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5 TED TALKS PARA TE INSPIRAR COMO DANÇARINO

Está procurando algo para inspirar você como dançarino(a)?

Não procure mais! A TED oferece uma série de conversas interessantes e poderosas.

Esta lista de 5 TED Talks cobre alguns dos tópicos da criatividade e da confiança para a música e a resiliência.

Estes palestrantes irão encorajá-lo, fazer você rir e definitivamente inspirar você como dançarino(a).

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1. Uma história visual de dança social em 25 movimentos, Camille A. Brown

Descrição:

Por que dançamos? As danças sociais afro-americanas começaram como uma forma de os africanos escravizados manterem suas tradições culturais vivas e manter uma sensação de liberdade interior. A dança ainda é uma forma  de afirmação de identidade e independência. Nesta demonstração eletrizante, repleta de performances ao vivo, coreógrafa, educadora e a companheira da TED, Camille A. Brown, exploraremos o que acontece quando as comunidades se soltam e se expressam dançando juntas.

Como isso se relaciona a você:

As danças que você pratica, independente de onde vieram tem uma história por trás.É sempre importante você entender sua história.

No vídeo, Camille explica o significado dessas danças sociais no passado, e relaciona-as com o papel que desempenham agora.

Assista e escute – ele irá inspirar você como dançarino a cavar mais fundo em todos os seus movimentos.

Citação favorita:

 

O presente sempre contém o passado. E o passado forma quem somos, e quem seremos.

2. Processo criativo de uma coreógrafa em tempo real, Wayne McGregor

Descrição:

Todos usamos nosso corpo no dia a dia, e ainda assim poucos de nós pensam sobre a nossa fisicalidade do jeito que Wayne McGregor faz. Ele demonstra como um coreógrafo comunica idéias para um público, trabalhando com dois dançarinos para criar frases de dança, ao vivo e sem script, no palco TEDGlobal.

Como isso se relaciona a você:

Todos queremos ser bons em improviso e coreografia.

Mas choreographing, ou o que Wayne McGregor chama de “Pensamento físico”, pode ser assustador e vulnerável, então geralmente o fazemos em privacidade.

No entanto, esses dois dançarinos são desafiados a fazê-lo frente a uma audiência ao vivo.

A maneira como eles tomam suas idéias e se expressam com tanta honestidade – no local – irá inspirar você como dançarina a ser mais ousada com seu movimento.

Citação favorita:

 

(Ao praticar choreographing), Você pode descobrir coisas sobre sua própria assinatura corporal… para se mover mal lindamente.

3. Na era da internet, a dança evolui …, The LXD

Descrição:

A LXD (Legion of Extraordinary Dancers) eletrifica a fase TED2010 com uma cultura emergente de dança de rua global, acelerada pela internet. Em uma prévia da próxima série da Web de Jon Chu, essa surpreendente troupe mostra suas superpoderes.

Como isso se relaciona a você:

Em primeiro lugar, LXD nunca deixará de ser f… . Todos eles são impressionantes com talento incrível, inegavelmente.

Mas esta conversa é mais esclarecida pelo seu comentário social sobre a cultura da dança que é tão relevante – um fato mais interessante pelo fato de que isso foi publicado há 7 anos.

Citação favorita:

It is insane what dance is right now. Dance has never had a better friend than technology. Dancers have created a whole global laboratory online.

 

É uma loucura o que a dança é agora. A dança nunca teve um amigo melhor do que a tecnologia. Dançarinos criaram um laboratório global online.

4. Sucesso, falha e a tentativa de continuar criando, Elizabeth Gilbert

Descrição:

 

Elizabeth Gilbert já foi uma garçonete que não consegui ter livros publicados, devastada por cartas de rejeição. E, no entanto, na sequência do sucesso de ‘comer, rezar e amar’, ela se encontrou identificando fortemente com o seu eu anterior. Com uma ótima visão, Gilbert reflete sobre o motivo pelo qual o sucesso pode ser tão desorientador quanto o fracasso e oferece uma maneira simples – embora difícil -, independentemente dos resultados.

Como isso se relaciona a você:

Todos os criativos enfrentam a luta para serem criativos, permanecer criativos e renovar sua energia criativa.

Se você sente que suas habilidades e produtos não estão no seu próprio controle: coreografar, dançar, improvisar, qualquer coisa …

Então ouça esta conversa para ver como essa escritora se manteve inspirada através de uma fase difícil.

Ela irá inspirar você como um dançarino para continuar criando, mesmo que você sinta que não possui isso em você.

Citação favorita:

Eu acharia minha resolução sempre da mesma maneira, dizendo: não vou sair. Eu estou indo para casa. Você tem que entender que ir para casa não significava voltar para a fazenda da minha família.

Para mim, ir para casa significava retornar ao trabalho de escrever porque escrever era minha casa.

Porque adoro escrever mais do que odeio falhar ao escrever, o que é como dizer que adorei escrever mais do que amei meu próprio ego, o que é, em última instância, dizer que adorei escrever mais do que eu me amava. Foi assim que eu superei …

 

Sua casa é o que você quer que seja neste mundo,algo que você ama mais do que você … Sua casa é essa coisa a que você pode dedicar suas energias com uma devoção tão singular que os resultados finais tornam-se inconsequentes.

