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10 coisas que ninguém nunca disse sobre ser uma bailarina

Ao assistir a bailarina Gemma Freitas subir e girar no palco, é fácil pensar que todos os aspectos da sua dança vêm naturalmente para uma bailarina profissional. Mas, enquanto o seu talento e personalidade artística eram óbvios desde o começo, a graça nem sempre foi tão fácil assim. “Quando eu era mais jovem”, ela disse, “eu não era a mais abençoada fisicamente. Eu os dedos do pé um pouco virado para dentro e era meio gordinha. Mas eu tinha tanta personalidade, e adorava me colocar em shows – estar na frente de pessoas, contando histórias “.

E não por acaso, a dança está afinal, nas origens da família de Gemma. Filha de uma grande bailarina, ela treinou jazz, hip-hop e acrobacias antes de finalmente mudar seu foco para o ballet ainda adolescente. “Eu sabia que uma carreira de performance era algo que eu queria!”, ela compartilha. No entanto, quando chegou a hora de fazer uma audição para a famosa escola Juilliard, ela participou de testes sem acreditar que ela tivesse uma chance real de entrar. “Nunca pensei que isso pudesse acontecer. Quando recebi a ligação dizendo que fui aceita, eu simplesmente caí no chão. ”

Nos últimos anos, Gemma treinou rigorosamente para entrar no mundo da dança profissional – às vezes até 12 horas por dia, durante semanas. À medida que ela se prepara para os últimos meses no programa de bolsa da Fundação Princess Grace, ela achou um tempinho fora de seus treinos e horários de aula para conversar com Teen Vogue, e lança luz sobre as lições que aprendeu ao longo do caminho e compartilha 10 coisas que os fãs provavelmente não sabem sobre como a vida de uma dançarina realmente é (“Não é tudo tutus”, diz ela rindo). Veja agora curiosidades sobre a vida das grandes estrelas da dança.

1. Todo esse tempo no palco e no estúdio de dança acarreta um problema sério nos dedos dos pés.

 

Gemma admite que os pés da quem dança nem sempre são adoráveis de olhar. “Os pés de um dançarino são lindos por causa do trabalho que eles fazem por nós”, diz ela, mas “dependendo do estilo da dança, surgem problemas diferentes: com o trabalho de ponta e o balé, os calos, joaninhas e bolhas são muito comuns. Em estilos modernos de danças, os dançarinos estão muitas vezes descalços, o que permite que o chão cause queimaduras e rachaduras dos dedos do pé “. ECA!

 

2. Um corpo que está à frente dos alimentos, requer muito para alimentar de forma saudável.

 

Ao longo de seu treinamento, a Gemma teve entender de verdade quais alimentos ela precisa para literalmente entrar em ação. “O corpo precisa de proteína!” ela enfatiza. “Eu adoro comer um grande café da manhã antes da aula. Isso realmente me ajuda a acordar e me alimenta no começo do meu dia”. Ela também é fã de um lanchinho – suas escolhas favoritas incluem nozes, homus, frutas, quinoa e granola – e gosta de misturar tudo a noite com uma grande salada. Antes de deitar, ela adota o chá, que tem pontos positivos nas propriedades anti-inflamatórias, como gengibre ou açafrão! Mais um deleite: “Eu amo doces, então eu sei que um lanche como chocolate ou pasta de amendoim me esperam no final do dia!”

 

3. O ensaio para um show literalmente ocupa todo o seu tempo.

 

Como ela ainda é estudante no colégio, Gemma vai da aula direto para o ensaio, mas o trabalho não pára por aí. “Viver para o corpo é incrivelmente importante, e o autocuidado fora do estúdio é uma necessidade!”, diz ela. Isso significa que mesmo quando ela não está dançando, ela está usando seus músculos, aquecendo, esfriando, treinando e até agendando seu tempo de sono (sim, que inclui pequenos cochilos) para dar uma energizada no seu corpo para uma apresentação. Durante estes períodos, tudo o que um dançarino faz é sobre a preparação antes do palco. “Nós temos que cuidar de nossos corpos”, ela explica, ou então corre o risco de comprometer todo o trabalho árduo que foi feito até a apresentação.

 

4. A educação em dança não é apenas o uso do collant e tempo no estúdio.

 

“Temos tantas oficinas sobre como escrever nossa biografia e o currículo adequados”, explica Gemma. Intérpretes – como qualquer outra pessoa que desejam o trabalho de seus sonhos – precisam ter habilidades para se vender. “Quando você trabalha em uma empresa, você está sob esse guarda-chuva. Mas quando você quer ser freelancer, você tem de ser seu próprio gerente”. E isso significa pensar como um agente de dança e trabalhar seu nome, desde as redes sociais até a educação avançada e networking.

 

5. A tecnologia desempenha um papel fundamental na vida de um dançarino.

 

A dança é uma arte, mas também é um negócio, e requer muito mais do que ser uma artista de boa aparência com um ótimo nível técnico, acrescenta Gemma. “Temos que estar prontos para promover nossa forma de arte. Com a tecnologia tão proeminente como nos dias de hoje, a importância de desenvolver um site, estar envolvido em mídias sociais e comercializar a si mesmo é essencial”. Em outras palavras, a superposição entre a jovem dançarina que está começando e é a empregado recém-contratado de uma companhia é maior do que você pensa: em ambos os casos, “ser agradável e amigável – estar disposta a conhecer pessoas – interessando-se por outros artistas. “Trabalhar, apoiar os projetos dos outros e aproveitar e compartilhar o que você faz pela comunidade permitirá possibilidades de crescer e estabelecer conexões com outras pessoas que, em algum momento, cruzarão seus caminhos. “Temos de estar sempre no melhor de nós mesmos!”

