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Contato de dança vs. Contato de “não dança”

O contato é necessário para a dança social. Dependendo do seu estilo de dança, pode ser qualquer coisa, de uma posição aberta para um abraço com contato de corpo inteiro. Esses pontos de contato também podem mudar ou evoluir, e esses pontos de conexão podem solicitar respostas físicas específicas de um parceiro. Estes contatos são um tipo de contato de dança. Eles são como nos comunicamos uns com os outros, com a finalidade de criar uma dança interessante, divertida e segura.

Mas, há outro tipo: contato de ”não dança”. O contato de ”não dança” é qualquer contato que você não sente que faz parte da dança. Pode ser sexual, ou completamente platônico. Estes são contatos que não servem para aumentar ou contribuir com a experiência da dança.

 

Contato de dança

Contato de dança é a forma como nos ligamos fisicamente com o nosso parceiro durante uma dança. Isso inclui tudo, desde abraço básico aberto ao contato de corpo inteiro. Também inclui como tocamos – não apenas o que tocamos.

É por isso que sensação de contato na dança é tão subjetivo. Para uma pessoa, o toque de dança pode ser conexão de corpo inteiro, respirar juntos e contato visual intenso. Para outra pessoa, esse mesmo contato pode ser considerado como contato de ”não dança”.

O que você entende como contato de dança também pode mudar ao longo do tempo. Por exemplo, ele pode mudar com base em:

  • Que estilo você dança
  • Seu conforto pessoal
  • A quanto tempo você está dançando

Por exemplo, novos dançarinos freqüentemente lêem contato corporal próximo como contato de ”não dança”. Dançarinos experientes podem ler uma conexão de corpo inteiro como um tipo de contato de dança, ou você pode ver os diferentes padrões de contato de dança entre Soltinho e Zouk.

 

Contato de “não dança”

Contato de ”não dança” é qualquer tipo de contato físico que possa parecer fora do lugar no contexto da dança. Cada pessoa (e gênero) tem seu próprio limite de quando um contato de dança vira um contato de ”não dança”.

O sentimento mais comum de contato de ”não dança” ocorre durante a dança social, quando alguém entende que um contato é sensual(contato de ”não dança”) no contexto de uma dança que não é sensual (para aquela pessoa).

 

Ocorrência simultânea

Às vezes, um comportamento pode ser simultaneamente um contato de dança e ”não dança”. Por exemplo, duas pessoas que têm uma atração sexual entre si podem ter contato corporal completo relacionado à dança, e começar a se sentir sexy por causa desse contato.

 

Comportamento físico

Cada cena e indivíduo tem seu próprio termômetro para contato de dança VS contato de ”não dança”.  Agrupei alguns comportamentos que testemunhei ou ouvi falar. Claro, isso não está completo nem perfeito, mas pode ajudar as pessoas a entender quais comportamentos serão em grande parte aceitáveis.

Para os propósitos desta lista, as danças sensuais incluem ritmos como Zouk, Kizomba e Bachata. As danças não-sensuais incluem a maioria das danças da família Swing. Salsa e Tango podem ser considerados sensuais, mas têm elementos de ambos.

Por exemplo, a Salsa é dançada principalmente em posição aberto, mas possui muitos indicadores de sensualidade. O Tango tem uma conexão muito íntima, mas raramente (se alguma vez) utiliza ondas, isolamentos, etc.

 

Verde (Quase tudo OK)

  • Contato dos braços e dançar de mãos dadas
  • Abraço aberto e fechado com um espaço entre os dois
  • ‘Sincronizar’ com o seu parceiro em um abraço aberto
  • Sorrir

Amarelo (OK para a maioria dos parceiros; Quase sempre ok em danças sensuais)

  • Abraço fechado com um leve contato de corpo
  • Movimentos sensuais(Ex onda),executado com um espaço entre os dois
  • Tocar ombro, meio das costas ou lado do quadril
  • Começar uma dança em abraço fechado, e usar isso para sincronizar com o par

Laranja (OK com pelo menos metade dos parceiros numa dança sensual; normalmente não sugerida para danças não sensuais)

  • Conexão de corpo inteiro (conforme definido pelo gênero), particularmente fazendo contato no tórax, quadril ou coxa
  • Respirar junto para sincronizar
  • Isolamentos, ondas e movimentos sensuais que fazem contato físico com o corpo do seu parceiro
  • Contato cabeça com cabeça

