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Somos geneticamente programados para amar a dança — Pelo menos é o que diz a ciência!

Você alguma vez já sentiu que seu relacionamento com a dança é algo parecido com um vício? Não se preocupe, isso é completamente normal. Isso é simplesmente a forma como nosso cérebro funciona.

Essa semana, o The Washington Post publicou uma pesquisa científica (link aqui) que discorre sobre o que de fato acontece na nossa caixola quando assistimos apresentações ao vivo.

A descoberta veio de um campo emergente da neuro estética que usa ferramentas de mapeamento cerebral para estudar o relacionamento entre o comportamento do cérebro e a arte.

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Abaixo algumas das mais fascinantes conclusões:

Apresentações são um momento de relacionamento

Devido a nossa necessidade por conexão social, nós amamos assistir performances ao vivo em multidões e observar a reação de outras pessoas da plateia.

Assistir a um show junto com alguém nos ajuda a criar laços.

Nós amamos uma boa história

Nosso cérebro ama narrativas.

Dada nossa habilidade de empatia, assistir alguém sofrer e vivenciar algo em seu personagem no palco é uma maneira segura de aprendermos algo novo sem termos que passar pelas consequências de vivenciarmos aquilo nós mesmos.

Nós literalmente sentimos a movimentação do dançarino

Visto que a movimentação é essencial para nossa sobrevivência, nosso cérebro são altamente estimulados ao assistirmos pessoas dançando.

Suas emoções, sua linguagem corporal, expressões faciais e gestos nos mantém atentos o tempo todo.

E de acordo com a teoria do espelho neural, nós realmente conseguimos sentir a movimentação de um dançarino no nosso corpo.

De acordo com o The Washington Post, “Muitos cientistas acreditando que nós mapeamos as ações de outras pessoas no nosso sistema sensorial, fazendo com que a sensação de executar aquela ação passe do nosso cérebro ao nosso corpo, nos ajudando a sentir a emoção que observamos nos outros como se fossem nossa.”

Coreografias brincam com nossas emoções

Formatos corporais diferentes encadeiam emoções diferentes.

Um time de neurocientistas de Londres descobriu que assistir as formas redondas e suaves de uma bailarina pode gerar emoções positivas, enquanto formas assimétricas e pontudas pode nos deixar desconfortáveis.

Música + Movimento = Mágica

Quando a vibe da música combina com a vibe da dança, cria-se um efeito emocional muito poderoso, fazendo com que a experiência de assistir à apresentação seja mais intensa.

FONTE: http://www.dancemagazine.com/why-humans-love-dance-2487518208.html

TRADUZIDO E ADAPTADO POR: Lucas Esteves.

Criando sua própria versão de West Coast Swing

West Coast Swing é uma das danças mais abertas que existe. Se você assistir uma competição de dançarinos de salão profissionais, você verá uma dúzia de casais que se esforçam para um ideal compartilhado de como a dança deveria se parecer. No west coast, ocorre o oposto: Cada profissional tem seu próprio estilo, e a magia da dança é como os profissionais combinam seus estilos numa parceria para criar algo único mas ainda reconhecido como swing.

West Coast Swing te da muita liberdade

 

A partir do momento que você começa assistir WCS você vai ver que existem diferentes versões. Dançarinos ao redor do mundo levaram essas dança para um lugar novo e empolgante. A liberdade de interpretar as danças não está restrita ao nível profissional.  Todos os que dançam o West Coast Swing acabam – conscientemente ou não – fazendo uma declaração sobre como eles visualizam o WCS. Entender  essas afirmações é a chave para desenvolver seu próprio estilo. Este artigo e as dicas a seguir visam ajudá-lo a fazer exatamente isso.

Como deixar a dança sendo sua!

 

A ideia é fazer um exercício mental e pensar sobre quais são os principais elementos do WCS, para você.

Pegue um pedaço de papel e se pergunte,  “ Se eu fosse ensinar WCS do zero, o que seria o mais importante? Quais os fundamentos que eu iria priorizar?”

O começo da sua lista provavelmente seria padrão: Triple steps, âncora, e movimentos básicos. Se force a continuar. Tem passos que são mais importantes? Variações de âncoras? Conexão? Musicalidade? Sincopado? Estilizar a dança?

E continue descrevendo sua lista: Se escolheu musicalidade, quais elementos da musicalidade? Onde as pessoas deveriam começar a aprender musicalidade? Quando a musicalidade deve se sobrepor ao ritmo básico – ou nunca deve fazer isso?

 

Depois que você tiver listado

 

Assim que você tiver sua resposta, volte para sua própria dança. Você pode ver vídeos da sua dança, ou simplesmente prestar atenção em você mesmo quando sai pra dançar. Que elementos da sua dança são consistentes  com a interpretação do WCS que você fez? Tem elementos da sua dança que não batem com a interpretação que você criou?

Quando você encontrar elementos que não batem, se pergunte se você deveria reconsiderar sua interpretação ou talvez essa seja uma área que você tem que desenvolver para chegar mais perto da sua interpretação.