6. Bailarinas aposentam suas sapatilhas de ponta na escola às vezes.

 

Gemma iniciou sua educação básica longe da barra, aprendendo diferentes técnicas de dança e continua a aprimorar outras áreas de sua arte na escola. “Na Juilliard, somos tão afortunados de ter uma variedade tão ampla de aulas que tocam em todos os aspectos da indústria de dança. Junto com o currículo principal de bailarina, há a parceria clássica/contemporânea com todas as técnicas de dança moderna, temos aulas de anatomia e biomecânica, teoria da música, atuação, treinos de voz, elementos de atuação, composição… “Basta dizer que eu possuo um cronograma de aprendizado completo e que bem se presta a outras áreas do negócio, desde a terapia até teatro musical e muito mais.

 

7. Os artistas são seu próprio grupo de apoio.

 

Como qualquer carreira super competitiva, você precisa saber que existe um grupo de pessoas nas quais você pode confiar, ouvir e realmente te apoiar. Outros dançarinos, diz Gemma, “são aqueles que podem entender o que você está passando do seu ponto de vista”. Digo isto, particularmente porque os grupos de dança trabalham tão próximos, que um ambiente positivo geralmente depende da dinâmica dos próprios dançarinos. “Promover um ambiente de trabalho saudável entre você e seu parceiro (ou um grande grupo de pessoas) pode fazer toda a diferença para o resultado da peça, bem como a energia no palco”. Assim como a maioria dos empregos, é tudo sobre o trabalho em equipe para aguentar um projeto elaborado!

 

8. Nem todos os dançarinos estão se esforçando para ser solistas no palco.

 

Quando você dançarino importante n uma instituição tão respeitada por de quatro anos, você está recebendo um BFA – e o tipo de trabalho que você poderia eventualmente exercer vai muito além do palco e do estúdio. “A coreografia, o ensino, a direção e a produção são todas as opções”, assim como promover sua capacitação e desempenho para atuar e/ou cantar, diz Gemma. Mas ela também lembra que apenas porque você tem um diploma de dança não significa que você não pode seguir outros caminhos de carreira, como voltar para a escola para um mestrado em outra disciplina em algum momento. “Eu acho que a beleza de uma carreira de performance é que cada indivíduo vive um caminho tão diferente: quem você conhece e os projetos em que você se envolve podem levar a circunstâncias e oportunidades que nunca poderiam ter sido previstas”.

 

9. É possível ganhar uma bolsa de estudos para o seu aprendizado de dança.

 

Gemma é uma prova viva: no ano passado, ela recebeu o Prêmio Alexander Moore Bayer Dance pela Fundação Princess Grace, uma organização nos EUA que identifica e auxilia talentos emergentes em teatro, dança e cinema através de bolsas de estudo e estágios. Começar em um campo artístico raramente é fácil – e tampouco é possível pagar para se graduar em artes. Mas se você está estudando no meio artístico, é possível encontrar apoio e recursos financeiros para ajudá-lo a ter sucesso. Gemma foi homenageada por ser reconhecida pela organização por todo seu trabalho árduo no ano de 2014, e se sente agradecida. “Tenho tanta sorte de estar trabalhando tão intensamente em algo que eu amo tanto. A carreira é dura e rigorosa, mas se alguém tem paixão por isso, é uma jornada notável”.

 

10. Quando se trata de ter sucesso, o nome do jogo é dedicação – acima de tudo.

 

Para ter sucesso nesta indústria, você deve escolher a dança todos os dias e “a dedicação e a ética de trabalho necessários para ser dançarina são bastante extremas”, admite Gemma. Autodisciplina e sacrifício fazem parte do pacote. Enquanto cresce, Gemma passa de 4 a 5 horas no estúdio todas as noites. “Não consegui fazer muitas coisas que meus amigos estavam fazendo”, diz ela. Mas, enquanto ela não teve uma experiência típica de passar pela adolescência; na Juilliard, ” sei que encontrei meu nicho. Sou constantemente estimulada pelos artistas à minha volta … embora nossos dias sejam tão difíceis e muitas vezes ficamos desapontados com nós mesmos, eu sei que não há nada que eu prefira fazer “.

E aí? Isso te inspira a correr atrás do seu sonho de dança?!

Traduzido por: Kiko Fernandes
Fonte: http://www.teenvogue.com/story/10-things-no-one-told-you-dance

7 Coisas Para Lembrar Nas Fases De Incerteza Sobre Sua Dança.

Todos nós conhecemos essa situação:

Estamos fluindo suavemente na nossa vida de dança e nos sentimos confortáveis com o que estamos fazendo, e de repente acontece algo que nos joga completamente fora do nosso caminho. Pode ser uma nota, um novo professor, uma performance mais difícil, ou uma lesão – de um momento para o outro nós questionamos toda nossa existência como dançarino e como pessoa.  

É comum nos cairmos nesse estado de insegurança e incerteza através de eventos que nos fazem pensar sobre quem somos e o que queremos alcançar com nossa arte. Por exemplo, nós fazemos uma aula com um novo professor que tem uma abordagem completamente diferente das que estamos acostumado. Ele pode ver e corrigir coisas que nunca foram mencionados para nós antes, o que nos faz questionar nossa própria abordagem e estilo, nos observando por uma perspectiva diferente.

E é aí que colocamos diferentes expectativas sobre nossa própria dança, e se nós não cumprirmos essas expectativas nós ficamos frustrados  e desapontados com nós mesmos. Desenvolvemos um sentimento de que estamos andando em círculos, inseguros sobre o que fazemos e que somos.

Essas são as coisas que você deve lembrar se estiver nesse estado:

1. A vida é mudança.

Eu sei que é conveniente pensar que um dia saberemos quem somos, talvez depois de um certo número de apresentações ou coreografia  que fizermos. Mas é claro isso não é fácil. A única constante de vida é a mudança. Que nós podemos depender com certeza. Não vai existir um em que você vai poder dizer “ Ahh, esse sou eu agora!” momentos depois de “Ahh, eu descobri o que me caracteriza neste momento. Mas isso pode mudar amanhã, semana que vem, ou ano que vem.”

O momento que nos tornamos cientes sobre isso e abertos a mudanças, somos capazes de aceitar e nos livrarmos desse medo.