Vermelho (A maioria dos parceiros vai considerar esse contato como de “não dança”, mesmo em danças sensuais)

  • Pegar na nuca, cabelo, perna, barriga, parte de baixo das costas do par.
  • Entrelaçar os dedos
  • Esfregar seu rosto no rosto de outra pessoa

Marrom(A maioria dos seus parceiros vai achar isso desconfortável na dança)

  • Ficar tocando no rosto com sua mão
  • Correndo as mãos sobre o corpo do seu parceiro
  • Fazendo seu parceiro tocar seu próprio corpo com as mãos

Preto (Isso NÃO é contato de dança)

  • Tocando a virilha, a bunda ou os peitos de um parceiro
  • Colocando sua mão debaixo da roupa de seu parceiro
  • Morder, lamber ou trocar fluidos corporais
  • Respiração pesada no ouvido, ou ruídos despertados

O como tocar

Normalmente, o que você faz mecanicamente durante uma dança pode parecer mais ou menos comoum contato de dança dependendo de como você faz isso.

Por exemplo, um abraço fechado com contato do corpo pode ser macio, intenso ou mesmo sem graça. Alguém que se aproxima de forma mecânica quase nunca será confundido com alguém com segundas intenções. Mas, muitas vezes, eles são menos capazes de alcançar o ápice da conexão. Você normalmente obtém esse ápice sabendo onde é o limite do contato. Isto é particularmente verdadeiro para os dançarinos de estilos sensuais.

Em contrapartida, conheci dançarinos que me fizeram repensar suas intenções (inocentes), mesmo depois de anos em danças sensuais. Eles podem fazer os mesmos movimentos que o dançarino sem graça – mas a intensidade e a forma como eles tocam é mais carregada e íntima. Às vezes eu chamo isso de “espera sexy”. Por falta de uma palavra melhor, ele parece muito apaixonante. Às vezes, confuso, por um momento.

Dependendo de como você toca seus parceiros, você pode achar que a maioria das pessoas quer um maior ou menor grau de contato na dança. E algumas pessoas são tão boas em tocar seu parceiro de uma maneira íntima, mas não sexual, que o limite de seu parceiro fica bem menor.

 

Visando uma combinação de sentimentos

Alguns parceiros respondem bem ao contato de “não dança”. Muitas vezes, isso acontece quando as pessoas estão ambas na mesma vibe.

Tenha cuidado se quiser seguir a linha. Você precisa ter certeza de que é capaz de dizer quando esse contato é indesejado. Caso contrário, você vai acabar deixando o parceiro ditar seus limites de contato. Você ficaria surpreso com a rapidez com que a maioria dos contatos típicos  de dança se tornam um toque de ”não dança” se um parceiro sentir que há algo “mais” está rolando.

 

Avaliando a resposta do seu parceiro

Pode ser difícil dizer se alguém está confortável com um toque em particular – Mesmo que sua intenção fosse ou não de um contato de “não dança”. Também é importante notar que apenas porque alguém segue o toque (ou está parado e permite que você os toque) não significa que eles estão gostando.

Por exemplo, eu realmente não gosto de dedos entrelaçados. Na verdade, ele não funciona como uma pegada de dança, então não me dá a sensação de dança. Se estou sentindo que está indo muito longe, eu resisto ativamente à tentativa. Mas, se eu acho que é tolerável e será temporário, muitas vezes acabo “seguindo”.

Mesmo nessas situações, é possível dizer quando seu parceiro se desvinculou de um toque. Os sinais mais comuns de toque invasivo incluem:

  • Empurrando um parceiro para longe
  • Afastou-se, ou resistiu a um movimento
  • Evitar o contato com os olhos (onde não existia antes)
  • Olhando ou afastando-se do ponto de contato ofensivo
  • Reajustando o ponto de contato (incluindo o deslocamento físico da mão)
  • Desengatando completamente, ou a aparência súbita de tensão extra
  • Um sorriso desaparecido, ou mesmo um rosto ativamente infeliz
  • Desaparecimento de estilo ou expressão
  • Comportamento corporal muito, muito neutro ou cuidadoso

 

Quando eu digo, comportamento de corpo muito muito neutro, estou me referindo ao que um amigo chama de “atendimento ao cliente”. Pense em um sócio de varejo diplomático que lida com um cliente muito irado: calmo, educado, mas muito evidente que não está dando muita bola e esperando que o cliente vá embora.

