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Porque todo o dançarino deveria saber Liderar e Seguir

Na dança a dois, temos duas funções (normalmente) bem definidas: líder e seguidor. Cada um desses papéis tem seu próprio leque de responsabilidades.

O líder é o diretor, que tem uma visão do que vai acontecer depois. Ele cria os pedidos, que são processados pelo seguidor.

O seguidor interpreta os pedidos feitos pelo líder e implementa o pedido. Ele cria a visão que o líder estabeleceu.

Mas e se mexêssemos um pouco com esses papéis?

O Conceito de Seguir enquanto Conduz

Os líderes mais procurados tem uma qualidade especial: a habilidade de entender e interpretar as respostas dada pelo seguidor. Isso significa que os melhores líderes não são 100% líderes na dança; tem uma certa porcentagem de seguidor também.

Pense nisso como um lanche (tradicional): Os seguidores são o recheio.  Os líderes são os dois pedaços de pães, envolvendo os seguidores dos dois lados. De um lado, eles estão liderando o seguidor na direção da sua visão (fatia de cima). Mas, eles também usam parte da sua capacidade (fatia de baixo) para garantir que os seguidores ainda estão com eles.  

Isso cria um “piso” que evita que o seguidor se solte de uma conexão confortável. Ele também diz ao líder se seu seguidor está:

  • Atrasando a liderança
  • Perdendo o equilíbrio
  • Interpretando mal a liderança
  • Desconfortável com um movimento específico

 

Isso não significa que o líder deixe de liderar. Mas, significa que eles estão mantendo a consciência do que está acontecendo com o seguidor – em vez de ser escravo de sua própria visão.

É como ter dois guias turísticos para um grupo: um mantém a frente em movimento, e o outro garante que ninguém se perca na parte de trás do grupo. Se a parte de trás atrasar muito, a frente pára e espera que a parte traseira os encontre.

Muitas vezes, essa capacidade de acompanhar a liderança é a diferença entre líderes “médios” e “ótimos”. É como eles criam a sensação de que o seguidor “não tem como errar”. Se você é capaz de reajustar sua liderança para os erros do seu seguidor, eles nunca sentirão que “estragaram”. Em vez disso, você dá ao seguidor um sentimento de domínio porque você consegue acomodar sua visão, erros e problemas “seguindo” eles.

Além disso, a capacidade de seguir o seguidor funciona maravilhosamente com dançarinos avançados. Quando você sabe como seguir os movimentos do seu parceiro, um seguidor avançado pode criar novos movimentos com você e adicionar acentos musicais. Isso pode levar a novas e criativas descobertas na dança – sem momentos incômodos e desencontros.

 

O conceito de liderar enquanto segue

Liderar enquanto segue é quando um seguidor é capaz de interpretar com sucesso o imperfeito e preencher as lacunas na dança sendo responsável por seu próprio corpo e equilíbrio. É menos sobre propor um movimento novo, e mais sobre ser responsável pelo que está acontecendo.

 

Os seguidores que afirmam que “apenas seguirão” muitas vezes não possuem essa habilidade. Também pode ser uma teimosia simples – ou uma educação que não lhes deu a confiança para possuir sua própria dança.

 

Na ausência de uma liderança necessária, um seguidor que pode “liderar” seu próprio corpo pode manter o equilíbrio e o controle. Às vezes, pode até ajudar a colocar a liderança no caminho certo. Muitas vezes, você pode vê-lo com seguidores que sutilmente ajustam o tempo para alguém fora do tempo, ou com iniciantes que lutam contra os passos básicos.

 

Os melhores seguidores podem fazer isso liderando sem “assumir” o fluxo da dança. Eles entendem qual é a diferença entre preencher os espaços vazios ou descarrilar um espaço já ocupado por uma vantagem.

Líderes avançados também usam isso para criar a peça na dança. Com um seguidor que não tem medo de liderar seu corpo e ser responsável por sua própria execução, os líderes podem se tornar criativos com movimentos novos e excitantes. Experiências podem acontecer. Mas, sempre exige que o seguidor seja responsável pelo seu próprio corpo.

A melhor forma de aprender isso

 

Este é um assunto polêmico. Eu acredito que aprender a liderar e seguir em uma dança, acelera a capacidade de ambas ao mesmo tempo.

Eu acredito que quanto mais cedo você começar, mais fácil é “mudar a chave” entre os dois papéis. Sempre que começo uma dança onde acabei de trocar os papéis, acabo tendo um pouco de dificuldade em mudar entre os dois. Liderar e seguir são fundamentalmente diferentes e usam uma memória muscular diferente.

Para os dançarinos que deixam essa ponte para mais tarde, aprender o outro papel, muitas vezes, afeta temporariamente sua proficiência no  seu papel principal. Os seguidores que aprendem a liderar temporariamente se tornam “pesados”, ou tendem a se conduzirem. Os líderes às vezes perdem sua intenção.

Mas, vale a pena (na minha opinião).

Os dançarinos que conseguem esse esforço extra para aprender ambos os papéis tendem a entender o que seu parceiro precisa sentir. Os líderes aprendem a saber quando seu seguidor não está “com eles”, versus quando são apenas um pouco lentos. Os seguidores aprendem onde estão suas oportunidades de “adicionar” à dança – e onde a adição significa interferir com a liderança atual.

Claro, você ainda pode aprender essa habilidade sem aprender ambos os papéis – apenas tende a ser uma jornada mais longa. Por exemplo, uma dançarina que faça ambos os papéis, pode mostrar-lhes como deveria ser a sensação de um movimento. Pode replicar no corpo o que as respostas precisam ser. Já uma dançarina de um único papel, não pode fazer isso com tanto sucesso.

Concluindo

Aprenda a habilidade de liderar e seguir em cada uma das suas danças. Ter a capacidade de acessar ambas as ferramentas fará de você um parceiro de dança e um aluno infinitamente melhor. Isso é uma obrigação, se você é professor.

 

Minha maneira preferida para desbloquear essa habilidade é aprender ambos os papéis. Mas, no caso de que isso não seja para você, gaste um tempo investindo na arte de ouvir o corpo do seu parceiro – em vez do seu próprio.

 

FONTE: http://www.danceplace.com/grapevine/why-every-dancer-should-be-both-a-leader-and-a-follower/
TRADUZIDO POR: Marcel Cortinovis

O que é West Coast Swing?

