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O SEU BÁSICO TE INSPIRA?

Essa pergunta pode parecer um pouco estranha.

Várias pessoas pensam no passo básico como um ponto de entrada, você aprende o básico de uma dança para ter uma ideia de onde deve colocar seu pé, mas a partir daí evoluímos para para movimentos mais avançados, que é onde a dança realmente ganha vida. Você provavelmente conhece pessoas que pensam assim ou as vezes você mesmo pensa assim.

 

Não deixe seu modo de pensar te levar para a estagnação!

Ao invés de aprender a dançar de um jeito que os agrade e construir algo legal com os seguidores, os líderes acabam focando apenas em aprender o próximo passo legal. Ao invés de aprender a trabalhar em equipe com o que o líder propõe, os seguidores aprendem uma dúzia de enfeites para jogar no meio de um movimento. E se o seu par não souber trabalhar com o passo mais recente ou com o enfeite do momento? Por exemplo, se o seu par for alguém que acabou de começar a dançar?

Se você pensa que a dança só ganha vida quando você faz movimentos legais, para um iniciante, então, ela é chata e entediante. Essa não é uma maneira de crescer como dançarino e muito menos de fazer a comunidade crescer.

 

Você aprendeu o seu básico sem dominar os princípios subjacentes?

De fato, isso é o que normalmente costuma acontecer e esse é o porque você vai ouvir muitos profissionais lamentando sobre bons dançarinos que ainda precisam refinar sua base. Para um profissional, um movimento básico é a manifestação de um série incrivelmente rica de princípios físicos e biomecânicos. Não é apena tempos e contratempos, muito mais do que balançar um bastão de baseball de um lado para o outro é controlar o movimento para rebater uma bola. Claro, você pode acertar balançando o bastão de um lado para o outro, mas não vai ser igualmente efetivo. Da mesma forma, o seu básico de dança não vai ser efetivo se você só pensar nele como um ponto de entrada que você tem que passar e nada mais.

 

Eu quero te encorajar a pensar sobre seu básico de uma forma diferente.

 

Muitas vezes pensamos no nosso básico como marcação: Tempo e contratempo. Uma vez que você aprende isso, e tenha uma aula ou duas para limpar onde seu pé tem que passar, você sabe o seu básico.

Ao invés de ver seu básico apenas como um ponto de entrada ou um obstáculo que você precisa para superar para fazer as coisas legais, comece a vê-lo como uma essência importante da dança. Nessa linha de pensamento, básicos não são apenas tempo e footwork. Eles têm uma profundidade que continua a se desdobrar ao saber mais sobre a dança.

Quando você aprende sobre conexão, seu básico está lá para mostrar como variar entre os diferentes tipos de conexão.

Quando você começa a criar formas, você vai ver formas no seu básico que nunca reparou antes, e você vai descobrir o porque que o contrapeso ajuda em um movimento ou por que abrir os ombros ajuda em outro movimento.

 

Realmente quer ser um grande dançarino?

Por fim, a dança funciona por causa da física: a física do movimento, como o alinhamento estrutural do corpo permite ou restringe o movimento,  a maneira como um objeto se equilibra, o momento em que a conexão move um corpo, etc. Quando feito de maneira certa, você vai aprender esses movimentos pela forma dos movimentos básicos. Você vai sentir o momento de conexão dos corpos em movimentos enquanto ancora em terceira posição, você vai criar uma condução de corpo pisando para trás no 1 porque o alinhamento estrutural do seu corpo estará correto e assim por diante. Mas – e esse é o ponto principal – você sente essas coisas por causa dos princípios subjacentes.

básico

Então tire um tempo pra aprender o básico…de novo!

Volte para o começo e descubra os principais elementos que fizeram seu básico funcionar. Faça algumas aulas focando nos princípios que te permitiram crescer. Não fique preso no “passo novo super legal”, ao invés disso foque nos princípios básicos da sua base que te inspiram na dança! Te garanto que o esforço vai valer a pena  

FONTE: https://www.westcoastswingonline.com/more-than-just-basics/

TRADUZIDO E ADAPTADO POR: Marcel Cortinovis.