2.Todo mundo passa por isso

Você acha que é a única pessoa que passa por essa insegurança- talvez porque você não seja bom o bastante? Não. Converse com diferente pessoas sobre esse assunto, eu descobri que esses estados de incerteza acontece com todos, independente do estilo, idade e experiência. E se você pensar sobre isso – até (ou especialmente?) os melhores dançarinos, nunca dançam do mesmo jeito através da sua carreira. O mestre do Sapateado Savion Glover por exemplo começou com Sapateado Broadway, depois foi conhecido pelo seu estilo de sapateado mais “pesado” e hoje é uma referência do sapateado no jazz, estabelecendo diversos estilos através do tempo. Seu estilo evoluiu, e o de todo mundo. Nossa jornada seria entediante se isso fosse diferente.

3. Mude sua perspectiva

Parece que no momento em que entramos nesse estado de insegurança, nós queremos sair dele o mais rápido possível- percebendo esse estado como algo negativo. Mas e se esse momento for na verdade bom? Não existe momento em que aprendemos mais do que quando nos questionamos, quando algo te força a sair da zona de conforto. Nós não deveríamos tornar esse momento mais difícil lutando contra ele. Ao invés disso nós deveríamos aceitar tudo que vem junto e viver esse momento. Cedo ou tarde nós vamos perceber o quanto esse “problema” nos ajudou e como saímos dele mais sábios e fortes do que antes.

4. Não se compare aos outros

Todo mundo tem uma jornada diferente. Então não se compare aos outros na sua aula ou grupo de dança. Eles estão onde estão e você está onde está.  A vida de cada um segue um ritmo diferente, e nós experimentamos coisas diferentes em momentos diferentes. Não existe certo e errado. Não assuma que a pessoa da primeira fila que parece dançar exatamente igual a professora queria não teve dificuldade. Ela está apenas em um momento diferente, e você não sabe o que ela pensa ou sente – talvez ela seja insegura como você.  Seja inspirado pela luz que outras pessoas irradiam, abrace isso e em breve você estará brilhando radiante novamente, inspirando outros a fazer o mesmo.

  1. Não Julgue Nada

Falando sobre não comparar você também não deve julgar nada – você, seus sentimentos, outras pessoas. Aceite tudo e diga a si mesmo que está tudo certo sentir o que está sentindo. Não fique bravo com você mesmo porque o giro não saiu como desejava. Seu corpo e mente estão se ajustando a um novo estado, e é completamente normal e ok se algumas coisas precisarem de mais tempo. Você não sabe o que a vida tem planejada para você, então se entregue para o seu guia interior e esteja aberto a experiência. Mesmo que algo pareça estranho desconfortável ou frustrante.

“Quanto mais te incomodar, mais feito é pra você. Quando não te incomoda mais, não é mais necessário pois a lição foi aprendida.” (Bryant McGill)

6. Vá com o fluxo

Este estado não dura para sempre.É apenas um caminho transitório que leva sua dança para um nível mais elevado. Também, a vida nunca segue linear. Você talvez precisa dar três passos para trás para avançar quatro. Em qualquer caso, tudo é para um bem maior.  Se você tiver um revés, uma situação desconfortável ou embaraçosa – Pode parecer feio no momento, mas no final tudo é uma lição.  E lições nem sempre são fáceis. Algumas vezes temos que chegar no fundo do poço para perceber certas coisas. Se algo parece desagradável, mas podemos aprender com isso e depois deixá-lo ir, essa é uma lição profunda e de longo prazo.

7. Não leve nada muito a sério

E finalmente, nunca leve você ou situação muito a sério. ClaroAnd finally, do not take the situation or yourself too seriously. É claro que somos propensos a uma sensação de “cansaço do mundo” quando tudo parece estar flutuando incontrolavelmente no espaço. Mas se preocupar muda alguma coisa? No máximo vai tornar tudo pior. Então perceba que seu propósito como dançarino e ser humano é maior do que sua insegurança temporária.  Mesmo sabendo que a sensação não é essa, a vida ainda é um lindo presente. Se você for capaz de manter o máximo de energia positiva possível, tudo vai acabar se acertando cedo ou tarde.

FONTE: http://www.danceadvantage.net/phases-of-uncertainty-in-dance/

TRADUZIDO E ADAPTADO POR: Marcel Cortinovis.

Dançar? Prefiro ter minhas unhas arrancadas!

Eu NÃO estou a fim de dançar …

As pessoas se sentem sexys, apaixonadas, empoderadas e vivas quando dançam. Para algumas pessoas, a dança faz com que eles se sintam relaxados, contentes e inteiros, e para outras pessoas, o ato de dançar os aproxima de um estado de auto-realização, em completude espiritual e um estado de harmonia mente-corpo. Estes são os sortudos, aquelas pessoas tão sortudas para quem a dança melhora suas vidas.

Agora, vamos pensar nos outros. Aqueles outros para quem o ato de dançar, ou pensar em dançar, ou mesmo em assistir alguém dançando, faz com que eles se contorçam. Centenas de pessoas me disseram porque não dançam. E nem irão! Aqui estão os dois principais motivos pelos quais as pessoas não dançam.

Autoconsciência

 

Muitas pessoas, e especialmente os homens, me dizem que não dançam porque se sentem autoconscientes. Ser autoconsciente significa que são pessoas bem conscientes de si mesmas, e além disso, sentem que outras pessoas também estão cientes da presença deles e podem julgá-los negativamente. Isso se reflete em outras razões pelas quais as pessoas me deram para não dançarem.

Uma mulher de 30 anos escreveu: “Eu estou ciente de mim mesma e sinto que estou fazendo isso errado e que as pessoas vão reparar” e outras mulheres na faixa dos 50 escreveram “Eu não danço porque não sou muito boa nisso, e por isso tenho a sensação de que as pessoas estão me vendo e rindo de mim “.