West Coast Swing é uma forma estadunidense popular de se dançar swing que se espalhou para o mundo. Parte do apelo do WCS é ser uma dança adaptável; ele pode ser dançado em uma variedade de estilos musicais e gêneros! Além de que a dança em si cria espaço para improvisos e interações entre os parceiros. Combine esses elementos com os estilos da dança de rua (a maioria dos dançarinos de wcs resistem ao impulso de formalizar a dança deixando-a como um ritmo de dança de salão) e é fácil de ver porquê pode ser tão difícil de definir mas tão fácil de amar.

Saiba mais sobre West Coast Swing abaixo.

wcs

Características do West Coast Swing

  • WCS é uma dança de propor-seguir seu parceiro que enfatiza a conversa entre os pares. O líder é responsável por escolher o movimento da dança, mas isso encoraja o seguidor a criar oportunidades, de brilhar durante a dança. O seguidor é responsável de levar a intenção do líder,
    Mas é encorajado a brincar e interpretar dentro da estrutura geral do líder.
  • WCS Geralmente é dançado em linha, com o seguidor se movendo para qualquer extremidade da linha e o líder se mantém no centro. Embora a linha possa rodar ou descolar na ocasião, WCS não é uma dança circular ou progressiva.
  • Cada passo do WCS termina na âncora; o líder e o seguidor se afastam criando um elástico. Esse elástico ou elasticidades, cria um visual suave e tranquilo para sua dança.

Por que as pessoas amam tanto o WCS?

Uma das principais virtudes do west coast swing é o alto nível de personalização da dança. Então, o que é west coast swing? Não existe uma maneira única de se dançar WCS, e os dançarinos são encorajados a desenvolverem seu próprio estilo dentro da estrutura básica da dança. Apesar de ser uma dança de propor-seguir a dois, ela permite muita liberdade e individualidade!

Com o que se parece?

Todos já devem ter visto o vídeo viral de dois profissionais do west coast swing dançando um improviso e criando uma dança fantástica e inspiradora. Esse vídeo é acompanhado por uma chamada sensacionalista e até preconceituosa para quem conhece a realidade desses profissionais. Se você ainda não viu, veja abaixo e após assistir, se você se interessou pelo ritmo, visita nossa seção de professores no site do Conexão para se informar sobre aulas.

Como fazer os seus movimentos parecerem fáceis

O movimento eficiente é fácil de reconhecer – todos nós sabemos quando vemos um dançarino, que cada um de seus movimentos parece natural e sem manobra. Entender como criar esse efeito, no entanto, é muito mais complicado. De uma perspectiva prática, dançar com eficiência ajuda você a economizar energia e minimizar o desgaste do corpo; Do ponto de vista artístico, permite que você faça grandes impressões com pequenos momentos e memórias duradouras para aqueles que estão assistindo.

“Tanta luta e determinação em seu treinamento pode ser difícil para dançarinos iniciantes ajustarem suas prioridades em direção a simplicidade e facilidade”, diz Laurel Jenkins, artista independente e artista de teatro Trisha Brown Dance Company. “Sua estética muda, e você pode descobrir coisas novas maravilhosas”. Dominar a arte de um movimento sem esforço requer uma nova perspectiva e uma estratégia inteligente dentro e fora do palco.

Use as transições.

Quando adolescente, o diretor de Ballet da Cidade de Nova York, Anthony Huxley, teve um momento “aha” assistindo o antigo presidente da NYCB, Peter Boal, demonstrando combinações. Ele aprendeu de Boal como guiar seu peso e impulso de cada passo de forma que o ajudasse a começar o próximo. A metade da energia necessária para executar um movimento poderia ser emprestada do anterior, e assim por diante.

“Você tornará suas transições tão fáceis, limpas e rápidas quanto possível, tirando tudo o que não precisa de sua dança”, diz Huxley. Isso inclui ser desnecessariamente focado em formas específicas. A menos que a coreografia exija que você demonstre equilíbrio.

Olhe em volta

Os dançarinos costumam se observar no espelho, podendo desenvolver o hábito de olhar para a frente. Mas para conseguir uma sensação de pouco esforço, é essencial usar seus olhos de palco. “Solte o pescoço para que a cabeça possa se mover livremente e os olhos possam ver”, sugere Jenkins. “Fazer decisões com base no que você vê gera uma estética fácil e casual. Quando isso acontece no palco, é um sinal de maturidade – estou atraído e quero saber mais”.

Faça de novo

Use ensaios de para classificar seu conhecimento e determinar quando pisar com energia, e quando se mover sem esforço, aconselha Huxley. “A primeira vez que faço algo, eu sempre dou tudo 100 por cento, o que te desgasta tanto física quanto mentalmente. Essa não é uma experiência agradável”.

A dançarina e coreógrafa Jodi Melnick gosta da repetição como uma ferramenta que ajuda a entender a essência de um movimento. Cada vez que ela repete um passo, ela reaprende e reexperimenta ele, “gravando fisicamente e se conectando com a sensação do movimento”, diz ela.

Já é suficiente

Os movimentos têm “pontos suaves” quando se trata da quantidade de esforço e relaxamento muscular necessário. Faça uma pausa para se perguntar quanta força você está usando e, na maioria das vezes, você verá que pode se poupar. “Muitas vezes penso sobre isso como o equilíbrio entre tensão e atenção”, diz Melnick.

“Eu sou fraca, de verdade”, diz ela. “Eu não tenho essa força explosiva e muscular, está tudo em seguir a estrutura certa, como jogar bilhar ou jogar dardos”.

“A idéia não é fazer muita força, é realmente um equilíbrio”, explica Jenkins, “e fazendo menos, o dançarino é um imã para o foco do público, ao invés de tentar capturar a atenção do público. Eu penso nisso como um gato, Aquela quietude dinâmica que tem antes de um ataque – aquele equilíbrio acordado, pronto para uma ação decisiva “.

Fonte: http://www.dancemagazine.com/make-your-movement-look-effortless-2381883297.html
Traduzido por: Marcel Cortinovis

Aprenda a escolher: bom professor X excelente professor

O que qualquer dançarino seria sem seus professores de dança?

Claro, ele não seria dançarino. Não ao menos no sentido formal. Os dançarinos são cativados, moldados, nutridos e lançados no mundo da dança pelos seus professores. E os melhores dançarinos tiveram e/ou ainda têm excelentes professores de dança para agradecer pelo seu sucesso.

Então, quais são as qualidades de um grande professor de dança? O que faz um professor de dança ir do status de “bom” para “excelente”? Neste artigo vamos citar 12 traços que um excelente professor de dança tem. Aprenda a perceber isso na escolha de quem vai cuidar da sua dança.

Além dos meus pais, meus professores fizeram o máximo para moldar minha vida“. – George Lucas.