Você também pode pensar nisso como a pequena conversa obrigatória do linguagem corporal: você aguenta, mas provavelmente não é algo que você escolheria fazer se tivesse opção.

 

Atuando na resposta

Meu conselho geral é: tente outra coisa se sentir que seu parceiro pode ter reservas. Embora as reservas possam ser de uma pessoa tímida que precisa de um “impulso” para se deixar relaxar esse nem sempre é o caso. Pode ser muito difícil dizer a diferença entre os dois, mesmo para alguém que é muito experiente em linguagem corporal.

Se você geralmente tem problemas para avaliar o idioma corporal do seu parceiro, eu recomendo mudar o comportamento ao invés de empurrar o envelope. É muito mais fácil “aumentar” o nível de toque quando você tem confiança e conforto do que quando está forçando os limites.

Além disso, a menos que a pessoa fique desconfortável com todo o toque físico, há coisas que você pode fazer sem que elas sintam que o toque é inadequado. Mantenha esse contato até ficarem mais confortáveis.

 

FONTE: http://www.danceplace.com/grapevine/dance-touch-vs-non-dance-touch/
TRADUZIDO E ADAPTADO POR: Marcel Cortinovis.

Quer dançar? Então vamos transar!

Nós tivemos uma conexão incrível e eu me senti segura nos braços dele enquanto dançávamos, ríamos e criávamos juntos uma sensação indescritível. Nós dançamos por praticamente uma hora e meia juntos e eu me senti muito viva e feliz quando terminamos. No dia seguinte tivemos danças muito similares por quase uma hora, brincando e nos divertindo. Ele me desafiava mas nunca me fez sentir mal por algum erro, ao contrário, nós ríamos juntos e apenas nos expressávamos na música. No dia seguinte veio a pergunta. Ou melhor, a vontade verbalizada: “Eu quero você”. Eu disse que queria continuar apenas como amigos. E depois disso nós nunca mais dançamos.

Infelizmente essa é uma realidade diária no nosso mundo, e no último evento que fui esse ano estava muito claro. Existia uma atmosfera sexual não usual pelo lugar, e não me entenda mal, eu entendo que o sexo faz parte da dança e isso não é uma coisa ruim, vá, explore e divirta-se, mas quando é isso que determina quem é você na dança, não é algo legal.

Além disso, é algo que está sendo usado na procura de um parceiro de dança, pelo que tenho percebido. Tenho recebido convites para virar parceira de dança ou de aula de outras pessoas com uma expectativa bem explícita de que eu durma com eles. Porque “a conexão é tão melhor depois que você faz sexo com a pessoa”. Pode ser, ou pode não ser também. Eu não sei. Mas eu sei que é uma forma grosseira de expressar uma noção extremamente antiquada de que o homem possui o corpo da mulher. Ou seja, durma com seu parceiro se você quiser, mas não use isso como um pré-requisito na construção de uma parceria ou na hora de escolher um assistente para sua aula. Se acontecer, deve acontecer de forma orgânica, natural, mas deixar claro em palavras como expectativa de que aconteça, não é legal. Só para deixar claro, as pessoas que eu dei aula ou pratiquei junto até hoje nunca me pediram isso, e são amigos meus extremamente respeitosos.

Eu quero enfatizar que esse problema não necessariamente representa toda a comunidade ou eventos, mas nesse último evento que eu fui eu tive a sensação que vários caras estavam com apenas um pensamento, e, novamente, não é que o sexo seja um problema, o problema é usá-lo contra você na condição de uma dança. É quando você deixa de ser tirada para dançar porque seus sinais são muito claros de que você não quer nada além de dançar. E para os caras que estão pensando “ah, mas as mulheres também procuram parceiros para sexo na dança”, sim eu entendo. Mas eu raramente escuto alguma dizer que parou de dançar com um cara porque ele não quer fazer sexo com ela.