Essa falta de confiança na “capacidade” de se mover livremente em público com a música claramente tem um efeito debilitante. Um homem em seus 30 anos de idade fez uma declaração surpreendente: “Eu acho que sou muito feio para dançar!” e vários outros homens expressaram sentimentos semelhantes (“Pareço um idiota”, “Me sinto estúpido” e “Pareço desengonçado … quando danço”) sobre o que ele acham de si mesmos quando dançam. Com tais percepções, não é surpreendente que algumas pessoas se afastem bastante da pista de dança e reajam negativamente à possibilidade da dançarem em público.

 

Relacionamentos

 

Uma das alegrias de ser pai é a oportunidade de dançar com seus filhos. No entanto, parece que dançar com os pais pode colocar algumas pessoas longe da dança pelo resto de suas vidas. Uma jovem adolescente me escreveu que seu motivo para não dançar é porque “eu tive que dançar com minha mãe uma vez e foi péssimo!”. Pobre mãe. Bem, pelo menos a mãe terá seu marido para dançar. Ou não… “Meu marido nunca dançou e estou muito velha agora para encontrar outro parceiro … embora já tenha perguntado!” Me escreveu uma mulher na faixa dos 60 anos.

Para alguns homens suas razões para dançarem parecem chegar ao seu coração (e para não dançarem também). Para eles, tudo gira em torno de encontrar uma companheira. “As únicas vezes que eu já dancei na vida eram para tentar pegar mulheres”, escreveu um homem no início dos seus 30 anos, e outro homem da mesma idade escreveu: “Não danço mais agora porque estou casado e com filho”.

 

Conclusão

 

Há algumas evidências científicas que sugerem que no começo nós dançamos a dois como parte de um cortejo de namoro e, além disso, a forma como dançamos em festas é influenciada pela nossa taxa hormonal e genética. De acordo com este ponto de vista, dançamos em parte para comunicar nossa “aptidão” genética para ser um parceiro ou parceira apta à reprodução, e sendo assim, pode haver razões reprodutivas, hormonais e genéticas pelas quais dançamos ou não dançamos.

Como sou um psicólogo que adora dançar, eu veja nas histórias das pessoas com seus baixos níveis de confiança e altos níveis de autoconhecimento o reflexo de pessoas muito emotivas. Quando as pessoas me dizem que querem dançar, mas não o fazem porque se sentem muito desajeitadas, estranhas, não qualificadas ou sem companhia, me convence da necessidade de reformular a dança a dois como uma atividade divertida e natural, onde não há intenções escondidas e sem risco de “fazer errado”. Quando você relaxa e dança de forma livre e natural, você expressa quem você é. O que pode ser “errado” sobre isso?

Fonte: https://www.psychologytoday.com/blog/dance-psychology/201003/dance-id-rather-have-my-fingernails-pulled-out

Tradução: Kiko Fernandes

Como eliminar de forma ética a sua concorrência sem destruir a sua comunidade de dança?

Então você quer mais alunos, certo?

Mas você também não quer destruir a comunidade de dança, certo?

Infelizmente, muitos professores de dança tendem a cometer alguns “erros” que acabam dividindo (e, ocasionalmente, mesmo destruindo) a comunidade de dança.

Por sorte, há uma maneira de obter mais alunos, que podem eliminar completamente sua concorrência (em 99% das situações de dança) …

E…

Não só irá evitar destruir ou dividir a comunidade, mas também irá fazê-la crescer e se fortalecer…

… E os outros professores vão te amar por isso!

Antes de entrar nesse método, vejamos como muitos professores de dança atualmente tentam obter novos alunos, de maneiras que podem arruinar o cenário de dança.

 

O Método que NÃO RECOMENDAMOS

Muitos professores procuram atrair novos alunos apelando para pessoas que saem para dançar em casas noturnas, eventos de dança ou mesmo outras escolas.

Agora, se você comanda a casa noturna/evento ou a escola no qual essas pessoas estão frequentando, então isso é ótimo!

Claro, você ainda pode ver minhas sugestões que estão logo abaixo, mas, ao mesmo tempo, essas pessoas são participantes que estão indo para o(s) seu(s) evento/escola(s), então faz sentido contar-lhes sobre outras oportunidades de aprendizado que podem experimentar.

Mas e se você não é dono desses eventos/escolas de dança onde todos esses potenciais alunos estão dançando?

Você deveria estar anunciando seus serviços de professor nestes eventos/escolas ou tentando persuadir os participantes para fazerem aulas com você?

Depende…

Se você tem permissão do dono do evento/escola, então com certeza, vai fundo.

Se não, então eu não recomendaria essa atitude.

Mas não importa se você tem permissão ou não, se isso é tudo o que você está fazendo para obter novos alunos, então você está somente dividindo a comunidade de dança ao invés de fazê-la crescer…

… E você NÃO está eliminando sua concorrência.

 

Por quê?

Porque você está oferecendo seus serviços aos mesmos alunos que o dono do evento/escola de dança. Então, ao invés de trazer novos alunos para o cenário de dança (e fazê-lo crescer), você está tirando alunos que já estão na dança e pedindo-lhes que irem com você a outro lugar … dividindo a atenção deles.

Mesmo que suas aulas aconteçam em uma noite diferente da semana, alguns alunos escolherão apenas ir às suas aulas e deixar de ir ao evento/escola iam antes.

E se eles vão às suas aulas ou não, de qualquer modo você está se colocando em concorrência direta com o dono do evento/escola.

Isso não é necessariamente uma coisa “ruim”, mas certamente não é uma maneira de cultivar uma comunidade maior de dança (ao menos não por conta própria).

Então, em vez disso …

 

Faça crescer sua comunidade de dança enquanto elimina a concorrência

 

Como você obtém novos alunos de forma ética?

… de uma maneira que não destrua (ou divida lentamente) sua comunidade local de dança?

É bastante simples …

Comece a anunciar para “não-alunos”.

Para fazer isso, você pode gastar um monte de dinheiro em publicidade através do facebook e google adwords.

Ou você pode usar um …

 

Método de Base para crescer sua comunidade

Recomendamos “Bombardeiro de Dança” (também conhecido como: Bombardeiro de Lindy, Bombardeiro de Blues, Bombardeiro de Tango, etc.).