12 traços de um excelente professor de dança:

  1. Realmente ama a dança.

Os melhores professores de dança respiram dança como oxigênio. A dança não é a única coisa na vida do professor, mas é seguro dizer que ele mergulha na dança e é compelido a compartilhar esse fascínio com os outros.

“Um bom professor é como uma vela – ele se consome para iluminar o caminho para os outros.” – Mustafa Kemal Atatürk

  1. Ama e honra o ensino.

Além da compulsão de compartilhar o que amam com os outros, grandes professores de dança são fascinados com o ato e a arte de ensinar. Eles reverenciam o ofício e seu papel como professor. Por isso, um excelente professor continua aprendendo a desenvolver suas habilidades de ensino, aprimorando seus conhecimentos e se dedica a fornecer a mais alta qualidade de experiência aos seus alunos.

“Ninguém deve ensinar quem não ama o ensino.” – Margaret E. Sangster

  1. Foi lá e continua.

Um grande professor de dança sabe e lembra o que é ser aluno. Ele desenvolveu e dominou as habilidades que está transmitindo para você, no entanto, não pára por aí. Ele andou o caminho das pedras, conhece as dificuldades, entende o processo.

“Um homem deveria primeiro se guiar para o que deveria ser. Só então ele deveria instruir os outros. ” – Buda

 

  1. Apoia você.

Grandes professores de dança são sensíveis às necessidades de cada aluno, independentemente da capacidade ou do talento inato. O excelente professor analisa muito bem seu aluno e só depois encontra a melhor maneira de encorajá-lo a ser o dançarino que quer ser. Ele passa a te conhecer, acredita em você, te estimula, elogia seus sucessos e o ajuda a entender e corrigir seus erros.

“Toda criança merece um campeão – um adulto que nunca desistirá deles, que entende o poder da conexão e insiste em que se tornem os melhores que possam ser.” – Rita Pierson

“Trate as pessoas como se fossem o que deveriam ser e você os ajudará a se tornarem o que eles são capazes de ser.” – Goethe

  1. Motiva você.

O apoio de um professor de dança envolve frequentemente “te levantar e te derrubar”. Um excelente professor desafia você e inspira você. Ele te orienta a estar preparado para todas as situações. De uma maneira ou de outra, ele sempre encontrará como te guiar para todo o teu potencial.

“Um mestre pode dizer o que ele espera de você. Um professor, no entanto, desperta suas próprias expectativas. “

– Patricia Neal

“O sonho começa com um professor que acredita em você, que puxa e empurra e leva você para o próximo platô, às vezes te cutucando com um bastão afiado chamado “verdade”.  – Dan Rather

  1. Respeita você.

Um excelente professor não é apenas sensível às suas necessidades, mas valoriza sua individualidade e humanidade. Embora ele possa estar à frente de você no conhecimento da dança, ele mostra profunda consideração por seus sentimentos, seus pensamentos, seu corpo e seu progresso. Ele espera que você progrida e faça o seu melhor, e resiste a desistir de você, mesmo quando você não consegue atender a essas expectativas. Não é difícil perceber que ele ama seus alunos tanto quanto ele ama dança e ensino.

“Uma criança não pode ser ensinada por quem a despreza, e uma criança não pode se dar ao luxo de ser enganada.”  – James Baldwin

  1. Mostra empatia.

É possível aprender com professores negativos ou desanimadores, mas um excelente professor te inspira porque ele se importa. Isso não significa que ele é influenciável. Significa que ele responde aos seus alunos com compreensão e, quando apropriado, compaixão. Ele alcança as pessoas no que elas são, e não no que elas esperam um dia se tornarem.

“Um olha para trás com apreciação para os professores brilhantes, mas com gratidão para aqueles que tocaram nossos sentimentos humanos. O currículo é uma matéria-prima tão necessária, mas o calor é o elemento vital para a planta crescente e para a alma da criança. ” – Carl Jung

  1. Adapta-se e é flexível.

Excelentes professores estão prontos e dispostos a sair da zona de conforto para nutrir seu pensamento. Eles capacitam os alunos, ensinando-os a pensar e às vezes direcionar sua aprendizagem. Um excelente professor sabe quando perdeu seus alunos e sempre tentará novas maneiras de ajudá-los a se recuperar, descobrir e entender.

“Você não pode dirigir o vento, mas você pode ajustar as velas”. – Anônimo

  1. Cultiva e se preocupa com sua saúde.

Sua saúde física e mental é crucial para o seu sucesso como dançarino. Um professor excelente acompanha as informações mais recentes e as melhores práticas de ensino. Ele também sempre se preocupa em manter a sala de aula como um espaço seguro para tentar, falhar, corrigir e crescer.

“Eu nunca ensino meus alunos. Eu apenas tentarei fornecer as condições em que possam aprender. ” – Albert Einstein

  1. Conduz um processo de descoberta.

Todos os professores de dança devem ter um método para sua “loucura” – geralmente um que nasce do ensaio e da experiência. Os bons professores estudam e se esforçam para criar um currículo ou processo para orientar estudantes com padrões, metas e objetivos lógicos. Os melhores professores criam espaço nesse processo para questões, exploração e adaptação. Eles querem que você seja um dançarino consciente e auto motivado.

“Mil professores, mil métodos.” – Provérbio chinês

“O melhor professor é aquele que sugere, em vez de dogmatizar, e inspira seu ouvinte com o desejo de ensinar a si mesmo.” – Edward Bulwer-Lytton

  1. Fala para cada aluno.

O talento especial de professores excelentes está em conseguir traduzir conceitos de movimento para uma linguagem que faça sentido para os alunos. Ele comunica conceitos repetidamente de diferentes maneiras até que todos entendam. Para ele, vale a pena tentar alcançar todos os alunos porque ele sente que cada aluno merece seu melhor esforço.

“O professor médio explica complexidade; O professor talentoso revela simplicidade. ” – Robert Brault

“A tarefa do excelente professor é estimular as pessoas aparentemente comuns a um esforço incomum. O problema difícil não é identificar os vencedores: é fazer vencedores a partir das pessoas comuns. ” – K. Patricia Cross

  1. Cria comunidade.

Os melhores professores de dança são como planetas com sua própria atmosfera. Os estudantes que gravitam em torno de tais professores se tornam parte de uma cultura única que busca trazer o melhor em todos respirando o mesmo ar. Um professor que cria essa comunidade ensina mais do que apenas a dançar. Ela instrui os alunos a viver como pessoas melhores.

