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Criando sua própria versão de West Coast Swing

West Coast Swing é uma das danças mais abertas que existe. Se você assistir uma competição de dançarinos de salão profissionais, você verá uma dúzia de casais que se esforçam para um ideal compartilhado de como a dança deveria se parecer. No west coast, ocorre o oposto: Cada profissional tem seu próprio estilo, e a magia da dança é como os profissionais combinam seus estilos numa parceria para criar algo único mas ainda reconhecido como swing.

West Coast Swing te da muita liberdade

 

A partir do momento que você começa assistir WCS você vai ver que existem diferentes versões. Dançarinos ao redor do mundo levaram essas dança para um lugar novo e empolgante. A liberdade de interpretar as danças não está restrita ao nível profissional.  Todos os que dançam o West Coast Swing acabam – conscientemente ou não – fazendo uma declaração sobre como eles visualizam o WCS. Entender  essas afirmações é a chave para desenvolver seu próprio estilo. Este artigo e as dicas a seguir visam ajudá-lo a fazer exatamente isso.

Como deixar a dança sendo sua!

 

A ideia é fazer um exercício mental e pensar sobre quais são os principais elementos do WCS, para você.

Pegue um pedaço de papel e se pergunte,  “ Se eu fosse ensinar WCS do zero, o que seria o mais importante? Quais os fundamentos que eu iria priorizar?”

O começo da sua lista provavelmente seria padrão: Triple steps, âncora, e movimentos básicos. Se force a continuar. Tem passos que são mais importantes? Variações de âncoras? Conexão? Musicalidade? Sincopado? Estilizar a dança?

E continue descrevendo sua lista: Se escolheu musicalidade, quais elementos da musicalidade? Onde as pessoas deveriam começar a aprender musicalidade? Quando a musicalidade deve se sobrepor ao ritmo básico – ou nunca deve fazer isso?

 

Depois que você tiver listado

 

Assim que você tiver sua resposta, volte para sua própria dança. Você pode ver vídeos da sua dança, ou simplesmente prestar atenção em você mesmo quando sai pra dançar. Que elementos da sua dança são consistentes  com a interpretação do WCS que você fez? Tem elementos da sua dança que não batem com a interpretação que você criou?

Quando você encontrar elementos que não batem, se pergunte se você deveria reconsiderar sua interpretação ou talvez essa seja uma área que você tem que desenvolver para chegar mais perto da sua interpretação.

Continue sua evolução

 

A ideia deste exercício é esclarecer o que você acha que é importante no WCS, e trazer sua dança para uma harmonia com o seu ponto de vista. Para continuar sua evolução, volte para essa atividade regularmente ( 2 a 4 vezes no ano) e se pergunte como sua interpretação evoluiu.

Com sorte você vai continuar a melhorar sua dança, e enquanto isso seu entendimento do que é importante vai se desenvolver também. Você vai ser bom no seu jeito de criar um West Coast Swing que é todo seu!  

FONTE: https://www.westcoastswingonline.com/making-this-dance-your-own-2/
TRADUZIDO E ADAPTADO POR: Marcel Cortinovis.

SE VOCÊ PUDESSE FALAR COM VOCÊ QUANDO FEZ SUA PRIMEIRA AULA DE DANÇA…

É bem tarde depois de uma aula/ensaio de dança puxado.

Você vai para casa, fisicamente exausto dos eventos daquele dia…

Contudo, cheio do sentimento de inspiração e realização que você sabe que apenas a dança pode dar.

Você começa a se lembrar.

Você pensa na primeira vez que você começou a dançar:

Sentindo a sensação estranha do “abraço” da dança pela primeira vez

Sentindo dores em músculos que você nem sabia que existiam

Até gastando diversas horas vendo vídeos de dança e tentando aprender movimentos dos seus dançarinos favoritos.

Você sorri, e percebe o quão longe você chegou

Você pode não ter percebido isso naquela época, mas a dança estava prestes a te mostrar um novo mundo – um mundo que iria te presentear com memórias duradouras de pessoas, lugares, sentimentos e experiências.

E você gostaria de falar com essa versão sua e dar a esse dançarino tímido e despretensioso, tanto orientação quanto esperança para o futuro.

Você chega em casa, se senta, e começa a escrever.

Ei, Dançarino mais novo …

Continue dançando.

Pode parecer óbvio, mas o único jeito de melhorar no que está fazendo é se esforçando – muito.

Dizem que para você dominar algo é preciso 10.000 horas de prática

Então continue dançando.

Invista na dança – Workshops, aulas em grupos, sair pra dançar, congressos de dança Nacionais e Internacionais, treino com amigos. Existem inúmeros lugares para você se aprimorar.

Basta você sair e escolher um deles.

Pegue essas oportunidades, invista seu tempo treinando e se mantenha firme nos seus esforços!

Você vai começar a ver o resultado do seu trabalho eventualmente.

Pode levar um tempo, mas acredite no processo, vai valer a pena.

Mas lembre-se também que esse processo nunca vai acabar, porque…

Há sempre espaço para melhorar

Nunca se limite.

Para ser honesto, você nunca vai se tornar “bom o bastante”.

Isso acontece porque quando você amadurece sua dança, sua definição de “bom o bastante” amadurece também.

De ser capaz de executar o passo básico, até executar um combo complexo de movimentos, você sempre vai querer alcançar mais com a sua dança.

Continue a alcançar o seu constante padrão de  evolução de “bom”, e se esforce para achar maneiras de se tornar um dançarino melhor.

Se desafiar com estilos de danças e aulas que você não está acostumado (você vai ser ruim nessa aula, mas ela vai abrir um novo vocabulário de movimentações para você explorar), peça avaliações honestas de seu progresso para professores confiáveis e se mantenha com fome de aprendizado e crescimento.

Sair da sua zona de conforto pode ser difícil, mas…

Não tenha medo de parecer idiota

Estou te dizendo agora, parecer idiota vai ser inevitável de tempos em tempos, principalmente se é a primeira vez que você está aprendendo algo.

Mas tudo bem, porque um sábio uma vez me falou:

Não deixe o medo de parecer idiota, te impedir de dar o seu máximo, ou te impedir de aproveitar oportunidades que você sabe que vão ser boas para você.

Por mais difícil que pareça, vá atrás!

Entre de cabeça e dance.

