você vai poder dizer “ Ahh, esse sou eu agora!” momentos depois de “Ahh, eu descobri o que me caracteriza neste momento. Mas isso pode mudar amanhã, semana que vem, ou ano que vem.”

O momento que nos tornamos cientes sobre isso e abertos a mudanças, somos capazes de aceitar e nos livrarmos desse medo.

2.Todo mundo passa por isso

Você acha que é a única pessoa que passa por essa insegurança- talvez porque você não seja bom o bastante? Não. Converse com diferente pessoas sobre esse assunto, eu descobri que esses estados de incerteza acontece com todos, independente do estilo, idade e experiência. E se você pensar sobre isso – até (ou especialmente?) os melhores dançarinos, nunca dançam do mesmo jeito através da sua carreira. O mestre do Sapateado Savion Glover por exemplo começou com Sapateado Broadway, depois foi conhecido pelo seu estilo de sapateado mais “pesado” e hoje é uma referência do sapateado no jazz, estabelecendo diversos estilos através do tempo. Seu estilo evoluiu, e o de todo mundo. Nossa jornada seria entediante se isso fosse diferente.

3. Mude sua perspectiva

Parece que no momento em que entramos nesse estado de insegurança, nós queremos sair dele o mais rápido possível- percebendo esse estado como algo negativo. Mas e se esse momento for na verdade bom? Não existe momento em que aprendemos mais do que quando nos questionamos, quando algo te força a sair da zona de conforto. Nós não deveríamos tornar esse momento mais difícil lutando contra ele. Ao invés disso nós deveríamos aceitar tudo que vem junto e viver esse momento. Cedo ou tarde nós vamos perceber o quanto esse “problema” nos ajudou e como saímos dele mais sábios e fortes do que antes.

4. Não se compare aos outros

Todo mundo tem uma jornada diferente. Então não se compare aos outros na sua aula ou grupo de dança. Eles estão onde estão e você está onde está.  A vida de cada um segue um ritmo diferente, e nós experimentamos coisas diferentes em momentos diferentes. Não existe certo e errado. Não assuma que a pessoa da primeira fila que parece dançar exatamente igual a professora queria não teve dificuldade. Ela está apenas em um momento diferente, e você não sabe o que ela pensa ou sente – talvez ela seja insegura como você.  Seja inspirado pela luz que outras pessoas irradiam, abrace isso e em breve você estará brilhando radiante novamente, inspirando outros a fazer o mesmo.

  1. Não Julgue Nada

Falando sobre não comparar você também não deve julgar nada – você, seus sentimentos, outras pessoas. Aceite tudo e diga a si mesmo que está tudo certo sentir o que está sentindo. Não fique bravo com você mesmo porque o giro não saiu como desejava. Seu corpo e mente estão se ajustando a um novo estado, e é completamente normal e ok se algumas coisas precisarem de mais tempo. Você não sabe o que a vida tem planejada para você, então se entregue para o seu guia interior e esteja aberto a experiência. Mesmo que algo pareça estranho desconfortável ou frustrante.

“Quanto mais te incomodar, mais feito é pra você. Quando não te incomoda mais, não é mais necessário pois a lição foi aprendida.” (Bryant McGill)

6. Vá com o fluxo

Este estado não dura para sempre.É apenas um caminho transitório que leva sua dança para um nível mais elevado. Também, a vida nunca segue linear. Você talvez precisa dar três passos para trás para avançar quatro. Em qualquer caso, tudo é para um bem maior.  Se você tiver um revés, uma situação desconfortável ou embaraçosa – Pode parecer feio no momento, mas no final tudo é uma lição.  E lições nem sempre são fáceis. Algumas vezes temos que chegar no fundo do poço para perceber certas coisas. Se algo parece desagradável, mas podemos aprender com isso e depois deixá-lo ir, essa é uma lição profunda e de longo prazo.