“Nós não ensinamos matemática, história, ciência ou gramática – ensinamos estudantes.” – Desconhecido

” Eu gosto de um professor que lhe dá algo para levar para casa para pensar além da lição de casa.” – Lily Tomlin como Edith Ann

FONTE: http://www.danceadvantage.net/great-dance-teachers/
TRADUZIDO E ADAPTADO POR: KIKO FERNANDES

20 dicas para a etiqueta na dança social

Muitas vezes esquecemos que a dança é uma comunidade que tem seus costumes e hábitos, muitas vezes esquecido e ignorados.

Vamos relembrar algumas etiquetas para melhorar nossa comunidade e deixa-lá mais atrativa.

Dicas de Etiqueta:

1. Tente sempre dançar com a maior variedade de pessoas em bailes e eventos.

2. Se você está em um baile com alguém que você trouxe pra conhecer a comunidade, essa pessoa deve ser sua prioridade de dança nessa noite.

3. Um bom leader é reconhecido por quão preciso seu movimento é e não pela força física que ele coloca nas conduções.

4. Não peça desculpas por erros na dança, apenas sorria e continue.

5. Mas peça desculpas se você pisar/bater em alguém, seja a pessoa com quem está dançando ou o casal ao lado.

6. Reconfortar alguém que está se sentindo mal sobre sua própria dança é sempre melhor do que criticar.

7. Não dê dicas ou ensinamentos que não te foram solicitados.

8. Dançarinos avançados não devem nunca tentar passos avançados com pessoas iniciantes.

9. Agradeça todas as pessoas que você dançar, sejam elas quem forem.

10. Não corrija a postura da pessoa que você está dançando, a não ser que você seja o professor dela.

Dicas Etiqueta

11. O maior erro da dança é parar no meio dela para conversar sobre algum erro menor.

12. Existe uma grande diferença entre recusar uma dança ou pedir para dançar mais tarde.

13. Boas followers devem acompanhar seus parceiros mesmo se eles estiverem fora do ritmo.

14. A distância entre as duas pessoas na postura fechada deve sempre ser ditada pela follower, e sempre na sua zona de conforto.

15. Followers devem evitar dar sugestões de passos durante a dança, o leader já tem uma lista de coisas para pensar.

16. Se você não tem certeza do nível de dança da outra pessoa, uma boa estratégia é começar devagar e com uma música lenta.

17. Se você não tem certeza do nível de dança da outra pessoa, procure não enfeitar muito e se ater ao rítmo.

18. Nunca faça passos aéreos e pegadas no baile.

19. Bons dançarinos procuram dar passos menores quando o baile está muito cheio.

20. Bons dançarinos não devem intencionalmente tentar provar serem melhores do que a pessoa com quem estão dançando.

 

 

Fonte: http://www.arthurmurraylive.com/blog/49-steps-to-great-ballroom-dance-etiquette/
Traduzido e adaptado por: Lucas Esteves

Anchors Away! Aperfeiçoando o passo âncora do West Coast Swing

A âncora.

A âncora é uma das partes mais importantes do west coast swing. Não só cada movimento termina no passo âncora, mas a âncora também é responsável por boa parte do visual do WCS. Elasticidade, suavidade, o ritmo relaxado da dança: tudo isso está profundamente conectado com a âncora. Comece a praticar agora e descubra como aperfeiçoar o passo âncora no wcs pode te ajudar significativamente.

ancora

Melhorando sua âncora

Para um iniciante, existem dois elementos chaves para a âncora do wcs.

Primeiro: A âncora não se move. Daí o nome, “âncora.”

Segundo: A âncora se estende para longe de seu parceiro.

“Anchors away!” (termo em inglês para: Âncora que acaba de começar a colocar peso sobre a corda ou corrente pela qual ela está sendo levantada.)é uma boa frase para se manter em mente. A próxima dica vai te ajudar a praticar esses elementos.

A dica:

Sem um parceiro, se coloque em uma posição antes de ancorar. Para leaders (conduz), seu peso está no seu pé esquerdo; Followers(conduzido), seu peso está na direita. Esse pé não vai se mover durante o exercício. Nós vamos chamar esse pé de “não-âncora” por enquanto.

Pegue seu pé livre (leader direito, follower esquerdo) e o coloque em terceira posição (o calcanhar do pé da frente é alinhado com o peito do pé traseiro.), mas ainda não transfira o peso. Se deixar o seu pé pairar ligeiramente ao solo te ajudar, faça isso. Neste ponto, você está tentando sentir onde o pé está sem cair. Vamos chamar este pé de pé de âncora, porque sua âncora vai começar e terminar com o seu peso sobre este pé. Sem mover o seu pé não-âncora, faça um passo triplo (pé de âncora, pé não-âncora, pé de âncora). Mesmo que você esteja transferindo seu peso, concentre-se em manter o pé de âncora na terceira posição. Repita este processo até que você possa confortavelmente executar um passo triplo na posição correta do pé.

Dominar seu passo de âncora está ao seu alcance! Aguente firme!

Fonte: https://www.westcoastswingonline.com/mastering-the-anchor-step-in-west-coast-swing/
Traduzido por: Marcel Cortinovis.

 

Os profissionais deveriam dançar mais nos eventos?

Boa parte dos dançarinos vão para grandes eventos por causa da oportunidade de dançar com profissionais mundialmente famosos. Em alguns lugares, chegam a formar fila, esperando seus três a cinco minutos no paraíso.

Entretanto, alguns desses profissionais quase não aparecem para dançar nos eventos, ou foca em dançar com outros profissionais.

Eles estão infringindo alguma regra? Tem algum requerimento ou expectativa que os profissionais devam estar dispostos a dançar com todo mundo nos eventos?

Minha resposta? Normalmente não.

professor west

Que tipo de profissionais estamos falando?

Esse artigo trata explicitamente dos melhores profissionais mundo afora. Aqueles que viajam toda semana para eventos de dança e são pagos para isso. Eles ensinam nos workshops, dão diversas aulas particulares e fazem propaganda do seu trabalho.

E para o que exatamente eles são contratados?

Do ponto de vista de um organizador de eventos, tipicamente, contratamos esses profissionais para ensinar e fazer apresentações. Alguns outros estilos de dança podem ter variações disso, como competições, por exemplo, e alguns podem incluir dançar nos bailes algumas horas no contrato. Um profissional é obrigado a fazer o que ele foi contratado pra fazer.

Quando você vai ver para que a pessoa foi contratada, percebe que ela tem ocupada de duas a oito horas do seu dia. Se o profissional é professor, vai fazer apresentação, é DJ ou juíz, esse número tende a ser até maior.

Se você considerar o tempo de preparação para cada atividade, cada workshop de uma hora exige, pelo menos, uma hora e meia de preparação. DJs precisam preparar seus equipamentos. Quem for apresentar algo precisa ensaiar, passar palco, verificar a música, entre outras coisas. E eles precisam estar bem para fazer uma excelente apresentação. Juízes precisam estar mentalmente alertas para as competições. Todas essas coisas exigem tempo e energia dos profissionais.