Bombardeiro de Dança é quando você vai para um lugar que normalmente não tem dança (ou em algum lugar que normalmente não tem seu estilo de dança) e então você dança …

… um tipo de flash mob, mas que geralmente não é coreografado.

 

Aqui estão as etapas básicas deste método:

  1. Vá para qualquer local onde há um monte de moradores locais (mercados, bares, casas noturnas, etc.);
  2. Coloque uma música e dance para eles (talvez até ensine alguns passos ou noções básicas);
  3. Distribua panfletos ou cartões de visita (e o ideal seria que eles pudessem experimentar sua primeira aula de graça).

 

O Bombardeiro de Dança funciona incrivelmente bem!

Muitas vezes, as pessoas ficam facilmente impressionadas com uma dança em parceria. Até mesmo assistir a dança de quem é iniciante, é fascinante para um não-dançarino.

Independentemente do seu nível, na maioria das vezes as pessoas irão se aproximar de você e perguntar-lhe onde você aprendeu a dançar.

Este é o momento perfeito para entregar um folheto (ideal para uma aula gratuita) e dizer que eles também podem aprender! Ou melhor ainda, tire-os para dançar na pista de dança com você e mostre o quão fácil pode ser começar.

Além disso, não esqueça…

 

Mais dois métodos super simples de crescimento da base

 

Aqui estão mais dois métodos que a maioria dos dançarinos se esquecem de fazer e são SUPER SIMPLES!

  1. Conte aos seus amigos e familiares que não dançam sobre suas aulas.

Ensine-os alguns passos básicos para que eles possam ver o quão fácil isso pode ser, e dê-lhes panfletos também! Eles ficam de 10 a 20 vezes mais propensos a ir ter uma aula com você porque eles já te conhecem.

Faça com que seja fácil para si mesmo e “colha as frutas que estão mais embaixo”.

E…

  1. Peça a seus alunos para contar sobre suas aulas a seus amigos / familiares também.

O boca a boca é incrivelmente poderoso, e às vezes você só precisa lembrar seus alunos para contar a outros amigos. Alguns deles o farão sem lembrete, mas alguns deles precisam desse lembrete.

 

Este são as “frutas que estão mais embaixo”. Claro, você pode fazer outras coisas para trazer novos dançarinos, mas …

… esta é a maneira mais fácil!

 

Não pule este método!

Agora, em vez de competir com outros professores, você eliminou a concorrência.

Se você vê um “não-dançarino” que está no mercado assistindo você dançando, e você o entrega um folheto, ele não vai pensar: “Hmmm, eu deveria ter aulas dessa pessoa ou daquele outro professor de dança”. Em vez disso, ele estará apenas focado neste momento em se deve ou não ter aulas de dança, e o dançarino que está na sua frente é quem ficará na sua mente.

Sua concorrência agora é com todas as outras coisas que ele pode fazer na noite de sábado (ou na noite que você dá aulas) em vez de todos os outros professores de dança.

Claro, muitas pessoas ainda não irão fazer aula de dança apenas por causa disso, mas algumas irão, e quando elas forem …

… você terá acabado de trazer um novo(a) dançarino(a) para a comunidade, aumentando assim a quantidade de pessoas que dançam!

Se você sempre fizer isso, você estará aumentando o potencial novos de dançarinos que podem se inscrever em aulas ou eventos, e isto não é bom apenas para você, mas também para todos os outros professores da cidade …

… e os outros professores vão te amar por isso!

 

É realmente muito simples.

É só seguir estas etapas básicas.

 

Voltando aos Fundamentos

Pense nisso…

Antes de existir uma comunidade de dança em sua cidade, como você acha que ela começou?

Provavelmente fizeram todas as coisas mencionadas acima, certo?

Estes são fundamentos!

Assim como dançar, não ignore os fundamentos.

 

Caros Líderes: Nem tudo é culpa sua

Caros Líderes,

Vocês já ouviram falar em algum lugar que, se houver um erro, é sempre culpa sua? Quero lhes dizer que isso não é verdade.

Como líder, você deveria compensar um seguidor que está tendo dificuldade. Isso pode significar abrandar, mudar os movimentos que você usa ou ser mais claro do que você gostaria. Mas, o fato de que você deveria compensar o seu parceiro não o faz culpado por cada erro que acontece.

A compensação é uma ótima coisa. Mas, há apenas uma certa quantia que você pode compensar. Por exemplo, você não pode magicamente transformar um iniciante em um mestre simplesmente por ter uma ótima liderança. Você pode ajudar a seguir a ‘dança’, se você tiver mais experiência, mas você não pode mudar o fato de que eles ainda precisam evoluir na dança.

Se o seguidor não tiver a técnica e cometer um erro, esse erro é dele. Se eles não pisam no lugar certo, ou eles perdem o equilíbrio, ou eles não acompanham a condução o “erro” é do seguidor.

Por favor, não tome a posse desses erros, mas também não culpe seu parceiro.

Se você se apropriar do erro, você está fazendo um excelente desserviço aos seguidores ao seu redor. Quando eu estava começando na dança, me disseram que tudo o que deu de errado foi culpa do líder. Enquanto eu acreditava nisso, as aulas pareciam bobas. Afinal, não importava o que eu fizesse  – a culpa era sempre do líder se algo funcionasse ou falhasse. Por favor, não tire nossa motivação tomando posse de nossas contribuições (ou falhas).

Mas, você também não tem que culpar seu parceiro. Erros acontecem – tanto para líderes quanto para seguidores. Os erros podem ser transformados em coisas bonitas e criativas. Os parceiros também podem se adaptar aos erros. Então, não se responsabilize pelos erros do seu par, mas faça o melhor para compensar as falhas  dele. Assuma a responsabilidade de ajudar a consertar ou evitar um erro, mesmo que você não o tenha causado.

Os seguidores também devem compensar seus “erros”. Se você está tendo dificuldade com algo, eles devem usar suas habilidades para facilitar as coisas. Mas isso não os torna culpado se você não conseguiu ser claro na condução. Mas, compensar pela sua falha faz deles um parceiro melhor.