Repetição ajuda o cérebro a se divertir ao tocar e dançar

Foram dez anos de treino formal no conservatório ao longo da minha infância e adolescência, e a cada ano eu passava nove meses tocando as mesmas duas ou três músicas ao piano.

Eu achava aquilo um saco. As professoras insistiam na repetição, e eu não entendia a razão, para mim era apenas mesmice.

Claro, quando chegava a audição no final do ano, a música saía muito melhor do que no começo. Mas devia haver um jeito melhor de ensinar e aprender.

Vinte e tantos anos de neurociência e um professor novo de violão depois, eu ouvi a frase que faltava.

Não bastava a repetição, mas ela é necessária e desejável, desde que seu propósito fique claro para o aluno como um meio de atingir um fim: transcender a repetição.

Nas palavras de Guilherme Lessa, “primeiro a gente tira as notas da música, para depois poder tirar música das notas”.

Repetição-banner

A neurociência explica.

 

O aprendizado de procedimentos, sequências motoras que são, consiste no fortalecimento de conexões entre os neurônios que representam as diferentes ações, formando redes em que a ativação de um neurônio, um nó da rede, basta para trazer consigo a ativação dos seguintes, na ordem certa, no momento certo.

Enquanto essas redes não existem, é preciso que o córtex cerebral exerça um controle atento, selecionando e ativando os neurônios específicos a cada momento. Dá trabalho e não flui.

A repetição bem-sucedida, contudo, é o que permite que a rede vá se formando, envolvendo não só neurônios do córtex cerebral como nos núcleos da base também, encadeando os movimentos que tocam as notas da música.

Chegando a este ponto, as sequências ficam automatizadas, e o córtex pode, finalmente, dedicar sua atenção a outra coisa: brincar com as notas tirando delas a música que se almejava.

Uma vez que o cérebro já sabe fazer os dedos acharem as notas, é possível se dedicar à interpretação. Praticar transcende a repetição e passa a ser experimentação.

E divertimento, também. Descobri em Nashville as aulas de zumba no ginásio da universidade. Mas só gostamos de uma das professoras, e agora entendi por quê.

Quando eu já ia começar a reclamar que as coreografias são sempre iguais, me descobri dançando mentalmente nas filas do aeroporto.

Rachel faz mais do que ensinar os movimentos, ela dança a aula toda e, agora que já fiz aulas suficientes para aprender os movimentos, posso dançar também.

 

Texto de: Suzana Herculano-Houzel
Transcrito por: Lucas Esteves

 

A musicalidade não existe

Isso é algo que me incomoda há um bom tempo, e agora eu finalmente coloquei os pensamentos em ordem para conseguir escrever sobre isso. Esse artigo é sobre musicalidade.

Musicalidade BannerA musicalidade não existe. Ela só existe na mente de alguns. A faísca que me fez começar a questionar o conceito de musicalidade foi perceber que toda vez que eu discutia sobre musicalidade com outro dançarino a gente terminava tendo que definir alguns termos. Além disso, todo mundo que eu converso tem uma definição completamente diferente do que significa musicalidade. São indícios suficientes para me deixar com uma pulga atrás da orelha. Se não conseguimos concordar no que é musicalidade, como alguém pode afirmar que isso existe?

Quando eu converso com outros dançarinos sobre musicalidade, apesar da falta de definição, alguns tópicos recorrem. Ideias que são comumente referenciadas à musicalidade são:

  • Conectar-se à música
  • Ter um relacionamento com a música
  • Mover-se no ritmo da música
  • Sentir a música
  • Acentuar ou pegar as pausas
  • Dançar a música com sentimento
  • Refletir a vibe da música
  • Contar uma história através da música
  • Dançar seguindo um instrumento específico, ou a voz

É justo afirmar que a maioria dessas ideias é verdadeira, se não todas, além do que elas não são mutualmente exclusivas. Entretanto, comecei a pensar: “esses conceitos não representam exatamente o que é dançar?”, ou seja, se você não faz essas coisas, você realmente está dançando? Quer dizer, isso é a dança!