O que os profissionais fazem, além disso

Além das obrigações padrões de cada evento, os profissionais sempre tem uma fila de pessoas querendo aulas particulares. O que exige, normalmente, mais duas a seis hora do dia deles.

Quando você faz a soma, repara que eles trabalham de quatro a catorze horas no dia.

Outras coisas mais que eles ainda fazem

Vários eventos ainda tem algumas coisas que não estão no contrato mas é esperado que os profissionais façam, como tirar fotos ou estar em um jantar com patrocinadores, ou até uma palestra.

Sem contar o tempo para se alimentarem e cuidarem de si próprios.

Onde entra a dança?

Se um profissional está no limite inferior da nossa análise (ou seja, gasta quatro horas por dia trabalhando), é bem comum vê-lo nos bailes todas as noites. Eles podem não dançar a noite inteira, mas eles sempre aparecem para dançar pelo menos um pouco. Alguns fazem isso para criar uma reputação positiva, outros porque realmente adoram dançar e conhecer novas pessoas.

E mesmo os profissionais no limite superior da análise acabam gastando algum tempo nos bailes. Com a diferença que eles provavelmente estão exaustos pelo dia cheio de trabalho. Eles também podem precisar ir dormir cedo, principalmente se o evento precisa deles de pé no dia seguinte bem cedo, ou se tiver alguma apresentação ou competição.

A escolha

Existe uma escolha até para os profissionais que mais gostam de dançar nos bailes. E se algo tem que ser cortado no final de semana, normalmente serão as horas de dança nos bailes ou as aulas particulares. E, obviamente, o maior custo-benefício para eles é cortar os bailes. Principalmente para os profissionais que vivem da dança e utilizam as aulas particulares como fonte principal de renda.

Eles precisam descansar para serem funcionais. Alguns, mais que outros. Por exemplo, eu preciso muito dormir. Se eu não dormir, meu rendimento cai em todas as outras atividades. Eu posso dormir durante o dia, ou durante a noite, mas preciso dormir.

Se eu vou ensinar o primeiro workshop do dia as 11, julgar as competições das 14 as 16, dar aulas particulares das 18 as 19 e me apresentar as 23, o único horário que realmente é possível dormir, é após a apresentação. E isso implica em sair do baile, no máximo, as 2. Mas se o workshop da manhã for meio dia, competições até as 15 e depois disso eu estou livre, eu vou gastar a tarde toda dormindo para que eu possa ficar no baile até o café da manhã.

Para que contratar profissionais se eles não vão para os bailes?

Quando você é um profissional da dança, sua reputação pode vir por diversos motivos:

  • Por causa das suas habilidades como DJ
  • Por causa das suas habilidades como professor
  • Pela sua dança nos bailes
  • Por suas apresentações

Existe alguns profissionais que são verdadeiros ETs por ficarem no baile a noite toda. E isso normalmente é reconhecido positivamente em suas reputações. Isso pode contrastar com um profissional famoso por suas coreografias mas que nunca aparece nos bailes.

Ambos os tipos atraem as pessoas. Ambos trazem um valor diferente para os eventos que os contratam. As vezes, mesmo em um casal, você vê um dos dois dançando bem mais que o outro nos bailes. Alguns profissionais ainda são conhecidos pelas incríveis coreografias e por ficarem nos bailes até tarde.

Portanto, alguns simplesmente são contratados por outras coisas que não pelas danças. Eles são contratados pelo que eles têm valor.

Profissionais tímidos, mal humorados ou lesionados.

Outra coisa que devemos analisar é o temperamento de alguns profissionais. Ao contrário da intuição, muitos artistas são tímidos. Vários são introvertidos. Portanto, festas imensas onde eles conhecem pouca gente não são exatamente sua zona de conforto.

Além do mais, vários profissionais têm que lidar com lesões. Esse é o resultado do esforço intenso que eles impõem aos seus corpos todos os dias. Se eles forem para o baile dançar com pessoas diversas, podem transformar uma lesão temporária em um problema de verdade. Principalmente se eles possuem alguma grande apresentação ou competição em seguida. Um movimento errado no baile pode comprometer suas habilidades de cumprir com o contrato.

Existe também a possibilidade de alguns profissionais estarem em um dia ruim. Eu fico assim quando estou cansada. Quando estou com sono e tudo que eu quero é ir pra cama, precisa de alguma música muito boa acompanhada de uma dança incrível pra me animar de novo. As vezes, nem isso é suficiente. Por isso alguns preferem simplesmente ir cuidar da vida deles do que ficar no baile com cara de quem não queria estar lá.

Por que alguns profissionais que ficam o dia todo trabalhando ainda aparecem no baile então?

Primeiro de tudo, todos os profissionais que trabalham o dia todo amam dançar. Então essa parte do evento pode não ser um trabalho para eles.

Outros usam para construir sua reputação pensando que no futuro receberão melhor por isso. Quanto mais público um profissional atrai para um evento, mais valioso ele é para os organizadores. Isso não quer dizer que eles não gostam de dançar, mas pode ser a diferença entre ir dormir mais cedo ou ficar no baile mais duas horinhas.

Mas alguns até vão para os bailes, só que ignoram os meros mortais

Se os bailes são o momento que os profissionais usam para relaxar, é natural que eles prefiram dançar com pessoas que eles gostam e estão acostumados. Nesses eventos costumam ter outros profissionais dançando também.

Esses outros profissionais são aqueles que possibilitam que eles treinem e dancem utilizando sua capacidade máxima. É de se esperar que eles queiram dançar entre eles.

Na maior parte do tempo, os profissionais que dançam somente entre eles não estão pensando como aquilo parece egoísta ou exclusivo, eles só estão pensando em se divertir e se sentir bem. Claro que isso não os dá o direito de ser rude com quem vem chamá-los para dançar, mas é um bom motivo para alguns comportamentos que parecem esnobes mas na verdade não tem essa intenção.

(E sim, existem profissionais que realmente são esnobes. Mas são poucos)

Como eles se atrevem a gostar mais de dançar entre eles do que com as pessoas normais

As pessoas normais gostam de dançar com os profissionais por causa das suas incríveis habilidades. Essas habilidades existem porque, para eles, dançar é um estilo de vida. Todos os dias, por muitas horas. Obviamente eles têm um conhecimento e controle melhor do que estão fazendo.