7. Não leve nada muito a sério

E finalmente, nunca leve você ou situação muito a sério. ClaroAnd finally, do not take the situation or yourself too seriously. É claro que somos propensos a uma sensação de “cansaço do mundo” quando tudo parece estar flutuando incontrolavelmente no espaço. Mas se preocupar muda alguma coisa? No máximo vai tornar tudo pior. Então perceba que seu propósito como dançarino e ser humano é maior do que sua insegurança temporária.  Mesmo sabendo que a sensação não é essa, a vida ainda é um lindo presente. Se você for capaz de manter o máximo de energia positiva possível, tudo vai acabar se acertando cedo ou tarde.

FONTE: http://www.danceadvantage.net/phases-of-uncertainty-in-dance/

TRADUZIDO E ADAPTADO POR: Marcel Cortinovis.

Dançar? Prefiro ter minhas unhas arrancadas!

Eu NÃO estou a fim de dançar …

As pessoas se sentem sexys, apaixonadas, empoderadas e vivas quando dançam. Para algumas pessoas, a dança faz com que eles se sintam relaxados, contentes e inteiros, e para outras pessoas, o ato de dançar os aproxima de um estado de auto-realização, em completude espiritual e um estado de harmonia mente-corpo. Estes são os sortudos, aquelas pessoas tão sortudas para quem a dança melhora suas vidas.

Agora, vamos pensar nos outros. Aqueles outros para quem o ato de dançar, ou pensar em dançar, ou mesmo em assistir alguém dançando, faz com que eles se contorçam. Centenas de pessoas me disseram porque não dançam. E nem irão! Aqui estão os dois principais motivos pelos quais as pessoas não dançam.

Autoconsciência

 

Muitas pessoas, e especialmente os homens, me dizem que não dançam porque se sentem autoconscientes. Ser autoconsciente significa que são pessoas bem conscientes de si mesmas, e além disso, sentem que outras pessoas também estão cientes da presença deles e podem julgá-los negativamente. Isso se reflete em outras razões pelas quais as pessoas me deram para não dançarem.

Uma mulher de 30 anos escreveu: “Eu estou ciente de mim mesma e sinto que estou fazendo isso errado e que as pessoas vão reparar” e outras mulheres na faixa dos 50 escreveram “Eu não danço porque não sou muito boa nisso, e por isso tenho a sensação de que as pessoas estão me vendo e rindo de mim “.

Essa falta de confiança na “capacidade” de se mover livremente em público com a música claramente tem um efeito debilitante. Um homem em seus 30 anos de idade fez uma declaração surpreendente: “Eu acho que sou muito feio para dançar!” e vários outros homens expressaram sentimentos semelhantes (“Pareço um idiota”, “Me sinto estúpido” e “Pareço desengonçado … quando danço”) sobre o que ele acham de si mesmos quando dançam. Com tais percepções, não é surpreendente que algumas pessoas se afastem bastante da pista de dança e reajam negativamente à possibilidade da dançarem em público.

 

Relacionamentos

 

Uma das alegrias de ser pai é a oportunidade de dançar com seus filhos. No entanto, parece que dançar com os pais pode colocar algumas pessoas longe da dança pelo resto de suas vidas. Uma jovem adolescente me escreveu que seu motivo para não dançar é porque “eu tive que dançar com minha mãe uma vez e foi péssimo!”. Pobre mãe. Bem, pelo menos a mãe terá seu marido para dançar. Ou não… “Meu marido nunca dançou e estou muito velha agora para encontrar outro parceiro … embora já tenha perguntado!” Me escreveu uma mulher na faixa dos 60 anos.

Para alguns homens suas razões para dançarem parecem chegar ao seu coração (e para não dançarem também). Para eles, tudo gira em torno de encontrar uma companheira. “As únicas vezes que eu já dancei na vida eram para tentar pegar mulheres”, escreveu um homem no início dos seus 30 anos, e outro homem da mesma idade escreveu: “Não danço mais agora porque estou casado e com filho”.

 

Conclusão

 

Há algumas evidências científicas que sugerem que no começo nós dançamos a dois como parte de um cortejo de namoro e, além disso, a forma como dançamos em festas é influenciada pela nossa taxa hormonal e genética. De acordo com este ponto de vista, dançamos em parte para comunicar nossa “aptidão” genética para ser um parceiro ou parceira apta à reprodução, e sendo assim, pode haver razões reprodutivas, hormonais e genéticas pelas quais dançamos ou não dançamos.