Não fuja quando um professor chamar 5 almas corajosas para se mostrar na frente da turma

Você PODE parecer idiota aos olhos dos outros, mas você SEMPRE vai sair um dançarino melhor dessa situação, não importa o que aconteça.

Está no inferno, abraça 😛

Pegue TODA oportunidade que você tiver de dançar.

Você vai poder dançar, e vai crescer com isso! (Você sempre vai ganhar com essa situação.)

Além de pegar todas as oportunidades que você tem para treinar, lembre-se também de aproveitar todas oportunidades para…

Conhecer as pessoas que você encontrará durante sua jornada.

Lembre-se: Dança é, e sempre vai ser uma atividade social.

Durante sua jornada, você vai encontrar e lidar com diversas pessoas que vão ser essenciais na evolução da sua dança.

Professores, colegas, coreógrafos, parceiros, pessoas aleatórias de eventos, competidores “rivais”, amigos que te apoiam, etc…, todas essas pessoas irão te fazer um dançarino melhor do que você é hoje.

A dança continua a prosperar por causa da comunidade que dá vida a ela, e essa comunidade existe do esforço das pessoas que fazem parte dela.

Lembre-se de agradecer a elas, porque você não estaria lá se não fosse por elas.

Desfrute das pessoas que influenciaram na sua vida como dançarino positivamente, e mais importante, seja esse tipo de pessoa para os outros, especialmente para aqueles que estão começando sua jornada.

A comunidade precisa de todo o amor e positividade que você puder dar.

Leve isso adiante!

Mantenha a comunidade e o futuro do cenário de dança atual positivo.

De algumas palavras de incentivo a pessoas que estão iniciando e se sentem inseguras, ou elogie outro dançarino pelas suas conquistas – Você vai se surpreender com o quão longe essas simples interações podem ir.

Além de interagir com outras pessoas, lembre-se de…

Aproveite os pequenos momentos

Anos em sua jornada e não vão ser os grandes momentos que vão ser importante.

Não vai ser o frio na barriga enquanto está no palco ou a sensação de dançar nafrente de centenas de pessoas que você vai lembrar.

Normalmente, vão ser as coisas pequenas, momentos praticamente insignificantes que vão te levar até esses eventos que você vai lembrar com carinho.

Tem poucas coisas melhor do que desfrutar um jantar a noite com seus amigos depois de uma aula/ensaio, ou acordar quebrado (mas satisfeito) depois de uma noite de muita dança.

Você vai acabar errando em alguma apresentação importante na sua vida…

…mas depois de algumas semanas, você estará rindo do vídeo da sua dança.

Alguns dias você vai usar aquela roupa nova para arrasar na pista de dança…

…e algumas vezes sua roupa ou sapato favorito vai estragar no meio da dança.

O ponto é que essas são memórias que você vai carregar para toda sua vida, os momentos que você vai lembrar até quando tiver parado de dançar.

Essas experiências são unicas para você, e cada dançarino tem uma história pra contar nos mínimos detalhes que compõe sua vida como dançarino.

Então aprecie esses momentos – eles são a SUA história.

A vida é sempre sobre a sua jornada.

E Igualmente importante é….

Nunca perca a sensação de maravilha.

À medida que você amadurece como dançarino, você começará a dar prioridade a outras coisas na dança:

Certificar-se de que sua musicalidade está sempre em ponto,

Construindo as combinações mais técnicas para sua coreografia,

Sendo escolhido para um grupo de dança,

E sua colocação em competições.

Embora tudo isso seja realmente bom para se esforçar, eles não são o fim de tudo na dança.

Não se apegue muito a eles.

Nunca esqueça do verdadeiro motivo do porque você e todas essas outras pessoas começaram a dançar – Simplesmente porque dançar é divertido.

Você já testemunhou um bebê dançando em público? Ou como as pessoas idosas ficam balançadas ao ouvir uma música que os faz lembrar da juventude?

Essas pessoas são tão divertidas de assistir. Eles arrasam em suas danças sem qualquer esforço, porque eles gostam do que estão fazendo, e nós também sentimos essa sensação também.

SEMPRE lembre disso. O mais importante é se divertir.

Dança não precisa ser complicado o tempo todo.

Desacelere e aproveite para dançar o básico de maneira simples e a sensação que isso vai te gerar.Vai ser revigorante.

E quando estiver se sentindo perdido, frustrado ou estagnado, sempre olhe para trás e como você se sentiu quando se sentiu inspirado para dançar.

Volte as coisas que despertaram sua curiosidade e um senso de maravilha.

Um vídeo de alguém que você admira.

Uma música que te fez ter vontade de começar a dançar.

Eu te garanto, que você vai se voltar mais inspirado – então nunca perca esse senso de maravilha, e NUNCA NUNCA  esqueça de aproveitar…

…porque a dança é feita disso.

Aprecie o quão longe você chegou.

Escute

Por mais frustrante que possa parecer ser um iniciante, o esforço o moldará em um dançarino melhor, uma pessoa melhor.

Você superará os obstáculos, se esforçará de maneiras que nunca fez antes, e realizará coisas que você só sonhou.

Você se tornará um dançarino completo, e às vezes seus dias como iniciantes serão como uma lembrança distante.

Mas nunca se esqueça daqueles dias.

Lembre-se de olhar para trás, e apreciar até onde você chegou – a jornada, a luta, as realizações e os aprendizados que você teve.

Leve todas essas lições ao longo da sua vida e lembre-se de compartilhar essas coisas com outras pessoas também.

E o mais importante, jovem dançarino

Permaneça esperançoso para o futuro.

Porque enquanto a dança estiver ao seu lado, sempre haverá algo te aguardando.

DE

– EU, O DANÇARINO QUE É AGRADECIDO PARA ESTA  SUA VIAGEM.

Você termina de escrever.

Você sorri e agradece sua outra versão sua por dar um salto nesse mundo que você chama de casa.

 

FONTE: https://blog.steezy.co/if-you-could-talk-to-your-younger-dancer-self/
TRADUZIDO E ADAPTADO POR: Marcel Cortinovis.