Não é aceitável dizer que um dançarino médio vá trazer aquele desafio ou sensação incrível que os profissionais trazem. Dançar com pessoas normais pode ser divertido, excitante e etc, mas nunca é a mesma coisa que dançar com alguém que pratica intensamente, tem experiência e se dedica a isso. É como se o Neymar se sentisse desafiado no futebol por um garoto da quinta série. O bate bola dos dois pode ser divertido e até gerar algumas ideias, mas eles possuem um abismo de experiência.

Mas eu quero dançar com os profissionais!

Quando um profissional decide quando, por quanto tempo e com quem dançar, ele está criando uma reputação para ele mesmo (propositalmente ou não).

Pode não ser o que você considera uma boa reputação, e isso não é um problema. Você tem todo o direito de escolher onde gastar dinheiro e com quem. Você escolhe os eventos que vai pagar e com quem fará aulas. Se você ama dançar com profissionais, priorize e gaste seu dinheiro em eventos que contratem esse tipo de profissionais. Dê a eles seu apoio!

Por que os organizadores de evento não obrigam eles a dançar?

Alguns eventos contratam profissionais para dançar nos bailes por algumas horas. Mas isso significa que o orçamento será cortado em outras atividades ou o evento ficará muito caro.

Na maioria dos eventos, a inscrição apenas para os bailes não é cara. Portanto, gastar o dinheiro com os profissionais para que eles dancem com as pessoas ao invés de gastar com aprendizado nos workshops para quem paga as inscrições completas mais caras, não é a melhor das ideias. Principalmente se você sabe que os profissionais que você contratou vão dançar um pouco de qualquer forma nos bailes.

Portanto, se você quer que os eventos que você vai contrate profissionais para dançar nos bailes, se prepare para gastar mais dinheiro para ir a esses eventos. Senão, fica simplesmente impossível pagar esses profissionais.

Se não estamos pagando um profissional para ele dançar no baile, nós não temos o direito de controlar quanto tempo ele gasta nos bailes ou com quem ele dança. Isso é uma decisão deles e eles tem o direito de rejeitar uma dança, ir dormir ou só dançar entre eles. Entretanto, nós sempre encorajamos que esses profissionais dancem com as pessoas normais e a maioria deles fica feliz em atender.

Bom, mas se eles trabalham com isso, eles não tem a semana inteira pra descansar depois?

Provavelmente não.

Boa parte dos profissionais mundialmente conhecidos viajam semanalmente. Dependendo de quão longe é a viagem, pode levar de dois a três dias na semana. Além disso, você precisa considerar o fuso e o jetlag.

Se um profissional está em um evento que começa na quinta e termina segunda de manhã, só o tempo para ele se recuperar pode consumir a terça e a quarta inteiras.

Além disso, muitos desses profissionais ainda são proprietários de escolas de dança e precisam cuidar dos seus negócios, lavar a roupa e outras atividades do dia a dia. Sem contar que eles precisam ensaiar coreografias, treinar seus corpos e etc. Artistas profissionais não gastam seu tempo livre fazendo nada em algum canto da casa. Se eles fizessem isso, não seria os melhores no que fazem.

Expectativas razoáveis

É realmente incrível quando temos a oportunidade de ver profissionais que amam dançar, são excelentes professores e apresentam coreografias incríveis. Nós devemos ser sempre muito gratos de ter essas pessoas entre nós.

Mas reconhecer que essas pessoas são incríveis não nos dá o direito de querer cobrar a mesma coisa de pessoas que não conseguem ser assim. Precisamos reconhecer que os profissionais são pessoas também, e pessoas tem limitações. Seus corpos têm limitações, suas mentes têm limitações. E essas limitações não os faz má pessoas ou maus profissionais.

Mesmo que tenham sido contratado para um evento, isso não os faz nossos escravos pessoais de dança naquele final de semana.

Sejamos um pouco mais atenciosos com essas pessoas que nos inspiram e promovem o crescimento das comunidades de dança. Vamos dar espaço a eles para descansarem e relaxarem para que possam dar 100% deles quando realmente importa. No mínimo, reconheça os artistas que tentam se superar cada vez mais ao invés de rejeitá-los simplesmente porque eles não apareceram no baile ou não ficaram até o café da manhã.

Fonte: http://www.danceplace.com/grapevine/should-pros-social-dance/
Traduzido por: Lucas Esteves

Síndrome do Ego na Dança, e Como Se Manter Protegido

De um modo geral: quanto melhor um dançarino fica, maior seu ego se torna. Muitas vezes, a velocidade da expansão do ego supera seu crescimento real de dança. À medida que o ego cresce, é também um potencial efeito colateral que a velocidade do crescimento da dança diminua e que a pessoa se torne uma presença de dança tóxica.

Quem está em risco?

 

Todos os dançarinos estão em risco de desenvolver a Síndrome do Ego na Dança, mas você pode estar em um risco elevado se você cair em uma das seguintes categorias:

  • -Vêm dançando há mais de 1 ano;
  • -Não está mais fazendo aulas de dança;
  • -É popular entre dançarinos do oposto ou do mesmo sexo;
  • -É frequentemente elogiado por outros dançarinos;
  • -Tem um alto nível de ambição de dança;
  • -É considerado como aluno de aprendizado rápido, ou “naturalmente talentoso”;
  • -Conseguiu a maior parte das suas instruções através do YouTube ou de outros dispositivos de vídeo;
  • -É considerado fisicamente atraentes para os outros dançarinos em seu meio da dança.

Naturalmente, cair em uma categoria também não garante que um dançarino desenvolverá a SED, mas o dançarino deve prestar atenção a seu ego com cuidado.

Quais são os sintomas da síndrome do Ego da dança?

 

  • -Começar a ensinar antes de pronto, ou antes de ser treinado por um profissional;
  • -Ensinar e não manter o desenvolvimento profissional;
  • -Tendo aulas avançadas antes de pronto, e focando padrões sobre a técnica;
  • -Ser excessivamente crítico sobre outros dançarinos, e incapaz de aceitar a crítica construtiva sobre sua própria dança;
  • -Culpar os outros por uma “dança ruim” e / ou ser incapaz de se divertir com um dançarino de nível inferior;
  • -Sentimento de superioridade em um ambiente de aula;
  • -Não aproveitando as oportunidades para melhorar sua dança.

Ego na dança

Como um dançarino pode prevenir ou curar a síndrome do ego da dança?

 

Aproveitando todas as oportunidades para aprender!!

Nunca sinta que está “muito avançado” para uma aula básica, ou que você é tão competente que não terá nada a aprender em uma aula sobre segurança ou técnica. Esta é a chave para a estagnação na dança.