Como sou um psicólogo que adora dançar, eu veja nas histórias das pessoas com seus baixos níveis de confiança e altos níveis de autoconhecimento o reflexo de pessoas muito emotivas. Quando as pessoas me dizem que querem dançar, mas não o fazem porque se sentem muito desajeitadas, estranhas, não qualificadas ou sem companhia, me convence da necessidade de reformular a dança a dois como uma atividade divertida e natural, onde não há intenções escondidas e sem risco de “fazer errado”. Quando você relaxa e dança de forma livre e natural, você expressa quem você é. O que pode ser “errado” sobre isso?

Fonte: https://www.psychologytoday.com/blog/dance-psychology/201003/dance-id-rather-have-my-fingernails-pulled-out

Tradução: Kiko Fernandes

Como eliminar de forma ética a sua concorrência sem destruir a sua comunidade de dança?

Então você quer mais alunos, certo?

Mas você também não quer destruir a comunidade de dança, certo?

Infelizmente, muitos professores de dança tendem a cometer alguns “erros” que acabam dividindo (e, ocasionalmente, mesmo destruindo) a comunidade de dança.

Por sorte, há uma maneira de obter mais alunos, que podem eliminar completamente sua concorrência (em 99% das situações de dança) …

E…

Não só irá evitar destruir ou dividir a comunidade, mas também irá fazê-la crescer e se fortalecer…

… E os outros professores vão te amar por isso!

Antes de entrar nesse método, vejamos como muitos professores de dança atualmente tentam obter novos alunos, de maneiras que podem arruinar o cenário de dança.

 

O Método que NÃO RECOMENDAMOS

Muitos professores procuram atrair novos alunos apelando para pessoas que saem para dançar em casas noturnas, eventos de dança ou mesmo outras escolas.

Agora, se você comanda a casa noturna/evento ou a escola no qual essas pessoas estão frequentando, então isso é ótimo!

Claro, você ainda pode ver minhas sugestões que estão logo abaixo, mas, ao mesmo tempo, essas pessoas são participantes que estão indo para o(s) seu(s) evento/escola(s), então faz sentido contar-lhes sobre outras oportunidades de aprendizado que podem experimentar.

Mas e se você não é dono desses eventos/escolas de dança onde todos esses potenciais alunos estão dançando?

Você deveria estar anunciando seus serviços de professor nestes eventos/escolas ou tentando persuadir os participantes para fazerem aulas com você?

Depende…

Se você tem permissão do dono do evento/escola, então com certeza, vai fundo.

Se não, então eu não recomendaria essa atitude.

Mas não importa se você tem permissão ou não, se isso é tudo o que você está fazendo para obter novos alunos, então você está somente dividindo a comunidade de dança ao invés de fazê-la crescer…

… E você NÃO está eliminando sua concorrência.

 

Por quê?

Porque você está oferecendo seus serviços aos mesmos alunos que o dono do evento/escola de dança. Então, ao invés de trazer novos alunos para o cenário de dança (e fazê-lo crescer), você está tirando alunos que já estão na dança e pedindo-lhes que irem com você a outro lugar … dividindo a atenção deles.

Mesmo que suas aulas aconteçam em uma noite diferente da semana, alguns alunos escolherão apenas ir às suas aulas e deixar de ir ao evento/escola iam antes.

E se eles vão às suas aulas ou não, de qualquer modo você está se colocando em concorrência direta com o dono do evento/escola.

Isso não é necessariamente uma coisa “ruim”, mas certamente não é uma maneira de cultivar uma comunidade maior de dança (ao menos não por conta própria).

Então, em vez disso …

 

Faça crescer sua comunidade de dança enquanto elimina a concorrência

 

Como você obtém novos alunos de forma ética?

… de uma maneira que não destrua (ou divida lentamente) sua comunidade local de dança?

É bastante simples …

Comece a anunciar para “não-alunos”.

Para fazer isso, você pode gastar um monte de dinheiro em publicidade através do facebook e google adwords.