Compensação é uma das coisas que permite que você e seu parceiro trabalhem em equipe. Isso permite que vocês se divirtam, apesar dos erros (inevitáveis) que acontecerão. Compense os “erros” do seu parceiro – sem se apropriar deles. Assim ambos serão mais felizes.

Mas, eu quero que você compartilhe a propriedade de qualquer sucesso em sua dança. Para que duas pessoas façam algo certo, significa que ambos os parceiros precisam fazer sua parte. Todas as coisas bem-sucedidas que você alguma vez conduza na dança exigem um seguidor que “entendeu”.

Então, compartilhe essa responsabilidade com o seguidor. Não acumule a alegria dizendo que foi sua liderança surpreendente que conseguiu isso. Compartilhe o crédito com seu parceiro. Sem ele, não importa o quão ótimas sejam as suas habilidades. Ele seguiu você em sua visão, e ele te ajudou a fazer isso acontecer. Foi você e seu par que fizeram isso acontecer.

Caros líderes, não sinta que tudo errado em uma dança é culpa sua. Lembre-se de que há outra pessoa lá que compartilha a responsabilidade tanto para os erros quanto para os acertos.

No final do dia, você não está sozinho na dança. Você está lá com o seu parceiro. Então, compartilhe a responsabilidade com eles. Ajude-os quando cometerem um erro. Compense e crie uma experiência de dança maravilhosa dividindo a responsabilidade e experimente juntos a alegria quando algo dá MUITO certo.

 

FONTE: http://www.danceplace.com/grapevine/dear-leaders-its-not-all-your-fault/

TRADUZIDO E ADAPTADO POR: Marcel Cortinovis.

Quer dançar? Então vamos transar!

Nós tivemos uma conexão incrível e eu me senti segura nos braços dele enquanto dançávamos, ríamos e criávamos juntos uma sensação indescritível. Nós dançamos por praticamente uma hora e meia juntos e eu me senti muito viva e feliz quando terminamos. No dia seguinte tivemos danças muito similares por quase uma hora, brincando e nos divertindo. Ele me desafiava mas nunca me fez sentir mal por algum erro, ao contrário, nós ríamos juntos e apenas nos expressávamos na música. No dia seguinte veio a pergunta. Ou melhor, a vontade verbalizada: “Eu quero você”. Eu disse que queria continuar apenas como amigos. E depois disso nós nunca mais dançamos.

Infelizmente essa é uma realidade diária no nosso mundo, e no último evento que fui esse ano estava muito claro. Existia uma atmosfera sexual não usual pelo lugar, e não me entenda mal, eu entendo que o sexo faz parte da dança e isso não é uma coisa ruim, vá, explore e divirta-se, mas quando é isso que determina quem é você na dança, não é algo legal.

Além disso, é algo que está sendo usado na procura de um parceiro de dança, pelo que tenho percebido. Tenho recebido convites para virar parceira de dança ou de aula de outras pessoas com uma expectativa bem explícita de que eu durma com eles. Porque “a conexão é tão melhor depois que você faz sexo com a pessoa”. Pode ser, ou pode não ser também. Eu não sei. Mas eu sei que é uma forma grosseira de expressar uma noção extremamente antiquada de que o homem possui o corpo da mulher. Ou seja, durma com seu parceiro se você quiser, mas não use isso como um pré-requisito na construção de uma parceria ou na hora de escolher um assistente para sua aula. Se acontecer, deve acontecer de forma orgânica, natural, mas deixar claro em palavras como expectativa de que aconteça, não é legal. Só para deixar claro, as pessoas que eu dei aula ou pratiquei junto até hoje nunca me pediram isso, e são amigos meus extremamente respeitosos.

Eu quero enfatizar que esse problema não necessariamente representa toda a comunidade ou eventos, mas nesse último evento que eu fui eu tive a sensação que vários caras estavam com apenas um pensamento, e, novamente, não é que o sexo seja um problema, o problema é usá-lo contra você na condição de uma dança. É quando você deixa de ser tirada para dançar porque seus sinais são muito claros de que você não quer nada além de dançar. E para os caras que estão pensando “ah, mas as mulheres também procuram parceiros para sexo na dança”, sim eu entendo. Mas eu raramente escuto alguma dizer que parou de dançar com um cara porque ele não quer fazer sexo com ela.

O cara que deixou de dançar comigo porque eu disse “não, obrigada” inclusive parou de conversar comigo também, o que me fez sentir mal para ser honesta. Não só porque nós éramos amigos e conversávamos bastante mas porque claramente nós tínhamos uma boa conexão e nos divertíamos enquanto dançávamos. E do nada isso se foi. Talvez isso mude na próxima vez que a gente se encontrar, quem sabe.

De qualquer forma, os eventos são incríveis por diversos motivos, como o descanso na praia, as danças nos bailes todas as noites, minha melhor amiga sempre ao meu lado. E eu não me canso de falar que tem cavalheiros incríveis e muito respeitosos também. Eu sempre tenho danças de tirar o fôlego com alguns deles. A questão é saber separar uma boa conexão da dança de uma tensão sexual recíproca.

 

FONTE: http://annathefringe.com/2017/07/09/wanna-dance-lets-fuck-then/
TRADUZIDO E ADAPTADO POR: Lucas Esteves

APRENDA A DANÇAR COM A MÚSICA

Gostaria de aprender a dançar? Embora alguns tipos de dança não requerem música, a maioria das danças é feita para a música. Muitas pessoas vão admitir ter vontade de dançar, especialmente quando ouvem uma batida familiar. Então, como você aprende a dançar?

Começa aqui:

  • Encontre um tipo de música que você gosta.
  • Escolha uma música que faça você se sentir bem.
  • Reproduza a música algumas vezes, ouvindo atentamente as diferentes batidas, detalhes e características da música. Você também pode ouvir as letras para encontrar inspiração.