Recentemente, meu parceiro e eu ensinamos um Workshop de Segurança gratuito para nossa comunidade. Online, toda a comunidade estava prontamente compartilhando postando novamente e comentando que essa foi uma grande iniciativa, e tivemos uma grande participação.

Mas … faltaram algumas pessoas da comunidade que falavam muito sobre o workshop on-line mas acabaram não indo, e eram quem mais precisava ter ido. Muitos daqueles que sentiram que sua dança não era “arriscada”, de fato, se enquadram em alguns dos comportamentos que estávamos tentando corrigir. Mantendo o ego em cheque e aproveitando as oportunidades de aprendizagem, você só pode crescer.

Ao se concentrar em sua própria aprendizagem em sala de aula, ao invés do nível de outros dançarinos.

Ouvi falar e, ocasionalmente, vi dançarinos que estão muito mais preocupados com todos os outros na turma do que com eles próprios. Quando você faz essa crítica dos outros, você diminui seu próprio aprendizado. Se seu parceiro é ruim, trabalhe sobre como você pode compensar o movimento. Se eles são muito rápidos, trabalhe em seguir mesmo que o seu parceiro esteja fora do tempo. Desta forma, você só vai crescer, e seu ego vai reconhecer que, concentrando-se em sua própria aprendizagem, você pode ver os buracos em sua própria dança e manter todas as crises de superioridade florescente sob controle.

Por honestamente avaliar e pedir feedback  de profissionais sobre o seu nível de dança real.

Dançarinos sociais são ótimos, mas ao menos que estejam em nível de professor para sentir como você realmente dança, eles provavelmente não são os mais qualificados para dar feedback. Mesmo que cada dançarino social lhe diga que sua dança é incrível, há provavelmente ainda pontos de melhoria. Procure o seu feedback de um profissional, que está em condições de lhe dar feedback honesto sobre o seu progresso. É muito tentador ouvir todos os “você é incrível” e ignorar o “isso ainda não está certo”, mas fazendo isso você está se sabotando e desenvolvendo um ego irreal.

Ao reconhecer as áreas nas quais precisam se concentrar mais para a melhoria (particularmente conexão).

Não é fácil tomar crítica e aceitar as áreas de dança que você precisa para trabalhar, mas é uma maneira infalível de manter seu ego em cheque. Se alguém lhe dá feedback (especialmente um profissional), salvo certas exceções, você deve reconhecer que pode haver algo lá.

Orgulho-me na minha capacidade de emocionar e performar, mas também ocasionalmente tenho recebido feedback especificamente em relação à falta de clareza em apresentações dramáticas. Seria muito fácil de escrever isso como “oh, bem, eles simplesmente não entendem” … mas por baixo, se eles “simplesmente não entendem”, eu não fiz meu trabalho tão bem como eu deveria ter feito. Ser capaz de tomar este feedback é fundamental para conter o ego e avançar como um dançarino.

Lembrando-se que não são melhores ou piores do que qualquer outro dançarino na sala.

É tentador ver um dançarino menos experiente como menos, mas tentar ver além do ego e reconhecer que cada pessoa na sala com você tem habilidades diferentes. Você pode ser um gênio entre os médicos, advogados, violinistas de um concerto, contadores e mecânicos de carro. Não seria muito agradável em sua área de conforto se eles tratassem você como um idiota ou ser inferior.

Deixe seu ego reconhecer que, embora esta possa ser a sua casa, eles têm outras habilidades que você pode aprender e outros atributos. Mesmo na pista de dança, se for um dançarino bom, aspire  ser como eles. Se eles tem dificuldades, mas realmente se esforçam, admire sua vontade em aprender algo que para alguns é incrivelmente difícil. Se eles estão fazendo isso por diversão, reconheça que eles têm uma vida rica o suficiente e que este hobby é apenas um divertimento, momento de relaxar … e admire que eles ainda buscam esse tempo para sair e compartilhar esse amor com você.

Um dançarino não é apenas valioso por causa de sua aparente capacidade de dançar. No centro, todos nós somos multifacetados. Eu sou um estudante de direito, técnico de teatro, instrutor de dança e um patinador absolutamente horrível. Estou realmente feliz que ninguém julgue o meu valor em minhas habilidades de patinação, e espero que na dança seja possível colocarmos nosso ego de lado para valorizar outros dançarinos como pessoas.

Se mantivermos nossas mentes despertas, podemos prevenir e reverter a Símdrome do Ego na Dança. Espalhe a palavra e lembre-se:

Continue dançando, seja feliz, e seja humilde

Fonte: http://www.danceplace.com/grapevine/dancer-ego-syndrome-and-how-to-keep-yourself-protected/
Traduzido por: Bruna Lovison

O poder destrutivo e indesejável do feedback na dança social

Às vezes, você simplesmente não conhece sua própria força.

Quer seja solicitado, ou não solicitado, podemos perturbar, descarrilar, ou lentamente fazer desaparecer a confiança de alguém como um dançarino social. Use as frases a seguir como seu guia para manter os dançarinos em torno de você seguros de dano não intencional.

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“Eu não posso sentir sua conexão”

 

Por que isso dói

Conduzir é o trabalho do cavalheiro na pista de dança. Dizer a alguém que você não pode sentir sua conexão é como dizer a alguém que é ruim em seu trabalho.

Tente isso em vez disso

Com um sorriso em seu rosto, pergunte a si mesmo: “O que posso fazer para ser mais sensível a esta condução?” Você pode até querer apresentar o desafio ao seu professor durante sua próxima aula ou baile de prática.

Conduzir e ser conduzido é o maior desafio para a dança social. É um desafio se manter sensível e mover-se claramente e por isso que é tão bom para o seu cérebro, e ajuda a desenvolver a confiança. Tomando uma abordagem interna de feedback você protege seu parceiro, e pode melhorar a sua dança neste processo.

“Você precisa treinar como seguir melhor”

 

Por que isso dói

Por todos os motivos listados acima, mas para a dama. É o trabalho delas, elas estão tentando seguir, e querem fazer um ótimo trabalho.

Tente isso em vez disso

A solução para os cavalheiros é um pouco diferente.

1. Nunca repita essas palavras a outra dama.

2. Evite implementar seus padrões de dança mais avançados com novos parceiros. Claro, é impressionante, mas o objetivo é mover-se como uma unidade – não mostrar cada passo que você sabe.

3. Seja mais ousado com seus movimentos. Em 9 vezes de 10, o cavalheiro que é frustrado pela habilidade das damas não está movendo-se claramente bastante.

4. Sorria, agradeça a elas, e lembre-se que elas são um “projeto em andamento”, assim como você.

“Acho que você nunca dançou isso antes”

 

Por que isso dói

Se este fosse um tribunal, o advogado de seu parceiro de dança objetaria com o argumento de que esta é uma suposição de fato não em evidência.