5. Como criar sua confiança criativa, David Kelley

Descrição:

Nosso local de trabalho dividido em “criativos” versus pessoas práticas? Ainda assim, David Kelley sugere, a criatividade não é o domínio de apenas alguns escolhidos. Contando histórias de sua lendária carreira de design e sua própria vida, ele oferece maneiras de ganhar a confiança para criar …

Como isso se relaciona a você:

Você, por alguma razão , se intitulou como não criativo?

Vários dançarinos  que começaram a dançar aprendendo a apenas reproduzir passos de outras pessoas têm dificuldade em se pensar como dançarinos criativos.

Mas a verdade é que ninguém nasce SEM criatividade.

Se você se sentir assustado por um processo … dizendo “Eu não sei improvisar”, ou “Não sei criar”, então você está rejeitando a possibilidade antes de tentar.

Assista a conversa de David para ver como é possível que alguém adote uma nova atitude ou habilidades criativas.

Citação favorita:

 

Precisamos que as pessoas percebam que são naturalmente criativas … e que deixem suas idéias voarem.

FONTE:https://blog.steezy.co/ted-talks-that-will-inspire-you-as-a-dancer/

TRADUZIDO E ADAPTADO POR: Marcel Souza.

SE VOCÊ PUDESSE FALAR COM VOCÊ QUANDO FEZ SUA PRIMEIRA AULA DE DANÇA…

É bem tarde depois de uma aula/ensaio de dança puxado.

Você vai para casa, fisicamente exausto dos eventos daquele dia…

Contudo, cheio do sentimento de inspiração e realização que você sabe que apenas a dança pode dar.

Você começa a se lembrar.

Você pensa na primeira vez que você começou a dançar:

Sentindo a sensação estranha do “abraço” da dança pela primeira vez

Sentindo dores em músculos que você nem sabia que existiam

Até gastando diversas horas vendo vídeos de dança e tentando aprender movimentos dos seus dançarinos favoritos.

Você sorri, e percebe o quão longe você chegou

Você pode não ter percebido isso naquela época, mas a dança estava prestes a te mostrar um novo mundo – um mundo que iria te presentear com memórias duradouras de pessoas, lugares, sentimentos e experiências.

E você gostaria de falar com essa versão sua e dar a esse dançarino tímido e despretensioso, tanto orientação quanto esperança para o futuro.

Você chega em casa, se senta, e começa a escrever.

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Dançar não faz sentido: Como dançar West Coast Swing me ajudou a superar a depressão

Sempre que eu faço testes de personalidade obtenho o mesmo resultado dizendo que meu ponto forte é o raciocínio lógico e que me encaixo melhor como matemático ou engenheiro.

Apesar de eu ter mais afinidade com artes do que com matemática ou ciências, não posso negar que frequentemente me baseio mais na lógica no que na sensação para processar as coisas que acontecem ao meu redor.

 

Isso significa que é extremamente fácil pra mim me ater aos meus próprios pensamentos, um problema que eu luto contra todos os dias por ser um poeta.

Por isso, eu aprendi a usar a dança para sair um pouco da minha bolha, especialmente para cuidar da minha saúde mental.

Eu treinei bastante da faculdade até hoje para conseguir fazer essas duas partes de mim conversarem, aprender a equilibrar a necessidade de as coisas fazerem sentido com aceitar a incerteza das coisas, os sentimentos e a intuição.

Mas sem dúvida foi um processo longo.

No segundo semestre fui convidado a conhecer o grupo de West Coast Swing da universidade e pensei: “por que não? Vamos dar uma chance”.

Como diversas outras organizações estudantis, uma das características mais legais do grupo era a diversidade de pessoas e seus cursos e personalidades – um pedaço amostral de como o west coast swing inclui tanta gente que normalmente ninguém espera que seja dançarino, pessoas como eu que encontram nessa dança um escape de criatividade e apoio pro nosso dia a dia, possibilitando coisas que muitas vezes não conseguimos encontrar em outras partes da nossas vidas.

Mas, mesmo durante o aprendizado da dança, eu me identifiquei muito porque eu conseguia ver sentido na técnica. Tenho me envolvido em artes marciais há quase doze anos e sempre tive uma boa ideia de como o corpo se move, mas se tornou muito mais claro após o entendimento dessas técnicas como eu poderia ir muito mais longe.

Eventualmente meu raciocínio lógico começou a sufocar minha dança, assim como sufocava minha escrita.

Eu não conseguiria aprender a ser espontâneo apenas tentando fazer sentido. Conforme eu trabalhava para me sentir mais confortável com o improviso e a natureza de incerteza dessa dança – onde a técnica é um veículo de comunicação e criação em tempo real – eu fui atingido por outra coisa que não fazia sentido pra mim: a depressão.