7 Coisas Para Lembrar Nas Fases De Incerteza Sobre Sua Dança.

Todos nós conhecemos essa situação:

Estamos fluindo suavemente na nossa vida de dança e nos sentimos confortáveis com o que estamos fazendo, e de repente acontece algo que nos joga completamente fora do nosso caminho. Pode ser uma nota, um novo professor, uma performance mais difícil, ou uma lesão – de um momento para o outro nós questionamos toda nossa existência como dançarino e como pessoa.  

É comum nos cairmos nesse estado de insegurança e incerteza através de eventos que nos fazem pensar sobre quem somos e o que queremos alcançar com nossa arte. Por exemplo, nós fazemos uma aula com um novo professor que tem uma abordagem completamente diferente das que estamos acostumado. Ele pode ver e corrigir coisas que nunca foram mencionados para nós antes, o que nos faz questionar nossa própria abordagem e estilo, nos observando por uma perspectiva diferente.

E é aí que colocamos diferentes expectativas sobre nossa própria dança, e se nós não cumprirmos essas expectativas nós ficamos frustrados  e desapontados com nós mesmos. Desenvolvemos um sentimento de que estamos andando em círculos, inseguros sobre o que fazemos e que somos.

Essas são as coisas que você deve lembrar se estiver nesse estado:

1. A vida é mudança.

Eu sei que é conveniente pensar que um dia saberemos quem somos, talvez depois de um certo número de apresentações ou coreografia  que fizermos. Mas é claro isso não é fácil. A única constante de vida é a mudança. Que nós podemos depender com certeza. Não vai existir um em que você vai poder dizer “ Ahh, esse sou eu agora!” momentos depois de “Ahh, eu descobri o que me caracteriza neste momento. Mas isso pode mudar amanhã, semana que vem, ou ano que vem.”

O momento que nos tornamos cientes sobre isso e abertos a mudanças, somos capazes de aceitar e nos livrarmos desse medo.

2.Todo mundo passa por isso

Você acha que é a única pessoa que passa por essa insegurança- talvez porque você não seja bom o bastante? Não. Converse com diferente pessoas sobre esse assunto, eu descobri que esses estados de incerteza acontece com todos, independente do estilo, idade e experiência. E se você pensar sobre isso – até (ou especialmente?) os melhores dançarinos, nunca dançam do mesmo jeito através da sua carreira. O mestre do Sapateado Savion Glover por exemplo começou com Sapateado Broadway, depois foi conhecido pelo seu estilo de sapateado mais “pesado” e hoje é uma referência do sapateado no jazz, estabelecendo diversos estilos através do tempo. Seu estilo evoluiu, e o de todo mundo. Nossa jornada seria entediante se isso fosse diferente.

3. Mude sua perspectiva

Parece que no momento em que entramos nesse estado de insegurança, nós queremos sair dele o mais rápido possível- percebendo esse estado como algo negativo. Mas e se esse momento for na verdade bom? Não existe momento em que aprendemos mais do que quando nos questionamos, quando algo te força a sair da zona de conforto. Nós não deveríamos tornar esse momento mais difícil lutando contra ele. Ao invés disso nós deveríamos aceitar tudo que vem junto e viver esse momento. Cedo ou tarde nós vamos perceber o quanto esse “problema” nos ajudou e como saímos dele mais sábios e fortes do que antes.

4. Não se compare aos outros

Todo mundo tem uma jornada diferente. Então não se compare aos outros na sua aula ou grupo de dança. Eles estão onde estão e você está onde está.  A vida de cada um segue um ritmo diferente, e nós experimentamos coisas diferentes em momentos diferentes. Não existe certo e errado. Não assuma que a pessoa da primeira fila que parece dançar exatamente igual a professora queria não teve dificuldade. Ela está apenas em um momento diferente, e você não sabe o que ela pensa ou sente – talvez ela seja insegura como você.  Seja inspirado pela luz que outras pessoas irradiam, abrace isso e em breve você estará brilhando radiante novamente, inspirando outros a fazer o mesmo.

  1. Não Julgue Nada

Falando sobre não comparar você também não deve julgar nada – você, seus sentimentos, outras pessoas. Aceite tudo e diga a si mesmo que está tudo certo sentir o que está sentindo. Não fique bravo com você mesmo porque o giro não saiu como desejava. Seu corpo e mente estão se ajustando a um novo estado, e é completamente normal e ok se algumas coisas precisarem de mais tempo. Você não sabe o que a vida tem planejada para você, então se entregue para o seu guia interior e esteja aberto a experiência. Mesmo que algo pareça estranho desconfortável ou frustrante.

“Quanto mais te incomodar, mais feito é pra você. Quando não te incomoda mais, não é mais necessário pois a lição foi aprendida.” (Bryant McGill)

6. Vá com o fluxo

Este estado não dura para sempre.É apenas um caminho transitório que leva sua dança para um nível mais elevado. Também, a vida nunca segue linear. Você talvez precisa dar três passos para trás para avançar quatro. Em qualquer caso, tudo é para um bem maior.  Se você tiver um revés, uma situação desconfortável ou embaraçosa – Pode parecer feio no momento, mas no final tudo é uma lição.  E lições nem sempre são fáceis. Algumas vezes temos que chegar no fundo do poço para perceber certas coisas. Se algo parece desagradável, mas podemos aprender com isso e depois deixá-lo ir, essa é uma lição profunda e de longo prazo.

7. Não leve nada muito a sério

E finalmente, nunca leve você ou situação muito a sério. ClaroAnd finally, do not take the situation or yourself too seriously. É claro que somos propensos a uma sensação de “cansaço do mundo” quando tudo parece estar flutuando incontrolavelmente no espaço. Mas se preocupar muda alguma coisa? No máximo vai tornar tudo pior. Então perceba que seu propósito como dançarino e ser humano é maior do que sua insegurança temporária.  Mesmo sabendo que a sensação não é essa, a vida ainda é um lindo presente. Se você for capaz de manter o máximo de energia positiva possível, tudo vai acabar se acertando cedo ou tarde.

FONTE: http://www.danceadvantage.net/phases-of-uncertainty-in-dance/

TRADUZIDO E ADAPTADO POR: Marcel Cortinovis.

Dançar? Prefiro ter minhas unhas arrancadas!

Eu NÃO estou a fim de dançar …

As pessoas se sentem sexys, apaixonadas, empoderadas e vivas quando dançam. Para algumas pessoas, a dança faz com que eles se sintam relaxados, contentes e inteiros, e para outras pessoas, o ato de dançar os aproxima de um estado de auto-realização, em completude espiritual e um estado de harmonia mente-corpo. Estes são os sortudos, aquelas pessoas tão sortudas para quem a dança melhora suas vidas.