Tente isso em vez disso

1. Dê a si mesmo um lembrete interno, “Esta é provavelmente uma nova dança para eles, ou eles estão realmente nervosos.”

2. Dê-lhes confiança: “Muito obrigado pela dança, me reserve outra mais tarde.”

“Você deve ser novo”

 

Por que isso dói

Esta é outra dessas declarações pretensiosas semelhantes às listadas acima.

Tente isso em vez disso

Esta frase só precisa de mais contexto e encorajamento. Faça esta frase valer para a interação humana, em vez de parecer que você está dando uma nota para a habilidade de dança. Em vez de “você deve ser novo” por si só (ou com uma olhada dos pés à cabeça), tente adicionar:

1. Você deve ser novo … Eu sou parte da organização do baile, bem-vindo!

2. Eu não dancei com você antes, você deve ser novo. Prazer em conhecê-lo!

Pensamento Final

Felizmente, existem professores. Aqueles mestres comunicadores treinados na arte de feedback específico e produtivo. Quando em dúvida, e especialmente quando você não está, peça o feedback ao seu professor.

Aqui está o porquê.

Nós todos compreendemos os perigos sociológicos de perguntas como “eu pareço gorda neste vestido?” Ou “quantos anos você acha que eu tenho?”. Nesses casos, é claro que a pessoa perguntando não está procurando uma avaliação científica e está realmente apenas procurando encorajamento.

O mesmo pode ser dito para perguntas como “o que você pensou sobre minha dança?”

Como um dançarino social realizado é importante que você reconheça a pessoa, e empatize com os desafios que superou para se transformar um dançarino social bacaninha. A pergunta pode ser sobre a dança, mas a resposta precisa ser sobre a pessoa.

Fonte: http://www.arthurmurraylive.com/blog/the-unintended-destructive-power-of-social-dance-feedback
Traduzido e adaptado por: Nany Sene

UTILIZE TRAVAS À PROVA DE IDIOTAS PARA EVOLUIR SUA DANÇA

Mas o que é uma trava a prova de idiotas?

Você já tentou ligar o micro-ondas com a porta aberta? Ou tentou tirar a chave do carro da ignição com o carro em movimento?

Esses são dois exemplos de restrição de comportamento (behavior-shaping constraints do termo técnico), popularmente conhecido como “travas à prova de idiotas”.

Como o nome sugere, essas travas te impedem de agir de forma idiota e garantem o resultado esperado.

Travas à prova de idiotas

Travas à prova de idiotas para dançarinos

Se você quer melhorar sua dança, essas travas são um modelo mental extremamente poderoso. Imagine esse exemplo:

Você quer ser um dançarino melhor. Você sai para dançar cerca de quarto vezes por semana, o que é ótimo!

Mas tem um problema. Sempre que você tem uma dança ruim, você fica tão envergonhado que imediatamente entra no seu carro e vai pra casa. Algumas noites isso acontece após a primeira dança da noite! O que fazer?

Existem algumas travas que você pode considerar. Mas, primeiro, qual é o objetivo principal dessa trava? Queremos ser capazes de ficar, pelo menos, duas horas em cada noite de dança.

Qual é a ação que evitamos com essa trava? Não queremos fugir do baile logo após ter uma dança ruim. Certo, vamos ao “toró de parpite” (brainstorming) então:

  • Não vá de carro para o baile, ao invés disso, vá de Uber, de carona com alguém ou de transporte público.
  • Dê a um amigo R$ 100 quando você chegar no baile e diga que se você for embora antes de tal horário, ele pode ficar com o dinheiro.
  • Prometa a um amigo que dará carona a ele ao fim da noite.
  • Vire dois shots de Jose Cuervo antes de começar a dançar.
  • E por aí vai…

Pense um pouco e considere essas opções (e outras que você tiver pensado). Qual delas trava melhor o efeito positivo enquanto nega o efeito negativo?

Não ir de carro evita que você entre no seu carro imediatamente e fuja, mas mesmo sem carro existem outras formas de fugir imediatamente. Não vale a pena.

Prometer uma carona para algum amigo é uma boa se você tem algum amigo que fica até o final. Mas as travas devem exister 100% do tempo, não as vezes. Não adianta.

Virar dois shots de Jose Cuervo significa que você não poderá ir embora de carro antes de algumas horas (valeu Lei Seca!). Mas não te impede de ir embora sem seu carro, além de o álcool afetar sua dança. Melhor não.

O que sobra a ideia de dar R$ 100 a um amigo. A parte positiva é que pode ser qualquer amigo que você confia, o que você deve ter pelo menos um por baile.

Se ele for embora, você pode transferir a responsabilidade para outro amigo. Esse método ainda te faz gastar menos dinheiro com álcool no baile, já que seu dinheiro está com alguém. Legal.

Mas você ainda precisa, ativamente, dar R$ 100 pra alguém todo baile. A trava é testada toda vez. Seria melhor se fosse uma trava eterna que, assim que ligada, funcionasse pra sempre. Mas dentre as opções, essa é a minha favorita.

A trava à prova de idiotas funcionando

A trava de R$ 100 se baseia no fato que R$ 100 é bastante dinheiro. Se pra você essa quantia é irrelevante, aumente esse valor. Assim que começar a executá-lo, esse será o panorama:

Você chega no baile. Encontra seu amigo confiável e passa pra ele uma nota de Peixe. Na sua primeira dança você pisa no pé do seu parceiro e escuta um grito alto. Você se sente terrível e decide ir pra casa. DROGA!

Você já pagou R$ 20 pra entrar no baile e agora está prestes a perder mais R$ 100 se for embora. O que você faz?

Você decide então  ir lá fora respirar um pouco. Depois de 10 minutos, seu amigo te vê lá fora, vai até você e começam a conversar. Ele te chama pra dançar, você diz que não, ele insiste, você aceita pra não fazer desfeita. Aí você tem uma dança excelente.

Esse é apenas um exemplo. O aprendizado de tudo isso é que você pode desenhar um sistema que trave o comportamento que você quer evitar na sua dança, seja ele qual for.

Pode ser algum problema de execução ou, como comentamos aqui, algo sobre motivação ou timidez.

Você tem algum exemplo de trava à prova de idiotas que você usa para te impedir de fazer algo que você não quer, ou pra melhorar a sua dança?

Poste nos comentários. Adoraríamos ouví-las.

Link: http://latindancecommunity.com/use-forcing-functions-to-become-a-better-dancer/
Traduzido por: Lucas