Continue sua evolução

 

A ideia deste exercício é esclarecer o que você acha que é importante no WCS, e trazer sua dança para uma harmonia com o seu ponto de vista. Para continuar sua evolução, volte para essa atividade regularmente ( 2 a 4 vezes no ano) e se pergunte como sua interpretação evoluiu.

Com sorte você vai continuar a melhorar sua dança, e enquanto isso seu entendimento do que é importante vai se desenvolver também. Você vai ser bom no seu jeito de criar um West Coast Swing que é todo seu!  

FONTE: https://www.westcoastswingonline.com/making-this-dance-your-own-2/
TRADUZIDO E ADAPTADO POR: Marcel Cortinovis.

SE VOCÊ PUDESSE FALAR COM VOCÊ QUANDO FEZ SUA PRIMEIRA AULA DE DANÇA…

É bem tarde depois de uma aula/ensaio de dança puxado.

Você vai para casa, fisicamente exausto dos eventos daquele dia…

Contudo, cheio do sentimento de inspiração e realização que você sabe que apenas a dança pode dar.

Você começa a se lembrar.

Você pensa na primeira vez que você começou a dançar:

Sentindo a sensação estranha do “abraço” da dança pela primeira vez

Sentindo dores em músculos que você nem sabia que existiam

Até gastando diversas horas vendo vídeos de dança e tentando aprender movimentos dos seus dançarinos favoritos.

Você sorri, e percebe o quão longe você chegou

Você pode não ter percebido isso naquela época, mas a dança estava prestes a te mostrar um novo mundo – um mundo que iria te presentear com memórias duradouras de pessoas, lugares, sentimentos e experiências.

E você gostaria de falar com essa versão sua e dar a esse dançarino tímido e despretensioso, tanto orientação quanto esperança para o futuro.

Você chega em casa, se senta, e começa a escrever.

Ei, Dançarino mais novo …

Continue dançando.

Pode parecer óbvio, mas o único jeito de melhorar no que está fazendo é se esforçando – muito.

Dizem que para você dominar algo é preciso 10.000 horas de prática

Então continue dançando.

Invista na dança – Workshops, aulas em grupos, sair pra dançar, congressos de dança Nacionais e Internacionais, treino com amigos. Existem inúmeros lugares para você se aprimorar.

Basta você sair e escolher um deles.

Pegue essas oportunidades, invista seu tempo treinando e se mantenha firme nos seus esforços!

Você vai começar a ver o resultado do seu trabalho eventualmente.

Pode levar um tempo, mas acredite no processo, vai valer a pena.

Mas lembre-se também que esse processo nunca vai acabar, porque…

Há sempre espaço para melhorar

Nunca se limite.

Para ser honesto, você nunca vai se tornar “bom o bastante”.

Isso acontece porque quando você amadurece sua dança, sua definição de “bom o bastante” amadurece também.

De ser capaz de executar o passo básico, até executar um combo complexo de movimentos, você sempre vai querer alcançar mais com a sua dança.

Continue a alcançar o seu constante padrão de  evolução de “bom”, e se esforce para achar maneiras de se tornar um dançarino melhor.

Se desafiar com estilos de danças e aulas que você não está acostumado (você vai ser ruim nessa aula, mas ela vai abrir um novo vocabulário de movimentações para você explorar), peça avaliações honestas de seu progresso para professores confiáveis e se mantenha com fome de aprendizado e crescimento.

Sair da sua zona de conforto pode ser difícil, mas…

Não tenha medo de parecer idiota

Estou te dizendo agora, parecer idiota vai ser inevitável de tempos em tempos, principalmente se é a primeira vez que você está aprendendo algo.

Mas tudo bem, porque um sábio uma vez me falou:

Não deixe o medo de parecer idiota, te impedir de dar o seu máximo, ou te impedir de aproveitar oportunidades que você sabe que vão ser boas para você.

Por mais difícil que pareça, vá atrás!

Entre de cabeça e dance.

Não fuja quando um professor chamar 5 almas corajosas para se mostrar na frente da turma

Você PODE parecer idiota aos olhos dos outros, mas você SEMPRE vai sair um dançarino melhor dessa situação, não importa o que aconteça.

Está no inferno, abraça 😛

Pegue TODA oportunidade que você tiver de dançar.

Você vai poder dançar, e vai crescer com isso! (Você sempre vai ganhar com essa situação.)

Além de pegar todas as oportunidades que você tem para treinar, lembre-se também de aproveitar todas oportunidades para…

Conhecer as pessoas que você encontrará durante sua jornada.

Lembre-se: Dança é, e sempre vai ser uma atividade social.

Durante sua jornada, você vai encontrar e lidar com diversas pessoas que vão ser essenciais na evolução da sua dança.

Professores, colegas, coreógrafos, parceiros, pessoas aleatórias de eventos, competidores “rivais”, amigos que te apoiam, etc…, todas essas pessoas irão te fazer um dançarino melhor do que você é hoje.