Agora, vamos pensar nos outros. Aqueles outros para quem o ato de dançar, ou pensar em dançar, ou mesmo em assistir alguém dançando, faz com que eles se contorçam. Centenas de pessoas me disseram porque não dançam. E nem irão! Aqui estão os dois principais motivos pelos quais as pessoas não dançam.

Autoconsciência

 

Muitas pessoas, e especialmente os homens, me dizem que não dançam porque se sentem autoconscientes. Ser autoconsciente significa que são pessoas bem conscientes de si mesmas, e além disso, sentem que outras pessoas também estão cientes da presença deles e podem julgá-los negativamente. Isso se reflete em outras razões pelas quais as pessoas me deram para não dançarem.

Uma mulher de 30 anos escreveu: “Eu estou ciente de mim mesma e sinto que estou fazendo isso errado e que as pessoas vão reparar” e outras mulheres na faixa dos 50 escreveram “Eu não danço porque não sou muito boa nisso, e por isso tenho a sensação de que as pessoas estão me vendo e rindo de mim “.

Essa falta de confiança na “capacidade” de se mover livremente em público com a música claramente tem um efeito debilitante. Um homem em seus 30 anos de idade fez uma declaração surpreendente: “Eu acho que sou muito feio para dançar!” e vários outros homens expressaram sentimentos semelhantes (“Pareço um idiota”, “Me sinto estúpido” e “Pareço desengonçado … quando danço”) sobre o que ele acham de si mesmos quando dançam. Com tais percepções, não é surpreendente que algumas pessoas se afastem bastante da pista de dança e reajam negativamente à possibilidade da dançarem em público.

 

Relacionamentos

 

Uma das alegrias de ser pai é a oportunidade de dançar com seus filhos. No entanto, parece que dançar com os pais pode colocar algumas pessoas longe da dança pelo resto de suas vidas. Uma jovem adolescente me escreveu que seu motivo para não dançar é porque “eu tive que dançar com minha mãe uma vez e foi péssimo!”. Pobre mãe. Bem, pelo menos a mãe terá seu marido para dançar. Ou não… “Meu marido nunca dançou e estou muito velha agora para encontrar outro parceiro … embora já tenha perguntado!” Me escreveu uma mulher na faixa dos 60 anos.

Para alguns homens suas razões para dançarem parecem chegar ao seu coração (e para não dançarem também). Para eles, tudo gira em torno de encontrar uma companheira. “As únicas vezes que eu já dancei na vida eram para tentar pegar mulheres”, escreveu um homem no início dos seus 30 anos, e outro homem da mesma idade escreveu: “Não danço mais agora porque estou casado e com filho”.

 

Conclusão

 

Há algumas evidências científicas que sugerem que no começo nós dançamos a dois como parte de um cortejo de namoro e, além disso, a forma como dançamos em festas é influenciada pela nossa taxa hormonal e genética. De acordo com este ponto de vista, dançamos em parte para comunicar nossa “aptidão” genética para ser um parceiro ou parceira apta à reprodução, e sendo assim, pode haver razões reprodutivas, hormonais e genéticas pelas quais dançamos ou não dançamos.

Como sou um psicólogo que adora dançar, eu veja nas histórias das pessoas com seus baixos níveis de confiança e altos níveis de autoconhecimento o reflexo de pessoas muito emotivas. Quando as pessoas me dizem que querem dançar, mas não o fazem porque se sentem muito desajeitadas, estranhas, não qualificadas ou sem companhia, me convence da necessidade de reformular a dança a dois como uma atividade divertida e natural, onde não há intenções escondidas e sem risco de “fazer errado”. Quando você relaxa e dança de forma livre e natural, você expressa quem você é. O que pode ser “errado” sobre isso?

Fonte: https://www.psychologytoday.com/blog/dance-psychology/201003/dance-id-rather-have-my-fingernails-pulled-out

Tradução: Kiko Fernandes

Como eliminar de forma ética a sua concorrência sem destruir a sua comunidade de dança?

Então você quer mais alunos, certo?

Mas você também não quer destruir a comunidade de dança, certo?

Infelizmente, muitos professores de dança tendem a cometer alguns “erros” que acabam dividindo (e, ocasionalmente, mesmo destruindo) a comunidade de dança.

Por sorte, há uma maneira de obter mais alunos, que podem eliminar completamente sua concorrência (em 99% das situações de dança) …

E…

Não só irá evitar destruir ou dividir a comunidade, mas também irá fazê-la crescer e se fortalecer…

… E os outros professores vão te amar por isso!

Antes de entrar nesse método, vejamos como muitos professores de dança atualmente tentam obter novos alunos, de maneiras que podem arruinar o cenário de dança.

 

O Método que NÃO RECOMENDAMOS

Muitos professores procuram atrair novos alunos apelando para pessoas que saem para dançar em casas noturnas, eventos de dança ou mesmo outras escolas.

Agora, se você comanda a casa noturna/evento ou a escola no qual essas pessoas estão frequentando, então isso é ótimo!

Claro, você ainda pode ver minhas sugestões que estão logo abaixo, mas, ao mesmo tempo, essas pessoas são participantes que estão indo para o(s) seu(s) evento/escola(s), então faz sentido contar-lhes sobre outras oportunidades de aprendizado que podem experimentar.

Mas e se você não é dono desses eventos/escolas de dança onde todos esses potenciais alunos estão dançando?

Você deveria estar anunciando seus serviços de professor nestes eventos/escolas ou tentando persuadir os participantes para fazerem aulas com você?

Depende…

Se você tem permissão do dono do evento/escola, então com certeza, vai fundo.

Se não, então eu não recomendaria essa atitude.

Mas não importa se você tem permissão ou não, se isso é tudo o que você está fazendo para obter novos alunos, então você está somente dividindo a comunidade de dança ao invés de fazê-la crescer…

… E você NÃO está eliminando sua concorrência.

 

Por quê?

Porque você está oferecendo seus serviços aos mesmos alunos que o dono do evento/escola de dança. Então, ao invés de trazer novos alunos para o cenário de dança (e fazê-lo crescer), você está tirando alunos que já estão na dança e pedindo-lhes que irem com você a outro lugar … dividindo a atenção deles.