O cara que deixou de dançar comigo porque eu disse “não, obrigada” inclusive parou de conversar comigo também, o que me fez sentir mal para ser honesta. Não só porque nós éramos amigos e conversávamos bastante mas porque claramente nós tínhamos uma boa conexão e nos divertíamos enquanto dançávamos. E do nada isso se foi. Talvez isso mude na próxima vez que a gente se encontrar, quem sabe.

De qualquer forma, os eventos são incríveis por diversos motivos, como o descanso na praia, as danças nos bailes todas as noites, minha melhor amiga sempre ao meu lado. E eu não me canso de falar que tem cavalheiros incríveis e muito respeitosos também. Eu sempre tenho danças de tirar o fôlego com alguns deles. A questão é saber separar uma boa conexão da dança de uma tensão sexual recíproca.

 

FONTE: http://annathefringe.com/2017/07/09/wanna-dance-lets-fuck-then/
TRADUZIDO E ADAPTADO POR: Lucas Esteves

20 dicas para a etiqueta na dança social

Muitas vezes esquecemos que a dança é uma comunidade que tem seus costumes e hábitos, muitas vezes esquecido e ignorados.

Vamos relembrar algumas etiquetas para melhorar nossa comunidade e deixa-lá mais atrativa.

Dicas de Etiqueta:

1. Tente sempre dançar com a maior variedade de pessoas em bailes e eventos.

2. Se você está em um baile com alguém que você trouxe pra conhecer a comunidade, essa pessoa deve ser sua prioridade de dança nessa noite.

3. Um bom leader é reconhecido por quão preciso seu movimento é e não pela força física que ele coloca nas conduções.

4. Não peça desculpas por erros na dança, apenas sorria e continue.

5. Mas peça desculpas se você pisar/bater em alguém, seja a pessoa com quem está dançando ou o casal ao lado.

6. Reconfortar alguém que está se sentindo mal sobre sua própria dança é sempre melhor do que criticar.

7. Não dê dicas ou ensinamentos que não te foram solicitados.

8. Dançarinos avançados não devem nunca tentar passos avançados com pessoas iniciantes.

9. Agradeça todas as pessoas que você dançar, sejam elas quem forem.

10. Não corrija a postura da pessoa que você está dançando, a não ser que você seja o professor dela.

Dicas Etiqueta

11. O maior erro da dança é parar no meio dela para conversar sobre algum erro menor.

12. Existe uma grande diferença entre recusar uma dança ou pedir para dançar mais tarde.

13. Boas followers devem acompanhar seus parceiros mesmo se eles estiverem fora do ritmo.

14. A distância entre as duas pessoas na postura fechada deve sempre ser ditada pela follower, e sempre na sua zona de conforto.

15. Followers devem evitar dar sugestões de passos durante a dança, o leader já tem uma lista de coisas para pensar.

16. Se você não tem certeza do nível de dança da outra pessoa, uma boa estratégia é começar devagar e com uma música lenta.

17. Se você não tem certeza do nível de dança da outra pessoa, procure não enfeitar muito e se ater ao rítmo.

18. Nunca faça passos aéreos e pegadas no baile.

19. Bons dançarinos procuram dar passos menores quando o baile está muito cheio.

20. Bons dançarinos não devem intencionalmente tentar provar serem melhores do que a pessoa com quem estão dançando.

 

 

Fonte: http://www.arthurmurraylive.com/blog/49-steps-to-great-ballroom-dance-etiquette/
Traduzido e adaptado por: Lucas Esteves

Ninguém te chama para dançar? Seja pró-ativo!

Banner convidar pra dançarÉ comum ver pessoas “reclamando” para os organizadores de bailes e eventos que ninguém as tira para dançar a noite toda e que não pretendem voltar por causa disso.

Aqui vai uma boa resposta: “E quantas pessoas VOCÊ tirou para dançar?”

A tímida resposta talvez seja zero. Os convites para dançar estão abertos e irrestritos – qualquer um pode convidar qualquer um, e ninguém “deve” convite para ninguém.

Você está lá pra se divertir, então, divirta-se!

Se você vai a um jantar e só conhece o anfitrião, você se coloca numa posição social de conversar e interagir com pessoas novas para você.

O mesmo deve se aplicar a dança. Então, pare de reclamar e vá convidar desconhecidos! As chances deles retribuírem mais tarde são altas.

Fonte: http://www.canadianswingchampions.com/tough-love-read-at-your-own-risk/

Traduzido por: Nany Sene