APRENDA A DANÇAR NA BATIDA NA MÚSICA

Aprender a dançar começa com a descoberta da batida da música. A batida de uma música geralmente determina o quão rápido ou quão lento você deve mover seu corpo enquanto dança. Se a sua música escolhida tiver uma batida rápida, esteja preparado para se mover rapidamente.

Para encontrar a batida de uma música:

  • Escute atentamente as batidas mais fortes e pesadas.
  • Bata palmas junto com as batidas para sentir a música.
  • Tente bater seu pé direito para as batidas fortes e seu pé esquerdo para as batidas mais fracas.

 

APRENDA A DANÇAR COM SEUS BRAÇOS

Ao aprender a dançar, tente mover os braços. Quando você acha que pode sentir a batida, relaxe os braços e tente movê-los junto com a música.

Algumas ideias:

  • Você pode balançar os braços naturalmente junto com os pés, dobrando levemente os cotovelos.
  • Levante os braços acima de sua cabeça, depois desça novamente pelos seus lados.
  • Não tenha medo de brincar com movimentos não-lineares e fluídos, também. Experimente com diferentes expressões e veja o que parece melhor se adequar à música, ao seu estilo pessoal e aos sentimentos ou mensagens que deseja compartilhar.
  • Não se esqueça de que seus braços estão conectados aos ombros, costas e peito. Explore qual é a sensação de mover outras partes superiores do corpo junto com os braços.
  • Lembre-se: Embora possa haver certos estilos e técnicas, em última análise, não existe uma maneira correta ou errada de dançar. É uma forma de expressão pessoal.

 

APRENDA A DANÇAR COM POUCOS PASSOS

Aprender a dançar envolve aprender a se mover. Agora que você tem os braços em movimento, tente adicionar alguns passos com os pés:

  • Levante um pé e depois o outro, tipo de como marchar no lugar.
  • Dobre seus joelhos no tempo para a música, dando pequenos passos para a frente e para trás com os dois pés.
  • Deixe seus pés levá-lo ao redor do chão em pequenos círculos.
  • Considere outras formas de mover sua parte inferior do corpo, incluindo seus quadris.
  • Como nos braços, não limite seus movimentos para a frente e para trás. Explore todos os planos de movimento, como círculos e diagonais.

 

APRENDA A DANÇAR USANDO SUA CABEÇA

Dança também inclui sua cabeça. Você precisa adicionar um pouco de movimento acima do pescoço. (Se você segurar sua cabeça imóvel e rígida, você ficará como um robô.)

  • Acene suavemente com a cabeça ao ritmo da música.
  • Não acene loucamente com sua cabeça. Basta mover o queixo para cima e para baixo em um ritmo, um pouco como gesticular a palavra “sim”.
  • Para que a ação pareça mais natural, deixe sua cabeça acenada para cima e para baixo, bem como de lado a lado.
  • Pense no seu pescoço como uma extensão da coluna vertebral e permita que ele responda naturalmente aos outros movimentos da parte superior e inferior do corpo.
  • Relaxe. Agora tente sentir a música, sem pensar demais. Pode ajudar se você fechar os olhos. Também pode ajudar se observar no espelho para ganhar consciência corporal.

 

Neste ponto, todo o seu corpo deve estar se mover no tempo da música. Aprender a dançar pode ser simples e divertido.

FONTE: https://www.thoughtco.com/learn-to-dance-1007102
TRADUZIDO POR: Marcel Cortinovis

Porque todo o dançarino deveria saber Liderar e Seguir

Na dança a dois, temos duas funções (normalmente) bem definidas: líder e seguidor. Cada um desses papéis tem seu próprio leque de responsabilidades.

O líder é o diretor, que tem uma visão do que vai acontecer depois. Ele cria os pedidos, que são processados pelo seguidor.

O seguidor interpreta os pedidos feitos pelo líder e implementa o pedido. Ele cria a visão que o líder estabeleceu.

Mas e se mexêssemos um pouco com esses papéis?

O Conceito de Seguir enquanto Conduz

Os líderes mais procurados tem uma qualidade especial: a habilidade de entender e interpretar as respostas dada pelo seguidor. Isso significa que os melhores líderes não são 100% líderes na dança; tem uma certa porcentagem de seguidor também.

Pense nisso como um lanche (tradicional): Os seguidores são o recheio.  Os líderes são os dois pedaços de pães, envolvendo os seguidores dos dois lados. De um lado, eles estão liderando o seguidor na direção da sua visão (fatia de cima). Mas, eles também usam parte da sua capacidade (fatia de baixo) para garantir que os seguidores ainda estão com eles.  

Isso cria um “piso” que evita que o seguidor se solte de uma conexão confortável. Ele também diz ao líder se seu seguidor está:

  • Atrasando a liderança
  • Perdendo o equilíbrio
  • Interpretando mal a liderança
  • Desconfortável com um movimento específico

 

Isso não significa que o líder deixe de liderar. Mas, significa que eles estão mantendo a consciência do que está acontecendo com o seguidor – em vez de ser escravo de sua própria visão.

É como ter dois guias turísticos para um grupo: um mantém a frente em movimento, e o outro garante que ninguém se perca na parte de trás do grupo. Se a parte de trás atrasar muito, a frente pára e espera que a parte traseira os encontre.

Muitas vezes, essa capacidade de acompanhar a liderança é a diferença entre líderes “médios” e “ótimos”. É como eles criam a sensação de que o seguidor “não tem como errar”. Se você é capaz de reajustar sua liderança para os erros do seu seguidor, eles nunca sentirão que “estragaram”. Em vez disso, você dá ao seguidor um sentimento de domínio porque você consegue acomodar sua visão, erros e problemas “seguindo” eles.

Além disso, a capacidade de seguir o seguidor funciona maravilhosamente com dançarinos avançados. Quando você sabe como seguir os movimentos do seu parceiro, um seguidor avançado pode criar novos movimentos com você e adicionar acentos musicais. Isso pode levar a novas e criativas descobertas na dança – sem momentos incômodos e desencontros.