Mesmo que suas aulas aconteçam em uma noite diferente da semana, alguns alunos escolherão apenas ir às suas aulas e deixar de ir ao evento/escola iam antes.

E se eles vão às suas aulas ou não, de qualquer modo você está se colocando em concorrência direta com o dono do evento/escola.

Isso não é necessariamente uma coisa “ruim”, mas certamente não é uma maneira de cultivar uma comunidade maior de dança (ao menos não por conta própria).

Então, em vez disso …

 

Faça crescer sua comunidade de dança enquanto elimina a concorrência

 

Como você obtém novos alunos de forma ética?

… de uma maneira que não destrua (ou divida lentamente) sua comunidade local de dança?

É bastante simples …

Comece a anunciar para “não-alunos”.

Para fazer isso, você pode gastar um monte de dinheiro em publicidade através do facebook e google adwords.

Ou você pode usar um …

 

Método de Base para crescer sua comunidade

Recomendamos “Bombardeiro de Dança” (também conhecido como: Bombardeiro de Lindy, Bombardeiro de Blues, Bombardeiro de Tango, etc.).

Bombardeiro de Dança é quando você vai para um lugar que normalmente não tem dança (ou em algum lugar que normalmente não tem seu estilo de dança) e então você dança …

… um tipo de flash mob, mas que geralmente não é coreografado.

 

Aqui estão as etapas básicas deste método:

  1. Vá para qualquer local onde há um monte de moradores locais (mercados, bares, casas noturnas, etc.);
  2. Coloque uma música e dance para eles (talvez até ensine alguns passos ou noções básicas);
  3. Distribua panfletos ou cartões de visita (e o ideal seria que eles pudessem experimentar sua primeira aula de graça).

 

O Bombardeiro de Dança funciona incrivelmente bem!

Muitas vezes, as pessoas ficam facilmente impressionadas com uma dança em parceria. Até mesmo assistir a dança de quem é iniciante, é fascinante para um não-dançarino.

Independentemente do seu nível, na maioria das vezes as pessoas irão se aproximar de você e perguntar-lhe onde você aprendeu a dançar.

Este é o momento perfeito para entregar um folheto (ideal para uma aula gratuita) e dizer que eles também podem aprender! Ou melhor ainda, tire-os para dançar na pista de dança com você e mostre o quão fácil pode ser começar.

Além disso, não esqueça…

 

Mais dois métodos super simples de crescimento da base

 

Aqui estão mais dois métodos que a maioria dos dançarinos se esquecem de fazer e são SUPER SIMPLES!

  1. Conte aos seus amigos e familiares que não dançam sobre suas aulas.

Ensine-os alguns passos básicos para que eles possam ver o quão fácil isso pode ser, e dê-lhes panfletos também! Eles ficam de 10 a 20 vezes mais propensos a ir ter uma aula com você porque eles já te conhecem.

Faça com que seja fácil para si mesmo e “colha as frutas que estão mais embaixo”.

E…

  1. Peça a seus alunos para contar sobre suas aulas a seus amigos / familiares também.

O boca a boca é incrivelmente poderoso, e às vezes você só precisa lembrar seus alunos para contar a outros amigos. Alguns deles o farão sem lembrete, mas alguns deles precisam desse lembrete.

 

Este são as “frutas que estão mais embaixo”. Claro, você pode fazer outras coisas para trazer novos dançarinos, mas …

… esta é a maneira mais fácil!

 

Não pule este método!

Agora, em vez de competir com outros professores, você eliminou a concorrência.

Se você vê um “não-dançarino” que está no mercado assistindo você dançando, e você o entrega um folheto, ele não vai pensar: “Hmmm, eu deveria ter aulas dessa pessoa ou daquele outro professor de dança”. Em vez disso, ele estará apenas focado neste momento em se deve ou não ter aulas de dança, e o dançarino que está na sua frente é quem ficará na sua mente.

Sua concorrência agora é com todas as outras coisas que ele pode fazer na noite de sábado (ou na noite que você dá aulas) em vez de todos os outros professores de dança.

Claro, muitas pessoas ainda não irão fazer aula de dança apenas por causa disso, mas algumas irão, e quando elas forem …

… você terá acabado de trazer um novo(a) dançarino(a) para a comunidade, aumentando assim a quantidade de pessoas que dançam!

Se você sempre fizer isso, você estará aumentando o potencial novos de dançarinos que podem se inscrever em aulas ou eventos, e isto não é bom apenas para você, mas também para todos os outros professores da cidade …

… e os outros professores vão te amar por isso!

 

É realmente muito simples.

É só seguir estas etapas básicas.

 

Voltando aos Fundamentos

Pense nisso…

Antes de existir uma comunidade de dança em sua cidade, como você acha que ela começou?

Provavelmente fizeram todas as coisas mencionadas acima, certo?

Estes são fundamentos!

Assim como dançar, não ignore os fundamentos.

 

Caros Líderes: Nem tudo é culpa sua

Caros Líderes,

Vocês já ouviram falar em algum lugar que, se houver um erro, é sempre culpa sua? Quero lhes dizer que isso não é verdade.

Como líder, você deveria compensar um seguidor que está tendo dificuldade. Isso pode significar abrandar, mudar os movimentos que você usa ou ser mais claro do que você gostaria. Mas, o fato de que você deveria compensar o seu parceiro não o faz culpado por cada erro que acontece.

A compensação é uma ótima coisa. Mas, há apenas uma certa quantia que você pode compensar. Por exemplo, você não pode magicamente transformar um iniciante em um mestre simplesmente por ter uma ótima liderança. Você pode ajudar a seguir a ‘dança’, se você tiver mais experiência, mas você não pode mudar o fato de que eles ainda precisam evoluir na dança.

Se o seguidor não tiver a técnica e cometer um erro, esse erro é dele. Se eles não pisam no lugar certo, ou eles perdem o equilíbrio, ou eles não acompanham a condução o “erro” é do seguidor.

Por favor, não tome a posse desses erros, mas também não culpe seu parceiro.