Analisando friamente, ser depressivo faz bastante sentido: às vezes o mundo é tão pesado, estressante, triste, e se pressionado por isso todos os dias acaba removendo a nossa parte positiva.

Mas ter depressão é mais do que só se sentir mal em resposta a algo negativo: mesmo em dias que você deveria se sentir muito bem, mesmo quando eu tinha tudo que eu achava que me faria feliz, eu me sentia vazio e entorpecido.

Eu não conseguia usar meu raciocínio lógico pra me ajudar a sair daquela sensação horrível de falta de esperança, mesmo na presença de grandes amigos e fazendo coisas que eu amava, eu não conseguia aproveitar.

Frequentemente isso faz com que pessoas com depressão se afastem do mundo externo, dos amigos, dos hobbies e das atividades sociais.

Mesmo coisas que eu sabia que me trariam felicidade, simplesmente não traziam mais.

Por causa disso, meu terapeuta se surpreendeu e ficou animado quando ouviu que eu ainda continuava dançando, mesmo minha depressão tendo aleijado diversas outras áreas da minha vida.

Eu, lógico, depressivo debilitado, extremamente ocupado quase-graduado sofrendo de ansiedade social grave, estava viajando o país para dançar em salões com centenas de pessoas, todos os finais de semana.

Aquilo simplesmente não fazia sentido.

Acho que isso é parte do porquê eu consegui continuar dançando durante a maior parte da minha depressão.

Mesmo quando poesia, minha arte principal, se tornou vazia, a dança não.

Existem tantas coisas lindas e complexas nos poemas, um espaço imaginativo expansível usando a linguagem para explorar as nuances, as dores, a voz e tantas outras coisas, mas naquele momento da minha vida, eu não conseguia encontrar essa habilidade da poesia de “curar”.

Talvez parte da diferença pra mim na época era que: toda palavra tem um significado, mesmo quando aquele significado pertence ao contexto e é fluído, mudando com o tempo e a cultura, e quem e como usou aquela palavra.

Eu tentava trabalhar com palavras procurando algum sentido, ao invés de sentí-las. (O que, eu admito, gerou diversos poemas medíocres).

Eu escrevia e lia meus poemas mas ainda estava preso dentro dos meus pensamentos, entretanto, quando eu dancei west coast swing eu fui forçado a ser espontâneo e no instante, não só na imaginação mas no corpo.

Eu não conseguia dançar e ficar preso na minha mente ao mesmo tempo, simplesmente não era possível, pelo menos não por muito tempo, era impossível dançar e não sentir mais do que eu pensava.

Eu precisava sentir dois dançarinos ouvindo e interpretando a mesma música completamente diferente um do outro, sentir as três da manhã, num salão lotado de gente quando você pensa que deveria ir dormir mas por um instante o mundo real não existe e tudo é só sobre dançar e a música e suor, sentir como o casamento entre técnica e conhecimento do movimento é traduzido em movimento improvisado, expressões corporais que nem sempre tem um nome.

Eu gastei muita energia mental pensando em o que dita exatamente cada momento que uma pessoa faz, mas, obviamente, não existe uma explicação única para isso. E isso era exatamente o que eu precisava, essa “cura” de felicidade que eu podia sentir mas não conseguia explicar.

Quando minha vida estava melhor, mas eu não me sentia melhor em resposta, eu precisava de algo que realmente não fizesse sentido pra mim pra combater um estado mental que também não fazia sentido, pelo menos não no meu modo lógico de pensar, o que é um dos motivos porque doenças mentais são doenças e não apenas comportamentos ruins facilmente explicáveis.

Eu precisava sair da minha mente de alguma forma, e eu fiz isso através dos movimentos do meu corpo.

Eu nunca imaginei que conheceria o west coast swing, que isso se tornaria uma importante parte de mim, algo que eu aproveitaria durante anos da minha vida, que eu competiria e que seria contratado em eventos para dar aulas.

E eu imagino que muitas pessoas dessa comunidade, especialmente aqueles de nós que são introvertidos e lógicos que ficam presos em suas mentes, se sintam da mesma forma.

As outras pessoas (e talvez até nós mesmos do passado) não esperavam que um dia fizéssemos parte de algo assim, e ainda assim, aqui estamos, contribuindo e ajudando a melhorar.

Algumas vezes, sentar num salão durante uma dança no meio da madrugada e observar tantos corpos se movendo na mesma música mas cada um diferente do outro, com suas próprias particularidades, vendo a beleza da parceria e observando a incrível variedade de interpretações, vendo tantas pessoas se divertindo algo juntas, se sentindo extremamente cansado, com os pés doendo e o sono definitivamente não ajustado, mas se sentindo simplesmente aliviado e abençoado, as vezes esses momentos parecem tão intensos e grandiosos que nada faz sentido a não ser sentir a efemeridade do momento.

west coast swing historia

Foram experiências como essas que me ajudaram quando eu mais precisei.

Fonte: http://www.wanderingwestie.com/2016/09/18/dancing-doesnt-make-sense-dancing-west-coast-swing-depression/

Traduzido e adaptado por: Lucas Esteves