 

O conceito de liderar enquanto segue

Liderar enquanto segue é quando um seguidor é capaz de interpretar com sucesso o imperfeito e preencher as lacunas na dança sendo responsável por seu próprio corpo e equilíbrio. É menos sobre propor um movimento novo, e mais sobre ser responsável pelo que está acontecendo.

 

Os seguidores que afirmam que “apenas seguirão” muitas vezes não possuem essa habilidade. Também pode ser uma teimosia simples – ou uma educação que não lhes deu a confiança para possuir sua própria dança.

 

Na ausência de uma liderança necessária, um seguidor que pode “liderar” seu próprio corpo pode manter o equilíbrio e o controle. Às vezes, pode até ajudar a colocar a liderança no caminho certo. Muitas vezes, você pode vê-lo com seguidores que sutilmente ajustam o tempo para alguém fora do tempo, ou com iniciantes que lutam contra os passos básicos.

 

Os melhores seguidores podem fazer isso liderando sem “assumir” o fluxo da dança. Eles entendem qual é a diferença entre preencher os espaços vazios ou descarrilar um espaço já ocupado por uma vantagem.

Líderes avançados também usam isso para criar a peça na dança. Com um seguidor que não tem medo de liderar seu corpo e ser responsável por sua própria execução, os líderes podem se tornar criativos com movimentos novos e excitantes. Experiências podem acontecer. Mas, sempre exige que o seguidor seja responsável pelo seu próprio corpo.

A melhor forma de aprender isso

 

Este é um assunto polêmico. Eu acredito que aprender a liderar e seguir em uma dança, acelera a capacidade de ambas ao mesmo tempo.

Eu acredito que quanto mais cedo você começar, mais fácil é “mudar a chave” entre os dois papéis. Sempre que começo uma dança onde acabei de trocar os papéis, acabo tendo um pouco de dificuldade em mudar entre os dois. Liderar e seguir são fundamentalmente diferentes e usam uma memória muscular diferente.

Para os dançarinos que deixam essa ponte para mais tarde, aprender o outro papel, muitas vezes, afeta temporariamente sua proficiência no  seu papel principal. Os seguidores que aprendem a liderar temporariamente se tornam “pesados”, ou tendem a se conduzirem. Os líderes às vezes perdem sua intenção.

Mas, vale a pena (na minha opinião).

Os dançarinos que conseguem esse esforço extra para aprender ambos os papéis tendem a entender o que seu parceiro precisa sentir. Os líderes aprendem a saber quando seu seguidor não está “com eles”, versus quando são apenas um pouco lentos. Os seguidores aprendem onde estão suas oportunidades de “adicionar” à dança – e onde a adição significa interferir com a liderança atual.

Claro, você ainda pode aprender essa habilidade sem aprender ambos os papéis – apenas tende a ser uma jornada mais longa. Por exemplo, uma dançarina que faça ambos os papéis, pode mostrar-lhes como deveria ser a sensação de um movimento. Pode replicar no corpo o que as respostas precisam ser. Já uma dançarina de um único papel, não pode fazer isso com tanto sucesso.

Concluindo

Aprenda a habilidade de liderar e seguir em cada uma das suas danças. Ter a capacidade de acessar ambas as ferramentas fará de você um parceiro de dança e um aluno infinitamente melhor. Isso é uma obrigação, se você é professor.

 

Minha maneira preferida para desbloquear essa habilidade é aprender ambos os papéis. Mas, no caso de que isso não seja para você, gaste um tempo investindo na arte de ouvir o corpo do seu parceiro – em vez do seu próprio.

 

FONTE: http://www.danceplace.com/grapevine/why-every-dancer-should-be-both-a-leader-and-a-follower/
TRADUZIDO POR: Marcel Cortinovis

O que é West Coast Swing?

West Coast Swing é uma forma estadunidense popular de se dançar swing que se espalhou para o mundo. Parte do apelo do WCS é ser uma dança adaptável; ele pode ser dançado em uma variedade de estilos musicais e gêneros! Além de que a dança em si cria espaço para improvisos e interações entre os parceiros. Combine esses elementos com os estilos da dança de rua (a maioria dos dançarinos de wcs resistem ao impulso de formalizar a dança deixando-a como um ritmo de dança de salão) e é fácil de ver porquê pode ser tão difícil de definir mas tão fácil de amar.

Saiba mais sobre West Coast Swing abaixo.

wcs

Características do West Coast Swing

  • WCS é uma dança de propor-seguir seu parceiro que enfatiza a conversa entre os pares. O líder é responsável por escolher o movimento da dança, mas isso encoraja o seguidor a criar oportunidades, de brilhar durante a dança. O seguidor é responsável de levar a intenção do líder,
    Mas é encorajado a brincar e interpretar dentro da estrutura geral do líder.
  • WCS Geralmente é dançado em linha, com o seguidor se movendo para qualquer extremidade da linha e o líder se mantém no centro. Embora a linha possa rodar ou descolar na ocasião, WCS não é uma dança circular ou progressiva.
  • Cada passo do WCS termina na âncora; o líder e o seguidor se afastam criando um elástico. Esse elástico ou elasticidades, cria um visual suave e tranquilo para sua dança.

Por que as pessoas amam tanto o WCS?

Uma das principais virtudes do west coast swing é o alto nível de personalização da dança. Então, o que é west coast swing? Não existe uma maneira única de se dançar WCS, e os dançarinos são encorajados a desenvolverem seu próprio estilo dentro da estrutura básica da dança. Apesar de ser uma dança de propor-seguir a dois, ela permite muita liberdade e individualidade!

Com o que se parece?

Todos já devem ter visto o vídeo viral de dois profissionais do west coast swing dançando um improviso e criando uma dança fantástica e inspiradora. Esse vídeo é acompanhado por uma chamada sensacionalista e até preconceituosa para quem conhece a realidade desses profissionais. Se você ainda não viu, veja abaixo e após assistir, se você se interessou pelo ritmo, visita nossa seção de professores no site do Conexão para se informar sobre aulas.