Se você se apropriar do erro, você está fazendo um excelente desserviço aos seguidores ao seu redor. Quando eu estava começando na dança, me disseram que tudo o que deu de errado foi culpa do líder. Enquanto eu acreditava nisso, as aulas pareciam bobas. Afinal, não importava o que eu fizesse  – a culpa era sempre do líder se algo funcionasse ou falhasse. Por favor, não tire nossa motivação tomando posse de nossas contribuições (ou falhas).

Mas, você também não tem que culpar seu parceiro. Erros acontecem – tanto para líderes quanto para seguidores. Os erros podem ser transformados em coisas bonitas e criativas. Os parceiros também podem se adaptar aos erros. Então, não se responsabilize pelos erros do seu par, mas faça o melhor para compensar as falhas  dele. Assuma a responsabilidade de ajudar a consertar ou evitar um erro, mesmo que você não o tenha causado.

Os seguidores também devem compensar seus “erros”. Se você está tendo dificuldade com algo, eles devem usar suas habilidades para facilitar as coisas. Mas isso não os torna culpado se você não conseguiu ser claro na condução. Mas, compensar pela sua falha faz deles um parceiro melhor.

Compensação é uma das coisas que permite que você e seu parceiro trabalhem em equipe. Isso permite que vocês se divirtam, apesar dos erros (inevitáveis) que acontecerão. Compense os “erros” do seu parceiro – sem se apropriar deles. Assim ambos serão mais felizes.

Mas, eu quero que você compartilhe a propriedade de qualquer sucesso em sua dança. Para que duas pessoas façam algo certo, significa que ambos os parceiros precisam fazer sua parte. Todas as coisas bem-sucedidas que você alguma vez conduza na dança exigem um seguidor que “entendeu”.

Então, compartilhe essa responsabilidade com o seguidor. Não acumule a alegria dizendo que foi sua liderança surpreendente que conseguiu isso. Compartilhe o crédito com seu parceiro. Sem ele, não importa o quão ótimas sejam as suas habilidades. Ele seguiu você em sua visão, e ele te ajudou a fazer isso acontecer. Foi você e seu par que fizeram isso acontecer.

Caros líderes, não sinta que tudo errado em uma dança é culpa sua. Lembre-se de que há outra pessoa lá que compartilha a responsabilidade tanto para os erros quanto para os acertos.

No final do dia, você não está sozinho na dança. Você está lá com o seu parceiro. Então, compartilhe a responsabilidade com eles. Ajude-os quando cometerem um erro. Compense e crie uma experiência de dança maravilhosa dividindo a responsabilidade e experimente juntos a alegria quando algo dá MUITO certo.

 

FONTE: http://www.danceplace.com/grapevine/dear-leaders-its-not-all-your-fault/

TRADUZIDO E ADAPTADO POR: Marcel Cortinovis.

Quer dançar? Então vamos transar!

Nós tivemos uma conexão incrível e eu me senti segura nos braços dele enquanto dançávamos, ríamos e criávamos juntos uma sensação indescritível. Nós dançamos por praticamente uma hora e meia juntos e eu me senti muito viva e feliz quando terminamos. No dia seguinte tivemos danças muito similares por quase uma hora, brincando e nos divertindo. Ele me desafiava mas nunca me fez sentir mal por algum erro, ao contrário, nós ríamos juntos e apenas nos expressávamos na música. No dia seguinte veio a pergunta. Ou melhor, a vontade verbalizada: “Eu quero você”. Eu disse que queria continuar apenas como amigos. E depois disso nós nunca mais dançamos.

Infelizmente essa é uma realidade diária no nosso mundo, e no último evento que fui esse ano estava muito claro. Existia uma atmosfera sexual não usual pelo lugar, e não me entenda mal, eu entendo que o sexo faz parte da dança e isso não é uma coisa ruim, vá, explore e divirta-se, mas quando é isso que determina quem é você na dança, não é algo legal.

Além disso, é algo que está sendo usado na procura de um parceiro de dança, pelo que tenho percebido. Tenho recebido convites para virar parceira de dança ou de aula de outras pessoas com uma expectativa bem explícita de que eu durma com eles. Porque “a conexão é tão melhor depois que você faz sexo com a pessoa”. Pode ser, ou pode não ser também. Eu não sei. Mas eu sei que é uma forma grosseira de expressar uma noção extremamente antiquada de que o homem possui o corpo da mulher. Ou seja, durma com seu parceiro se você quiser, mas não use isso como um pré-requisito na construção de uma parceria ou na hora de escolher um assistente para sua aula. Se acontecer, deve acontecer de forma orgânica, natural, mas deixar claro em palavras como expectativa de que aconteça, não é legal. Só para deixar claro, as pessoas que eu dei aula ou pratiquei junto até hoje nunca me pediram isso, e são amigos meus extremamente respeitosos.

Eu quero enfatizar que esse problema não necessariamente representa toda a comunidade ou eventos, mas nesse último evento que eu fui eu tive a sensação que vários caras estavam com apenas um pensamento, e, novamente, não é que o sexo seja um problema, o problema é usá-lo contra você na condição de uma dança. É quando você deixa de ser tirada para dançar porque seus sinais são muito claros de que você não quer nada além de dançar. E para os caras que estão pensando “ah, mas as mulheres também procuram parceiros para sexo na dança”, sim eu entendo. Mas eu raramente escuto alguma dizer que parou de dançar com um cara porque ele não quer fazer sexo com ela.

O cara que deixou de dançar comigo porque eu disse “não, obrigada” inclusive parou de conversar comigo também, o que me fez sentir mal para ser honesta. Não só porque nós éramos amigos e conversávamos bastante mas porque claramente nós tínhamos uma boa conexão e nos divertíamos enquanto dançávamos. E do nada isso se foi. Talvez isso mude na próxima vez que a gente se encontrar, quem sabe.

De qualquer forma, os eventos são incríveis por diversos motivos, como o descanso na praia, as danças nos bailes todas as noites, minha melhor amiga sempre ao meu lado. E eu não me canso de falar que tem cavalheiros incríveis e muito respeitosos também. Eu sempre tenho danças de tirar o fôlego com alguns deles. A questão é saber separar uma boa conexão da dança de uma tensão sexual recíproca.