Ou você pode usar um …

 

Método de Base para crescer sua comunidade

Recomendamos “Bombardeiro de Dança” (também conhecido como: Bombardeiro de Lindy, Bombardeiro de Blues, Bombardeiro de Tango, etc.).

Bombardeiro de Dança é quando você vai para um lugar que normalmente não tem dança (ou em algum lugar que normalmente não tem seu estilo de dança) e então você dança …

… um tipo de flash mob, mas que geralmente não é coreografado.

 

Aqui estão as etapas básicas deste método:

  1. Vá para qualquer local onde há um monte de moradores locais (mercados, bares, casas noturnas, etc.);
  2. Coloque uma música e dance para eles (talvez até ensine alguns passos ou noções básicas);
  3. Distribua panfletos ou cartões de visita (e o ideal seria que eles pudessem experimentar sua primeira aula de graça).

 

O Bombardeiro de Dança funciona incrivelmente bem!

Muitas vezes, as pessoas ficam facilmente impressionadas com uma dança em parceria. Até mesmo assistir a dança de quem é iniciante, é fascinante para um não-dançarino.

Independentemente do seu nível, na maioria das vezes as pessoas irão se aproximar de você e perguntar-lhe onde você aprendeu a dançar.

Este é o momento perfeito para entregar um folheto (ideal para uma aula gratuita) e dizer que eles também podem aprender! Ou melhor ainda, tire-os para dançar na pista de dança com você e mostre o quão fácil pode ser começar.

Além disso, não esqueça…

 

Mais dois métodos super simples de crescimento da base

 

Aqui estão mais dois métodos que a maioria dos dançarinos se esquecem de fazer e são SUPER SIMPLES!

  1. Conte aos seus amigos e familiares que não dançam sobre suas aulas.

Ensine-os alguns passos básicos para que eles possam ver o quão fácil isso pode ser, e dê-lhes panfletos também! Eles ficam de 10 a 20 vezes mais propensos a ir ter uma aula com você porque eles já te conhecem.

Faça com que seja fácil para si mesmo e “colha as frutas que estão mais embaixo”.

E…

  1. Peça a seus alunos para contar sobre suas aulas a seus amigos / familiares também.

O boca a boca é incrivelmente poderoso, e às vezes você só precisa lembrar seus alunos para contar a outros amigos. Alguns deles o farão sem lembrete, mas alguns deles precisam desse lembrete.

 

Este são as “frutas que estão mais embaixo”. Claro, você pode fazer outras coisas para trazer novos dançarinos, mas …

… esta é a maneira mais fácil!

 

Não pule este método!

Agora, em vez de competir com outros professores, você eliminou a concorrência.

Se você vê um “não-dançarino” que está no mercado assistindo você dançando, e você o entrega um folheto, ele não vai pensar: “Hmmm, eu deveria ter aulas dessa pessoa ou daquele outro professor de dança”. Em vez disso, ele estará apenas focado neste momento em se deve ou não ter aulas de dança, e o dançarino que está na sua frente é quem ficará na sua mente.

Sua concorrência agora é com todas as outras coisas que ele pode fazer na noite de sábado (ou na noite que você dá aulas) em vez de todos os outros professores de dança.

Claro, muitas pessoas ainda não irão fazer aula de dança apenas por causa disso, mas algumas irão, e quando elas forem …

… você terá acabado de trazer um novo(a) dançarino(a) para a comunidade, aumentando assim a quantidade de pessoas que dançam!

Se você sempre fizer isso, você estará aumentando o potencial novos de dançarinos que podem se inscrever em aulas ou eventos, e isto não é bom apenas para você, mas também para todos os outros professores da cidade …

… e os outros professores vão te amar por isso!

 

É realmente muito simples.

É só seguir estas etapas básicas.

 

Voltando aos Fundamentos

Pense nisso…

Antes de existir uma comunidade de dança em sua cidade, como você acha que ela começou?

Provavelmente fizeram todas as coisas mencionadas acima, certo?

Estes são fundamentos!

Assim como dançar, não ignore os fundamentos.