Aí que me ocorreu que a ideia de musicalidade só existe porque, para algumas pessoas, dançar se tornou executar alguns passos ou movimentos com técnica. Na forma que a dança é ensinada hoje em dia, é como se a musicalidade (ou música) fosse separada da parte física da dança, processada e depois adicionada novamente, após a parte física. É como um pão com fibras adicionais. Soa saudável, mas não é. Você não pode remover nutrientes da comida, processá-los e adicionar novamente esperando que a qualidade da comida se mantenha a mesma. Da mesma forma, é impossível remover a musicalidade (ou música) da dança, processá-la, adicionar novamente depois e esperar que a qualidade da dança não seja afetada.

Na minha opinião, isso só acontece porque a forma como a dança é ensinada foi corrompida fazendo com que as pessoas da indústria da dança perpetuasse conceitos como a musicalidade. Dançar na música não é opcional. Não é um módulo ou uma classe que você se inscreve como parte de uma qualificação, depois que você termina Dança 1, Dança 2 e Dança 3. Faz parte da dança. É a dança. Se você dança sem perceber a música, você não está dançando. Musicalidade é dançar, e dançar é musicalidade. Não há separação entre dança e música. Qualquer conceito diferente disso é pura ilusão.

A segunda provocação que quero fazer aqui é que musicalidade não pode ser ensinada. Mesmo que você acredite que a musicalidade realmente exista. Eu não acredito que possa ser ensinada. Entretanto, eu acredito que a musicalidade (ou música) pode ser aprendida. “Como algo que não pode ser ensinado, pode ser aprendido?”. Eu acredito que a expressão dessas ideias, sentimentos e emoções que a música traz podem ser aprendidas (ou talvez descobertas fosse uma palavra mais apropriada), mas eu não acredito que qualquer professor possa ensinar musicalidade para uma pessoa. Expressão musical é uma experiência pessoal extremamente subjetiva. O máximo que um professor pode fazer é expor seus alunos a várias possibilidades e prover um canal através do qual eles acessem essas ideias, sentimentos e emoções. Entretanto, a verdadeira expressão, e o caminho do aprendizado, só pode ser percorrido pela própria pessoa. Um excelente professor abre a porta, mas a pessoa precisa atravessá-la por si só.

Mas o que os professores podem fazer sobre isso? Apesar de eu achar que não é possível ensinar musicalidade, eu definitivamente acredito que é possível ensinar sobre música. Afinal de contas, a palavra mais importante em musicalidade, é música. Já escutei alguns professores dizerem que é impossível ensinar sobre música a iniciantes, pois eles não iriam entender. Frequentemente eu observo que as aulas de musicalidade são focadas em dançarinos mais avançados. Algumas pessoas acreditam que iniciantes não conseguem entender ou apreciar a música, ou que eles ficarão entediados. Eu acho que isso é menosprezar a capacidade das pessoas. Eu acredito que, mesmo sem nenhuma formação musical, se a pessoa consegue contar até 4, bater palmas e murmurar um som básico, ela é capaz de aprender a apreciar a música em um nível bem sofisticado. E poucas pessoas que eu conheço não têm essas habilidades. Se um aluno demonstra inabilidade para aprender sobre música, eu acredito que isso reflete mais o conhecimento e habilidade do professor do que do aluno.