 

FONTE: http://annathefringe.com/2017/07/09/wanna-dance-lets-fuck-then/
TRADUZIDO E ADAPTADO POR: Lucas Esteves

APRENDA A DANÇAR COM A MÚSICA

Gostaria de aprender a dançar? Embora alguns tipos de dança não requerem música, a maioria das danças é feita para a música. Muitas pessoas vão admitir ter vontade de dançar, especialmente quando ouvem uma batida familiar. Então, como você aprende a dançar?

Começa aqui:

  • Encontre um tipo de música que você gosta.
  • Escolha uma música que faça você se sentir bem.
  • Reproduza a música algumas vezes, ouvindo atentamente as diferentes batidas, detalhes e características da música. Você também pode ouvir as letras para encontrar inspiração.

APRENDA A DANÇAR NA BATIDA NA MÚSICA

Aprender a dançar começa com a descoberta da batida da música. A batida de uma música geralmente determina o quão rápido ou quão lento você deve mover seu corpo enquanto dança. Se a sua música escolhida tiver uma batida rápida, esteja preparado para se mover rapidamente.

Para encontrar a batida de uma música:

  • Escute atentamente as batidas mais fortes e pesadas.
  • Bata palmas junto com as batidas para sentir a música.
  • Tente bater seu pé direito para as batidas fortes e seu pé esquerdo para as batidas mais fracas.

 

APRENDA A DANÇAR COM SEUS BRAÇOS

Ao aprender a dançar, tente mover os braços. Quando você acha que pode sentir a batida, relaxe os braços e tente movê-los junto com a música.

Algumas ideias:

  • Você pode balançar os braços naturalmente junto com os pés, dobrando levemente os cotovelos.
  • Levante os braços acima de sua cabeça, depois desça novamente pelos seus lados.
  • Não tenha medo de brincar com movimentos não-lineares e fluídos, também. Experimente com diferentes expressões e veja o que parece melhor se adequar à música, ao seu estilo pessoal e aos sentimentos ou mensagens que deseja compartilhar.
  • Não se esqueça de que seus braços estão conectados aos ombros, costas e peito. Explore qual é a sensação de mover outras partes superiores do corpo junto com os braços.
  • Lembre-se: Embora possa haver certos estilos e técnicas, em última análise, não existe uma maneira correta ou errada de dançar. É uma forma de expressão pessoal.

 

APRENDA A DANÇAR COM POUCOS PASSOS

Aprender a dançar envolve aprender a se mover. Agora que você tem os braços em movimento, tente adicionar alguns passos com os pés:

  • Levante um pé e depois o outro, tipo de como marchar no lugar.
  • Dobre seus joelhos no tempo para a música, dando pequenos passos para a frente e para trás com os dois pés.
  • Deixe seus pés levá-lo ao redor do chão em pequenos círculos.
  • Considere outras formas de mover sua parte inferior do corpo, incluindo seus quadris.
  • Como nos braços, não limite seus movimentos para a frente e para trás. Explore todos os planos de movimento, como círculos e diagonais.

 

APRENDA A DANÇAR USANDO SUA CABEÇA

Dança também inclui sua cabeça. Você precisa adicionar um pouco de movimento acima do pescoço. (Se você segurar sua cabeça imóvel e rígida, você ficará como um robô.)

  • Acene suavemente com a cabeça ao ritmo da música.
  • Não acene loucamente com sua cabeça. Basta mover o queixo para cima e para baixo em um ritmo, um pouco como gesticular a palavra “sim”.
  • Para que a ação pareça mais natural, deixe sua cabeça acenada para cima e para baixo, bem como de lado a lado.
  • Pense no seu pescoço como uma extensão da coluna vertebral e permita que ele responda naturalmente aos outros movimentos da parte superior e inferior do corpo.
  • Relaxe. Agora tente sentir a música, sem pensar demais. Pode ajudar se você fechar os olhos. Também pode ajudar se observar no espelho para ganhar consciência corporal.

 

Neste ponto, todo o seu corpo deve estar se mover no tempo da música. Aprender a dançar pode ser simples e divertido.

FONTE: https://www.thoughtco.com/learn-to-dance-1007102
TRADUZIDO POR: Marcel Cortinovis

Porque todo o dançarino deveria saber Liderar e Seguir

Na dança a dois, temos duas funções (normalmente) bem definidas: líder e seguidor. Cada um desses papéis tem seu próprio leque de responsabilidades.

O líder é o diretor, que tem uma visão do que vai acontecer depois. Ele cria os pedidos, que são processados pelo seguidor.

O seguidor interpreta os pedidos feitos pelo líder e implementa o pedido. Ele cria a visão que o líder estabeleceu.

Mas e se mexêssemos um pouco com esses papéis?

O Conceito de Seguir enquanto Conduz

Os líderes mais procurados tem uma qualidade especial: a habilidade de entender e interpretar as respostas dada pelo seguidor. Isso significa que os melhores líderes não são 100% líderes na dança; tem uma certa porcentagem de seguidor também.

Pense nisso como um lanche (tradicional): Os seguidores são o recheio.  Os líderes são os dois pedaços de pães, envolvendo os seguidores dos dois lados. De um lado, eles estão liderando o seguidor na direção da sua visão (fatia de cima). Mas, eles também usam parte da sua capacidade (fatia de baixo) para garantir que os seguidores ainda estão com eles.  

Isso cria um “piso” que evita que o seguidor se solte de uma conexão confortável. Ele também diz ao líder se seu seguidor está:

  • Atrasando a liderança
  • Perdendo o equilíbrio
  • Interpretando mal a liderança
  • Desconfortável com um movimento específico

 

Isso não significa que o líder deixe de liderar. Mas, significa que eles estão mantendo a consciência do que está acontecendo com o seguidor – em vez de ser escravo de sua própria visão.

É como ter dois guias turísticos para um grupo: um mantém a frente em movimento, e o outro garante que ninguém se perca na parte de trás do grupo. Se a parte de trás atrasar muito, a frente pára e espera que a parte traseira os encontre.

Muitas vezes, essa capacidade de acompanhar a liderança é a diferença entre líderes “médios” e “ótimos”. É como eles criam a sensação de que o seguidor “não tem como errar”. Se você é capaz de reajustar sua liderança para os erros do seu seguidor, eles nunca sentirão que “estragaram”. Em vez disso, você dá ao seguidor um sentimento de domínio porque você consegue acomodar sua visão, erros e problemas “seguindo” eles.