A dança continua a prosperar por causa da comunidade que dá vida a ela, e essa comunidade existe do esforço das pessoas que fazem parte dela.

Lembre-se de agradecer a elas, porque você não estaria lá se não fosse por elas.

Desfrute das pessoas que influenciaram na sua vida como dançarino positivamente, e mais importante, seja esse tipo de pessoa para os outros, especialmente para aqueles que estão começando sua jornada.

A comunidade precisa de todo o amor e positividade que você puder dar.

Leve isso adiante!

Mantenha a comunidade e o futuro do cenário de dança atual positivo.

De algumas palavras de incentivo a pessoas que estão iniciando e se sentem inseguras, ou elogie outro dançarino pelas suas conquistas – Você vai se surpreender com o quão longe essas simples interações podem ir.

Além de interagir com outras pessoas, lembre-se de…

Aproveite os pequenos momentos

Anos em sua jornada e não vão ser os grandes momentos que vão ser importante.

Não vai ser o frio na barriga enquanto está no palco ou a sensação de dançar nafrente de centenas de pessoas que você vai lembrar.

Normalmente, vão ser as coisas pequenas, momentos praticamente insignificantes que vão te levar até esses eventos que você vai lembrar com carinho.

Tem poucas coisas melhor do que desfrutar um jantar a noite com seus amigos depois de uma aula/ensaio, ou acordar quebrado (mas satisfeito) depois de uma noite de muita dança.

Você vai acabar errando em alguma apresentação importante na sua vida…

…mas depois de algumas semanas, você estará rindo do vídeo da sua dança.

Alguns dias você vai usar aquela roupa nova para arrasar na pista de dança…

…e algumas vezes sua roupa ou sapato favorito vai estragar no meio da dança.

O ponto é que essas são memórias que você vai carregar para toda sua vida, os momentos que você vai lembrar até quando tiver parado de dançar.

Essas experiências são unicas para você, e cada dançarino tem uma história pra contar nos mínimos detalhes que compõe sua vida como dançarino.

Então aprecie esses momentos – eles são a SUA história.

A vida é sempre sobre a sua jornada.

E Igualmente importante é….

Nunca perca a sensação de maravilha.

À medida que você amadurece como dançarino, você começará a dar prioridade a outras coisas na dança:

Certificar-se de que sua musicalidade está sempre em ponto,

Construindo as combinações mais técnicas para sua coreografia,

Sendo escolhido para um grupo de dança,

E sua colocação em competições.

Embora tudo isso seja realmente bom para se esforçar, eles não são o fim de tudo na dança.

Não se apegue muito a eles.

Nunca esqueça do verdadeiro motivo do porque você e todas essas outras pessoas começaram a dançar – Simplesmente porque dançar é divertido.

Você já testemunhou um bebê dançando em público? Ou como as pessoas idosas ficam balançadas ao ouvir uma música que os faz lembrar da juventude?

Essas pessoas são tão divertidas de assistir. Eles arrasam em suas danças sem qualquer esforço, porque eles gostam do que estão fazendo, e nós também sentimos essa sensação também.

SEMPRE lembre disso. O mais importante é se divertir.

Dança não precisa ser complicado o tempo todo.

Desacelere e aproveite para dançar o básico de maneira simples e a sensação que isso vai te gerar.Vai ser revigorante.

E quando estiver se sentindo perdido, frustrado ou estagnado, sempre olhe para trás e como você se sentiu quando se sentiu inspirado para dançar.

Volte as coisas que despertaram sua curiosidade e um senso de maravilha.

Um vídeo de alguém que você admira.

Uma música que te fez ter vontade de começar a dançar.

Eu te garanto, que você vai se voltar mais inspirado – então nunca perca esse senso de maravilha, e NUNCA NUNCA  esqueça de aproveitar…

…porque a dança é feita disso.

Aprecie o quão longe você chegou.

Escute

Por mais frustrante que possa parecer ser um iniciante, o esforço o moldará em um dançarino melhor, uma pessoa melhor.

Você superará os obstáculos, se esforçará de maneiras que nunca fez antes, e realizará coisas que você só sonhou.

Você se tornará um dançarino completo, e às vezes seus dias como iniciantes serão como uma lembrança distante.

Mas nunca se esqueça daqueles dias.

Lembre-se de olhar para trás, e apreciar até onde você chegou – a jornada, a luta, as realizações e os aprendizados que você teve.

Leve todas essas lições ao longo da sua vida e lembre-se de compartilhar essas coisas com outras pessoas também.

E o mais importante, jovem dançarino

Permaneça esperançoso para o futuro.

Porque enquanto a dança estiver ao seu lado, sempre haverá algo te aguardando.

DE

– EU, O DANÇARINO QUE É AGRADECIDO PARA ESTA  SUA VIAGEM.

Você termina de escrever.

Você sorri e agradece sua outra versão sua por dar um salto nesse mundo que você chama de casa.

 

FONTE: https://blog.steezy.co/if-you-could-talk-to-your-younger-dancer-self/
TRADUZIDO E ADAPTADO POR: Marcel Cortinovis.