Mas o que os professores de dança podem fazer para o aprendizado da música fazer parte de suas aulas? Seguem algumas ideias:

  • Quando você tocar uma música na aula, mencione o nome da música e do artista e faça algum comentário do que você acha que chama a atenção nessa música. Demora cerca de 10 segundos, não tem desculpa para não fazê-lo. Isso fará com que os alunos se familiarizem com artistas e músicas e se animem para pesquisar e identificar as músicas que eles mais gostam.
  • Durante o aquecimento, ou quando você estiver demonstrando alguma técnica para os alunos, não passe reto nas quebras. Tente honrar a música de alguma forma, mesmo que isso significa desviar levemente da ideia original do passo que está ensinando. Os alunos terão a oportunidade de ver, logo de cara, como é um dançarino avançado brincando com a música, ao invés de apenas passos. Eu acredito que essa abordagem de “aprendendo por osmose” nunca é demais.
  • Se você está ensinando um passo, no final da aula, demonstre esse passo primeiro na contagem e depois na música com paixão para que os alunos possam ver a diferença entre se mover na contagem e realmente dançar na música. Você pode adicionar também algumas variações e improvisos no final para inspirar e expor os alunos a mais possibilidades. Eu adoro quando professores fazem isso e gostaria que mais deles o fizessem.
  • A cada semana, incentive um aluno a trazer um música que ele gosta e toque-a ao final da aula. Peça para esse aluno fazer uma descrição breve de porquê ele gosta daquela música e o que ela significa pra ele.
  • Informe seus alunos quando algum artista interessante estiver fazendo show na cidade. Você pode até organizar um grupo para ir assistir.
  • Se você faz resumo no final da aula, pergunte aos alunos o que você disse a eles no começo da aula. Ou seja, qual o nome da música e do artista que você citou? Novamente só tomará alguns segundos, mas após algumas semanas isso estará presente na mente deles, criando um costume de apreciar a música.

Tente fazer a interpretação musical e apreciação pela música parte de cada aula, do iniciante até os treinos mais avançados. Não precisa ser uma palestra de uma hora. Alguns exercícios que duram poucos segundos, mas, no geral, farão uma grande diferença em como os alunos se relacionam com a música.

E o que você pode fazer, como aluno, para aprender mais sobre música? Existem diversas coisas que você pode fazer. Seguem algumas ideias:

  • Pegue algumas músicas que você gosta muito e analise-as profundamente
  • Pesquise sobre diferentes artistas e aprenda um pouco sobre sua cultura, de onde eles vieram e por qual processo passaram para criar as músicas que você gosta
  • Preste atenção nas letras, traduza-as se necessário, para entender mais profundamente do que se trata cada música
  • Escute ativamente a mesma música diversas vezes e tente isolar os instrumentos e a voz
  • Amplie seu gosto musical ouvindo algo diferente do que você está acostumado, como pop, sertanejo, rock, funk, samba, bachata, forró e etc
  • Vá a shows. Você pode aprender muita coisa sobre música só de ver alguém se apresentando ao vivo
  • Converse com músicos locais. Muitos deles ficarão extremamente felizes de conversar com você, por horas, sobre a música deles, normalmente ninguém pergunta isso pra eles.
  • Participe de um coral
  • Aprenda a tocar um instrumento. Eu descobri que violão é relativamente fácil para iniciantes e você pode comprar um usado em bom estado por menos de R$100. Existe uma infinidade de aulas gratuitas online. Você pode aprender a tocar suas músicas favoritas usando apenas alguns acordes. Nada vai te ensinar mais sobre música do que aprender a tocar algum instrumento.

Todas essas sugestões podem te ajudar a apreciar melhor a música. Perceba que nenhuma dessas ideias envolve fazer aula de dança ou de musicalidade e são extremamente baratas.

Em resumo, eu sugiro que você esqueça a musicalidade. Assuma que musicalidade não exista. Só existe a música. Tente focar em fazer a música ser parte da sua dança toda vez que você for dançar e veja a diferença que isso faz.