Além disso, a capacidade de seguir o seguidor funciona maravilhosamente com dançarinos avançados. Quando você sabe como seguir os movimentos do seu parceiro, um seguidor avançado pode criar novos movimentos com você e adicionar acentos musicais. Isso pode levar a novas e criativas descobertas na dança – sem momentos incômodos e desencontros.

 

O conceito de liderar enquanto segue

Liderar enquanto segue é quando um seguidor é capaz de interpretar com sucesso o imperfeito e preencher as lacunas na dança sendo responsável por seu próprio corpo e equilíbrio. É menos sobre propor um movimento novo, e mais sobre ser responsável pelo que está acontecendo.

 

Os seguidores que afirmam que “apenas seguirão” muitas vezes não possuem essa habilidade. Também pode ser uma teimosia simples – ou uma educação que não lhes deu a confiança para possuir sua própria dança.

 

Na ausência de uma liderança necessária, um seguidor que pode “liderar” seu próprio corpo pode manter o equilíbrio e o controle. Às vezes, pode até ajudar a colocar a liderança no caminho certo. Muitas vezes, você pode vê-lo com seguidores que sutilmente ajustam o tempo para alguém fora do tempo, ou com iniciantes que lutam contra os passos básicos.

 

Os melhores seguidores podem fazer isso liderando sem “assumir” o fluxo da dança. Eles entendem qual é a diferença entre preencher os espaços vazios ou descarrilar um espaço já ocupado por uma vantagem.

Líderes avançados também usam isso para criar a peça na dança. Com um seguidor que não tem medo de liderar seu corpo e ser responsável por sua própria execução, os líderes podem se tornar criativos com movimentos novos e excitantes. Experiências podem acontecer. Mas, sempre exige que o seguidor seja responsável pelo seu próprio corpo.

A melhor forma de aprender isso

 

Este é um assunto polêmico. Eu acredito que aprender a liderar e seguir em uma dança, acelera a capacidade de ambas ao mesmo tempo.

Eu acredito que quanto mais cedo você começar, mais fácil é “mudar a chave” entre os dois papéis. Sempre que começo uma dança onde acabei de trocar os papéis, acabo tendo um pouco de dificuldade em mudar entre os dois. Liderar e seguir são fundamentalmente diferentes e usam uma memória muscular diferente.

Para os dançarinos que deixam essa ponte para mais tarde, aprender o outro papel, muitas vezes, afeta temporariamente sua proficiência no  seu papel principal. Os seguidores que aprendem a liderar temporariamente se tornam “pesados”, ou tendem a se conduzirem. Os líderes às vezes perdem sua intenção.

Mas, vale a pena (na minha opinião).

Os dançarinos que conseguem esse esforço extra para aprender ambos os papéis tendem a entender o que seu parceiro precisa sentir. Os líderes aprendem a saber quando seu seguidor não está “com eles”, versus quando são apenas um pouco lentos. Os seguidores aprendem onde estão suas oportunidades de “adicionar” à dança – e onde a adição significa interferir com a liderança atual.

Claro, você ainda pode aprender essa habilidade sem aprender ambos os papéis – apenas tende a ser uma jornada mais longa. Por exemplo, uma dançarina que faça ambos os papéis, pode mostrar-lhes como deveria ser a sensação de um movimento. Pode replicar no corpo o que as respostas precisam ser. Já uma dançarina de um único papel, não pode fazer isso com tanto sucesso.

Concluindo

Aprenda a habilidade de liderar e seguir em cada uma das suas danças. Ter a capacidade de acessar ambas as ferramentas fará de você um parceiro de dança e um aluno infinitamente melhor. Isso é uma obrigação, se você é professor.

 

Minha maneira preferida para desbloquear essa habilidade é aprender ambos os papéis. Mas, no caso de que isso não seja para você, gaste um tempo investindo na arte de ouvir o corpo do seu parceiro – em vez do seu próprio.

 

FONTE: http://www.danceplace.com/grapevine/why-every-dancer-should-be-both-a-leader-and-a-follower/
TRADUZIDO POR: Marcel Cortinovis

O que é West Coast Swing?

West Coast Swing é uma forma estadunidense popular de se dançar swing que se espalhou para o mundo. Parte do apelo do WCS é ser uma dança adaptável; ele pode ser dançado em uma variedade de estilos musicais e gêneros! Além de que a dança em si cria espaço para improvisos e interações entre os parceiros. Combine esses elementos com os estilos da dança de rua (a maioria dos dançarinos de wcs resistem ao impulso de formalizar a dança deixando-a como um ritmo de dança de salão) e é fácil de ver porquê pode ser tão difícil de definir mas tão fácil de amar.

Saiba mais sobre West Coast Swing abaixo.

wcs

Características do West Coast Swing

  • WCS é uma dança de propor-seguir seu parceiro que enfatiza a conversa entre os pares. O líder é responsável por escolher o movimento da dança, mas isso encoraja o seguidor a criar oportunidades, de brilhar durante a dança. O seguidor é responsável de levar a intenção do líder,
    Mas é encorajado a brincar e interpretar dentro da estrutura geral do líder.
  • WCS Geralmente é dançado em linha, com o seguidor se movendo para qualquer extremidade da linha e o líder se mantém no centro. Embora a linha possa rodar ou descolar na ocasião, WCS não é uma dança circular ou progressiva.
  • Cada passo do WCS termina na âncora; o líder e o seguidor se afastam criando um elástico. Esse elástico ou elasticidades, cria um visual suave e tranquilo para sua dança.

Por que as pessoas amam tanto o WCS?

Uma das principais virtudes do west coast swing é o alto nível de personalização da dança. Então, o que é west coast swing? Não existe uma maneira única de se dançar WCS, e os dançarinos são encorajados a desenvolverem seu próprio estilo dentro da estrutura básica da dança. Apesar de ser uma dança de propor-seguir a dois, ela permite muita liberdade e individualidade!

Com o que se parece?

Todos já devem ter visto o vídeo viral de dois profissionais do west coast swing dançando um improviso e criando uma dança fantástica e inspiradora. Esse vídeo é acompanhado por uma chamada sensacionalista e até preconceituosa para quem conhece a realidade desses profissionais. Se você ainda não viu, veja abaixo e após assistir, se você se interessou pelo ritmo, visita nossa seção de professores no site do Conexão para se informar sobre aulas.