Fonte: http://latindancecommunity.com/the-musicality-myth/
Tradução: Lucas Esteves

 

Top 5 exercícios de 30 segundos para melhorar sua dança

Alguma vez você já pensou que estava ocupado demais para treinar? Embora a maioria dos exercícios requeira tempo e espaço, é possível melhorar consideravelmente sua dança com exercícios rápidos de 30 segundos de duração. Aqui vai uma lista dos 5 melhores exercícios desse tipo que você pode fazer em qualquer lugar, por mais apertado que seja, e que vão te ajudar a se tornar um dançarino muito melhor!

Exercício dança

1. Fique de pé na postura certa

E sente-se na mesma postura também. Boa postura é a chave para a conexão, o equilíbrio e demonstrar confiança. Na verdade, trabalhar sua postura fará com que você expire confiança mesmo fora da dança, além de te ajudar a evitar futuras dores na lombar.

Para uma correção rápida faça um movimento circular com seus ombros, rolando eles para cima, para trás e, por fim, para baixo. Desenrole sua cabeça e seu tronco do seu centro para fora, como se você fosse um boneco de cordas. Você provavelmente já se sentirá melhor (e mais alto!).

2. Equilíbrio em uma perna

Esse é o tipo de exercício que você pode fazer em qualquer lugar. Não importa se você está na fila do supermercado, no telefone, no elevador, você pode levantar um pé a 5cm do chão que ninguém perceberá. Equilibrar-se em um pé é a forma mais fácil de melhorar seu equilíbrio como um todo. Isso não só melhora sua consciência corporal, mas fortalece seus músculos estabilizadores e treino seu corpo para fazer micro-correções ao tentar te manter equilibrado. O resultado: estabilidade, giros mais equilibrados e maior percepção do espaço ao seu redor!

3. Dance com a parede

…Ou sua pia, o batente da porta, ou qualquer superfície estável. Você precisa ser capaz de se mover sem afetar sua conexão, então coloque suas mãos contra a parede e veja quanto você consegue se mover sem mexer suas mãos.

Esse exercício é excelente para te ajudar nas variações de footwork durante sua âncora, movimentos corporais e espaçamento. Teste sua criatividade!

4. Desenrole seu pé

O “visual” do WCS vem do desenrolar dos pés. Ser capaz de controlar as articulações dos seu pés faz com que a sua dança fique mais suave, possibilita dançar músicas extremamente rápidas ou extremamente lentas e garante maior controle dos movimentos.

Você pode praticar o desenrolar dos pés em qualquer lugar que te possibilite ficar de pé! Foque em controlar as articulações do pé de forma que você consiga controlar seu corpo em qualquer momento da dança.

5. Encontre o 1

Boa musicalidade vem de instintivamente reconhecer quando algo de diferente vai acontecer na música. Sempre que você estiver escutando música procure encontrar o “um” da música e desenvolva esse instinto. Esse exercício funciona melhor se você pegar uma música no meio, como quando você liga o rádio, por exemplo.

Da próxima vez que você ouvir uma música, levante seu dedo indicador no momento do 1. Você pode fazer isso enquanto dirige, numa reunião, ou mesmo enquanto conversa com as pessoas (contanto que você preste atenção na conversa também!). Você se surpreenderá com quão rápido você vai começar a perceber essas variações na música instintivamente.

Bônus: A lição extra

A verdadeira lição por trás desses exercícios é que os seus treinos não precisam ser longos e estressantes. A chave disso tudo é a repetição. Se você escolher um desses exercícios e se comprometer a fazê-lo por 30 segundos sempre que você tiver uma brecha durante a semana, você terá evoluído muito ao final da semana. Qualquer um consegue 30 segundos para corrigir sua postura. E qualquer um consegue fazer isso diversas vezes ao dia se você se policiar.

A questão é: você está disposto a tentar?

 

Fonte: http://www.westcoastswingonline.com/top-5-drills-to-improve-your-dancing-in-30-seconds/
Traduzido por: Lucas Esteves